Moções

29/02/2016

"A Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - ABEPSS vem manifestar sua indignação com a parceria estabelecida pela CAPES com a empresa de mineração Vale em prêmio que carrega os nomes dessas instituições voltado para a produção de teses e de dissertações nas pós graduações nacionais.
A constituição - no mínimo acrítica - desta parceria nos causa repulsa e nos somamos a pesquisadoras e pesquisadores da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) em seu Manifesto de Indignação, considerando a incapacidade total de conciliação das práticas políticas e sociais da empresa Vale com qualquer concepção de sustentabilidade, de respeito aos direitos humanos e ambientais e horizonte de formação humana minimamente digna e compromissada com a vida em todas as suas formas.
Não é preciso relembrar fatos históricos e recentes, bastante difundidos nas mídias, sobre a forma como a empresa em foco lida com o ambiente e a vida que nele habita. 
A escolha por uma parceria com uma instituição que pode ser claramente qualificada como "violadora ambiental e de direitos humanos" coloca em questão de forma pública a seriedade e o compromisso na formação, produção de pesquisas e de conhecimento no Brasil. Manifestamos nosso repúdio, convocamos a comunidade científica para esse manifesto e esperamos a revisão dessa parceria no sentido de sua ruptura".

28.10.15



Ronaldo Gaspar

MOÇÃO DE APOIO

 

Desde meados do mês de outubro, após contundente fala, no Congresso da CSP-Conlutas, contra forças políticas que defendem o obscurantismo intelectual, a regressão dos direitos civis e o retorno da ditadura militar, o professor da UFRJ e militante do PCB, Mauro Iasi, tem recebido ameaças contra a sua vida e a de seus familiares. Desde aquele momento, os odiosos representantes dessa direita regressiva têm inundado as redes sociais com sua cantilena anticomunista, efetuado telefonemas ameaçadores e, ainda, atuado no próprio local de trabalho de Iasi para intimidá-lo. Com isso, tentam demovê-lo de sua histórica e aguerrida militância em prol dos direitos civis, trabalhistas e sociais e, principalmente, de sua luta pela construção de uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária; em suma, de uma sociedade comunista.

No mesmo sentido, igualmente sérias têm sido as ameaças que, por telefonemas e mensagens nas redes sociais, a professora Beatriz Abramides, diretora da APROPUC, tem recebido pelo apoio desta entidade manifestado a Iasi.

Cientes da gravidade desse atentado ao direito de expressão e dos perigos que rondam a sociedade brasileira – e, sobretudo, as massas populares – com o fortalecimento dessas manifestações e posicionamentos de tendências fascistas, o Departamento de Ciências Sociais, da Universidade Estadual de Londrina, fornece apoio e solidariedade a Mauro Iasi, Beatriz Abramides e às suas famílias.

 

Departamento de Ciências Sociais – UEL- Universidade Estadual de Londrina

Posicionamento do Programa USP Diversidade face aos casos de estupro, machismo, homofobia e racismo na Faculdade de Medicina da USP

 

No primeiro semestre deste ano, alunos de diferentes coletivos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, FMUSP, procuraram o Programa USP Diversidade para tratar de casos de estupro, violência de gênero, homofobia e racismo nessa unidade de ensino. Desde então, passamos a acompanhar de perto ações que vem sendo feitas por diferentes instâncias, internas e externas à universidade, na busca de punição para os culpados e de caminhos que promovam o respeito e solidariedade entre todos os membros da comunidade USP. 

 

Em relação aos estupros e abusos corporais e psicológicos ocorridos na FMUSP, são alarmantes os números de casos e preocupante a omissão e tentativa de ocultamento dos dirigentes dessa instituição. Alunos e alunas da FMUSP relataram ao USP Diversidade perseguições e assédio por terem vindo a público denunciar os abusos cometidos por seus colegas. Em nome da "honra" e da "tradição" da Faculdade de Medicina, e através de rituais de iniciação e hierarquia, promove-se uma comunidade de silêncio, na qual seus membros tornam-se cúmplices de atos criminosos e violentos. 

 

Causa-nos espanto saber que não há nenhum controle da FMUSP sobre as ações realizadas pelo Show Med. Também é irregular que um ambiente da faculdade, chamado "bosque", seja local para prática de sexo, com a conivência de alunos, professores e funcionários, que optam por silenciar-se. Mais grave, porém, é o fato de estupros declarados terem sido considerados consensuais, mesmo diante de veementes negativas das vítimas. 

