PUC em Movimento

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Missa em memória de funcionários e professores que nos deixaram 

 

No dia 18/01, às 12h, na Capela da PUC, será celebrada uma missa de intenções em memória de José Manoel Andrade Gomes (DTI),  Ivanilde Lucena Tavares da Silva  (ex-funcionária da Reitoria), Valdirene Rocha da Silva (Copa) ,  Joseli Moraes (Serviço Médico) e Profa.  Rosa Maria Farah (Faculdade de Psicologia).

Mas além deles os últimos dois meses foram marcados por outras  perdas significativas para a universidade: Francisco Gonzalez  (ex-professor da FEA),  Viviane Tessitore (CEDIC),   e  Claudio Geromel (ex-funcionário da DERDIC).

Abaixo publicamos um texto das funcionárias Sandra Costa, do Setor de Bolsas e Larissa Trevisan Pereira, da SAE,  sobre os funcionários que perdemos.

  

Homenagem aos queridos amigos e funcionários

 

Tivemos um ano difícil em 2016 e quando estava chegando ao fim, período em que as esperanças se renovam para o novo ano, fomos surpreendidos com o repentino falecimento da Val – funcionária da copa do prédio novo. 

Iniciou o novo ano e como todo bom brasileiro que somos, com a esperança renovada por dias melhores, fomos mais uma vez surpreendidos com a notícia do falecimento da Ivanilde, ex-funcionária da Reitoria, e na mesma noite do Manoel, funcionário lotado na DTI.      

Foram perdas difíceis pois todos eram muito conhecidos e queridos.

Quem não se lembra do sorriso e da alegria da Valdirene, a querida Val, quando íamos à copa para pegar o café? Para quem a conhecia um pouco melhor sabia que muitas vezes passava por situações complicadas na vida pessoal mas aquele sorriso, aquela alegria, estava sempre presente no atendimento de todos.

E a Ivanilde, a querida Iva, tantos anos de dedicação a esta Universidade, participou de momentos históricos como o incêndio do TUCA e sua reconstrução, sua dedicação ao trabalho, sua disponibilidade em ajudar sempre seja lá quem fosse, bastava estar precisando de algo, estava ali sempre pronta a buscar soluções.

E o Manoel, nosso querido Manu, sempre disposto a nos atender, prestativo e transbordando amor. Um ser humano excepcional, que dava valor a cada um de seus colegas e familiares, que amava a vida e nos transmitia todos os dias positivismo. Sempre contribuindo muito com essa Instituição com seu profissionalismo. Para sempre seu sorriso e bom humor estarão em nossas lembranças.

Começamos o ano perdendo pessoas queridas e infelizmente não podemos mudar os acontecimentos. Podemos sim guardar na nossa recordação os bons momentos vividos com cada um deles perpetuando sua memória em nossa lembrança e nosso coração.

Val, Iva e Manu, com certeza a falta da presença física de vocês será sentida por muitos de nós no dia-a-dia, mas tenham certeza que muito maior será nossa saudade e nossa vontade de que trilhem cada um seu novo caminho com a mesma eficiência que sempre tiveram, confiamos em vocês!!!!!

 

Saudades eternas.


Amigos da PUC


Dom Paulo Evaristo Arns: a PUC-SP em luto

 

A esperança perdeu seu maior sorriso: morreu Dom Paulo Evaristo Arns. O arcebispo emérito de São Paulo, grão-chanceler da PUC-SP de 1970 a 1998, faleceu aos 95 anos, no dia 14/12 em São Paulo. "O mundo perde um homem bom. A Universidade perde um de seus melhores representantes e uma de suas maiores lideranças", afirma a reitora da PUC-SP, professora Maria Amalia Andery.

A história de Dom Paulo foi contada em cerca de 10 biografias, incluindo Da esperança à utopia – testemunho de uma vida, escrita por ele mesmo, uma de suas mais de 50 obras. Nascido em Forquilhinha (SC) em 14 de setembro de 1921, em uma família de colonos de origem alemã, teve 12 irmãos. Ingressou na Ordem Franciscana em 1939, foi ordenado padre em 1945 e nomeado bispo em 1966, atuando na capital paulista. Tornou-se arcebispo metropolitano de São Paulo em 1970 e, três anos depois, foi nomeado cardeal. Indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 1989, tem mais de 31 títulos universitários (dentre eles, 24 de Doutor “Honoris Causa”).

 

Direitos Humanos e combate à ditadura

Sua atuação à frente da Arquidiocese de São Paulo e a postura firme na defesa dos Direitos Humanos durante a ditadura militar (1964-1985) o tornaram conhecido e admirado em todo o mundo. No início dos anos 1970, Dom Paulo criou a Comissão Justiça e Paz, que combateu a tortura promovida pelos órgãos de repressão do regime. Apoiou líderes sindicais durante as greves operárias (anos 1970) e o movimento das Diretas Já (1984), celebrou a missa em memória de Santo Dias (líder grevista assassinado durante uma manifestação, em 1979) e a cerimônia ecumênica em memória do jornalista Vladimir Herzog (morto nas dependências de um órgão de repressão militar, em São Paulo), que reuniu milhares de pessoas na Catedral da Sé (1977). No final da década até meados dos anos 1980, ao lado do pastor presbiteriano Jaime Wright, coordenou o projeto Brasil: Nunca Mais, reunindo documentos oficiais e garantindo o registro histórico sobre a tortura durante a ditadura.

 

Nos seus 28 anos à frente da Arquidiocese, construiu centenas de centros comunitários na periferia da capital.

 

 

 

Dom Paulo na PUC-SP

Dom Paulo enfrentou o regime militar também na PUC-SP. Permitiu que a Universidade acolhesse professores de universidades públicas cassados pela ditadura e recebesse a reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em 1977. Defendeu a Instituição e a comunidade acadêmica quando tropas da PM invadiram o campus Monte Alegre e quando dois incêndios destruíram o Tuca, em 1984. Nomeou a primeira mulher reitora de uma Universidade Católica (a professora Nadir Gouvêa Kfouri, em 1976) e instituiu a consulta à comunidade para definir os cargos diretivos da Instituição  em 1980, processo pioneiro dentre as universidades brasileiras. Foi homenageado diversas vezes pela sua PUC-SP: numa delas, em 2004, quando se comemorava seu aniversário de 83 anos, declarou: “Deus seja louvado por esta Universidade, que foi invadida e humilhada, mas que tem a capacidade de se renovar sempre”.

 

Esperança

Neste momento estão sendo publicadas no Facebook da PUC-SP algumas fotos de Dom Paulo.

É possível constatar que, na maior parte delas, o cardeal está sorrindo. O sorriso era instrumento da sua esperança (que louvara em seu lema episcopal): era com ele que entusiasmava as pessoas e conduzia seu rebanho – seu povo – à fé e à luta por uma vida melhor e mais digna. Era nele que se expressava a coragem com que enfrentava as adversidades de seu tempo, mostrando como a força pode se manter firme sem perder a sutileza e a serenidade, como a autoridade pode assumir sua ternura e deixar de lado a carranca. Lembrar o sorriso que Dom Paulo nos lega é uma oportunidade para renovar nossa esperança por uma humanidade mais justa.

 


Assista na íntegra o show em homenagem a Antonio Rago realizado no dia 16.11.2016.



Clique abaixo e assita


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SHOW "JAMAIS TE ESQUECEREI" 
Evento Homenageia o Centenário de Antonio Rago no Tucarena na PUC-SP.
Dia 16 de Novembro, Quarta-Feira das 16h às 18h Palestra e das 19h às 22h Apresentações.
O compositor e músico Antonio Rago, pai do nosso querido colega Antonio Rago Filho, completaria 100 anos de vida. Rago foi um dos grandes nomes da música Brasileira nas décadas de 1950 e 1969, e com seu regional acompanhou cantores como Orlando Silva, Adoniran Barbosa, Silvio Caldas, entre muitos outros. 
Para homenagea-lo foi realizado um evento no mês de Julho, que lotou o Teatro Sérgio Cardoso, no abexiga, bairro que abrigou o compositor por muitos anos. 
Agora os organizadores do Espetáculo vão repetir a apresentação na PUC-SP no dia 16/11, quarta-feira, no Tucarena com uma programação ampla. 
Iniciando as atividades as 16h, Gilson Antunes, Paola Picheilzki e Silvio Stephan participam da palestra "A caminhada do violão Brasileiro" perpassando pela trajetória musical de Antonio Rago, e na sequência, ás 19h, começa um grande show, intitulado "Jamais te Esquecerei", com participações de (por ordem de entrada) Alessandro Grecho, Lucila Tragtenberg, Ângela Calderazzo, Gilson Antunes, Silvio Santisteban, Bonfin, Theo de Barros, Ricardo de Barros, Flavia Prando, Paola Pitcherzy, Breno Amparo, Rodinei Souza, Giussepe Miloni, Paulinho Oliveira, João Vitor, Israel e Regional, Regional Dubili, Marcel Martins, Shen Ribeiro, Henri De Carvalho Rosso, Fernando Bonalda, Valmir Quinto, Felipe Soares, Luiz Carlos de Oliveira Luiz Carlos De Oliveira o Bili, Rosa Maria Collins, Tião Preto e Silvio Gallucci. 
A apresentação estará a cargo de Valdir Mengardo e a organização por conta de Luiz Carlos de Oliveira Quagliotti o Bili. O apoio cultural é da Pianofatura Fritz Dobert, APROPUC e do Cecom PUC-SP.
EVENTO GRÁTIS.


 

 

 

São Paulo, 3 de novembro de 2016

À Presidente da Subcomissão Processante

Profª Eliana Faleiros Vendramini Carneiro

Ref.: MOÇÃO DE APOIO AO PROFESSOR EDSON PASSETTI

 

A APROPUC recebeu a notícia, no último dia 31/10, de que o Professor Edson Passetti recebera uma notificação para responder a um processo administrativo, instaurado pela professora Anna Cintra, para “apurar supostas condutas de mau procedimento e atos de indisciplina ou de insubordinação praticadas contra o empregador”. 

Consta do referido processo a imputação de que o Professor Edson Passetti: estaria fumando em local proibido; teria ridicularizado a orientação de uma funcionária para não fumar; além de supostamente usar bebida alcoólica na universidade, uma vez que teriam sido encontradas garrafas de vinho num evento do qual o Professor Passettifazia parte.

O que primeiro chama a atenção é o fato de que o Professor Passetti tenha sido notificado após a oitiva de testemunhas sem que pudesse, portanto, participar com seu advogado da colheita da prova.

Mais problemático, ainda, é a escolha do formato do procedimento. Segundo o Regimento Interno da Universidade, ao arrepio das regras que normalmente regem o processo administrativo em geral, para apurar infrações disciplinares há duas espécies de procedimento, a sindicância e o processo administrativo, as quais são escolhidas conforme a suposta gravidade do fato que está sendo apurado. No caso do Professor Edson Passetti, a Reitoria escolheu o processo administrativo que, em conformidade com o artigo 339 do referido Regimento Interno, é cabível apenas nos casos considerados “de suma gravidade, comportando, em tese, a aplicação das penas de expulsão para os membros do corpo discente e de rescisão contratual para os membros dos corpos docente e administrativo”.

Em outras palavras, menos eufemísticas, o mencionado processo administrativo pode levar à demissão do Professor Edson Passetti.

 

 

É absolutamente estarrecedor que, por conta das imputações acima mencionadas, considerem-se os fatos de “suma gravidade” e se demita quem quer que seja, professor ou funcionário, ainda mais considerando um professor titular de nada menos do que 40 anos de Universidade, todos eles de profunda dedicação acadêmica, elevando o nome da PUC-SP dentro e fora do País. E, o que é ainda mais irônico, muitos desses anos voltados a estudar os efeitos dos instrumentos sociais de controle.

Não se pretende aqui desprezar simplesmente a existência da apuração acima mencionada, mas nós não podemos aceitar que toda uma vida de trabalho, de produção de conhecimento e de esforço para contribuir para a construção de uma sociedade justa, livre, libertária e igualitária venha a ser descartada desse modo. Que este caso e todos da mesma espécie tenham outras formas e canais de serem abordados e superados legitimamente na PUC-SP.

Assim, a APROPUC vem se manifestar pela revogação imediata do processo administrativo instaurado contra o Professor Edson Passetti!

  Diretoria da APROPUC

 

João Batista Teixeira da Silva

Presidente da APROPUC-SP

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Vestibular , avaliação e entrega de notas na pauta do último Consun do semestre

 

O Conselho Universitário ordinário de 29/6 centrou uma parte de suas discussões no próximo processo vestibular (Verão) que deverá acontecer no final de ano. A pedido da Faculdade de Ciências Sociais a Reitoria respondeu algumas dúvidas sobre como transcorrerá o processo. Segundo a professora Maria Amália Andery, pró-reitora de Pós Graduação,  o Conselho de Ensino e Pesquisa decidiu que o vestibular deste ano seguirá as mesmas características do de 2015, com prova de múltipla escolha, com ponderação diferenciada para diferentes carreiras e redação. A professora revelou que foi voto vencido nesta questão, pois preferia uma maior utilização do resultado do Enem, que deverá ser utilizado somente para vagas remanescentes.

A Comissão de Avaliação do Cepe, Cacepe, apresentou a minuta de deliberação que regerá  o próximo processo, referente aos anos de 2016,2017 e 2018. O texto já foi discutido no Consun e sofreu as mudanças propostas pelos conselheiros. Apesar de não sofrer críticas do colegiado, alguns conselheiros apontaram que a principal questão que resultará da avaliação não foi atacada, ou seja, o represamento dos professores que se submetem a um processo avaliativo rigoroso, mas não auferem nenhuma vantagem disso, pois estão impedidos de progredir na carreira acadêmica. A professora Maria Amalía também informou que o Cepe já está fazendo levantamentos para uma nova proposta em relação ao represamento.

 

Entrega das notas 

 

Por último, a pedido da APROPUC, o professor Marcio Fonseca, da Faficla, relatou a situação aflitiva dos docentes que tentaram colocar as notas no portal nos últimos dias e foram  impedidos pelo não funcionamento do Portal Acadêmico. A professora Anna Cintra esclareceu que o problema deveu-se a uma atualização do software  que comanda o portal e que, a pedido da Fundação teve que ser modificado ao final do semestre, caso contrário a universidade perderia os direitos firmados em contrato. A professora informou que em razão desse problema a entrega das notas deverá ser prorrogada em data a ser confirmada pela direção da universidade.

Por fim o padre Julio Lancelotti, representante da sociedade civil questionou a sua  posição no conselho pois, segundo ele “parece que o que menos interessa a esta comunidade é a sociedade civil”. O desabafo do conselheiro deu-se fundamentalmente pela ausência de uma atitude mais efetiva da universidade em relação às mortes de moradores de rua em razão do frio dos últimos dias. “Causa espanto que a universidade não fale nada desses casos, pois morrer de frio nas ruas é um crime”, afirmou o conselheiro. A professora Anna Cintra disse que procurará reunir todos os trabalhos que estão sendo desenvolvidos sobre o tema para uma possível reflexão conjunta.

O pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias, Jarbas  Vargas Nascimento, informou sobre a realização da primeira audiência a respeito  dos problemas registrados com assédios e segurança nos diversos campi e relatou que na sequência deverão ser realizados outros debates dias 5/8 com os funcionários e 12/8 com estudantes em São Paulo e Sorocaba.

As exonerações que aconteceram nos últimos dias não foram sequer citadas pela professora Anna Cintra ou questionadas pelos conselheiros.

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CARTA ABERTA À COMUNIDADE

 

   O Conselho Universitário da PUC SP lamenta profundamente as declarações críticas do Governador Geraldo Alckmin à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

   O Governador afirma que a FAPESP prioriza “estudos sem utilidade prática”, citando especificamente, a Sociologia; considera que a FAPESP financia “projetos acadêmicos sem nenhuma relevância”, afirmando haver uma “máfia das Universidades sugando dinheiro público”. Critica a Fundação por “viver numa bolha acadêmica, desconectada da realidade”. 

   O Governador desconhece as concepções contemporâneas sobre a construção do conhecimento científico, que não se dá de forma estanque. As Humanidades são parte integrante de qualquer produção de ciência. O desconhecimento não é propriamente um engano. O engano reside em não reconhecê-lo. Vale a pena lembrar a lição de Sócrates: ao procurar sabedoria nas autoridades de Atenas, o Mestre descobriu que a sabedoria maior consiste em reconhecer que não se sabe. Traduzindo para hoje: a autoridade dos governantes outorga-lhes a responsabilidade do cargo e, principalmente, o dever de servir, mas não lhes confere conhecimento nem discernimento sobre as áreas do saber.

   Conforme afirma a nota da FAPESP do último dia 28 de abril: Pela natureza intrínseca da ciência, resultados práticos de diferentes pesquisas podem se verificar em diferentes prazos, de maior ou menor extensão. Algumas pesquisas não se realizam para chegar a resultados práticos, mas sim para tornar as pessoas e as sociedades mais sábias e, assim, entenderem melhor o mundo em que vivemos, o que é uma das missões da ciência.

   O Governador revela ainda sua desinformação a respeito da destinação dos recursos da FAPESP. Destes, apenas 10% são destinados às Ciências Humanas. Tais recursos são fundamentais para o desenvolvimento dessa área e, ao contrário, consideramos que ela deveria receber maior investimento. 

   Reiteramos a importância do incentivo dado pela FAPESP às pesquisas em todas as áreas do conhecimento, e em especial, no campo das Humanidades. Trata-se de uma agência de fomento cujo rigor científico e eficácia na gestão dos recursos destinados ao desenvolvimento da ciência no estado de São Paulo, recebem reconhecimento nacional e internacional.

   A PUC São Paulo está segura de que a FAPESP, tomando em conta o debate na sociedade sobre o papel da pesquisa para o desenvolvimento, continuará realizando a missão que afirma ser a sua: Atender às necessidades de financiamento da pesquisa em todas as áreas do conhecimento científico e tecnológico.

 

Conselho Universitário da PUC/SP.

 

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Ato da Pró-Reitora de Pós-Graduação nº 01/2016,  que Estabelece Procedimentos para Certificação Institucional de Grupos de Pesquisa e seus Líderes, para conhecimento e divulgação entre seus pares.



Documento ato da Pró-Reitoria
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Texto do Curso de Serviço Social à Comunidade Acadêmica


À COMUNIDADE ACADÊMICA

Em quase 70 anos de vida a comunidade puquiana tem lutado pela manutenção da transparência, do diálogo, da acolhida, da discussão política, da produção e compartilhamento do conhecimento, do horizonte de justiça e igualdade.

