Moro e seu 'partido' escolhem quem atacar e quem favorecer



O Brasil caminha do Estado de Direito para o Estado de direita0

 

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"Lula e o PT há muito se esgotaram como via legítima de um projeto popular"


Eu não quero escolher o meu chicote, eu quero é quebrar as correntes nos meus pés

Helena SIlvestre


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NOTAS

NOTA DA DIRETORIA DA APROPUC-SP FRENTE À CONJUNTURA NACIONAL
 
A diretoria da APROPUC-SP vem a público manifestar seu posicionamento contra o golpe institucional de direita em curso, que se utiliza de um álibi no interior do aparelho de Estado ao impetrar o pedido de impeachment contra a presidente da República. Essa tramitação atende aos setores da burguesia, do grande empresariado, da FIESP, da oposição de direita do PSDB, do PMDB e de seus aliados, da grande mídia – Rede Globo e os jornais e revistas de grande circulação –, do Ministério Público, da Polícia Federal, da OAB que, frente a um governo enfraquecido, articula-se internamente para manter-se no poder e em defesa de seus próprios interesses de classe.
A crise política está diretamente vinculada à crise econômica do capital que necessita entrar com medidas de mais austeridade contra os trabalhadores na defesa dos interesses de classe da burguesia que se consubstanciam na exploração do trabalho humano e no neoliberalismo. Para tanto o PT, embora tenha cumprido as medidas de ajuste fiscal impostas pelo capital, já não interessa mais aos setores reacionários e de oposição da burguesia em conviver com esse governo. Esse é o sentido do golpe institucional arquitetado com as manobras do judiciário sem base fundamentada para essa medida.

O modelo neoliberal é implantado no Brasil desde o governo Collor, passando pelo governo Itamar, se consolidando nos dois mandatos de FHC e tendo sua continuidade nos dois governos – Lula e 1º mandato de Dilma –, se aprofundando no segundo mandato da presidente reeleita. Em que pese a diferenciação nos governos do PT com programas sociais dirigidos à população mais empobrecida, os mesmos desvinculados de políticas estruturantes como trabalho e defesa de salários e empregos, expressou programas focalizados necessários à logica do capital que de outro lado se favoreceu de incisivos ajustes econômicos que recaíram sobre os trabalhadores.

Essas medidas neoliberais atacaram e continuam a atingir o conjunto da classe trabalhadora: Contrarreformas do Ensino Fundamental, Médio e Superior, Trabalhista, Sindical, Previdenciária e ajustes fiscais aprovados, em 2015, com cortes nas áreas da saúde, educação, reforma agrária, em programas habitacionais, privatizações com um claro compromisso com o capital financeiro, em direção oposta aos direitos dos trabalhadores histórica e arduamente conquistados.

A diretoria da APROPUC-SP, em suas cartas-programa e em sua ação cotidiana, tem se colocado, desde a sua fundação, contra a ditadura militar, em defesa dos direitos dos trabalhadores, em apoio às lutas dos movimentos sociais, sindicais e populares, na perspectiva da luta por uma sociedade anticapitalista, socialista, emancipada. Para tanto, defende a autonomia e independência das entidades dos trabalhadores em relação ao empresariado, ao patronato e ao governo. Nesse sentido, no último período (2015-2016), a APROPUC-SP se posicionou claramente contra os ajustes fiscais do governo Dilma, a lei antiterrorismo, as contrarreformas em curso, os decretos que incidem sobre a quebra dos direitos dos trabalhadores e a luta contra o PL 30/2015, que trata da lei de terceirização de todos os trabalhadores, em tramitação no Congresso Nacional – o mais reacionário da República –, o que levará as relações de trabalho a patamares anteriores aos anos 1930 – Getúlio Vargas.
A APROPUC-SP apoiou as greves de trabalhadores em curso de operários metalúrgicos, gráficos, professores de ensino médio e superior, garis, bancários, metroviários, trabalhadores terceirizados, petroleiros, rodoviários, sendo que as greves ocorridas nos últimos dois anos superaram as dos anos 1980 e 90, período de efervescência das lutas sindicais; apoiou as lutas dos indígenas e quilombolas por demarcação de terras, a luta em defesa dos militantes ameaçados de morte, a luta das mulheres contra a opressão e pela legalização do aborto, a luta contra o genocídio de jovens, negros, pobres das periferias dos grandes centros urbanos pela polícia militar, a luta contra a homofobia, lesbofobia e transfobia, a luta contra criminalização dos movimentos sociais, as lutas contra a precarização do trabalho, as lutas e mobilizações em 2013 nas jornadas de junho, as ocupações de terra no campo e na cidade na luta pela reforma agrária e urbana, a ação direta na ocupação da fábrica MABE pelos operários em luta, a luta dos estudantes secundaristas que ocuparam as escolas de forma independente contra a reorganização vertical realizada pelo Governo reacionário de Alckmin no Estado de São Paulo.