 

É inegável a importância da FMUSP no cenário acadêmico internacional. Trata-se de uma faculdade com pesquisa de ponta, ações de extensão importantes para todo o país, pioneirismo em áreas centrais, e excelência na graduação e pós-graduação. Se em nome da "honra" e da "tradição" houve tentativas de ocultar os casos de estupro, machismo, homofobia e racismo, a presente situação é uma oportunidade para que a FMUSP honre sua reputação e tome medidas exemplares. 

 

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MANIFESTO DA ANPUH SOBRE OS PROJETOS DE REFORMULAÇÃO DO ENSINO BÁSICO

 

 

Nos últimos anos, o debate sobre reformulações do currículo da Educação Básica adquiriu novo impulso, o que tem sido estimulado por discussões em torno do novo Plano Nacional de Educação – PNE, pela divulgação dos indicadores educacionais aferidos no sistema nacional de avaliação, e pordiagnósticos sobre os problemas educacionais do país elaborados por várias instituições públicas e privadas. Na pauta das discussões, a questão do currículo divide espaço com um amplo conjunto de temas como a chamada "alfabetização na idade certa", a “reformulação do ensino médio”, os "direitos de aprendizagem", a “educação em tempo integral”, “o ensino técnico profissionalizante”, dentre outros.

 

Participamdesse debate público vários agentes localizados em distintos espaços sociais e institucionais. No âmbito do poder federal o Ministério da Educação - MEC, o Conselho Nacional da Educação - CNE, e o Congresso Nacional, cada um com atuações distintas, têm promovido diferentes discussões e propostas sobre esses temas. O MEC, por exemplo, está promovendo a elaboração de um documento sobre os chamados "Direitos de Aprendizagem", cuja versão preliminar foi lançada em 2012, e que agora, parece, deve se estender para toda a Educação Básica. O CNE produziu, nos últimos anos, um conjunto de novas Diretrizes Curriculares para a Educação Básica, e tem promovido várias discussões sobre o tema do currículo. No Congresso Nacional uma comissão especial formulou o Projeto de Lei nº. 6840/2013, atualmente em tramitação, que propõe alterar a LDB 9394/96para ampla reformulação do Ensino Médio. Ao lado dessas iniciativas de âmbito nacional, alguns estados e municípios apresentam novas propostas de organização do ensino e dos currículos, afetando inclusive a formação de professores.

 

Uma das vertentes desse debate defende que do ponto de vista do currículo tem ocorrido um “inchaço”, cuja solução seria a supressão de disciplinas e/ou a criação de áreas de conhecimento integrando diversas delas num único campo de saber. Segundo essa perspectiva vivemos uma avalanche de propostas para inclusão no currículo da Educação Básica de novas “disciplinas” como Cultura indígena e afro-brasileira, Cultura da Paz, Leitura e Educação para as Mídias, Cooperativismo, Filosofia, Sociologia, Música, dentre outras. Argumenta-se que este processo tem sido alimentado por pressões corporativas e ideológicas que agravam as distorções do sistema educacional brasileiro, transformama escola em palco de proselitismo político e reduzem a carga das disciplinas básicas como Português e Matemática, colaborando para uma formação e alfabetização deficientes. Para evitar o “entulhamento” do currículo e a “desfiguração” da Educação Básica propõem-se que a organização curricular fique a cargo de órgãos técnicos, e que se dê autonomia para as redes escolares definirem o que consideram necessário para a formação dos alunos, propondo que as novas “disciplinas” se tornem conteúdos das disciplinas consideradas básicas.

 

No entanto, reformular currículosnão éuma mera e simplestarefa técnica, pois significa intervir em um campo carregado de representações e de interesses. A elaboração de um currículo não pode ser vista comoatividade técnica, neutra, baseada em definições óbviase escolhas naturais. As disputas sobre o currículo expressam diferentes perspectivas sobre quais conhecimentos são considerados válidos, e que tipo de pessoas queremos formar, ou que subjetividades desejamos engendrar. O currículo é a resposta a um determinado plano formativo, que define uma seleção da cultura que pretende chegar à formação mais ideal, ou mais legítima, num dado momento histórico e que se projeta para o futuro.