Em tempos de ditadura militar, Nadir Kfouri recusou a mão do invasor da PUC- SP, deixando-nos o legado da autonomia, da liberdade, da preservação do espaço acadêmico, do campus universitário.

Hoje anunciam - se novos tempos de criminalização dos movimentos de professores, funcionários e alunos, submetidos ao autoritarismo que desenha um modelo de educação que poderá formar jovens igualmente autoritários, sucumbidos pelo medo da punição, intra e extra muros. Será que a PUCSP está adotando um novo modelo de educação, formador de jovens conformados, sem capacidade crítica? Os motivos alegados pela Reitoria indicam os temas que devem ser debatidos por toda a comunidade e que estão impregnados no tecido social, polêmicos, instigantes, complexos, prenhes de possibilidades educativas e formadoras de sujeitos livres.

Retomemos a direção de nossa própria história! Com diálogo, sem polícia!

PROFESSORES DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL – PUCSP

MARÇO DE 2015

 

A REITORIA DA PUC-SP APRISIONA PESSOAS EM SEU CAMPUS!

À Ouvidoria, à pró-reitoria de assuntos comunitários, à direção da faficla, à coordenação do curso de Filosofia e aos Acadêmicos puquianos.

A Reitoria da PUC-SP aprisiona pessoas em seu campus. De supetão mandam trancar tudo, apagam tudo e os seguranças ou porteiros somem - tudo acontece em rapidez incrível e sem qualquer aviso - de supetão; e lá pessoas ficam aprisionadas por 8-12 horas passando todo tipo de necessidade física-fisiológica.
Há os que pulam os muros ou portões; naquele e neste caso, os aprisionados têm sua integridade física em risco. Pessoas que estavam conversando e na vivência acadêmica dos CAs ou terminando de ler aquele trecho do livro.
Trata-se de garantir a integridade física e moral das pessoas que, inclusive, podem possuir doenças crônicas como diabetes, linfomas, asma, alergias, etc.

O CA instruiu os alunos aprisionados no campus Monte Alegre a que acionem o Corpo de Bombeiros: 193


Centro Acadêmico de Filosofia (CAFIL)

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NOTA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL SOBRE O PROCESSO CONTRA ANNA CINTRA


Em novembro de 2012, pela primeira vez desde que o sistema de eleição foi implantado na PUC-SP, o cardeal-arcebispo Dom Odilo Pedro Scherer indicou a terceira e última colocada no pleito eleitoral, Anna Maria Marques Cintra, à reitoria da universidade. Tal ato, que rompeu com uma tradição democrática conquistada há mais de três décadas, não foi aceito pela comunidade puquiana.

Durante o Roda Viva, debate proposto por alunos de diversos cursos com os reitoráveis, em agosto de 2012, todos os candidatos assinaram um termo de compromisso afirmando que não aceitariam a nomeação, caso não fossem o candidato mais votado nas eleições. Dirceu de Mello venceu as eleições e Anna Cintra ficou em último lugar. No entanto, ela foi nomeada pelo cardeal e aceitou a designação.

Duas horas após a indicação de Dom Odilo, cerca de três mil estudantes, reunidos na prainha, declararam greve geral e ocuparam a reitoria, na manhã do dia seguinte (14/11/2012) professores e funcionários aderiram à greve que durou um mês.

Uma das muitas ações tomadas pelo movimento estudantil à época, foi entrar com um recurso no Conselho Universitário (Consun) exigindo a invalidação da lista tríplice, alegando que as eleições foram viciadas, uma vez que Anna Cintra induziu as pessoas ao erro quando assinou o termo de compromisso.

No dia 28/11/2012 o Consun acatou recurso dos estudantes e suspendeu temporariamente a validade da lista tríplice de indicados para a reitoria até 12/12/2012, data na qual o Conselho decidiria definitivamente a situação. Anna Cintra ficaria então, impedida de ser empossada como nova reitora até a deliberação. Porém, fomos surpreendidos novamente, pois neste mesmo dia, Dom Odilo, por meio de uma nota, afirmou que não reconhecia legitimidade na decisão do Consun, e Anna Cintra foi nomeada reitora no dia seguinte.

O movimento estudantil, indignado com mais esse golpe à democracia da universidade, decidiu levar a questão à justiça. O Centro Acadêmico 22 de agosto impetrou uma Ação Declaratória de Nulidade contra Dom Odilo, a Fundação São Paulo (Fundasp) e a PUC-SP. A ação pretendia declarar inválida a nota de Dom Odilo, acarretando assim na nulidade da posse de Anna Cintra e legitimando o Consun à deliberar sobre a validade ou não da lista tríplice. Uma liminar garantiu o Consun do dia 12/12/2012 com a composição atual que invalidou a lista tríplice.

Em 19/12/2012, o juiz Anderson Cortez Mendes decidiu que Anna Cintra deveria ser afastada do cargo até que o caso fosse julgado. Além disso, seus atos como reitora foram invalidados e uma multa de R$ 10.000,00 por ato, foi fixada para PUC-SP e Fundasp caso a liminar da justiça fosse descumprida. Em 21 de dezembro, Anna Cintra deixou a reitoria da PUC-SP em cumprimento à ordem judicial e retornou três dias depois, visto que conseguiu a revogação da decisão com um juiz plantonista.

Em 01/08/2013, o processo foi julgado em primeira instância e o juiz reconheceu a legitimidade do Consun em suspender a lista tríplice e, portanto, Anna Cintra deveria deixar o cargo de reitora. Entretanto, a Fundasp entrou com recurso de apelação, então o processo será julgado em segunda instância na quarta-feira 1/10 às 9h30, no Tribunal de Justiça da capital. Seja qual for o veredito, o movimento estudantil da PUC-SP acredita que a presença dos estudantes no tribunal é fundamental para mostrar que não esqueceremos nem perdoaremos o golpe.

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Funcionários relatam problemas na Cogeae


Em reunião realizada  em 11/10 com a direção da AFAPUC os funcionários da Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão, Cogeae,  relataram uma série de irregularidades que vêm prejudicando suas condições de trabalho. Mereceram destaque as condições da copa, que é pequena e não consegue comportar os funcionários que para ali se dirigem. Os trabalhadores sugeriram como medida paliativa, a ocupação do espaço que era utilizado pelo atendimento da COGEAE.

A situação do 13º andar também foi lembrada, pois lá os  tacos do piso estão soltos, causando tropeços e situações de risco aos funcionários. Os vidros do andar foram lacrados para evitar a sua queda. Porém como o ar condicionado não funciona, o calor se torna insuportável.

O enquadramento profissional naquele setor  tem se mostrado confuso para os funcionários . Os trabalhadores daquele campus estão registrados, em sua maioria,  como sendo da SAE, o que difere da realidade ali encontrada em razão de suas funções. Dessa maneira os trabalhadores reivindicam  maior clareza na definição de seus cargos e salários e, por outro lado,  questionam as reduções do quadro efetivo e a manutenção das antigas funções dos desligado, o que provoca um grande acúmulo de tarefas.

A falta de um ambulatório é um problema crônico para aquele setor, uma vez que o atendimento médico  não existe, ficando tudo por conta de uma enfermeira, que na maioria das vezes não consegue resolver os problemas.

Em reunião com o padre Rodolpho Perazzolo, secretário da Fundação São Paulo, a diretoria da AFAPUC  debateu as questões levantadas e recebeu do secretário  a promessa de que providências efetivas deverão ser tomadas para sanar os problemas da unidade.

 

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, em parceria com a PUC-SP, a Convergência Socialista, a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo e o Núcleo Memória, promoverão no TUCA  a 77ª Caravana da Anistia. 

Na primeira parte do evento acontecerá a Sessão Especial de Apreciação de Requerimentos de Anistia e 

a Sessão de Homenagem aos 35 anos da fundação da 

organização política Convergência Socialista.


Farão uso da palavra o representante do Ministério da Justiça, José Carlos Moreira Silva Filho, vice-presidente da Comissão da Anistia, Sueli Bellato e Rita Sipahi, ambas conselheiras da comissão.


À tarde, entre 13h e 18h, nos auditórios 100 e 100-A do 

Prédio Novo, acontecerão os julgamentos das reparações 

econômicas dos militantes da Convergência Socialista.   



Pesquisa atesta insatisfação e 

Restaurante Universitário terá nova direção


A Comissão de Alimentação da PUC-SP realizou uma pesquisa junto à comunidade sobre as condições do Restaurante Universitário. Os resultados mostraram que os frequentadores  do restaurante possuem um alto grau de insatisfação quanto à alimentação servida pela concessionária.

Foram pesquisados itens como a composição do cardápio, a higiene do local e o atendimento nos caixas. A avaliação dos usuários demonstrou níveis entre regular e ruim para a maioria dos itens.

A Comissão de Alimentação, presidida pela professora Maria José Pacheco França, diretora do campus Monte Alegre, levou os resultados para a Fundação São Paulo, que diante da situação entendeu que a atual locatária não teria condições de permanecer no espaço e  resolveu abrir uma nova licitação para a contratação de outra empresa para dirigir o Bandejão e o self-service.

A professora Maria José relatou ao PUCviva que a nova concessionária deverá fazer melhorias tanto nas cozinhas como nas acomodações da Praça de Alimentação. O departamento jurídico da Fundação São Paulo está preparando os termos da nova licitação que deverá ser anunciada em breve. O contrato da empresa que dirige o Facultativo já expirou.

A Comissão de Alimentação é formada pela professora Maria José e pelos funcionários Shirley Valejo da Divisão de Recursos Humanos,  André Alves de Andrade Góes, Pós-graduação e Edilaine Correa Gonçalves, Biblio-teca.

 

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Carta das (os) alunas (os) do Programa de Estudos Pós Graduados em Serviço Social acerca da avaliação docente, empreendida pela

Sexta, 28 de Junho de 2013 às 17:23
 

 

Nós, estudantes de Pós-graduação do Programa de Estudos Pós Graduados em Serviço Social, reunidos em assembleia realizada no dia 04 de junho de 2013, discutimos o significado da nova política de avaliação docente proposta por essa Reitoria e consideramos: a importância de uma avaliação docente que seja processual; que considere a relação de ensino-aprendizagem  e o Projeto Pedagógico de cada curso; que seja realizada por meio de um instrumento elaborado por docentes e discentes de forma horizontal e democrática e que fortaleça o ensino, a pesquisa e a extensão.

Concluímos que no instrumento de avaliação proposto – instrumento esse construído sem discussão e contribuição do corpo docente e discente da PUC/SP, como esperado de uma instituição que se posiciona afirmando ser democrática e plural - constam questões que avaliam os docentes individualmente, sem relacioná-las ao Projeto Pedagógico do curso de pós-graduação.  O instrumento está caracterizado de forma a revelar as particularidades de cada docente, não a sua competência acadêmica e vínculo com um projeto de formação de profissionais que contribuirão para a transformação da sociedade.

Lembramos, ainda, que os docentes dos programas de pós-graduação são constantemente avaliados pelas agências de fomento à pesquisa por sua produção intelectual e publicação em Qualis Periódicos.

Portanto, após discussão sobre o significado de tal avaliação, deliberamos coletivamente pela não participação da avaliação docente empreendida pela PUC/SP.

Aguardamos a oportunidade de diálogo e construção coletiva de um instrumento de avaliação.

Discentes do Programa de Estudos Pós Graduados em Serviço Social

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Todo fim de semestre o fato se repete: boatos sobre demissões em massa começam a circular pela univer-sidade.Alguns deles, nas últimas semanas, davam até conta de números de demitidos e de um possível Plano de Demissão Voluntária, PDV. O PUCviva procurou o secretário-geral da Fundação São Paulo, padre Rodolpho Perazzolo que enfaticamente desmentiu as notícias: "Uma atitude como esta neste momento só poderia ser ideia de uma mente inconsequente". Para a direção da AFAPUC, no entanto, a preocupação não se resume em uma possibilidade de demissão em massa, mas desde outubro de 2012 a entidade já registrou aproximadamente 60 demissões "pontuais", muitas das funções continuam até agora sem novo ocupante deixando sobrecarregados aqueles que permanecem na instituição. Já para os professores o fantasma tem sido a não abertura de turmas, que os obriga a reduzirem seu contrato de trabalho.

Yabá lança campanha pelo fim do assédio sexual



O Coletivo Feminista Yabá lançou na semana passada uma campanha de conscientização contra um fato ainda presente em muitas instituições de ensino e de trabalho no Brasil: o assédio sexual. E para lançar a "Campanha pelo fim do assédio no estágio e na universidade", o grupo organizou dois debates - um matutino, outro noturno -, na quinta-feira, 2/5, na prainha da PUC-SP.

Para contribuir com o debate da manhã, foram convidadas as militantes feministas Luka Franca, Marisa dos Santos Mendes e a professora Silvia Pimentel, do direito da PUC-SP. Já no debate da noite, estiveram presentes Amelinha Teles, Eliana Vendramini e Julia Oliveira. Em ambos os debates tiveram a presença de militantes do próprio Yabá, mediando e contribuindo com as discussões, que foram acompanhados pela presença de bom público.

Além do tema do assédio na universidade e no trabalho, discutiram-se também a violência física e outras opressões que as mulheres sofrem diariamente, como a violência verbal, psicológica, moral e sexual. 

Para ter acesso à cartilha contra o assédio sexual produzido pelo Coletivo Yabá, além de mais informações sobre a campanha, acesse: http://campanhaxassedio. wordpress.com.

 


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A crise da PUC-SP


Nalcir Antonio Ferreira Jr.


Nalcir Antonio Ferreira Jr. está há vinte anos na PUC-SP, trabalhando na maior parte destes anos na área de computação. Atualmente na DTI, 

Divisão de Tecnologia da Informação, começou sua carreira na universidade na atual Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia, onde, também como aluno, foi um dos diretores  fundadores do Cacex, Centro Acadêmico de Ciências Exatas. Tem se destacado como militante  da AFAPUC nos últimos 17 anos e como  diretor e  presidente da atual gestão. Nalcir presta um depoimento ao PUCviva onde discute a crise da universidade e a situação dos funcionários. A entrevista teve a 

também a participação de Francisco Cristóvão, 

diretor da entidade.



 

"Valeu à pena,  professora Anna?"

 

A situação da universidade

 

O momento da PUC-SP é delicado pois nos últimos meses estamos vivendo uma crise institucional, e estamos sem um norte, sem saber para onde estamos indo enquanto universidade e  que modelo de universidade é aquele que queremos. A universidade que tinha em sua base a discussão das questões sociais, hoje vem passando por uma crise de identidade, não sabe se segue o caminho do mercantilismo, ou se continua com a sua preocupação social e o ensino de qualidade. A crise atual, da forma como aconteceu, feriu muito às pessoas que queriam o bem desta universidade.

A forma com que hoje se trabalha na PUC-SP consiste em isolar as pessoas e não em compartilhar os trabalhos. As pessoas estão fechadas em pequenos grupos, sem envolvimento nas decisões, nos projetos.

E, em curto prazo, não vejo uma saída clara para a crise. Essa saída só será possível com a participação de todos, em  uma solução pactuada,  através do envolvimento das pessoas. Eu costumo dizer  que nós, os funcionários e professores, mesmo nas épocas de crise em que os salários atrasavam e recebíamos parcelado, éramos mais felizes do que hoje, porque éramos solidários com os companheiros, tínhamos uma união, em prol da universidade pois, por mais que passássemos dificuldades, aqui era nossa casa, que nós queríamos melhorar com o nosso envolvimento. Hoje estamos isolados, as decisões e os projetos não mais são compartilhados, não têm aquela tramitação nas instâncias superiores.

 

A nomeação de Anna Cintra

 

A nomeação de Anna Cintra só aguçou a crise porque, por mais que o cardeal tenha o direito estatutário de nomeá-la, questiona-se a moralidade da atitude da professora, porque como educadora ela teria que dar o exemplo moral e ético e não menosprezar o eleitorado que votou acreditando  em um projeto democrático. E quando a candidata aceita a nomeação do cardeal sem ser a mais votada,  ela cria uma situação adversa na qual as pessoas que acreditavam em suas propostas deixam de fazê-lo, não confiam em suas palavras. Como educadora creio que a professora deveria repensar a sua atitude.

O funcionário hoje  é afetado da mesma maneira que é afetado o professor: temos o trabalhador administrativo  trabalhando em três, quatro funções, da mesma maneira que  professor  é maximizado. 

Quando aconteceram as demissões em 2006 os funcionários achavam que até poderiam ser promovidos e ocupar o espaço que ficou vazio,  mas  o que vimos é que para o funcionário que ficou  na PUC-SP sobraram somente mais tarefas.

Para os professores sobrou a maximização, a sobrevivência dentro de três tabelas salariais para a mesma função e titulação. Entre os funcionários também existe esta diferença salarial e não há  um plano de carreira satisfatório para professores e funcionários. E estas são questões que têm que ser debatidas abertamente com a comunidade, para que se trace um objetivo, uma meta que dê dignidade e respeito  para as pessoas. Fala-se muito em excelência acadêmica, mas hoje por excelência temos que o professor que está em sala de aula se matando para dar um bom conteúdo,  não tem oportunidade de ascender na carreira. Aquele funcionário que está se matando de trabalhar também fica excluído e quem vai progredindo é o amigo do amigo do amigo... É muito ruim para a instituição não ter um plano de carreira que contemple o profissionalismo.

 

Eleições gerais na universidade 

 

Tudo que envolve a universidade vai refletir no administrativo  e no acadêmico. Se as eleições estão às nossas portas, o funcionário tem que se mobilizar, tem que se envolver, da mesma forma que o professor. 

Muitos saem por aí falando: "Ah! Pra quê eleger determinado candidato se vem o cardeal e nomeia outro!"  É claro que estas eleições, estatutariamente devem ser referendadas pela reitora. Mas é preciso que as pessoas manifestem a sua vontade, dizendo quem elas querem como conselheiro, diretores de faculdade  etc. Então, não tem sentido abrir mão do direito democrático de eleger.  Se o cardeal nomeou a reitora é o momento de nós questionarmos, e dizer " não, as eleições valem, senhor cardeal!"A Igreja fala tanto sobre as questões democráticas e sociais e aqui dentro ela acaba não praticando esses princípios!