A APROPUC-SP luta e lutará com os trabalhadores por suas reivindicações assim como na PUC lutou contra as demissões de professores e funcionários, contra a quebra da autonomia e democracia universitária, contra a maximização e precarização do trabalho, contra a intervenção da FUNDASP, contra as terceirizações e pela contratação de todos os terceirizados diretamente pela PUCSP, contra a quebra da autonomia universitária em 2012 em que D. Odilo passa por cima da soberania das urnas e indica a terceira e última colocada no pleito, contra a mercantilização e privatização do ensino e em defesa do ensino e do trabalho. No último dia 21/03 se posicionou, lutou e continuará na luta e contra a violência da polícia militar armada contra a PUCSP e continuará na busca incessante para saber quem chamou a polícia. Também não podemos nos calar mediante as investidas fascistas, retrógradas que tem se manifestado cotidianamente espalhando um ódio de classe.
A diretoria da APROPUC-SP se soma às manifestações autônomas e independentes dos trabalhadores na Construção de uma Frente de Esquerda Classista Contra o Golpe da Direita em curso e as manobras do judiciário. Contra as medidas neoliberais e o Ajuste fiscal do governo Dilma e em defesa das reivindicações e lutas da classe trabalhadora. Contra o Impeachment. Participamos do Ato do dia 01/04 no MASP com as bandeiras acima. Somente a classe trabalhadora organizada e em luta por suas reivindicações com autonomia e independência de classe pode barrar o avanço da direita e o ajuste fiscal. Assim como nos somaremos a todas as iniciativas nessa direção na luta contra todo tipo de exploração e opressão de classe, gênero, raça, etnia, etária e orientação sexual. Por uma sociedade libertária, igualitária a ser conquistada pela classe trabalhadora e juventude em luta contra o capital.

Diretoria da APROPUC-Associação dos Professores da PUCSP- Nota frente à conjuntura

A diretoria da APROPUC repudia a ação de boa parte da magistratura brasileira que hoje age de forma a preservar os direitos daqueles que querem derrubar o governo Dilma afrontando a Constituição e os direitos dos cidadãos. É impossível deixar repudiar a barbárie que juízes como Sergio Moro tentam impingir à sociedade brasileira, escorados na espetacularização da mídia e na defesa dos direitos daqueles que exploram a sociedade brasileira bem como a tentativa de cassação de mandato. A diretoria da APROPUC não apoiou as manifestações de Impeachment orquestrada pela oposição de direita e mídia a serviço da classe dominante e nenhum ato que fira a democracia. A APROPUC porém se opõe ao governo Dilma do PT pois não representa os interesses da classe trabalhadora, ao selar a aliança com os setores da burguesia e do grande capital, implantar o ajuste fiscal que recai sobre os trabalhadores com cortes na educação, saúdem habitação, reforma agrária, não demarcação das terras indígenas e quilombolas e a contrarreforma da previdência. Não compôs a manifestações de 18/03 de apoio ao governo Dilma do PT e continua no apoio a luta dos trabalhadores na perspectiva de autonomia e independência de classe, em defesa das lutas,reivindicações, greves por salário, trabalho, saúde, educação, reforma agrária e contra a terceirização, os ajustes, a lei antiterror e conclama a tod@s a participarem das mobilizações de 01/04 organizada pela CSP Conlutas, Espaço de Unidade e Ação e movimentos sociais, sindicais e populares em defesa da classe trabalhadora.
Diretoria da APROPUC

 

EM DEFESA DA DEMOCRACIA

NOTA DO BLOG MARXISMO21
18 DE MARÇO DE 2016

A luta de classes está na boca dos golpistas, está nas palavras de ordem autoritárias daqueles que pedem a destituição, a renúncia e até a morte da Presidente da República.
Os “mercados”, as direitas e seus aliados já decidiram: não querem mais esse governo, não desejam mais intermediários, não aceitam mais nenhum governo que procure diminuir as desigualdades sociais e que busque oferecer condições mínimas para incorporar as massas ao mercado de consumo e ao mercado de trabalho, ainda que de forma limitada e oscilante. Estas forças sociais e políticas, hoje, procuram meios para destituir o atual governo que nem mesmo reformas sociais em profundidade realizou.

A frágil e vilipendiada democracia brasileira, conquistada após um longo e brutal período ditatorial está novamente sob intensos e frontais ataques. Ataque que está criando as condições políticas e institucionais para a suspensão ainda maior das garantias democráticas; ataque sem tréguas aos direitos sociais e trabalhistas, pilhagem de nossa economia e disseminação de discursos de ódio que criam inimigos internos e bodes expiatórios que encontram base social em lideranças de extrema-direita.
Neste momento de acirramento da luta de classes, devemos ter claro quem são os nossos principais inimigos: o grande capital, a mídia corporativa e seus agentes políticos golpistas.

O blog marxismo21 manifesta-se enfaticamente pela defesa crítica do Estado Democrático de Direito e pela preservação da democracia existente, como caminho para a construção política e social da democracia radical e popular que queremos.

Finalmente, convocamos a todos os marxistas e socialistas a se manifestarem claramente e em todos os espaços públicos possíveis pela resistência ao golpe de Estado em andamento.
A Editoria

 NOTA DO NEILS E DA REVISTA LUTAS SOCIAIS SOBRE A ATUAL CRISE POLÍTICA


O(a)s pesquisadore(a)s do NEILS (Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais), que produz a revista Lutas Sociais, têmdiferentes posições em relação aos governos petistas, do apoio crítico à plena desaprovação. É importante observar que Lutas Sociaismantém-se aberta à publicação de textos que, fundamentados em pesquisas teóricas e empíricas, expressam estas distintas orientações políticas.


Dadas as dimensões adquiridas pela presente crise política no Brasil, o ponto comum ao conjunto de pesquisadore(a)s do núcleo e de sua publicação é o repúdio a toda solução golpista, a qual convém apenas aos setores mais retrógrados deste país, sempre avessos aos interesses, mesmo que imediatos, dos oprimidos nacional e internacionalmente. Estamos cientes de que os movimentos e partidos que mais se voltam contra as diversas formas de opressão serão os mais atingidos por um golpe de Estado que coloque  em risco o regime democrático brasileiro, sobre cujas limitações inclusive de caráter estrutural, também temos amplo consenso. 

O NEILS e a revista Lutas Sociais manifestam-se abertamente contra o golpismo, sejam quais forem suas formas, e a favor das lutas pela implementação de políticas sociais mais avançadas e de profundas transformações na sociedade brasileira.

Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais (NEILS)

Revista Lutas Sociais.

26 de março de 2016.