Portanto, qualquer reorientação curricular significa uma incursão num território, no mínimo, contestado. Trata-sede um processo que envolve decisões políticas, pedagógicas e ideológicas, que exige escolhas que se definem a partir da função social que pensamos possa e deva ter a escola num projeto de futuro para as novas gerações.

As escolhas e seleções curriculares, principalmente, precisam estar atentas e sintonizadas com o atual momento histórico da sociedade e da escola; necessitam considerar os debates educacionais, as discussões de fundo epistemológico, e os diálogos de cada campo de conhecimento; exigem pensar aquilo que precisamos mudar diante das novas demandas que atravessam a sociedade nos mais diferentes campos, desde a ética, passando pelas transformações do mundo do trabalho, até as novas sociabilidades e formas de conhecimento gerados pela cultura digital; requerem reflexão ampla e atenta sobre as expectativas e perspectivas que pensamos para as novas gerações em todos os âmbitos da vida humana, numa sociedade cada vez mais diferenciada, variável e complexa, e que necessita do apoio da educação para afirmação de valores básicos da democracia, da cidadania, do desenvolvimento econômico e socialmente sustentável e do combate às desigualdade sociais e às formas de violência e discriminação que atingem vários grupos de nossa sociedade.

Diante desses desafios seria muito empobrecedor pensarmos que um processo de reelaboração curricular se encerra apenas na produção de um conjunto de documentos impressos em papel e encadernados em capa dura. Tais movimentos em torno do currículo da Educação básica, sabemos, (re)definem o lugar das disciplinas e formas de organizar os saberes no currículo escolar; impactam as formas de produzir materiais didáticos; e trazem desdobramentos importantes para a formação do professor.

 

Em outras oportunidades, a Associação Nacional de História (ANPUH) posicionou-se publicamente sobre esses debates curriculares, emanifestou-se contra propostas de redução da carga horária destinada ao ensino da disciplina de História nas escolas públicas, e denunciou práticas antidemocráticas de formulação das políticas curriculares, feitas à revelia dos professores e ferindo a autonomia didática das escolas e dos profissionais da educação.

 

Mais uma vez, a entidade vem a público expressar preocupação quanto à forma redutora como vem se encaminhando o debate de tema tão complexo, que opõe de forma dicotômica os propositores de um currículo restrito ao básico contra os supostos defensoresde currículo escolar inchado e ideologicamenteproselitista. Recusando escolhas simplistas e superficiais, temos apontado para a necessidade deaprofundamentodas discussões curriculares tendo em vista um projeto mais amplo de construção de uma Educação Básica pública de qualidade. Além disso, a ANPUH vem atuando para ampliar os fóruns para realização dessesdebates, que precisam incluir de maneira mais abrangente as entidades representativas de professores e pesquisadores da educação.

 

Construir um currículo para Educação Básica que atenda às complexas demandas da sociedade brasileira contemporânea não é questão simples, e certamente, as soluções não serão encontradas em gabinetes de equipes técnicas. Por isso, defendemos a urgência de um debate público, amplo e aberto que coloque o currículo na perspectiva de construção de uma Educação pública democrática e de qualidade.

 

Nesse sentido, a ANPUH vem demandar dos candidatos à presidência da República que se comprometam a convocar as entidades representativas dos profissionais da educação e demais interessados para amplo debate sobre os projetos de reformulação do ensino atualmente em pauta nos diferentes níveis do poder público. Solicitamos que os projetos em processo de elaboração sejam paralisados até que tais debates possam ocorrer.

 

No nosso entendimento, a disciplina história tem um papel fundamental no ensino escolar, e os profissionais responsáveis, os historiadores, devem ter a oportunidade de oferecer a sua opinião em qualquer processo de reformulação das estruturas curriculares. Acreditamos que a nossa voz precisa ser ouvida nesse debate, de modo a contribuir para que a sociedade e o Estado definam políticas que atendam melhor ao interesse público.