As eleições atuais são muito importantes neste momento porque no próximo ano faremos uma revisão dos estatutos. Algumas coisas que estão colocadas hoje no estatuto e no regimento poderiam ser reestudadas, até mesmo  a lista tríplice. Na reconfiguração dos conselhos é que esta questão poderá ser alterada. Se  tivermos uma boa representação de professores, estudantes e funcionários poderemos fazer uma manifestação neste sentido. Existem professores hoje que querem mexer no critério de ponderação dos votos, que iguala o número de professores ao número de funcionários e estudantes.Mas estão querendo inverter isso. Querem mexer na ponderação do funcionário, porquê? Hoje o funcionário, que está aqui todo dia, sabe o que está acontecendo na universidade. Então, porque tirar a paridade? O funcionário permanece nesta universidade 8 ou mais horas por dia, enquanto alguns colegas, se permanecerem duas ou três é muito.

 

As eleições da AFAPUC

 

A próxima gestão que vier ocupar o cargo tem que ser uma gestão combativa, que não deixe de tratar as questões éticas e morais desta universidade. Tem que estar denunciando, escrevendo para o nosso jornal. E não se faz uma AFAPUC combativa só com  os diretores, ela tem que ter a participação dos associados, não dá mais para justificar com: "Estou cheio de serviço e não vou para a assembleia". A diretoria que vier a representar os funcionários não vai conseguir mudar esta situação se as pessoas não se envolverem.

Esta situação não é exclusividade da AFAPUC, mas acontece na sociedade como um todo. Estamos catatônicos, pouco combativos: é um escândalo, um assassinato,  todo dia, e ninguém faz nada, todo mundo aceita com a maior naturalidade. Se nós não nos envolvermos, lá na frente nós vamos sentir as consequências. E isso, alguns ex-diretores já falavam lá atrás, que se nós não tomássemos pé da situação, nós iríamos sentir as dificuldades. Então a diretoria da AFAPUC que se eleger deve se pautar tanto pelas questões internas quanto externas.

 

Sobre demissões

 

O pessoal vive falando pelas rampas de que vão acontecer demissões e que nós estamos em uma situação que aqueles que não seguirem a cartilha da reitora nomeada estarão  na rua.Veja bem, as demissões já estão acontecendo paulatinamente, de outubro de 2012 a fevereiro nós já tivemos 60 demissões  de funcionários. E estas demissões não são repostas, até porque existe hoje uma escassez de mão de obra qualificada. Investe-se muito no funcionário, mas quando a chefia dispensa ela não deixa a DRH reaproveitar em outro setor. 

E que capacidade tem essa chefia para avaliar se o funcionário não tem o perfil para continuar na instituição? Pode não ter perfil para continuar com ela. E nesse momento a chefia estará desperdiçando tudo aquilo que foi investido no funcionário e vamos ter que procurar outra pessoa no mercado, que demandará uma pesquisa e mais ônus.

 

Processos

 políticos

 

É muito complicado criminalizar uma pessoa que representa um segmento, que está lutando por direitos e tentar puni-la de qualquer maneira. Os funcionários já vêm sendo amedrontados e a nossa participação nesta universidade fica cada vez mais complicada, o que pode acarretar em um esvaziamento das associações.

Nesse sentido, o processo político contra a professora Bia pode ser visto, no mínimo, como uma incoerência, porque temos hoje uma reitora que não foi eleita pela comunidade e cometeu um ato falho que fere o estatuto da instituição. E por outro lado temos a diretora da APROPUC,  eleita por seus pares, que representa a sua categoria e hoje  está sendo sindicada. 

Eu vejo esta situação como um ato que tenta oprimir mais uma vez os menos favorecidos, que estão reivindicando e indicando um novo caminho para a instituição. Cada vez mais vai se tirando o direito da comunidade se expressar. Esta atitude visa amedrontar a comunidade. Se houvesse alguém que deveria estar  sendo sindicado neste momento seria a reitora nomeada pelo ato que cometeu que atentou contra a moral e a ética desta instituição.

A professora Bia está reivindicando que a reitora  nomeada, enquanto educadora, repense a sua atitude  de ter ludibriado os seus colegas professores, os estudantes e os funcionários. E aí eu pergunto à reitora nomeada  sobre o seu ato: "Valeu à pena?"

Abraham Lincoln já dizia:" Se queres conhecer o caráter de um homem, dê-lhe poder". O poder corrompe mais que o dinheiro. Nós  chegamos ao ponto de o ego do ser humano destruir tudo aquilo que Deus criou. E eu creio que não é possível sindicar a professora Bia, da mesma forma que hoje se envenenam as bananeiras e se fazem tantos atos danosos à comunidade.

Professores e estudantes de Serviço Social reúnem-se com a professora Anna Cintra



Um grupo de professores e estudantes do curso de Serviço Social reuniu-se no dia 18/3 com a reitora nomeada, professora Anna Cintra, para discutir a situação da professora Bia Abramides, que leciona naquele curso. Abaixo publicamos um relato assinado pela professora Rosalina Santa Cruz e a aluna Natália Parizotto sobre o encontro.

 

A reunião se desenvolveu com a presença de seis membros da reitoria: Anna Cintra, Alexandra Geraldini, Maria Amália Andery, Margarida Limena, Lafayete Pozzoli e o funcionário Fábio Mariano.

Ao iniciar a reunião lemos o documento assinado por um grupo de alunos e professores do curso de Serviço Social e informamos que não representávamos, portanto, o movimento como um todo. 

Colocamos que o grupo que representávamos não considerava legítima a nomeação da professora Anna Cintra por romper com uma tradição democrática da nossa universidade de nunca ter usado a lista tríplice para empossar um reitor que não fosse o primeiro colocado nas eleições gerais da universidade.

Estávamos ali para exigir a "retirada imediata do processo político-administrativo contra a professora Beatriz Abramides, professora doutora do nosso curso, de grande expressão nacional e internacional, como professora e como sindicalista". Além de "reivindicar o compromisso, por parte da reitoria, de não haver mais nenhum ato repressivo contra alunos, professores e funcionários por terem participado desse movimento".

A professora Anna Cintra e os membros da reitoria ali presentes nos comunicaram que: o processo contra a professora Bia não é o primeiro processo administrativo movido contra professores da universidade, e que o processo era somente administrativo e não político. "Quem está dando a conotação política é a própria professora. É ela quem está transformando o ato administrativo em ato político divulgando-o pelo mundo", disseram. 

Acrescentaram que querem o diálogo e que já fizeram várias iniciativas junto à APROPUC neste sentido. E, concluindo, os representantes da reitoria presentes afirmaram, ainda, que:

1. O caráter da comissão é investigativo, não tendo poder decisório, o qual pertenceria à própria professora Anna Cintra;

2. A reitoria reconhece os méritos acadêmicos e sindicais da professora Beatriz Abramides e que a intenção não é demitir a professora;

3. Nos reconheceram como oposição.

Terminada a reunião, entregamos o documento, ressaltamos que entendemos o ato da reitoria como político e reafirmamos a intenção de continuarmos lutando por uma PUC-SP autônoma e democrática.

PUC-SP não abre 26 cursos em 2013


O vestibular de 2013 marca um recorde na universidade: cerca de 26 turnos de cursos de graduação e ensino a distância não foram abertos.  A Faficla é a faculdade com maior número de cursos não abertos, somando 11 cursos.

Vários fatores já foram arrolados como os principais causadores da baixa procura dos últimos vestibulares da PUC-SP, entre eles a ausência de uma política diferenciada de custos de mensalidade e a falta de uma melhor divulgação em meios de imprensa que atinjam o público alvo dos diversos cursos. Além disso, vários cursos que estavam bem perto de atingir a meta para a abertura de turmas e que fatalmente conseguiriam essa meta foram encerrados pela Fundação São Paulo e Reitoria.

Embora exista a possibilidade de abertura de novas turmas nos próximos vestibulares, a PUC-SP passa por uma situação delicada correndo o risco de inviabilizar cursos como Filosofia e Língua Portuguesa, indispensáveis para qualquer instituição de ensino que tenha o título de Universidade. 

A seguir divulgamos a relação dos cursos que não tiveram suas turmas iniciais abertas.

Campus Barueri: Administração (Mat).

 

Campus Consolação: Física Bacharelado e Licenciatura -  nfase em Física Médica (Noturno), Matemática: Licenciatura (Noturno), Tec: Conservação e Restauro (Matutino), Tecnologia e Mídias Digitais (Noturno).

 

Campus Ipiranga: Arte: História, Crítica e Curadoria (Noturno), Pedagogia (Noturno e Vespertino), Tec: Conservação e Restauro (Noturno).

 

Campus Monte Alegre: Estatística (Noturno), Filosofia Bacharelado e Licenciatura (Matutino), Filosofia Licenciatura (Noturno), Geografia Licenciatura (Noturno), Letras Espanhol Licenciatura (Noturno), Letras Francês Licenciatura (Matutino), Letras Inglês Licenciatura (Noturno), Letras Português Licenciatura (Noturno), Secretariado - Superior de Tecnologia (Noturno), Serviço Social (Matutino), Turismo (Noturno).

 

Campus Santana: Tec. Gestão Ambiental (Noturno).

 

Campus Sorocaba: Ciências Biológicas Bacharelado e Licenciatura (Vespertino).

 

Debate na PUC-SP discute sucessão no Vaticano


Na terça-feira, 12/3, enquanto os 115 cardeais se reuniam na Capela Sistina para o início do Conclave, que no dia seguinte escolheria Jorge Mario Bergoglio como o 266º papa da Igreja Católica, aconteceu na PUC-SP um debate sobre a sucessão no Estado do Vaticano.

Organizado pela APROPUC num momento de crise da universidade, muito em parte por decorrência dos conflitos com a Fundação São Paulo, o debate foi mediado pelo professor da PUC-SP Jorge Claudio Ribeiro, que recebeu os convidados Gilberto Nascimento, da rede Record, Francisco Borba, sociólogo do Núcleo Fé e Cultura, e o Padre José Beozzo para falar sobre o tema "Decifrando o papado: agonia e êxtase no Vaticano".


Ainda sem saber que Jorge Bergoglio agora atende por Papa Francisco, Nascimento, que trabalha há anos em coberturas do Vaticano, traçou o histórico da Igreja nas décadas de 80 e 90 do século passado, expondo as transformações que aconteceram desde o papado João Paulo II. Segundo ele, houve uma guinada conservadora considerável na instituição, se comparada aos anos anteriores, quando havia maior influência da Teologia da Libertação e das teorias religiosas mais ligadas à realidade dos povos. Ao final, tentando decifrar os motivos da renúncia do papa emérito Bento XVI, Nascimento focalizou sua análise na falta de comando do pontífice em liderar a Igreja Católica diante das fortalecidas forças conservadora em um momento delicado, com denúncias de corrupção e pedofilia e problemas morais e éticos.


Em seguida, Francisco Borba, cumprindo um papel por ele mesmo intitulado de "provocador", problematizou a crise da Igreja Católica. Tanto que começou o debate de modo irônico, dizendo - "A Igreja vai muito bem, obrigado". Borba tentou mostrar que desde o Concílio Vaticano II, formulado ainda no papado de Paulo VI, que antecedeu João Paulo II, existem três principais correntes políticas na Igreja, opondo-se à visão que polariza  a direita à esquerda.

De acordo com o sociólogo, a primeira facção é a Tradicionalista, ligada ao Concílio de Trento e à Contrarreforma, mais moralista e ordeira; a segunda, a Modernização Progressista, próxima ao campo sociopolítico e a favor da superação das estruturas antimodernas; e a terceira, a Renovação Conservadora, grupo majoritário, dos dois últimos papas antes de Francisco I, com críticas à modernidade, mas que apostaram na "unidade plural" que hoje a Igreja Católica conduz.


Já o Padre Beozzo não caiu tanto nas polêmicas do debate e centrou numa análise mais interna da Igreja, sobre o Conclave, a importância do diálogo que se abre com a sociedade, os possíveis novos atores nesse cenário e os problemas de ordem cotidiana, pastoral, organizacional da Igreja Católica.

Logo após, enfim, aconteceu uma coletiva com os convidados, esquentando mais ainda o bom debate que se instalou no auditório 239. Além desse, houve também na PUC-SP outro evento  sobre o Vaticano no dia seguinte, 13/3, na sala 500, do Núcleo de Fé e Cultura, sob o mote de "A Renúncia de Bento XVI: Novos Desafios para a América Latina e as Universidades Católicas".


Funcionários e professores encaminham discussões sobre Acordo Interno


Professores e funcionários terão uma semana de discussões com a Fundação São Paulo para viabilizar seu Acordo Interno de Trabalho para 2013.

Os funcionários administrativos, em sua  assembleia  realizada na tarde da última quinta-feira, 14/3, decidiram, como única reivindicação em seu novo Acordo Interno de Trabalho a inclusão de  um plano odontológico para os funcionários.

Já os professores têm uma reunião agendada para esta semana com a Fundasp para finalizar a discussão do texto do Acordo Interno.


Outros  encaminhamentos 


Na reunião dos funcionários a diretoria da AFAPUC informou  que a Fundação São Paulo teve negado seu recurso em relação à atribuição de quinquênios aos profissionais - o que significa que todos os funcionários contratados até o dia 14/8/2006 têm direito a até seis quinquênios. Sobre o reajuste deste ano a diretoria informou que a previsão é que ele fique me torno de 6,2% seguindo-se os critérios de cesta básica de índices.

Um dos temas mais acalorados discutidos na assembleia foi o espaço físico da Afapuc. Em 2011, com o despejo  dos prédios da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes por conta da "reforma" prevista no espaço, a sede da AFAPUC foi demolida às pressas e realocada para uma pequena sala no último andar do prédio da Fundação São Paulo, na rua João Ramalho. A Fundasp, recentemente, pediu à entidade que encontre outro espaço. 

A AFAPUC informou que atualmente é impossível a compra de um espaço próximo à universidade, principalmente com a queda da receita da entidade com as demissões de funcionários nos últimos anos. 

Os funcionários  decidiram procurar viabilizar uma sede dentro do campus Monte Alegre ou ainda pedir ajuda financeira para a Fundasp para a aquisição de uma nova sede. Segundo eles, a associação desocupou sua antiga sede no Corredor da Cardoso acreditando num projeto de universidade pluralista e progressista,  diferente do apresentado pela administração da PUC-SP.

Para finalizar a assembleia, as discussões sobre as eleições para nova diretoria e conselhos da universidade foram iniciadas. A diretoria da AFAPUC reforçou a importância  da participação dos funcionario  nos conselhos universitários, mesmo naqueles onde não teriam voto, como é o caso do CEPE. Como as eleições devem acontecer próximas ao final do semestre, já foi escolhida pelos funcionários  a responsável pela comissão eleitoral, a funcionária Margarida Maria Moreira Silva, do laboratório de anatomia.

 

Ciências Sociais delibera pela realização de eleições para reitor já


Em reunião ampliada de seu Conselho de Faculdade, realizada na terça-feira, 5/3, a Faculdade de Ciências Sociais deliberou, como proposição de caráter urgente, reivindicar a realização de novas eleições gerais para reitor e demais níveis da administração da universidade.


A decisão fundamenta-se no fato de que o Conselho Universitário de 12/12/2012 decidiu pela desconstituição da lista tríplice que continha os nomes de Dirceu de Mello, Francisco Serralvo e Anna Maria Marques Cintra.


A pauta do Conselho foi invertida, privilegiando-se a discussão da crise da universidade e, ao final os conselheiros deliberaram de forma unânime pela realização de novas eleições na universidade. A decisão foi encaminhada à APROPUC, AFAPUC, Centros Acadêmicos e Conselhos Universitários. Na quarta-feira, 6/3, a deliberação (veja íntegra abaixo) foi lida na Câmara de Graduação. A nota ainda considera indispensável a realização de um Conselho Universitário extraordinário, convocado com a mesma composição daquele que aconteceu em 12/12/2012.



Documento da Faculdade de Ciências Sociais


No dia 5/3/2013, após verificação de quórum, o Conselho da Faculdade de Ciências Sociais fez avaliações da situação atual da Universidade, imersa em uma crise de legitimidade, decorrente da nomeação da terceira colocada nas eleições para a reitoria, de setembro de 2012. 


Decidimos neste Conselho dar continuidade ao Movimento desencadeado pela Comunidade puquiana (alunos, professores e funcionários) que culminou na decisão do Consun de 12/12/2012, no qual os conselheiros deliberaram pela destituição da lista tríplice. 


Neste sentido, o Conselho da Faculdade deliberou, por unanimidade, a proposição urgente de realização de novas eleições para a Reitoria, juntamente com as eleições previstas no calendário universitário deste semestre.


A decisão deste Conselho será encaminhada aos Conselhos de todas as faculdades, centros acadêmicos, APROPUC e AFAPUC, visando à composição de um movimento unificado para esse novo processo eleitoral. 


Consideramos, por fim, ser de extrema importância a realização de um Consun extraordinário, convocado pelos conselheiros que se reuniram em 12/12/2012, para que sejam deliberados os procedimentos para esse novo processo.  


Conselho da Faculdade de  Ciências Sociais do dia 5 de março de 2013

 

 

 

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Jonas, um exemplo de integridade

 

 

Quem frequenta o TUCA se lembra de Seu Jonas. Sempre de terno e gravata, impecável na aparência e na retidão de caráter. Recebia as pessoas com um sorriso antes de receber o ingresso do teatro. Seu Jonas estava afastado do trabalho há mais um ano em virtude de um AVC e, no  sábado, 16/2 faleceu.

 

 

Gostávamos muito dele e recebemos com tristeza a notícia de sua partida, mas, ao mesmo tempo, sabíamos que seu sofrimento era muito grande desde que não pode mais falar e mal esboçava um sorriso aos que o visitavam.



Queremos lembrar aqui, com gratidão, sua dedicação, seu esforço, mesmo já enfraquecido, para cumprir suas obrigações e desta forma demonstrar seu amor pela PUC-SP. Na ocasião em que houve o plano de demissões voluntárias e sabendo de sua condição física, chamei-o para explicar da proposta que estava sendo feita. Poderia ser interessante, dada a sua idade, porque mantinha o plano médico.  E ele me disse: "Professora, por vontade própria, não sairei do TUCA. Se a PUC-SP julgar que deve me despedir, aceitarei com todo respeito, mas aqui é minha segunda casa. Nunca vou pedir para ir embora. Quero continuar."

Fazia com orgulho seu trabalho e era festejado pelos artistas que já o conheciam e principalmente pelos grupos que vinham em excursão. Frequentadores costumeiros para quem Seu Jonas já era um amigo.