MANIFESTO DE DOCENTES EM SOLIDARIEDADE ÀS OCUPAÇÕES DO ISIDORO

18 de agosto de 2014 às 05:52

 

Um iminente despejo, de proporção ainda mais exorbitante que o ocorrido em 2012, no Pinheirinho, na cidade de São José dos Campos/SP, ameaça mais de 8 mil famílias, no estado de Minas Gerais. Trata-se das ocupações Esperança, Vitória e Rosa Leão, todas localizadas na região de Mata da Granja Werneck, no Bairro Isidoro, em Belo Horizonte. O histórico de despejos ocorridos em diferentes estados brasileiros nos últimos anos torna temerário o cenário de reintegração de posse das terras onde se encontram tais ocupações. Há uma grande preocupação de que normas nacionais e internacionais, que garantem uma série de direitos e proteção às famílias do Isidoro, sejam desrespeitadas; além de desalojamento forçado e violento, o qual atenta contra a vida dos moradores, entre os quais há um grande número de mulheres, crianças e idosos.

Nós, docentes abaixo-assinados, viemos por meio deste manifesto solicitar às autoridades responsáveis que prezem pelo direito fundamental à vida, à moradia, à dignidade humana e à segurança. Diversos trabalhos de extensão e pesquisa tem sido realizados em todo o Brasil e amplamente divulgados através de artigos, teses, dissertações, monografias, etc. e revelam que a violação dos direitos humanos tem ocorrido de forma sistemática por meio de intervenções das políticas urbanísticas implementadas de forma autoritária em diversas cidades brasileiras. A especulação imobiliária não pode se sobrepor aos direitos humanos das famílias que fizeram do Isidoro o seu abrigo e a sua comunidade. Exigimos que os poderes judiciário e executivo observem o direito das populações pobres, que não devem ser criminalizadas e/ou punidas por materializarem o seu direito fundamental à moradia, invibializado por um histórico político e econômico de beneficiamento de especuladores.

Os docentes, de todas as áreas do conhecimento, que assinam este manifesto, acreditam que a ciência e a educação produzidas neste país têm por objetivo a eliminação da desigualdade social, não apenas formal, mas substancialmente. Assim, rechaçam qualquer decisão que viole os direitos fundamentais dos moradores do Isidoro e configure um novo massacre às populações pobres e sem teto deste país.


Som@s tod@s Isidoro!

#ResisteIsidoro

NOTA DE REPÚDIO ÀS PRISÕES ARBITRÁRIAS

14 de julho de 2014 às 12:56

Na véspera da final da Copa do Mundo, o principal debate não é sobre quem será o possível campeão, mas sim sobre se temos ou não democracia em nosso país. A Justiça expediu 26 mandados de prisão contra professores, jornalistas, radialistas, midiativistas e outros cidadãos, além de mandados de apreensão de dois adolescentes, por conta da participação destes em manifestações e da articulação de novos protestos para os próximos dias. O ato repete prisões que ocorreram também na abertura da Copa.
Tal atitude nos afasta cada vez mais de um Estado Democrático onde o direito à liberdade de expressão e manifestação deve ser garantido amplamente. Por conta disso, as entidades e militantes abaixo assinados repudiam a ação policial e fazem questão de frisar algumas questões relevantes:
1- O advogado criminalista Lucas Sada, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, cuida do caso da radialista Joseane de Freitas, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), presa neste sábado (12/07) sob a alegação de formação de quadrilha armada, assim como todos os outros presos. O advogado relatou que Joseane apenas participou de duas manifestações, a mais recente realizada em Copacabana por ocasião da abertura da Copa do Mundo. Ela e os outros presos no Rio serão encaminhados ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Este fato reforça características típicas de Estado de exceção que estamos enfrentando nos últimos dias.
2- A Polícia permitiu acesso exclusivo para os jornalistas a serviço da mídia corporativa empresarial, impedindo jornalistas e comunicadores independentes de fazerem a cobertura da ação. Esse fato revela uma atitude antidemocrática e fere a liberdade de expressão e de imprensa, caracterizando uma violação aos direitos humanos.
3- Outra violação de Direitos quase se concretizou com a autorização para que os jornalistas que tiveram acesso às dependências da Cidade da Polícia filmassem e fotografassem os presos políticos, mesmo sem haver nenhuma condenação aos suspeitos. Sem maiores explicações, a polícia desistiu de apresentar os detidos. Repudiamos a imposição desse tipo de tarefa pelas empresas aos jornalistas, que viola o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. Tal repúdio se dá porque a atitude da polícia e também das empresas que em outros casos já publicaram imagens se impõe como uma violação aos Direitos Humanos dos presos políticos, e um ataque à Cláusula de Consciência do mesmo Código, que garante o direito de os profissionais se negarem a tarefas antiéticas.
4 - Ao chegar à Cidade da Polícia para verificar denuncia de cerceamento ao trabalho dos jornalistas, a diretora do sindicato Gizele Martins foi impedida de ter acesso às dependências da delegacia. Do lado de fora, ela comprovou que jornalistas independentes e comunicadores foram de fato proibidos de entrar na unidade.
Diante desse cenário, é necessário restabelecermos o Estado Democrático de Direito com garantia da liberdade de expressão, manifestação e imprensa. Não podemos admitir, a pretexto da garantia da ordem, o cerceamento de direitos e a prisão daqueles que participam de protestos e lutam por suas causas, ideais e sonhos de uma sociedade mais justa, livre e democrática.
Assinam:

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro
Sindicato dos Radialistas do Estado do Rio de Janeiro
Associação Mundial de Rádios Comunitárias

NOTA DE APOIO À LUTA DAS FAMÍLIAS DA OCUPAÇÃO DO PRÉDIO NO ENGENHO NOVO - RJ

O prédio ocupado no dia 31 de março, no Engenho Novo, zona norte do Rio, de aproximadamente 50 mil m² e abandonado há mais de 10 anos, atualmente é de “posse” da empresa de telefonia OI e já abrigava algumas centenas de famílias, totalizando algo em torno de 5 mil pessoas, em sua grande maioria oriundas de favelas da região, como Jacarezinho, Manguinhos, dentre outras. A desocupação, transmitida ao vivo por emissoras de TV's e Rádios locais, contou com cenas de extrema truculência por parte da polícia. As cenas de bombas lançadas de helicópteros, tiros de balas de borracha e até policias com armas de fogo nas mãos, foram seguidas de um enorme número de cenas de feridos, sendo grande parte de crianças, e moradores revoltados denunciando uma série de abusos por parte da polícia. Vale ressaltar que a imprensa teve seu trabalho de cobertura limitado pela polícia. Um fotógrafo do jornal “O GLOBO” que cobria a manifestação foi detido e preso sob a acusação de “incitação da desordem”. 

Infelizmente esse não é um fato isolado, as constantes remoções de comunidades pobres, a ocupação militar na Maré, a instalação das UPP's e as chamadas “obras de mobilidade urbana” da prefeitura e do governo do Estado, as obras para a Copa e as Olimpíadas e suas remoções mostram como são tratados os trabalhadores em nossas cidades! 

As cenas e relatos da bárbara desocupação realizada ontem nos fazem lembrar de episódios como os do Pinheirinho. O Movimento Luta Popular entende que quando morar é uma necessidade ocupar é um direito, e manifesta sua total solidariedade às famílias desalojadas. Assim como repudia toda e qualquer violência praticada pelo Estado. Deixamos claro também que não compactuamos com esse modelo de cidade em que poucos se beneficiam dos lucros gerados pelo trabalho do povo pobre. Enquanto o queremos é uma moradia o que o Estado dá pra nóis é violência! 

Divulgamos também a convocatória para REUNIÃO DE EMERGÊNCIA mediante os últimos acontecimentos na violenta desocupação da Favelinha da TELERJ e os incalculáveis prejuízos materiais e físicos as famílias que ocupavam o prédio e o terreno. A Associação de Moradores da Favela do Jacarezinho convoca em conjunto com outras associações de moradores da região, essa reunião emergencial para HOJE, DIA 12 DE ABRIL, ÀS 10:00 na sede da Associação de Moradores do Jacarezinho. Chamamos todas as entidades, movimentos sociais e organizações a prestarem solidariedade e apoio na organização de milhares de famílias trabalhadoras que lutam pelo direito a moradia!!!!

Não queremos que esses novos Pinheirinhos aconteçam!
Queremos moradia e uma vida decente, sem exploração e opressão!

TODO APOIO À LUTA DAS FAMÍLIAS DA OCUPAÇÃO DA TELERJ!!!!