A  presença afável de Seu Jonas era emblemática, representava o estilo TUCA de receber as produções e o público, sempre procurando oferecer o melhor serviço. A equipe continua e com certeza realizando com o mesmo esmero e dedicação suas funções, mas hoje com muita saudade de um grande homem. 

 

Ana Salles Mariano, superintendente do TUCA

 Livro debate mortos e desaparecidos na Ditadura Militar






Na quarta-feira, 20/2, o livro "Onde está meu filho?" teve sua segunda edição lançada em audiência pública da Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A 6ª audiência pública da comissão aconteceu justamente no dia em que Fernando Santa Cruz, desaparecido durante a Ditadura Militar, completaria 65 anos de idade. O livro foi escrito e organizado por Chico de Assis, Cristina Tavares, Jodeval Duarte, Gilvandro Filho, Glória Brandão e Nagib José Jorge, e narra a saga de Dona Elzita Santa Cruz, mãe de Fernando, em busca de seu filho, após seu desaparecimento em 23 de fevereiro de 1974. 

O ato contou com a presença de Adriano Diogo, deputado estadual pelo PT, Rosalina Santa Cruz, professora da PUC-SP do curso de Serviço Social e irmã de Fernando, Marcelo Santa Cruz, vereador da cidade de Olinda pelo PT e irmão do desaparecido, Manuel Moraes, relator do caso em Pernambuco, Chico de Assis, representando os organizadores do livro, Amelinha Teles, militante dos Direitos Humanos, e Otto Filgueiras, jornalista. 

 

Reconstituição


Amelinha Teles deu início ao evento lendo o memorial de Fernando Santa Cruz. O ativista da Ação Popular Marxista Leninista (APML) era natural de Recife e desapareceu poucos dias após completar 26 anos. Em um sábado de Carnaval, o militante saiu da casa do irmão, Marcelo, para encontrar seu companheiro Eduardo Collier Filho, avisando que, caso não voltasse até determinado horário, teria sido preso pelos militares. Mesmo com as diversas tentativas dos familiares em procurar Fernando e, após determinar seu paradeiro, tentar libertá-lo, apelando inclusive a instituições internacionais, Fernando nunca voltou à liberdade. Segundo pronunciamento oficial dos militares, Fernando e Eduardo encontravam-se foragidos e clandestinos, e não presos. Os arquivos encontrados no DOI-CODI/SP mostram que não apenas os jovens estavam detidos, mas também foram torturados e seus corpos incinerados nos fornos da Usina de Açúcar Cambayba, localizada no município de Campos, no Rio de Janeiro.

Rosalina, em seu pronunciamento, exibiu um vídeo feito em homenagem à sua mãe, Elzita, que, com 99 anos e moradora de Recife, não compareceu ao evento em São Paulo. O vídeo trazia depoimentos de amigos, colegas e familiares de Fernando e Eduardo, além de diversas aparições públicas de Dona Elzita, inclusive em eventos com o ex-presidente Lula. Após os depoimentos em vídeo, Rosalina pediu mais atenção às diversas Comissões da Verdade que se formaram pelo Brasil e justiça a todos os que foram torturados, perseguidos e mortos durante os anos da Ditadura Militar no país.

 


História democrática da PUC-SP  é rompida pela Igreja



A PUC-SP foi a primeira universidade a realizar eleições diretas para o cargo de reitor no Brasil, em pleno regime ditatorial, no ano de 1980, tendo como resultado a reeleição de Nadir Kfouri, que ocupara o cargo desde 1976. Essa tradição democrática alçou a pontifícia ao patamar de referência educacional no país, aliando excelência de ensino, pesquisa e extensão às liberdades de pensamento e à defesa democrática na instituição.


Essa orgulhosa história, no entanto, foi manchada no ano passado. Pela primeira vez na história o candidato mais votado no sufrágio direto da comunidade acadêmica, ou seja, professores, alunos e funcionários de modo paritário, não foi indicado ao cargo de direção máxima da PUC-SP. Dirceu de Mello, então reitor reeleito pela comunidade, foi preterido pela vontade do grão-chanceler e arcebispo de São Paulo dom Odilo Scherer. Dirceu levou um tombo e a PUC-SP, um golpe.


Isso só foi possível por um mecanismo datado do período ditatorial: a lista tríplice. Nesse sistema, a partir do resultado eleitoral forma-se uma lista com os três primeiros colocados na disputa, ela é enviada ao grão-chanceler da universidade e ele decide ao bel prazer da Igreja Católica quem deve ser o novo reitor da PUC-SP. De 1980 até 2012, a escolha pelo voto sempre coincidiu com a indicação do cardeal.


O processo

Ao início do segundo semestre de 2012, só se falava sobre um assunto nos corredores e rampas da PUC-SP - a eleição de reitor para o quadriênio 2013-2016. Anna Maria Marques Cintra, com a chapa "A PUC vale a pena", Dirceu de Mello, encabeçando a chapa "Autonomia e excelência universitárias", e Francisco Antonio Serralvo, à frente da chapa "Reconstruir a PUC-SP", se colocaram desde o inicio do processo eleitoral no páreo.

Organizados pela comissão eleitoral, houve debates nos diversos campi da PUC-SP, na capital e interior. Mas um dos debates chamou a atenção. Foi a Roda Viva no Tucarena com os reitoráveis, na qual os três candidatos foram convidados para debaterem frente a frente, questionados diretamente pelos órgãos representantes da comunidade sobre seus programas e planos de gestão. Ao final do embate de idéias, cada candidato foi presenteado com um documento em que se comprometia em não assumir o cargo de reitor caso não fosse o mais votado, e convidado a assinar. E os três assinaram.


A precaução dos organizadores da Roda Viva expressava um motivo. Em toda comunidade comentava-se que Anna Cintra, embora desconhecida ao início das eleições, era a favorita da Igreja Católica e da Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da instituição e principal força política no Consad, órgão gestor máximo da universidade, onde somente dois padres e o reitor têm poder de voto. Ou seja, mesmo antes de ficar na ultima posição nas eleições e ser indicada por dom Odilo Scherer ao cargo de reitora, Anna Cintra já demonstrava seu maior alinhamento com a Fundasp.


No final de setembro, com o fechamento das urnas e a apuração dos votos, Dirceu de Mello consagrou-se vitorioso com 8.382,97 votos ponderados, à frente de Francisco Serralvo, que teve 6.785,59 votos, deixando Anna Cintra com 6.641,61, na última colocação. A lista tríplice, na ordem do resultado da votação, foi homologada pelo Conselho Universitário e enviada ao cardeal. Desde então, com o passar das semanas, aumentava a expectativa sobre o posicionamento do grão-chanceler em relação às eleições. E a decisão não chegava.

No dia 13/11 de 2012, na véspera de um feriado que pararia São Paulo de 15 a  20/11, dom Odilo se pronunciou, jogando pólvora em uma chama há muito acesa contra o fim da autonomia da PUC-SP a partir da intervenção da Fundasp.


SOBRE CONCERTINAS E SUAS FARPAS


Em um depoimento gravado em 1996 por ocasião dos 25 anos da Faculdade de Ciências Socias, o professor Maurício Tragtenberg narra sua trajetória que se entrelaça com a histótria de nossa universidade: a PUC-SP foi o lugar que esteve aberto a ele e outros tantos professores demitidos de universidades estatais no período da ditadura militar. Um traço que se expressa aí e marca uma característica PUC-SP: um espaço que possibilita a liberdade necessária para que o conhecimento avance.


Tragtenberg, no mesmo depoimento, se mostra preocupado com a situação das universidades naquele momento, diante de uma política que procurava reduzí-las à função de “escolas de aulas”. Hoje, este ainda nos parece um problema urgente, que se observa facilmente nas catacras e grades que cercam tantas instituições de ensino, impedindo o livre trânsito de pessoas nestes espaços.


No entanto, sabemos que o que faz da vida na universidade uma experiência transformadora são as aulas, mas também as assembléias, reuniões, conversas nos corredores e cafés, festas... Na PUC-SP, estes espaços são cada vez mais limitados por meio de uma supervalorização da autoridade de seguranças sobre estudantes e professores. Os acontecimentos cotidianos que envolvem seguranças pressionando professores para terminar suas aulas por que o prédio deve ser esvaziado ou impedindo a abertura de auditórios de exibição de vídeo chegaram ao ponto extremo, no final de 2012, de impedir a realização de uma assembleia de professores, “cumprindo ordens” da reitoria.

No inicio do ano letivo de 2013, fomos recebidos na entrada da Monte Alegre por uma concertina. Sob o argumento de deixar a universidade mais segura,  a cerca de metal afiado, do mesmo tipo que é utilizado nos muros dos presídios, funciona como marca estética de uma ambiente disciplinar e autoritário.


Enquanto a PUC-SP tem a presença de segurança privada, a USP, enquanto instituição estatal, se abriu à presença da polícia, também sob o argumento da segurança. Lá, como aqui, o discurso serviu para que a sociabilidade entre estudantes fosse cerceada, levando à manifestação de repúdio de parte da comunidade, que culminou com a ocupação da reitoria em 2011. Enquanto estudantes da PUC-SP respondiam à colocação da concertina na Monte Alegre, o Ministério Público acusou estudantes e funcionários que ocuparam a reitoria da USP por diversos crimes – de formação de quadrilha a dano ao patrimônio público. A acusação evidenciou a incapacidade ou desinteresse da administração da universidade em lidar com os problemas que dizem respeito à vida em seu interior. Enquanto “escolas de aulas”, a universidade não dá espaço para as brigas que são travadas dentro dela.


Há quem defenda a presença da polícia no campus e a ação do M.P. sob o argumento de que o espaço universitário não pode estar alheio às leis da sociedade. Mas o que faz de uma universidade uma universidade é justamente qualquer coisa de inadequado a seu tempo e à sociedade, alguma inquietação que não tome como naturais e imutáveis as ditas “leis da sociedade”. Diante de tanto controle sobre nossas vidas, a universidade deve ser um espaço autônomo, livre do policiamento – de farda ou terno – e da criminalização de práticas caras ao movimento estudantil e  corriqueiras no ambiente universitário. Ainda assim, deve ter os portões abertos para o resto do mundo para que possa pensar livremente.


Não nos interessa uma universidade segura e sem atritos. Interessa-nos uma universidade viva e que pulse com discussões, conversas, música, paixões, brigas... A concertina foi arrancada por estudantes no portão da Monte Alegre, mas continua cercando os outros muros do campus.

 

CACS - Centro Acadêmico de Ciências Sociais da PUC-SP.

Reunião de 07 de fevereiro de 2013.

 

 

Decisão sobre nomeação de Anna Cintra segue na justiça


Devido à quebra do compromisso assinado por Anna Cintra durante as eleições para reitoria, onde se comprometeu a não aceitar o cargo caso não fosse a mais votada, representantes dos cursos de Direito, Relações Internacionais e Administração, junto com o representante dos funcionários da PUC-SP, interpuseram um recurso junto ao Conselho Universitário, Consun, órgão máximo de deliberação na universidade, pedindo pela destituição da lista tríplice. O recurso foi aceito e apreciado pelos conselheiros, mas o cardeal Dom Odilo Scherer não acatou a decisão e prosseguiu com a posse de Anna Cintra. Contra tal atitude, o Centro Acadêmico 22 de Agosto, do curso de Direito, entrou com ação na justiça estadual pedindo cumprimento do estatuto interno da universidade, que determina autonomia ao Consun. O juiz concedeu uma decisão liminar favorável ao CA, possibilitando o julgamento do recurso no Consun, o qual decidiu pela desconstituição da lista tríplice, impossibilitando que a professora continuasse como reitora. Com o não cumprimento da liminar pelo cardeal e a Fundação São Paulo, o juiz da ação decidiu pelo pagamento de R$ 10 mil por cada ato que a professora praticasse na qualidade de reitora, após a devida notificação da Fundasp e PUC-SP.   

Durante o plantão judicial, em   23/12/2012, a Fundasp entrou com recurso, e, segundo o advogado da instituição, a justiça suspendeu, em caráter liminar, a decisão que estipulava multa. Contudo, essa nova decisão não foi publicada e não se mostra definitiva, por isso, novo recurso foi pedido pelos estudantes, que aguardam decisão judicial.

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Professor Gilval Mosca Froelich


Durante 25 anos, Gilval Mosca Froelich foi professor do Departamento de Economia da PUC-SP, onde lecionou História do Pensamento Econômico,Economia e ÉticaEnergia e DesenvolvimentoPensamento Econômico Brasileiro, entre outras disciplinas. Formado em Economia pela USP, tornou-se mestre e doutor em História Social por esta universidade, onde, em 2005, concluiu, também, seu pós-doutorado.

Sua carreira docente teve início nos anos de 1970 na Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Mas, além de professor, Gilval trabalhou como economista durante muitos anos nas Centrais Elétricas de São Paulo(CESP). Foi dessa experiência que nasceu o seu tema de pesquisa de doutorado: a análise das contradições da penetração capitalista na região de Urubupungá e a lógica desenvolvimentista-autoritária que presidiu a construção da hidroelétrica de Ilha Solteira. Essa pesquisa deu origem ao livro Ilha Solteira: uma história de riqueza e poder (1952-19920), seu trabalho mais importante.

Ligado a seu tempo e às utopias que dele faziam parte, Gilval lutou por causas que lhe pareciam justas. Militou no PCB, aproximou-se do MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado) e, a partir dos anos 1980, engajou-se no PT. Mais recentemente, desencantado com os rumos da política contemporânea, acabou se afastando da militância.

Muitas paixões animaram sua vida. Dentre elas a leitura, a PUC, o Palmeiras. Mas, nada se igualou ao seu amor pelos filhos.

No dia 23 de janeiro de 2013, tendo vivido intensamente 72 anos, Gilval decidiu antecipar sua partida, deixando atônitos e saudosos seus amigos, colegas, alunos e família.

Perdemos o professor dedicado e acolhedor, tantas vezes homenageado pelos economistas que ajudou a formar; o amigo e colega gentil e amoroso, capaz de combinar, como poucos, força e delicadeza.

Fará muita falta, sem dúvida.

Sua ausência tornará ainda mais áspero o momento que ora vivemos na PUC, um “tempo da delicadeza” em desaparecimento, que tanto o entristeceu e angustiou nos últimos meses.

                            Rosa Maria Vieira Berriel – Departamento de Economia - FEA

Aulas públicas agitam universidade durante a greve


Durante mais uma semana de paralisação do calendário acadêmico oficial em decorrência da greve, o movimento grevista preparou aulas públicas e  outras atividades que aconteceram na PUC-SP.


Na segunda-feira, 3/12, aconteceu em frente à reitoria uma aula pública sobre o teatro do oprimido, cuja maior expressão é o artista brasileiro Augusto Boal. No dia seguinte, terça-feira, 4/12, o direito à memória e à verdade, além da recente instalação da Comissão Nacional da Verdade, também foi tema de debate, dessa vez no Pátio da Cruz, com a presença de Rosalina Santa Cruz, Jeanne Marie Gagnebin e Marijane Lisboa.

Num período em que a intervenção da Igreja tem sido tão questionada na PUC-SP, o professor Jorge Claudio Ribeiro, do departamento de Ciência da Religião, organizou na quarta-feira, 5/12, o debate "Catolicismo vivo: Concílio Vaticano II e Teologia da Libertação", a fim de ampliar os pontos de vista sobre os diversos matizes no interior da Igreja Católica.


Já na quinta-feira, 6/12, o conhecido escritor Ruy Braga esteve no Pátio da Cruz falando sobre "A política do precariado: do populismo à hegemonia lulista". E, para encerrar o calendário de aulas públicas da semana, houve na sexta-feira, 7/12, uma discussão acerca dos escritores Guy Debord e Alain Badiou, também no Pátio da Cruz. Além das aulas públicas organizadas pelas comissões de greve ou por departamentos e grupos de estudos, outras atividades aconteceram no Campus Monte Alegre ao longo da semana passada, como oficinas e intervenções artísticas.


CONTINUAMOS LUTANDO NA TRILHA PELA DEMOCRACIA NA PUC-SP

 

Os professores, estudantes e funcionários da PUC-SP não consideram legítima uma reitoria, cuja indicação decorre de um processo de desmonte da nossa democracia.  Isso porque a professora Drª Anna Maria Marques Cintra assinou publicamente um documento em que se comprometia em não aceitar a indicação, pelo Grão-Chanceler Dom Odilo Pedro Scherer, para o cargo de reitora caso não fosse eleita pelas urnas. Tendo obtido o terceiro lugar, a professora contrariou esse compromisso público. 


Contra essa situação de ilegitimidade entramos em greve e nela permanecemos. A comunidade universitária se coloca em movimento na defesa de sua história e sua democracia.

O desrespeito à democracia na PUC é o ápice do processo de desestruturação da instituição que vem ocorrendo, especialmente, desde a demissão de cerca de 1000 funcionários e professores em 2005/2006.

Desde aquele momento ampliou-se o distanciamento da Universidade de sua história, renunciando a qualidade de ensino, pesquisa e extensão e aos compromissos com a sociedade brasileira.


Esse desrespeito decorre de fatores como: contratação de novos professores em condições precárias, com salários inferiores aos dos colegas mais antigos; maximização da carga de trabalho dos docentes; represamento da carreira docente e dos funcionários;  redesenho institucional reduzindo o papel do Conselho Universitário, enquanto instância acadêmica maior da universidade e criando um órgão decisório como  o Conselho de Administração; ineficiente Sistema de Administração  de matrículas e atendimento de alunos (SAE), devido à sua concepção inadequada da gestão escolar; redução do programa de bolsas e transferência para programas governamentais; assistência e permanência estudantil, como bolsas institucionais e mais que 25 bolsas-alimentação por semetre.


       O movimento Democracia na PUC-SP convoca professores, estudantes e funcionários a acompanhar a reunião do CONSUN no dia 12/12/12, às 9:00 horas que decidirá sobre recurso que questiona a legalidade da nomeação da professora Anna Maria Marques Cintra no cargo de reitora.

Convocamos à comunidade universitária e a todos os defensores da democracia a participarem:

 

ATO EM LUTA PELA DEMOCRACIA

 

 Dia 12/12/2012 - às 19:00 horas

 

Local:  QUADRA da PUC-SP (Monte Alegre)

 

VIVA A PUC-SP AUTÔNOMA E DEMOCRÁTICA!!

 

APROPUC-SP - AFAPUC - MOVIMENTO ESTUDANTIL PELA DEMOCRACIA NA PUC-SP – CA BENEVIDES PAIXÃO - GRUPO CONSTRUÇÃO COLETIVA - GRUPO UNA -MOVIMENTO RUGIDO DO LEÃO – CA CLARICE LISPECTOR - CARI - CASS

Carta à Profa. Anna Cintra e ao Prof. José Martinez

Profa. Ana Mercês Bahia Bock

 

Prezados Professores


Li com surpresa a manifestação assinada por vocês e me enviada neste 30 de novembro. Surpresa pelo desprezo que ela apresenta às manifestações e organização da comunidade na luta pela garantia de uma importante e valorosa autonomia da Universidade.  Os colegas afirmam que estarão com vocês aqueles que desejam o melhor futuro para a PUCSP. Ora, colegas,  candidatei-me, ao lado do professor Serralvo, porque não acreditava que nenhuma das duas opções postas no cenário eleitoral fossem melhores para a PUCSP. Claro que acreditávamos que nossa proposta era a melhor. Mas sempre, em todo momento da campanha, respeitamos os colegas candidatos, porque sabíamos que a escolha não estava em nossas mãos; ela pertencia à comunidade. Fizemos campanha, debates, boca de urna, tudo que estava ao nosso alcance para divulgar nossa proposta e podermos contar com a adesão da comunidade.

O resultado das eleições, no entanto, nos disse que a proposta desejada não era a nossa.  Claro que ouvimos também o recado importante de que uma parte expressiva da Universidade nos escolheu, mas a maioria, que para nós pode se expressar na diferença de um voto apenas, nos disse que sua escolha era outra. E este recado nos foi dado em voz alta, na medida em que boa parte da comunidade foi às urnas expressar sua vontade.

Quando estive com o Cardeal Dom Odilo disse isto a ele; pedi que escutasse as urnas como  a fonte mais forte da expressão da vontade da comunidade. Mas, com certeza, outras razões levaram Dom Odilo a outra escolha.

Não temos dúvida de que colegas de grande valor e capacidade acompanham vocês. Nem mesmo temos dúvida de suas capacidades para ocupar a Reitoria. A QUESTÃO NÃO É ESTA.  Até porque os senhores não governarão sozinhos  (com seus competentes, responsáveis e comprometidos  colegas) a Universidade. Nossa democracia conquistou espaços institucionais de luta e de embate, onde, com certeza, todas as três posições estarão representadas. O principal aspecto das discussões é o fato de que, historicamente, esta Universidade conquistou com lutas, diálogos e debates sua autonomia e sua democracia. Podemos afirmar até que pensávamos que ela estivesse mais forte e mais isenta de intervenções e que a escolha do Sr. Cardeal nos surpreendeu. Mas a PUC tem história e isto lhe dá a força e a capacidade de se reorganizar para novo embate.

Profa. Anna Cintra e Prof. Martinez, não desprezem a comunidade puquiana; não deixem de ver as qualidades, competências, responsabilidade e compromisso que os outros dois grupos e outros que não estiveram organizados nesta disputa possuem.  A PUCSP é uma Universidade distinta porque nela convivem diferentes vozes, projetos, vontades e todos eles têm espaço e possibilidade de expressão e concretização. Não se expressem de uma forma que soa tão arrogante.  Não menosprezem os outros projetos que estão e estarão vivos na PUCSP.  Nenhum grupo terá governabilidade possível desta forma.

Nossa luta ainda está caminhando. Não queremos transformá-la em algo pessoal. Nossa questão é a conquista da autonomia e da democracia na Universidade, conquista histórica e que se põe diariamente como meta de nossa participação e de nosso trabalho.

Encontro-me em repouso por um acidente doméstico inesperado que me tirou do espaço da PUCSP por alguns dias. Mas estou atenta, acompanhando os acontecimentos e não poderia deixar de lhes dizer, como alguém que participou de perto, com vocês, da disputa eleitoral (mesmo em campo de oposição) que, o tom da manifestação feita por vocês é, no mínimo, infeliz e equivocado para quem precisará conquistar governabilidade,  representatividade e credibilidade. Muitos de seus eleitores concordarão comigo e com o movimento que quer, acima de tudo, o respeito à vontade da comunidade expressa nas urnas. Eu, do meu lado, tenho a certeza de que estou, como sempre estive, com o coletivo da PUCSP, debatendo  e decidindo, entre projetos e vontades,  pela  vontade da maioria.

Profa. Ana Mercês Bahia Bock

São Paulo, 30/11/2012

O Comitê de Greve recebeu o apoio de personalidades e entidades de todo o Brasil, da América Latina e de outros países, solidarizando-se com a luta da comunidade puquiana contra a nomeação da professora Anna Cintra. A lista é grande e é ampliada a todo o momento. As moções de apoio podem ser lidas na íntegra no site www.apropucsp.org.br. A solidariedade foi expressa conforme texto que enviamos abaixo.

 

Solidarizo-me com a luta dos professores, funcionários administrativos e estudantes da PUC-SP pela democracia universitária, o que se traduz, neste grave momento, no respeito ao resultado das urnas. A PUC-SP soube, ao longo de três décadas, articular a excelência acadêmica à luta democrática dentro e fora dos muros universitários. Este é um dos motivos pelos quais se tornou referência internacional. Seu processo eleitoral não deve retroagir, mas se aperfeiçoar.

Pela posse do escolhido nas urnas.

 

Intelectuais, Professores, Personalidades:

 

Andréa Almeida Torres - Ex-aluna de Serviço Social, graduação e pós-graduação; Antonio Carlos Mazzeo - Unesp; Antono Ozaí - Professor e diretor da Revista Espaço Acadêmico; Caio Navarro de Toledo - Unicamp; Celia Congilio; Claudia Monica dos Santos - Presidente da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - ABEPSS; Daniel Santini - Jornalista formado pela PUC-SP, editor da Repórter Brasil e autor do blog Outras Vias, sobre mobilidade urbana e bicicletas; Desirèe Luíse; Elaine Marlova Venzon Francisco - Profª Adjunta da FSS/UERJ; Elaine Rossetti Behring - DPS/FSS/UERJ/CAPES-CNPq;  Eloisa Gabriel - Presidente do CRESS São Paulo e ex-aluna da PUC-SP; Elizabete Borgianni- Editora Cortez; Francisca Pini - Vice-Presidente da Regional Sul II - ABEPSS; Gilson Dantas - Editor da revista Contra a Corrente, doutor em sociologia pela Universidade de Brasília; Heródoto Barbeiro - Jornal; Igor Fuser - Professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC; Ivan e Lívia Cotrim - Fundação Santo André; Ivana - Boitempo Editorial; João Pedro Stedile - MST e Via Campesina Brasil; James Petras; John Kennedy Ferreira - Ex-aluno da PUC-SP; Josefa Batista Lopes - Universidade Federal do Maranhão (UFMA); Lúcia Rangel - Ex-aluna da PUC-SP; Luiz Bernardo Pericás - Escritor e pesquisador do IEB/USP; Luiza Erundina de Souza - Deputada Federal (PSB); Margot Berrocal - Néuquen (Argentina); Marilena Chauí - Professora de Filosofia da USP; María Virginia Siede - Docente Investigadora Universidad Nacional de Luján / Universidad Nacional del Centro de la Provincia (Buenos Aires - Argentina); Marina Maciel - Universidade Federal do Maranhão (UFMA); Marlise Vinagre - Professora Associada da Escola de Serviço Social da UFRJ; Michael Löwy - CNRS (Paris); Milton Hatoum- Escritor; Muna Zein - Mandato da Deputada Luiz Erundina de Souza; Paulo Arantes - Professor de His; Raquel Raichelis Degenszajn - Professora e coordenadora do Programa de Pós em Serviço Social; Rapper Pirata - GT da Juventude e Fórum Hip Hop Municipal SP; Reginaldo Pereira França - Universidade Uberaba; Ricardo Gebrim - Consulta Popular; Ricardo Musse; Ruy Braga - Professor de Sociologia da USP; Silvia Anspach - Ex-professora titular do Departamento de Inglês da PUC-SP, escritora e poetisa; Maria Orlanda Pinassi - Professora FCL (UNESP Araraquara); Sandra de Faria - PUC Goiás; Franciscus - Coordenador do curso de Letras-Inglês na PUC-SP; Virginia Fontes - Professora de História da USP; Docentes do Curso de Serviço Social da Universidade Federal de São Paulo; Docentes do Curso de Serviço Social da PUC-RS; Docentes do Curso de Serviço Social da Faculdade de Mauá; Graduados em Serviço Social da PUC-SP; Professores do Curso de Serviço Social da Universidade de Uberaba (MG); Núcleo de Estudos de Aprofundamentos Marxistas (NEAM) - Pós em Serviço Social; Núcleo de Estudos de Ética e Direitos Humanos (NEPEDH) - Pós em Serviço Social ; GTP de Movimentos Sociais e Serviço Social (ABEPSS).

 

Estudantes:

 

Oposição de Esquerda da UNE; Campo Rompendo Amarras; Juntos por outro futuro;  ANEL - Assembleia Nacional dos Estudantes Livre; CA Guimarães Rosa de Relações Internacionais USP; CA Florestan Fernandes, CA Rubens Borba de Morais e Chapa X de Agosto - Escola de Sociologia e Política de São Paulo/Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação; CA Lupe Cotrim - ECA USP; CA Vladimir Herzog - Cásper Líbero; CA de Comunicação e Multimeios de Maringá; Diretório Acadêmico Coletividad - Belas Artes; Diretório Acadêmico da PUC Campinas; Diretório Acadêmico Joliot-Curie - Faculdades Oswaldo Cruz; Diretório Acadêmico Rio Branco; Diretório Acadêmico de Comunicação - PUC Campinas; DCE da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT); DCE Livre Manuel Gutiérrez - PUC-MG; DCE da Unicamp; DCE Livre da USP; Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO); Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (ENEBio); Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (ENECOS); Federação Nacional dos Estudantes de Direito (FENED); Grupo Para Sempre FECAP.

 

Outros:

 

Coletivo Trabalhador@s em Luta - Campinas; Comitê Pró-Haiti; Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee); Fábrica Flaskô (movimento de fabricas ocupadas); GTP Serviço Social e Movimentos Sociais ABEPSS; Levante Popular da Juventude; NEAM - Núcleo de Estudos de Aprofundamentos Marxistas; NEPEDH - Núcleo de Estudos em Ética e Direitos Humanos-Pós Em Serviço Social; Partido Socialismo e Liberdade (PSOL); Rede de Proteção aos Militantes Ameaçados de Morte; Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU); Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Sinpro-SP).

Os detalhes da trama contra a democracia da PUC-SP


Na terça-feira, 13/11, o secretário-executivo da Fundação São Paulo participou de reunião durante a tarde com o reitor , mas só no final, no apagar das luzes, entregou a carta do Cardeal com a nomeação da última colocada na eleição.


 Como todo golpe que se preza tratou-se  de controlar logo o sistema de comunicação. Nem bem o reitor Dirceu de Melo recebeu a carta, já estava no site da PUC-SP a notícia da nomeação da última colocada nas eleições. Só que a notícia não saiu da reitoria e nem passou pela comunicação institucional da PUC-SP; foi colocada no ar, sorrateiramente, pelo setor de informática.


 Logo após surpreender  o reitor com a nomeação da última colocada , o esquema colocou para funcionar um serviço próprio de comunicação, que passou a atender a imprensa com informações distorcidas - isto é, não informar o que realmente acontecia no campus. Esse serviço, operado pela Fundação, anulou totalmente a assessoria de comunicação  da Universidade. 

 

Docentes aderem à greve geral

 

A APROPUC convocou uma assembleia, na quarta-feira 14/11, para discutir a situação causada pela nomeação  da professora Anna Cintra  pelo  cardeal Dom Odilo Scherer. Desde 2006 a entidade não realizava uma reunião tão massiva, com a presença de docentes dos mais diversos departamentos. 

Foi uma longa discussão onde os professores manifestaram a sua revolta e também a sua frustração com uma colega, respeitada pela maioria, e que hoje se submete a um papel tão deplorável."Solicito à minha colega Anna Cintra que decline do convite do grão-chanceler para ser reitora: sua rica biografia não deveria ostentar essa mancha", disse o professor Jorge Claudio Ribeiro, do departamento de Ciência da Religião.


Grande parte dos depoimentos centrou-se na condenação do autoritarismo e do desrespeito à comunidade praticado por Dom Odilo. A professora Priscilla Cornalbas, diretora da APROPUC, historiou como o golpe hoje perpetrado contra a comunidade, já vem de anos atrás, quando a Fundação começa a intervir de fato na PUC-SP. Para a docente, a maximização, a criação de um novo estatuto com mecanismos antidemocráticos como o Conselho de Administração, Consad, já eram sinais da intervenção que hoje acontece na universidade.

A assembleia contou também com a presença de vários docentes que votaram tanto no segundo colocado, professor Serralvo, como na própria professora Anna Cintra e estavam ali para reivindicar a posse do mais votado. "Mesmo aqueles professores que não votaram no professor Dirceu de Mello hoje querem que, em nome da democracia, ele assuma", declarou o professor Leonardo Massud da Faculdade de Direito.


Em meio à assembleia o professor Antonio Malheiros, da Faculdade de Direito e integrante da chapa do professor Dirceu de Mello, pediu a palavra e expôs a sua indignação com uma situação tão deplorável. Malheiros destacou a falta de compromisso da professora Anna Cintra. "Se ela assumir serão quatro anos sem nenhuma legitimidade. Eu pertenço a uma Igreja que lutou pelos presos políticos. Não quero ficar com essa Igreja que desrespeita a comunidade", finalizou Malheiros.


Greve já


Ao final a assembleia decidiu, por grande maioria, aderir à greve naquele momento, declarando-se contra o golpe, pela democracia e autonomia da universidade e repudiando a indicação da última colocada.

A assembleia decidiu também pela elaboração de um manifesto que abarcasse todas estas questões valorizando o processo democrático da PUC-SP e contra a decisão do cardeal. Os docentes irão enviar uma solicitação à professora Anna Cintra manifestando o seu posicionamento e exigindo que ela reveja sua decisão. Nessa mesma linha foi aprovado um pedido para que  a chapa do segundo colocado, professor Francisco Serralvo, faça uma declaração repudiando a indicação e manifestando-se pela indicação do vencedor do pleito.


Os professores voltarão a se reunir em assembleia nesta quarta-feira, 21/11, às 17horas em local a ser indicado para dar continuidade ao movimento.

Em passeata  estudantes proclamam:

 "Anna Cintra a culpa é sua,  hoje a aula é na rua"


Após o termino da massiva assembléia estudantil que aconteceu em frente ao prédio da reitoria na manhã de quarta-feira, 14/11, a mobilização da comunidade acadêmica em defesa da democracia e soberania acadêmicas não cessou.

Estudantes, professores e funcionários, seguindo deliberação da referida assembléia, saíram em marcha do Campus até o prédio da Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da PUC-SP.

 Aproximadamente 1000 manifestantes tomaram a Rua Monte Alegre, viraram na João Ramalho e, fechando a Rua Cardoso de Almeida, chegaram ao prédio da Fundasp, cercado por viaturas da polícia onde permaneceram por alguns minutos protestando contra mais uma intervenção da Igreja, dessa vez via listra tríplice, nos rumos da pontifícia. 

Uma carta exigindo a revogação imediata da indicação de Anna Cintra para reitora da PUC-SP foi lida e palavras de ordem foram gritadas pelos presentes no ato. "Anna Cintra, a culpa é sua, hoje a aula é na rua"; "Fora Anna Cintra"; " A PUC é nossa"  e "Greve geral, fora Cardeal" foram as principais frases gritadas pelos manifestantes.

Em seguida, o ato continuou pela Rua Cardoso de Almeida, passou pela Rua Bartira e voltou a Monte Alegre, onde foi encerrado em frente à entrada da universidade. Com a quebra da autonomia da comunidade acadêmica e subsequente mobilização pela defesa da história democrática construída pela PUC-SP, o movimento universitário ultrapassou os muros da universidade e se fez ouvir nas ruas de São Paulo.

 

Diretores protestam contra a nomeação de Anna Cintra


Os Diretores das Faculdades abaixo assinados, vêm a público manifestar o seu total inconformismo à decisão anti-democrática do Senhor Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer  que nomeou a terceira colocada ao cargo de Reitora da PUC-SP.

A trajetória da PUC-SP em 60 anos de sua história jamais presenciou um ato tão violento e desprezível. A vontade da comunidade foi totalmente desconsiderada; o processo eleitoral e todo o trabalho de sua Comissão com semanas de preparativos para colher a vontade das urnas foi lançado no limbo da história.

Chegou-se ao disparate de considerar a lista tríplice  como um fim em si mesma e maior e mais relevante  que o processo eleitoral e seu resultado:  a vontade da  comunidade.

Como é possível aceitar a nomeação de uma candidata que publicamente e perante a comunidade comprometeu-se a não aceitar a nomeação caso não fosse a primeira colocada no pleito. Em que momento passará a ter o compromisso com a verdade?

 A mais grave das consequências desta nomeação está ainda, a nosso juízo, no ataque frontal ao princípio da autonomia universitária, garantia  expressiva de nossa Constituição ostensivamente violada. 

Para que e por que a Fundação São Paulo, que já detém o absoluto controle financeiro da Universidade, também deseja comprimir e sufocar a autonomia universitária de seus professores, alunos e funcionários? É a pergunta que não quer calar e que o senhor Cardeal deixou sem resposta.

Os Diretores, portanto, manifestam seu integral apoio ao inconformismo justo e legitimo da comunidade e prestam toda a solidariedade nesse momento difícil por que passa a nossa democracia, de suspensão de suas salvaguardas, ficando em permanente estado de alerta para evitar novas violações aos direitos de seu corpo docente, discente e de seus funcionários.

Mobilizados todos estamos, respaldados por nossos órgãos colegiados que serão convocados imediatamente para discutir os nossos destinos de acordo com a vontade da comunidade que em nosso território tem direito amplo de expressão, de manifestação e inclusive de protesto.

Não tenham dúvidas, defenderemos nossos direitos e de nossos professores, alunos e funcionários até as últimas consequências. 

São Paulo, 14 de Novembro de 2012.

 

Marcelo Figueiredo -Diretor da Faculdade de Direito; Neide de Aquino  Noffs- Diretora da Faculdade de Educação;  Juarez Torino Belli Diretor da Faculdade de Economia Administração Contábeis e Atuariais  - FEACA; Luiz Carlos de Campos - Diretor da Faculdade de Ciencias Exatas e Tecnologia - FCET

 

Em assembleia funcionários decidem paralisar atividades


Na tarde de quarta-feira, 14/11, os funcionários administrativos tinham agendada uma assembleia para discutir as mudanças previstas para o espaço físico da entidade e a festa de fim de ano. Porém, diante da intervenção do cardeal Dom Odilo Scherer nos rumos da universidade, a diretoria da AFAPUC decidiu discutir exclusivamente as providências a serem tomadas naquele momento.