UM NOVO PINHEIRINHO PODE ACONTECER: AGORA NAS MÃOS DO PT

27 de março de 2014 às 17:24

Manifesto de apoio a Ocupação Esperança


Há cerca de dois anos, aconteceu na cidade de São José dos Campos, um violento despejo que poderia ter sido evitado com um postura sensível por parte da prefeitura dessa cidade em atender a justa e legítima demanda habitacional das milhares de pessoas que viviam na ocupação que que se chamava Pinheirinho.

 

A Cidade de Osasco está prestes a ver uma tragédia semelhante: Há mais de 6 meses, centenas de famílias lutam e se organizam buscando uma solução digna para o problema da moradia enquanto a prefeitura desta cidade finge que não tem responsabilidade alguma sobre os fatos que estão prestes a ocorrer.

 

A Ocupação Esperança reúne centenas de famílias em um terreno da zona norte de Osasco, localizado em um bairro chamado Três Montanhas. Desde agosto, estas famílias – com a colaboração do Luta Popular – se esforçam de todas as maneiras para conquistar um pedaço de chão onde possam criar seus filhos.

 

Tudo que estava ao alcance dos moradores já foi feito: uma série de reuniões com órgãos da prefeitura, manifestações na câmara de vereadores, vários ofícios protocolados pedindo respostas do governo municipal, reunião em Brasília com o Ministério das Cidades, cadastramento das famílias, um laudo técnico indicando a viabilidade de o terreno ocupado ser transformado em ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) e inclusive a apresentação de outras opções de terreno para a prefeitura analisar a possibilidade de transformar em moradia popular.

 

O prefeito de Osasco, Jorge Lapas, se mantém em silêncio; tal como o prefeito de São José dos Campos, espera de forma passiva e omissa que outra tragédia se abata sobre trabalhadores e trabalhadoras que precisam ter onde morar. Espera os feridos, os desabrigados, o sofrimento de quem precisa do auxílio do estado para realizar e garantir direitos básicos.

 

Este silêncio será quebrado pela voz dos que lutam, dos que não sairão do terreno sem lutar até o último instante, de quem irá resistir a tudo o quanto for preciso.

A ocupação Esperança conta agora com um prazo um de 30 dias que já corre desde o dia 14 de março. Estaremos com estes lutadores em cada um destes dias.

 

Nós, movimentos sociais, organizações, sindicatos, coletivos, declaramos nossa apoio à Ocupação Esperança e exigimos um posicionamento da prefeitura para resolver esse escancarado problema habitacional, e evitar uma tragédia como foi a do Pinheirinho.

 

Exigimos que o Prefeito Jorge Lapas: se posicione e resolva o problema habitacional dessas famílias!

 

Quando morar é um privilégio, ocupar é um dever!

 

Luta Popular – Ocupação Esperança

 

Assinam:


ADMAP - ASSOCIAÇÃO DEMOCRÁTICA DOS APOSENTADOS E PENS. DO VALE DO      PARAÍBA/SP

Álvaro Bianchi - professor do Departamento de Ciência Política do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e diretor do Arquivo Edgard Leuenroth (AEL) da Unicamp            

ANEL – ASSEMBLEIA NACIONAL DE ESTUDANTES – LIVRE

APROPUC - ASSOSCIAÇÃO DOS PROFESSORES DA PUCSP

ASSESSORIA JURÍDICA UNIVERSITÁRIA POPULAR – AJUP/PUC-SP

ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNESP/SP

ASSOC DEM. P/ MORADIA E DIR. SOCIAIS DE S. JOSÉ DOS CAMPOS - OCUPAÇÃO PINHEIRINHO/SP 

CASA MAFALDA

CSP-CONLUTAS CENTRAL SINDICAL E POPULAR

COLETIVO DAR

COMITÊ POPULAR DA COPA DE SÃO PAULO

COLETIVO ANASTÁCIA LIVRE

COLETIVO MENOS LETAIS

Daniel Hirata - doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo e pesquisador do Núcleo de Estudos de Cidadania, Conflito e Violência Urbana (NECVU)

FEDERAÇÃO SINDICAL E DEMOC. DOS TRAB. NAS IND. METALÚRGICAS DE MINAS GERAIS

FORUM POPULAR DE SAÚDE

Henrique Carneiro - professor do Departamento de História da Universidade de São Paulo