Os funcionários levantaram críticas contundentes ao ato do cardeal e nenhum dos presentes ousou defender a posse da última colocada, professora Anna Maria Marques Cintra. Em um depoimento emocionado uma funcionária declarou que pior do que a nomeação do cardeal foi a aceitação de uma candidata que assinou um documento comprometendo-se a não assumir caso não fosse a primeira colocada. 

Após a avaliação de como a nomeação poderia influenciar a vida dos funcionários, discutiram como seria a mobilização da categoria, com uma paralisação geral. Embora vários deles tenham levantado dúvidas quanto a realização do movimento, a paralisação obteve a maioria dos votos.

Nesta quarta-feira,   21/11,  os funcionários estarão reunidos para decidirem a implementação da paralisação.

 

Festival de Música Independente empolga a PUC-SP

09.11.2012


Com o mote "Não é só música. É aquilo que você tem a dizer", aconteceu no Tuca o 3º Festival de Música Independente da PUC-SP. Mais de dez bandas formadas por membros da pontifícia e da comunidade externa se apresentaram nas noites de terça e quarta-feira da semana passada, 30 e 31/10, mostrando múltiplas influências de estilo. 

Com boa presença do público, o festival apresentou música instrumental, samba, sertanejo, rock e muito som experimental. Esse foi, por exemplo,  o caso da banda Neurozen, que com rica combinação instrumental inovou com um estilo quase progressivo. Outra banda que foi bem recebida pelos presentes, apesar de ter sido a última a se apresentar no festival, foi a Coquetel. Com formação tradicional, voz, guitarra, baixo e bateria, eles apresentaram um rock contemporâneo, mas clássico. Além dessas bandas, estiveram no palco do 3º Festival de Música Independente da PUC-SP as composições Fabrício Ramos e os Habitantes de Atlântida, Três à Beira-Mar, Capote Valente, Adeus Plutão e 5 Pras Tantas, na primeira noite. E, no dia seguinte, Trio José, Samba Cerveja e Atraso, Quebra de Padrão e Horda Rural.

O evento foi promovido pela PUC-SP, com apoio do CUCA (Coral da PUC-SP), e realização do PAC (Setor de Atendimento Comunitário), CARI Barão, C.A. 22 de Agosto, CACS e CASS.

 

Dessemana de Ciências Sociais debate temas ligados a segurança

08.11.2012


Com o mote "Não é só música. É aquilo que você tem a dizer", aconteceu no Tuca o 3º Festival de Música Independente da PUC-SP. Mais de dez bandas formadas por membros da pontifícia e da comunidade externa se apresentaram nas noites de terça e quarta-feira da semana passada, 30 e 31/10, mostrando múltiplas influências de estilo. 

Com boa presença do público, o festival apresentou música instrumental, samba, sertanejo, rock e muito som experimental. Esse foi, por exemplo,  o caso da banda Neurozen, que com rica combinação instrumental inovou com um estilo quase progressivo. Outra banda que foi bem recebida pelos presentes, apesar de ter sido a última a se apresentar no festival, foi a Coquetel. Com formação tradicional, voz, guitarra, baixo e bateria, eles apresentaram um rock contemporâneo, mas clássico. Além dessas bandas, estiveram no palco do 3º Festival de Música Independente da PUC-SP as composições Fabrício Ramos e os Habitantes de Atlântida, Três à Beira-Mar, Capote Valente, Adeus Plutão e 5 Pras Tantas, na primeira noite. E, no dia seguinte, Trio José, Samba Cerveja e Atraso, Quebra de Padrão e Horda Rural.

O evento foi promovido pela PUC-SP, com apoio do CUCA (Coral da PUC-SP), e realização do PAC (Setor de Atendimento Comunitário), CARI Barão, C.A. 22 de Agosto, CACS e CASS.

 


Fundasp debate com funcionários de Sorocaba e anuncia aumento para 2013

07.11.12


Os funcionários de Sorocaba reuniram-se na sexta-feira, 26/10, com o secretário-executivo da Fundação São Paulo, padre Rodolpho Perazzolo, a gerente do DRH, Ângela Renna, e os gestores do campus de Sorocaba  para discutir questões referentes aos problemas gerados pelas condições de trabalho e pelos salários vigentes no Hospital Santa Lucinda (HSL).

Em um auditório lotado pelos funcionários, a gerente da Divisão de Recursos Humanos começou sua explanação sobre os processos de avaliação, admissão e demissão de funcionários. Uma das principais reivindicações dos trabalhadores do Hospital diz respeito ao reajuste dos baixos salários que hoje são pagos naquele campus. Da mesma forma que ocorreu com a PUC-SP em conjunto, em Sorocaba os salários daqueles que ingressam são hoje fixados em patamares inferiores àqueles recebidos pelos funcionários com mais tempo de casa, provocando, na maioria das vezes, evasão de funcionários que procuram outros hospitais da região, onde recebem salários mais compensadores.

Os funcionários lembraram aos gestores que um dos maiores atrativos para os recém-contratados era a bolsa de estudo oferecida via acordo interno de trabalho firmado entre as entidades. Porém, atualmente o acordo interno contempla apenas seis bolsas de estudos para todo universo de funcionários do HSL, o que tem sido um fator desestimulante para desenvolvimento profissional tanto dos funcionários recém-contratados, como dos funcionários mais antigos.

O Secretario Executivo se comprometeu a aumentar o salário dos técnicos de enfermagem a partir de janeiro de 2013 para procurar equilibrar a concorrência na contratação desses profissionais. Porém, para o restante dos trabalhadores, que também se sentem prejudicados, o secretário ficou de estudar uma possível saída posterior.

Já com a participação do Presidente do Sindicato da Saúde, Milton Sanches, os funcionários começaram a participar dos debates, formulando questões sobre a insalubridade, problema crônico no Hospital Santa Lucinda. Os trabalhadores entendem que os setores com suas atividades profissionais sendo realizadas em ambientes fechados, como o Centro Cirúrgico, o Centro de Material e a UTI, que expõem  a saúde do funcionário a riscos de contaminação por radiação, doenças infectocontagiosas, deveriam ter como índice de insalubridade 40%, até porque os riscos de contaminação e contágio são elevados e muitas vezes irreversíveis. No final da discussão, o presidente do sindicato encaminhou para a realização de um laudo pericial nas instalações do Hospital.

Faltas abonadas

Outra queixa constante dos funcionários diz respeito às famosas faltas abonadas. Os trabalhadores reclamam que as abonadas são sistematicamente negadas devido ao fato de que elas são solicitadas depois da ausência ter ocorrido. Os funcionários explicaram que muitas vezes é impossível prever a ausência por se tratar de motivos inesperados, como doença em família, por exemplo.  A Gerente do DRH afirmou que tais situações deveriam ser analisadas pelo lado humanitário e social, não simplesmente pelo técnico e burocrático.

Por outro lado, os funcionários reclamaram da falta de um  serviço de atendimento médico institucional, pois, caso um  deles  venha a ter um mal súbito no horário de seu expediente, terá  de  ser socorrido pelos colegas de setor, que terão que levá-lo para ser tratado e medicado em outro hospital. Outra reclamação refere-se às condições de trabalho nos setores fechados do HSL, onde não existe um local de descanso para os funcionários e há somente dois  banheiros para mais de oitenta trabalhadores. O superintendente do HSL, Dr. Mario Sergio Moreno, reconheceu as dificuldades, lembrando que essa situação também se estendia aos colegas médicos. O sindicato lembrou aos gestores que as reformas no HSL têm acontecido priorizando-se aspectos individuais, esquecendo-se os coletivos. O secretário-executivo comprometeu-se a analisar todas as reivindicações apresentadas para encaminhar possíveis soluções.

Para a AFAPUC, a reunião foi positiva pois os  trabalhadores procuraram externar toda a indignação e frustração que a associação ao longo dos anos tem levado ao conhecimento da Fundasp e que, naquele momento, pode comprovar pessoalmente. A associação entende que a precariedade tem como consequência os baixos salários, os serviços terceirizados, a defasagem da estrutura física e mobiliária das instalações, assim como a segurança dos trabalhadores. A precarização nas condições de trabalho é danosa para instituição e nociva à saúde do trabalhador. É necessário combater da forma mais harmoniosa possível de modo a objetivarmos sempre o consenso. Os funcionários e a própria Fundasp elogiaram o encontro e esperam repeti-lo em outras ocasiões.

 

 

 

 

 

Principais decisões do Consun são adiadas para novembro

03.11.12


As pautas de outubro do Consun que poderiam gerar maior discussão foram, por diversos motivos, adiadas para novembro. A principal delas diz respeito à representação discente dos pós-graduandos nos conselhos da universidade. Em junho deste ano os representantes discentes da pós-graduação renunciaram à representação nos órgãos colegiados e fundaram uma nova entidade, a Associação dos Pós-Graduandos em Direito, APG-Direito. 

Diante da não eleição de novos representantes discentes pela APG, a nova associação apresentou seus representantes que deveriam constituir-se nos representantes de toda pós-graduação nos conselhos da universidade. Porém, o pleito dos estudantes de Direito foi barrado pela assessoria jurídica da reitoria que entendeu ser necessário que todos os pós-graduandos fossem consultados.

O relator do pedido no Consun, professor Juarez Belli, da Faculdade de Economia e Administração, seguiu a visão do departamento jurídico e negou provimento ao recurso da APG-Direito. No entanto, antes de iniciar-se a votação o professor Marcelo Figueiredo, da Faculdade de Direito, solicitou vistas e interrompeu a discussão.

 

Sindicância

Outro ponto de pauta que prometia alguma polêmica referia-se à sindicância instaurada pela reitoria para apurar possíveis denúncias de assédio moral contra a professora Célia Regina Menezes. A comissão, presidida pelos professores Aloysio Vilarino dos Santos e Elizabeth Carraza, concluiu que não ocorreu o propalado assédio, o que motivou a decisão de arquivamento do processo pelo reitor Dirceu de Mello. A professora Célia recorreu e novamente a relatora do Consun, professora Marcia Dinamarco, da Faculdade de Direito, encaminhou pela manutenção da decisão da Comissão. Na sessão de agosto do Conselho Universitário, porém, a professora Sandra Mraz, da Faficla, solicitou vistas do processo e, na reunião de quarta-feira passada, encaminhou o pedido de realização de uma nova sindicância, pois não concordava com a decisão da Comissão e da relatora. A ausência da professora Marcia Dinamarco, porém, obrigou o Conselho a prorrogar a decisão para novembro.

Também a decisão sobre o quadro de pessoal docente e o quadro de carreira foi prorrogada para uma nova reunião, aguardando novos dados que deverão ser informados pela Divisão de Recursos Humanos (DRH).

Ainda na esteira das prorrogações o professor Marcos Mazeto reclamou da demora com que está sendo resolvida a questão referente à proposta de novo contrato de trabalho docente, aprovada pelo Consun há um ano e que ainda encontra-se em fase de discussão em sub-comissões do Consad. Na mesma linha o conselheiro Reynaldo Machado reclamou da ausência de informações sobre os trabalhos da Comissão encarregada de discutir o orçamento da PUC-SP. O reitor prometeu trazer mais informações sobre ambos os assuntos no próximo Consun.

 

Eleições para centros acadêmicos agitam PUC-SP

29.10.12


Durante a última semana, os Centros Acadêmicos 22 de Agosto (Faculdade de Direito) e Leão XIII (FEA) entraram em processo de escolha das respectivas gestões para o ano de 2013. 

Na Faculdade de Economia e Administração concorreram as chapas Rugido do Leão e Orgulho de ser Leão, que apresentaram suas propostas entre os dias 22 e 25/10 aos estudantes. O debate, ocorrido no dia 23/10 apenas no período da noite por falta de acordo entre a comissão eleitoral e as chapas, ao contrário do esperado pelos estudantes presentes, não teve muitas perguntas polêmicas, sendo que a discussão girou principalmente em torno de temas como a estrutura física do centro acadêmico e de adjacências, como o xerox. Já a apuração dos votos aconteceu na noite do dia 25, com a chapa Rugido do Leão saindo vitoriosa do processo com 623 votos, contra 223 da chapa Orgulho de ser Leão. Para 2013, a chapa vencedora promete combater o fechamento arbitrário das turmas da faculdade, causando superlotação das salas de aula, reativar o jornal informativo do Leão XIII e romper com o modelo hierarquizado do centro acadêmico, onde, tradicionalmente, os poucos estudantes que têm voz são os eleitos no pleito.

 

 

 

Aconteceu ao longo da semana passada, entre os dias 22 e 26/10, mais uma eleição para o Centro Acadêmico 22 de Agosto, entidade estudantil da Faculdade de Direito e uma das mais tradicionais da PUC-SP. 

O processo eleitoral contou com a participação de seis chapas, sendo três chapas "de zueira", como são conhecidas as anticandidaturas no corpo estudantil, e mais três chapas que disputaram o pleito pra valer: Disparada (situação), Construção Coletiva, que saiu para disputa com o nome "Todas as Cores", e UNA (Uma Nova Atitude). As três chapas pelejaram voto a voto nas salas de aula, corredores e debates eleitorais para definir quem assumirá a gestão no ano que vem.

Para isso, foram fundamentais os debates eleitorais organizados na quarta-feira, 24/10, pela manhã e noite, no auditório 333 do Prédio Novo. As chapas puderam apresentar-se, debater entre si e responder questões do público presente em ambos horários, buscando proporcionar maior clareza das suas propostas e diferenças frente às concorrentes.

Já nos dias seguintes, 25 e 26/10, as urnas foram abertas para dois dias de agitada disputa eleitoral e votação para a próxima gestão. 

A apuração das eleições do CA 22 de Agosto aconteceu na noite de sexta-feira, 26/10, portanto após o fechamento dessa edição do jornal, tornando impossível a divulgação do vencedor ainda no PUCviva dessa semana.

 

No Tuca, professor e ex-alunos da PUC-SP recebem Prêmio Vladimir Herzo


Cinco ex-alunos do curso de Jornalismo da PUC-SP, Pedro Ribeiro Nogueira, Gabriela Moncau, Ana Carolina Andrade e Otávio Nagoya (que também foram estagiários do jornal PUCviva) e Paula Salati, juntamente com o professor Hamilton Octavio de Souza, do departamento de Jornalismo,  conquistaram o prêmio Vladimir Herzog  na categoria "Revista" pela edição especial da Revista Caros Amigos sobre a Comissão da Verdade. A edição traz matérias sobre os crimes cometidos no período da Ditadura Militar, como os donos do capital auxiliaram o terror do Estado, o papel da imprensa golpista durante os anos de chumbo, a impunidade dos militares - sendo que alguns ainda se mantêm na ativa -, a falta de esclarecimento da parte do Estado sobre os crimes e as ditaduras militares em outros países. O 34º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos teve sua cerimônia de entrega realizada na terça-feira, 23/10, no TUCA. O prêmio, que é de grande relevância para o jornalismo brasileiro, foi criado pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, entre outras entidades, para premiar trabalhos que tiveram destaque na área dos Direitos Humanos e Sociais.

Apresentado pelos jornalistas Juca Kfouri e Mônica Teixeira, a premiação contou com uma série de discursos e homenagens a Vladimir Herzog, jornalista morto pelos torturadores do DOI-CODI durante o período da Ditadura Militar e que completaria 75 anos em 2012. 

Presente à cerimônia, José Roberto Toledo, representando a comissão organizadora do evento, fez críticas à eleição de Paulo Telhada, ex-coronel da ROTA, e à perseguição do jornalista André Caramante, da Folha de S. Paulo, e divulgou que a Comissão da Verdade da Câmara dos Deputados levará o nome de Herzog. A ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, por sua vez, denunciou a situação do povo indígena Guarani Kaiowá, no estado do Mato Grosso do Sul, e discursou sobre a importância dos jovens jornalistas na divulgação dos desrespeitos aos Direitos Humanos. Mario Sergio de Moraes, pesquisador do Grupo Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da USP, contou que Vlado, como Herzog era conhecido entre os mais íntimos, arranjava sempre maneiras de driblar a censura durante o período militar, e que as perseguições durante sua infância, por ser de família judia, influenciaram em sua decisão de ser jornalista. 

Além da entrega do 4º Prêmio Jovem Jornalista, onde estudantes de Jornalismo de todo o Brasil enviaram sugestões de pautas e os que foram selecionados terão apoio do Instituto Vladimir Herzog para produzi-las, os jornalistas Lúcio Flávio Pinto e Alberto Dines foram homenageados por representarem uma resistência frente à grande mídia, com discurso feito pelo também jornalista Audálio Dantas.

Outro destaque da noite foi a jornalista Miriam Leitão, que recebeu o prêmio na categoria TV: Reportagem, com o tema "Caso Rubens Paiva: Uma História Inacabada", trabalho veiculado na Globo News (RJ).

 

Dessemana de Ciências Sociais da PUC-SP discute temas ligados à segurança


Com o mote "Dispositivos de segurança em questão", acontece na PUC-SP, entre os dias 25/10 e 1/11, a Dessemana de Ciências Sociais. 

Diversos temas estarão em debate ao longo das atividades, com paineis e grupos de trabalho temáticos. É o caso da questão indígena, do Estado de exceção, da guerra às drogas, da espetacularização e militarização da mídia e da universidade e segurança.

Na terça-feira, 30/10, no pátio do Museu da Cultura, por exemplo, os professores da PUC-SP Edson Nunes, Pedro Serrano e Lúcio Flavio de Almeida discutirão a formação e as caracteristicas do Estado permanente de exceção.

No dia seguinte, na sala P79, é a vez da internet e das drogas serem pautadas sob a perspectiva da segurança, respectivamente pela manhã e noite.

A Dessemana acontece nas salas P78,  P79 e no Museu da Cultura e é organizada pelo Departamento de Ciências Sociais da PUC-SP.

 

Fundação garante que não haverá demissão em massa de funcionários


Reunido com a diretoria da Associação dos Funcionários Administrativos da PUC-SP, AFAPUC, o secretário-executivo da Fundação São Paulo, padre Rodolpho Perazzolo, garantiu que não acontecerão demissões em massa de funcionários neste final de ano.

 O secretário procurou tranquilizar os funcionários uma vez que correm pela universidade boatos sobre  possíveis demissões de funcionários administrativos.

Quanto ao Plano de Cargos e Salários que está sendo elaborado por uma empresa contratada pela Fundação São Paulo, o secretário espera apresentar uma primeira versão à AFAPUC para que o Plano possa ser apreciado pelos funcionários para a sugestão de possíveis mudanças.

 

Festa de 

final de ano

 

A diretoria da AFAPUC aproveitou a oportunidade para discutir os encaminhamentos da tradicional festa de final de ano. A Fundação São Paulo,  juntamente com a Reitoria, garantiu a sessão do campus Santana para a realização do evento, no dia 21/12, a partir das 12h. 

Também ficou assegurada a liberação do expediente administrativo dos funcionários neste horário para a participação na festa. A AFAPUC deverá disponibilizar um ônibus para o transporte dos funcionários do campus Monte Alegre para Santana.

Um derradeiro ponto de pauta envolveu uma avaliação dos funcionários sobre as reformas que hoje acontecem no campus Monte Alegre. 

Para a diretoria da AFAPUC, em que pese a disponibilização de verbas de outras entidades, os recursos que são empregados nas reformas da Clínica Psicológica, Secretaria de Administração Escolar (SAE) e Coordenação Geral de Estágios (CGE), ultrapassam os padrões de reformas viabilizadas hoje na universidade, empregando verbas  que podem ser consideradas exorbitantes. 

O padre Rodolpho Perazzolo prometeu então  avaliar a situação e, se necessário, tomar as medidas adequadas.

 

Colóquio debate biopolítica na PUC-SP

11.10.12


Entre os dias 8 e 11/10 aconteceu na PUC-SP o Colóquio sobre Biopolítica, promovido pela Faculdade de Ciências Sociais, Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais e Núcleo de Sociabilidade Libertária (Nu-Sol). Com apresentação da aula-teatro "Saúde!" e debates sobre resistências, ecologia, ecopolítica e segurança, um dos destaques do evento foi a mesa de quarta-feira, 10/10, sobre Biopolítica e Segurança. 

Com a presença de Laymert Garcia dos Santos, professor da Unicamp, ex-professor da PUC-SP, Marcos Cesar Alvarez, da USP, e Thiago Rodrigues, membro do Nu-Sol e da Universidade Federal Fluminense, os estudiosos debateram concepções de biopolítica, explicando o biopoder, que é a aplicação do poder em todos os aspectos da vida humana.

O debate também girou em torno da chamada pós-modernidade, que relacionou o homem  e  o ambiente, ressaltando  a concepção de Michel Foucault sobre biopolítica, reivindicando seus estudos na área, em mesa coordenada pelo professor Edson Passetti, da Faculdade  de Ciências Sociais.

O colóquio contou com outros debates com especialistas como Salete Oliveira, professora da PUC-SP e do Nu-Sol, e Carmen Junqueira, também da PUC-SP, além da exibição dos documentários "Ecologia-Ecopolítica" e "Ecopolítica-Segurança", contextualizando o tema para os presentes.

 

AFAPUC discute situação do Hospital Santa Lucinda com a Fundasp 

10.10.2012


No dia 27/9, a diretoria da  AFAPUC reuniu-se com o Secretário Executivo da Fundação São Paulo, padre José Rodolpho Perazzolo, e a funcionária  Angela Renna, gerente da Divisão de Recursos Humanos (DRH), para tratar de questões pertinentes à precariedade nas condições de trabalho que nos últimos meses vêm afligindo os trabalhadores do Hospital Santa Lucinda, em Sorocaba. O diretor da AFAPUC Adnilson Medeiros externou sua preocupação com as constantes demissões pontuais praticadas pela Fundação São Paulo, assim como os pedidos de desligamento por parte dos funcionários, que têm como justificativa o baixo piso salarial inicial (R$ 1.083,00).

Por outro lado, a morosidade na reposição do quadro de funcionários vem provocando um excesso de trabalho, agravado pelo  enorme aumento no atendimento dos mais diversos casos médicos que o hospital passou a ter, em função de  novas parcerias firmadas com o HSL, e também devido às reformas estruturais que os hospitais da região estão implementando em suas instalações. 

O diretor Benedito Arão complementou a fala de Adnilson, relatando as péssimas condições  em que se encontram as vestimentas de trabalho e os enxovais do hospital.     Segundo o diretor, embo--ra a PUC-SP pague um      valor aproximado de R$ 100.000,00 para a lavagem e acondicionamento mensal de 48 toneladas, as roupas costumam vir da lavanderia com manchas de sujeira e mau cheiro.  


Faltas abonadas

Outra questão levantada na conversa com os gestores diz respeito às diversas interpretações que as chefias vêm dando à cláusula 22 do Acordo Interno de Trabalho do Hospital Santa Lucinda, que substitui a portaria 24/69, relativa às faltas abonadas. Muitas vezes a chefia não devolve a cópia do formulário com a aprovação ou a negativa do pedido de abono solicitado. Outra confusão que se tem feito é com relação à emenda de feriado com o abono de faltas, pois algumas chefias têm tido dificuldade em entender que aprovar o abono de falta no feriado é muito mais vantajoso para instituição do que para o funcionário. Dessa forma, o fato de o  funcionário trabalhar no feriado acarretará em mais uma folga adquirida pelo mesmo. 


As respostas dos gestores

Diante do exposto, o  Secretário Executivo se comprometeu reavaliar a questão do piso salarial, assim como as novas contratações e reposições de funcionários. Padre Rodolpho solicitou à DRH, na pessoa de Angela Renna, que esclareça as chefias imediatas com relação ao Acordo Interno de Trabalho, pois, no seu entendimento, se existe um acordo ele deve ser cumprido por ambas as partes, empregador e empregado.

No tocante à lavanderia, padre Rodolpho disse estar realizando um estudo sobre  a qualidade dos serviços da lavanderia e que no mais tardar, até meados de fevereiro de 2013, deverá ter uma resposta com relação a essa demanda. Aproveitando o ensejo, o secretário executivo se comprometeu  a estar no campus Sorocaba no próximo dia 26/10, para participar de reunião aberta com os funcionários para  ouvir e esclarecer os questionamentos dos trabalhadores de Sorocaba,  além de propor algumas sugestões que venham a melhorar as condições de trabalho dos funcionários dessa casa. 

Indagado pelo diretor Nalcir Antonio se a Fundação São Paulo havia contratado uma empresa para reformular o plano de carreira dos funcionários administrativos, padre Rodolpho lembrou que  era uma questão pendente e por razões diversas o mesmo ficou paralisado. No entanto, o secretário, juntamente com a gerente da  DRH, confirmou a contratação dessa empresa e, assim que a proposta for analisada pela Fundação ela também será disponibilizada para a análise da Associação dos Funcionários. Segundo os gestores estas informações deverão estar disponibilizadas até março/2013.



Decisão de Dom Odilo gera expectativa na comunidade da PUC-SP

08.10.2012


Até o fechamento desta edição do PUCviva o cardeal Dom Odilo Scherer, Grão-Chanceler da PUC-SP, ainda não havia decidido qual o nome escolhido entre os componentes da lista tríplice da eleição para reitor.

A eleição para o quadriênio 2012-2016 terminou com o professor Dirceu de Mello em primeiro lugar, com 38,21% dos votos ponderados, o professor Francisco Antonio  Serralvo ficou em segundo, com  30,93%, seguido pela professora Anna Maria Marques Cintra com 30,27%. Porém, estatutariamente a decisão final cabe ao Grão-Chanceler, muito embora, em todas as eleições da universidade, todos os cardeais responsáveis pela escolha do reitor optaram por confirmar o nome mais votado pela comunidade.


A PUC-SP foi a primeira universidade brasileira a adotar a escolha de seu dirigente máximo através de eleição direta, com a participação de toda comunidade. Em 1980 a professora Nadir Kfouri foi eleita reitora,  em um disputado pleito com a professora Haydee Roverati, hoje pró-reitora de educação continuada. Curiosamente, a professora Nadir já vinha de uma escolha anterior, tendo assumido a reitoria da PUC-SP em 1976, após indicação de Dom Paulo Evaristo Arns.  Na ocasião, o cardeal teve que ir até Roma para conseguir a aprovação do papa para a primeira mulher reitora de uma universidade católica. 


O mesmo Dom Paulo aprovou as escolhas subsequentes  dos mais votados por meio de eleições da comunidade:  em 1985  é eleito o professor Luiz Eduardo Wanderley, tendo como vice-reitora acadêmica a professora Anna Maria Cintra, que exerceu o mesmo cargo na gestão seguinte;  em 1989 é a vez da professora Leila Bárbara, que enfrentou a primeira intervenção da Fundação São Paulo na PUC-SP;  em 1992 é eleito o professor Joel Martins , para um breve período interrompido pelo seu falecimento;  para o seu lugar, é conduzido seu vice reitor, o professor Antonio Carlos Ronca, reeleito em 1996 e em 2000, último reitor confirmado por Dom Paulo. Entre 2005 e 2008 a universidade foi governada pela professora Maura Véras, recebendo a confirmação de Dom Claudio Hummes. Em 2008 Dom Odilo Scherer escolheu o atual reitor professor Dirceu de Mello 


Expectativa


Embora o Grão-Chanceler da PUC-SP  tenha estatutariamente a prerrogativa de escolher  qualquer um dos três integrantes da lista tríplice, o nome mais votado  tem historicamente assumido a reitoria da universidade. 

Essa tradição tem rendido elogios à instituição, principalmente se compararmos situações semelhantes, como a ocorrida em 2011, na Universidade de São Paulo, quando  o terceiro colocado João Grandino Rodas foi nomeado reitor pelo governador do estado,  Geraldo Alckmin, provocando grande protesto na universidade.

Portanto, a expectativa da comunidade puquiana  volta-se para a decisão do cardeal que poderá, nos próximos dias, definir o futuro próximo da PUC-SP.

 

Número de refeições aumenta, mas qualidade do bandejão ainda é questionada

08.10.2012


Desde que teve seu preço reduzido em função do subsídio econômico da reitoria, o bandejão da PUC-SP aumentou em 100% o número de refeições servidas diariamente. A qualidade da alimentação, todavia, é constantemente questionada pela comunidade. O bandejão subsidiado foi uma das reivindicações da ocupação da reitoria no fim de 2010, quando o preço do prato feito era de R$ 8,90. Antes dessa política de assistência estudantil, segundo informações do Restaurante Facultativo, empresa concessionária do serviço, eram cerca de 100 refeições por dia no bandejão. Hoje, mesmo após aumento, com o preço convencional fixado em R$ 10,70, mas que cai para R$ 6,00 ante o subsídio, são em torno de 200 refeições diárias, sendo dessas aproximadamente 120 subsidiadas. 

O subsídio começou no início do segundo semestre do ano passado, e desde então o número de pessoas que aderem ao programa só cresce. Tanto que, de acordo com o setor de atendimento comunitário, PAC, que controla o sistema, já são quase 1000 estudantes cadastrados no bandejão subsidiado. Afora o subsídio para os alunos, professores e funcionários também têm acesso à refeição mais barata caso desejem. Usando o Visa Vale, eles pagam R$ 5,35 e têm o valor descontado do pagamento salarial. Em todos os casos, a diferença entre o preço cobrado pelo restaurante e o preço com subsídio é pago pela universidade. Além disso, a PUC-SP e o Restaurante Facultativo fornecem 25 bolsas de alimentação a estudantes e mais 25 para funcionários por semestre, mediante análise socioeconômica dos bolsistas. Apesar da redução no preço do bandejão na PUC-SP com o subsídio, a alimentação ainda causa polêmicas. Há reclamações de funcionários e alunos com relação à orientação nutricional e a qualidade da comida servida. Segundo Vanessa dos Santos, gerente e técnica em nutrição do Facultativo, a base nutritiva fica por conta do restaurante e é balanceada diariamente por proteínas, fibras e carboidratos, além do suco e da sobremesa, que são o alvo mais comum de contestações. 

O Facultativo opera com dois cozinheiros e mais nove funcionários, e serve cerca de 400 refeições diárias, das quais 200 são no bandejão e mais 200 no preço por quilo, que é R$ 28,90 até as 14h30 e R$ 23,50 após esse horário. Outra reclamação recorrente é a presença de pombos por toda praça de alimentação, o que torna o ambiente insalubre. Esse problema, no entanto, passa ao largo das atribuições do restaurante e fica sob a responsabilidade do Sunrise Consultoria, que gere toda a praça de alimentação da universidade. Existe hoje na PUC-SP uma comissão de alimentação composta por membros da comunidade e pela AFAPUC para fiscalização dos serviços. Conforme informou um dos membros da comissão, o grupo se reunirá em breve para discutir essa e demais questões que cercam a alimentação na universidade.

Ato relembra 35 anos da invasão da polícia na PUC-SP

02.10.2012


O encontro de diferentes gerações puquianas marcou o ato que relembrou os 35 anos da primeira invasão da Polícia Militar na PUC-SP, em 1977. O evento aconteceu na sexta-feira, 21/9 (um dia antes da fatídica data da invasão, 22 de setembro), e recebeu pessoas que passaram pela universidade desde a década de 70 do século passado, num cortejo lúdico e artístico que saiu do Pátio da Cruz em direção à Prainha.

"A intenção era relembrar as duas invasões da polícia [a outra se deu sob a gestão de Maura Véras, em 2007, há cinco anos] e o que elas representaram em cada contexto para a comunidade", informou o estudante Thiago Michelucci, o "Gigante" como é conhecido, um dos organizadores da atividade. Já segundo Daniel Baliu Fiamenghi, o "Flecha", outro estudante, foi importante proporcionar o encontro de gerações passadas com a geração que está hoje na PUC-SP, tendo em face os acontecimentos ditatoriais que representam a entrada da polícia na universidade.

Na primeira ocasião, em 1977, forças militares entraram na PUC-SP durante a realização do III Encontro Nacional de Estudantes, que pretendia reorganizar a UNE, mantida na ilegalidade pelo regime militar. Na segunda vez, a polícia interveio após ocupação por estudantes da reitoria da PUC-SP.

Os participantes do ato, organizado por estudantes de diversos cursos, fizeram o enterro simbólico do então secretário de segurança do estado quando da invasão de 1977, Erasmo Dias, carregando e dançando em cima de seu caixão. Ao chegar à Prainha os presentes encontraram sobre suas cabeças quatro grandes coturnos, botas militares, pintados em jornais e pendurados na fachada do Prédio Novo. Na ocasião também houve projeção de vídeos, chuva de camisinhas e performances lúdicas antes do final do ato, sendo encerrado com uma festa.



Com presença de lideranças Guarani Kaiowá, debate denuncia etnocídio indígena

02.10.12


No dia 24/9, às 19h no Auditório 239 do Prédio Novo, o Comitê Internacional de Solidariedade ao Povo Guarani Kaiowá realizou um debate a fim de denunciar o genocídio em curso no estado do Mato Grosso do Sul dessa etnia e a dura realidade vivida pelos povos indígenas no Brasil hoje.

Composta pelo advogado Pedro Peruzzo, pela antropóloga Carmem Junqueira, pelo membro do Comitê Sassá Tupinambá e pela liderança Guarani Kaiowá Valdelice Veron, a mesa de debate foi ornamentada com placas em que foram escritos os nomes de diversos índios assassinados, simbolizando a constante ameaça sob a qual vivem as lideranças indígenas.


"Índio famoso é índio morto", falou emocionada Valdelice Veron, que viu seu pai ser assassinado em 2003, de forma brutal, e que já está marcada para morrer pelos fazendeiros da região onde se situa o seu Tekoha (como é chamada a terra tradicional Guarani Kaiowá), no município de Dourados (MS). Segundo ela, apesar da situação litigiosa na região, os órgãos do poder públicos responsáveis não tomam nenhuma providência contundente para garantir a segurança e a vida do povo Guarani Kaiowá.


Veron também contou aos presentes como é o dia a dia das aldeias Guarani Kaiowá. Lembrou-se das dificuldades dos anos passados na beira da estrada, da decisão de retomar as terras que foram tiradas da sua tribo pelos latifundiários e da consequente guerra que se iniciou naquela região, "demarcando com sangue indígena as terras que lhe pertencem por tradição e memória, mas que não foram demarcadas oficialmente pelo STF".

Os empecilhos e trâmites jurídicos, aliás, foi o tema principal da intervenção de Peruzzo, que trabalha há anos com direito indígena e questionou técnica e constitucionalmente a portaria 303 da Advocacia Geral da União, prorrogada por duas vezes, e a PEC 215, que transfere ao congresso nacional o direito de demarcação de terras indígenas. Segundo ele, é necessário se apropriar da convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho e do artigo 231 da Constituição Federal para enfrentar estas medidas, que infringem direitos indígenas conquistados.

Junqueira, por sua vez, resgatou a história de opressão aos povos indígenas, principalmente durante a ditadura militar, para chegar a uma análise de como se constituiu ao longo dos tempos o desrespeito com os direitos dos povos originários do Brasil.

 

Consun discute número mínimo de alunos para o vestibular 2013

01.10.2012


O quadro de vagas para o vestibular de verão/2013 e o número mínimo de alunos para o funcionamento de cursos foram os temas mais importantes da discussão do Conselho Universitário, Consun, ordinário do mês de setembro.

O reitor já havia informado à comunidade que, no Consad de 6/9, foram aprovados os limites de 30 alunos para cursos com dois turnos e 20 alunos para cursos de apenas um turno, sendo que o reitor, que encaminhou a proposta do Consun de 25 e 15 alunos, respectivamente, e foi voto vencido. Porém, em documento de 13/9, o reitor deliberou em caráter de ad referundum que a resolução do Consad valerá para os chamados cursos de alta procura, ficando estabelecido que os cursos de baixa procura funcionarão com um mínimo de 25 alunos, para dois turnos, e 15, para cursos de turno único.


A decisão agradou os conselheiros que elogiaram o reitor pela sua posição, mas ainda sobraram críticas para algumas posições tomadas no vestibular anterior. A diretora da Faculdade de Educação, professora Neide Nófis, lembrou o dano que causou à universidade o fechamento de turmas feito de maneira precoce, quando observou-se apenas a primeira chamada do vestibular sem se levar em conta outros mecanismos que poderiam aumentar o número de matriculados e viabilizar turmas que foram canceladas.

O quadro apresentado pela professora Ana Zillochi, coordenadora do Vestibular, previa uma redução de 125 vagas em relação ao vestibular de 2012. Porém, a relatora, professora Margarida Limena, propôs também a não abertura de uma turma de Ciências Contábeis, o que fez a diferença subir para 170 vagas, ou seja, para o próximo vestibular serão oferecidas 4755 vagas contra 4925 oferecidas em 2012.

Inovação        Tecnológica

Outro assunto polêmico que tomou a maior parte da discussão do Consun foi sobre a implantação do chamado Núcleo de Inovação e Transferência Tecnológica (NITT), proposta encaminhada pelo vice-reitor Vico Mañas, através do programa PUC Inovação.

De acordo com o relatório apresentado pelo vice-reitor, a criação de uma política institucional de incentivo à inovação seria uma exigência do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação que, segundo Mañas, contribuiria de forma efetiva para a captação de recursos baseados na legislação vigente, mediante a estruturação de centros e laboratórios de pesquisa aplicada.


Porém, o relator do processo, professor Luiz Carlos de Campos, criticou o processo de criação do núcleo, fundamentalmente porque ele define competências que não caberiam ao NITT. Para o relator, a proposta ganhou uma abrangência indevida, envolvendo atividades e responsabilidades de várias unidades.

Os conselheiros, em sua maioria, encaminharam nesse sentido e, dessa maneira, votou-se pela elaboração de uma nova proposta que seja exclusivamente para a construção de um núcleo de inovação e transferência tecnológica.


Escolha do reitor

O anúncio do novo reitor, que deverá ser definido entre os três nomes enviados ao cardeal Dom Odilo Scherer, não foi feito no Consun. A expectativa é de que ainda nesta semana aconteça o anúncio, já que Dom Odilo viajará para a Europa nos próximos dias.

 

Participantes avaliam processo eleitoral da PUC-SP

28.09.12

 

O PUCviva solicitou às chapas participantes da eleição da PUC-SP uma avaliação sobre o processo eleitoral. Recebemos as respostas da chapa A PUC Vale a Pena, da professora Anna Maria Marques Cintra e dos estudantes que lançaram a anticandidatura Florestan Fernandes. As chapas Autonomia e Excelência Universitárias, do professor Dirceu de Mello e Reconstruir a PUC-SP, do professor Francisco Serralvo, preferiram manifestar-se em outra oportunidade.

  

Chapa A PUC Vale a Pena

analisa o processo eleitoral

 

A PUC-SP saiu dividida das eleições: nós vencemos entre os professores;  Serralvo entre os estudantes; Dirceu entre os funcionários e na soma ponderada dos votos dos três segmentos. A condução do processo eleitoral foi inadequada, suscitou muitos questionamentos e deixou um rastro de dúvidas em boa parte da comunidade universitária.

Em nosso ver, se algo de bom houve nessas eleições, foi a exposição pública de uma condição interna bastante esgarçada; condição antes percebida aqui e ali, por uns e outros, mas não trazida à luz do debate universitário. Entre possíveis posições, muitos vão continuar não percebendo tal esgarçamento, porque o envolvimento com a universidade é pequeno ou inexistente: a PUC-SP lhes toca pouco. Outros darão de ombros ou serão apenas cínicos em face da gravidade da situação; esses são aqueles que, em vá-rios casos (não em todos) e de algum modo, tiram proveito desse estado de coisas, nele escondendo, às vezes, mediocridade, desqualificação e defesa de interesses pessoais e corporativos pouco nobres.

No entanto, para alguns (esperamos que não sejam poucos) tal situação pede reavaliação de ações, interlocuções e posições (políticas, institucionais, acadêmicas...); pede invenção de possíveis: ativar a capacidade de começar outra vez, para arquitetar rigorosos e vigorosos laços acadêmicos e comunitários, capazes de fazer a PUC-SP ser, de novo, uma universidade de verdade, que valha a pena.

Sendo assim, será imperativo que a próxima gestão da reitoria assuma, de fato e com lucidez, o enorme desafio de criar condições para que a universidade refaça seus tecidos acadêmico, comunitário e administrativo.

 

 

Balanço das eleições pela

chapa Florestan para Reitor

 

Primeiramente gostaríamos de agradecer a todos os cerca de 150 votos confiados a nós, pois é sempre muito bom saber que ainda há pessoas dispostas a ter uma posição crítica perante a situação de nossa universidade, fazendo assim resistência contra a precarização e mercantilização de seu ensino.


Em nossa avaliação, o processo eleitoral não se deu para muito além do esperado. A atuação dos candidatos se limitou ao que já se sabia, ou seja, "mais do mesmo", mais da mesma "ladainha". O maior susto para nós foi em relação ao debate político (sim, acreditamos que em eleições para a reitoria o debate deve ser político e não burocrático-administrativo) que se deu num nível totalmente rebaixado, um mero disputismo entre projetos de gestão para a Empresa-PUC e também à total indiferença da comunidade perante a isso. Outro ponto que vale ressaltar é a atuação muito mais explicita da figura da Fundação São Paulo no processo, lançando, inclusive, candidatura através da chapa "A PUC Vale a Pena", encabeçada pela professora Anna Cintra.


Nesse sentido, queremos deixar claro o objetivo pelo qual lançamos a anticandidatura de Florestan Fernandes. Não queremos iludir estudantes de que é possível ganhar essas eleições extremamente tendenciosas. A chapa "Sejamos realistas, exijamos uma PUC-SP impossível" é um chamado a todos e a todas para juntos construirmos uma universidade verdadeiramente democrática e comunitária, que ofereça uma educação de qualidade, presencial, humana, emancipadora, laica, crítica e reflexiva. Uma universidade que se aproxime do que todos os reitores antes de Maura Veras e Dirceu de Mello defendiam, pública, mas não-estatal. Convidamos todos a ocupar a política da PUC-SP, em Centros Acadêmicos e em Coletivos, e também a participar do Fórum de Esquerda da PUC-SP: https://www.facebook.com/groups/472595762774852/.  Nosso movimento não morrerá enquanto houver aqueles que ousam sonhar.

Consun homologa lista tríplice das eleições para a reitoria

28.09.12


Em uma reunião bem diferente da longa discussão de 12/9, o Conselho Universitário homologou na quinta-feira, 20/9, a lista tríplice dos professores que concorreram às eleições para a reitoria da PUC-SP. A reunião durou menos de 15 minutos, ao contrário das cinco horas da semana anterior, e foi marcada pela presença diminuta de professores conselheiros, alcançando-se o quorum depois de quase uma hora de atraso.

O relator da questão, professor Helio Deliberador, pró-reitor de Cultura e  Relações Comunitárias, leu seu parecer encaminhando pela aprovação do resultado das eleições para reitor.


Pelo estatuto da PUC-SP, cabe ao cardeal Dom Odilo Scherer escolher o futuro reitor a partir de uma lista tríplice com os três candidatos mais votados do pleito. O Conselho de Cultura e Relações Comunitárias, Ceccom, ao discutir a questão, determinou que a lista apresentada ao cardeal estivesse organizada exatamente na ordem em que os candidatos terminaram a eleição, demonstrando claramente o desejo da comunidade no sentido de que a escolha recaísse sobre aquele que foi o mais votado. Assim a lista tríplice foi composta com os nomes do professor Dirceu de Mello, em primeiro lugar, Francisco Antonio Serralvo, em segundo e Anna Maria Marques Cintra, em terceiro.


Nos debates ocorridos no campus Monte Alegre, os candidatos reiteraram a sua posição de que não aceitariam a indicação do cardeal caso não fossem vencedores. Portanto a expectativa dos presentes à sessão do Consun era de que Dom Odilo escolha o professor Dirceu. Segundo o que o PUCviva apurou, a decisão poderá sair nos próximos dias uma vez que o cardeal irá viajar em breve e por isso mesmo pediu para que o processo fosse agilizado.

A Comissão Eleitoral apresentou também um quadro final das eleições com as proporções entre os três participantes. Nesta página reproduzimos parte deste levantamento (o restante já foi publicado em nossa edição anterior), além de publicarmos duas manifestações de concorrentes às eleições na página 2.

Consun longo e polêmico descarta a realização de novas eleições

18.09.12


Foram mais de cinco horas de discussão seguidas para que o Conselho Universitário extraordinário, de 12/9, pudesse chegar a uma conclusão final sobre o encaminhamento da eleição para o reitor da PUC-SP durante os próximos quatro anos.

Logo de início o professor Dirceu de Mello declarou-se impedido de comandar os trabalhos e passou a condução do processo para o seu vice, professor Vico Mañas, que também precisou ausentar-se deixando que a professora Haydee  Roveratti, pró-reitora de  Educação Continuada, presidisse a sessão.


A representação discente da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes, foi impedida de se instalar, uma vez que as duas representantes não puderam participar, indicando substitutos. Porém alguns conselheiros, como o professor Edson Passetti, fizeram um encaminhamento contrário, uma vez que a vaga deveria ser ocupada pelas representantes eleitas legitimamente.

O professor Marcio Cammarosano  abriu a sessão lendo o detalhado relatório que respondia ao recurso feito pela chapa A PUC Vale a Pena, que pedia o não reconhecimento dos votos sem rubrica encontrados em sua maioria nas urnas do Hospital Santa Lucinda, em Sorocaba e a convocação imediata de um novo pleito no segmento dos funcionários. Para explicitar a posição da Comisão Eleitoral, o professor Cammarosano leu um detalhado relatório de 17 laudas discorrendo sobre o processo eleitoral e as posições tomadas pela Comissão.

Para Cammarosano, não existiam indícios de fraude no processo eleitoral de Sorocaba, embora fossem constatadas várias irregularidades. Durante a semana passada, a Comissão pediu às chapas do professor Dirceu de Mello e do professor Francisco Serralvo para que se manifestassem sobre o recurso da professora Anna Maria Cintra.  Os resultados foram diferentes: enquanto a chapa Autonomia e Excelência Universitária do professor Dirceu, concordava com a anulação  das cédulas sem rubrica, a chapa Reconstruir a PUC-SP, do professor Francisco Serralvo, mesmo considerando correta a  decisão de não validar as cédulas opinava pela imediata realização de um novo pleito entre os funcionários.


Encaminhamento da Comissão

O professor Cammarosano afirmou que, diante dos vários cenários propostos, a Comissão encaminhava para duas possíveis soluções, que estariam respaldadas em normas eleitorais legais. Em primeiro lugar o recurso interposto pela professora Anna poderia ser aceito pelo Consun, reconhecendo como válidas as cédulas sem uma só rubrica e incluindo-se o  resultado desta urna. Uma segunda hipótese negaria provimento ao recurso ratificando como legal a decisão inicial da Comissão de não considerar válidas as cédulas sem rubrica.

A professor Haydee abriu a palavra aos membros do Consun. O professor Francisco Serralvo, que solicitou a palavra aos conselheiros, colocou a sua opinião no sentido de não se descartar os votos anulados, que, segundo a informação por ele solicitada à  Comissão, poderiam alterar o resultado final. Mas, diferentemente de sua posição anterior, encaminhou para que toda a eleição fosse refeita.

Na sequência alternaram-se as intervenções de defensores do professor Dirceu de Mello e Anna Maria Cintra, os primeiros alegavam prioritariamente que os resultados da eleição deveriam permanecer da maneira como estavam, não se considerando os votos irregulares e descartando-se a realização de novas eleições.  Nesse sentido o professor Ely Dirani, do campus Marquês de Paranaguá, fez um longo depoimento ressaltando que a eleição é de toda a comunidade e que a paridade sim é que é segmentada.  Já aqueles que se posicionaram pelo acolhimento do recurso da professora Anna Cintra insistiam em que não se poderia deixar de lado a opinião de mais de trezentos funcionários.  A bancada dos funcionários fechou questão quanto a este quesito pois entendiam ser  anti-democrático um reitor eleito sem o voto de aproximadamente 30% de um segmento.


AFAPUC

A diretoria da AFAPUC solicitou a palavra e expôs a sua opinião em um texto  (veja a íntegra do documento na página ao lado) que criticava a chapa A PUC Vale a Pena,  pela sua tentativa de realizar um novo pleito no segmento dos funcionários, fato que a direção da entidade considerou no mínimo ardilosa, e expunha a imagem da universidade externamente. O documento seguia  criticando a chapa pela pouca discussão sobre um plano de cargos e salários com a comunidade e pelo envolvimento dos seus apoiadores com a gestão Maura Véras, na qual ocorreu a demissão em massa de funcionários e professores.

A leitura causou grande polêmica entre os conselheiros e os presentes, provocando acaloradas aplausos e críticas severas por parte de alguns conselheiros.

Após intervenções de quase todos conselheiros,  passou-se à votação do recurso da chapa A PUC Vale a Pena.  Inicialmente o plenário votou pela aceitação do recurso, registrando-se 19 votos a favor e 12 contra.

Na sequência votou-se para que os resultados promulgados pela Comissão Central Eleitoral não fossem considerados. Novamente o placar indicou a vitória do pleito da professora Anna, por 18 a 14. Na votação mais polêmica da sessão a presidente colocou em pauta se, diante das duas decisões iniciais o conselho deveria encaminhar para a realização de novo pleito. Em uma votação apertada os conselheiros decidiram não realizar nova votação por 17 votos contra 16 e, desta maneira, só faltou decidir se as cédulas sem rubrica seriam contabilizadas. O resultado final apontou  26 votos pela contagem dos votos sem rubrica e sete contra este procedimento.

Assim, o professor Cammarosano encaminhou para que as cédulas sem rubrica fossem abertas, os votos contabilizados e ponderados. Após esses procedimentos, os novos resultados da eleição apresentaram-se como  os definitivos.

Votos de Sorocaba confirmam Dirceu de Mello para reitoria da PUC

16.09.12

 

A polêmica urna onde votaram os funcionários do Hospital Santa Lucinda, que continha cerca de 335 cédulas sem nenhuma rubrica, teve a sua abertura autorizada pelo Conselho Universitário, em uma de suas mais agitadas sessões (veja matéria na página 2 desta edição).

Os votos, em sua grande maioria procediam do Hospital Santa Lucinda, onde os mesários deixaram de rubricar as cédulas.


Na sexta-feira, 14/9, apuradas as cédulas, constatou-se a existência de 160 votos direcionados à Chapa A PUC Vale a Pena, encabeçada pela professora Anna Maria Marques Cintra e pelo professor Martinez, já a chapa Autonomia e Excelência Acadêmicas, encabeçada pelo professor Dirceu de Mello e a professora Marcela Peçanha registrou 158 votos  e  o professor Francisco Serralvo e sua vice professora Ana Bock, representantes da chapa Reconstruir a PUC-SP, tiveram 06 votos; os votos nulos foram em número de cinco e os brancos sete.


Somando-se esses votos aos já apurados em 31/8, obteve-se um total de 8.382,97 votos ponderados para a chapa do professor Dirceu de Mello,  em segundo lugar ficou o professor Francisco Serralvo com 6.785,59 para a chapa encabeçada pela professora Anna Maria Cintra foram endereçados 6.641,61, colocando-a em terceiro lugar.

Assim a Comissão Eleitoral proclamou vitoriosa a chapa Autonomia e Excelência Acadêmicas, que vinha mantendo a dianteira dos votos  antes da abertura dos votos sem rubrica. O Consun deverá  homologar o resultado, que depois será encaminhado em forma de lista tríplice ao cardeal.


Vale lembrar que os três professores, antes das eleições, assinaram um compromisso com a comunidade comprometendo-se a recusar a indicação do cardeal caso não vencessem as eleições.

 

Resultado final  das eleições para reitor da PUC-SP (*)

 

 

  ESTUDANTES PROFESSORES FUNCIONÁRIOS VOTO PONDERADO
Anna Maria Cintra
1820 501 320 6.641,61
Dirceu de Mello 2588 457 519 8.382,97
Francisco Serralvo 2878 320 339 6.785,59
Votos em Branco 27 6 11 44
Votos Nulos 109 48 46 203
TOTAL 7422 1332 1235  

 

 

 

Resultado dos votos de funcionários da urna de Sorocaba  não  rubricados

Anna Maria Cintra 160

Dirceu de Mello    158

Francisco Serralvo  06

 

Votos em Branco   07

Votos Nulos          05

TOTAL               335

Crise e corte de professores fazem PUC-SP perder espaço

10.09.12

FÁBIO TAKAHASHI - DE SÃO PAULO

JULIA BOARINI - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

 

Cursos bem avaliados pelo mercado de trabalho, mas baixa produção científica.

PUC vai bem em outros rankings, diz reitor

Essa mistura fez com que a PUC-SP, uma das instituições mais tradicionais do país, ficasse apenas na 47ª colocação do RUF (Ranking Universitário Folha), entre as 191 universidades avaliadas.

A escola ficou atrás de quatro outras PUCs (Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais).

Considerando o Estado de São Paulo, ficou atrás do Mackenzie entre as privadas.


O que puxou a PUC-SP para baixo foi o item pesquisa, que analisou nove indicadores (como número de publicações científicas e captação de recursos para pesquisa).

Nesse item, a instituição ficou na 84ª colocação.

No meio acadêmico acredita-se que uma boa pesquisa melhora o ensino da universidade, pois os professores estão sempre em contato com as atualizações de suas áreas -além de contribuir para a ciência no país.

NOVOS CONTRATOS

Professores e ex-docentes da instituição consultados pela Folha reclamam da mudanças, implementadas de 2005 a 2011, na organização da jornada de trabalho. Elas reduziram o tempo para pesquisa e para preparação das aulas.

Até então, um professor com mestrado tinha 60% da jornada fora de sala de aula, e 40% dentro. Depois, passou a ficar 50% na sala.


A medida foi tomada num momento de crise financeira aguda da instituição, que já não conseguia pagar sua dívida com os bancos. Em 2006, cerca de 25% dos docentes chegaram a ser cortados.

A reorganização da jornada deu base para que aulas fossem cobertas pelos professores, usando período que antes eles faziam pesquisa. Também foi possível abrir vagas nos cursos, sem novas contratações de pessoal.

"INVIÁVEL"

Um caso simbólico do descontentamento com a mudança é o do professor de linguística Bruno Dallari. Após 11 anos na instituição, ele saiu da universidade, em 2009.


"Tive que assumir oito aulas por semestre, em vez das cinco turmas das quais era professor antes. Ficou inviável produzir pesquisas acadêmicas e manter a qualidade de ensino", disse.

Professor titular da pós-graduação em Educação da PUC-SP, Alípio Casali é mais otimista em relação à situação da universidade.

"Comparada com faculdades internacionais, somos uma instituição muito nova [fundada em 1946], ainda estamos aprendendo", afirmou. "A cada ano o número de teses de mestrado e doutorado aumenta, mas sempre temos que melhorar a qualidade e a quantidade."