INSURGÊNCIA – TENDÊNCIA INTERNA DO PSOL

KILOMBAGEM

LIGA BRASILEIRA DE LÉSBICAS

MÃES DE MAIO

MOINHO VIVO

MOVIMENTO TERRA LIVRE

MOVIMENTO RUA – JUVENTUDE ANTICAPITALISTA

MIDIA NEGRA

Paulo Arantes – filósofo e professor aposentado do Departamento de Filosofia da FFLCH da USP

REDE DE COMUNIDADES EXTREMOS SUL

Rodrigo Ricupero - professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação em História Econômica da Universidade de São Paulo

Ruy Braga - professor do Departamento de Sociologia da USP e ex-diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic) da USP

SINDICATO DOS METALURGICOS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E REGIÃO/SP

SINDICATO DOS TRABALHADORES MUNICIPAIS DE BAYEUX/PB

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTE RODOVIÁRIO DO CEARÁ

SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE JUAZEIRO DO NORTE/CE

SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE CONFECÇÃO FEMININA DE FORTALEZA/CE

SINDICATO DOS ODONTOLOGISTAS DO ESTADO DO CEARÁ

SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO

SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS DE NOVA IGUAÇU/RJ

SINDICATO DOS TRAB. NO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL DE LIMOEIRO DO NORTE-CE

SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE JAGUARUANA-CE

SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS

SINDICATO DOS TRAB NAS EMPRESAS DE TRANSP. RODOV DE PASSAG. INTERMUN. EST. CE

SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO

SINDICATO DOS TRAB. NA EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS DO VALE DO PARAIBA/SP

SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MPU NO MARANHAO

SINDICATO DOS TRAB. NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIARIO DE BELEM-PA

SINDICATO DOS AGENTES MUNICIPAIS DE TRÂNSITO DA REGIÃO DO CARIRI/CE

SINDICATO MUNICIPAL DOS PROFISSIONAIS DE ENSINO DA REDE OFICIAL DO RECIFE/PE

SINDICATO DOS TRAB. DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL/RJ

SINDICATO DOS SERVIDORES DAS AUTARQUIAS DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL/ RJ

SINDICATO DOS TRAB. DA EMPRESA DE CORREIOS E TELEGRAFOS E SIMIL. DE PERNAMBUCO

SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE STA BARBARA DO SUL/RS

SINDICATO DOS TRAB. DO REFLORESTAMENTO, CARVOAMENTO E BENEFIC. DE MADEIRA/BA

SINDICATO DOS EMPREG. EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE BAURU E REGIÃO

SINDICATO DOS TRAB. EM PROCESSAMENTO DE DADOS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMERCIO DE PASSO FUNDO/RS

SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS DA PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA CRUZ DO SUL

SINDICATO DOS VIGILANTES DE SANTA CRUZ DO SUL/RS

SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTIAS METALÚRGICAS DE NOVA FRIBURGO/RJ

SINDICATO DOS TRAB. NAS IND. DE CIMENTO, CAL, GESSO E CERÂMICA DO MUNIC. DE ARACAJÚ/SE

SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS URBANAS DO ESTADO DE GOIÁS

SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS QUIM, FARM E PLAST DE GOIÁS

SINDICATO DOS TRAB. NOS TRANSPORTES COLETIVOS DE GOIÂNIA E REGIÃO METROPOLITANA/GO

SINDICATO DOS EMPREGADOS DA PREFEITURA MUNICIPAL DE PASSOS DE MINAS/MG

SINDICATO DOS SERVIDORES PUBLICOS MUNICIPAIS DE FORTALEZA DE MINAS/MG

SINDICATO DOS SERVIDORES DO QUADRO ESPECIAL DA SARH – SINDCAIXA/RS

SINDICATO DOS TRABALHADORES NO TRANSPORTE ALTERNATIVO – GO

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM SERVIÇOS DE SAÚDE DE FORMIGA/MG

SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE ESPLANADA/BA

SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE ENTRE RIOS/BA

SINDICATO DOS PETROLEIROS DE SERGIPE E ALAGOAS

SINDICATO DOS CERAMISTAS DE MONTE CARMELO/MG

SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE PIRAPORA/MG

SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE ITAJUBÁ E REGIÃO/MG

SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE OURO PRETO/MG

SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE ITAÚNA/MG

SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE DIVINÓPOLIS/MG

SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE TRÊS MARIAS/MG

SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE GOVERNADOR VALADARES/MG

SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE VÁRZEA DA PALMA/MG

SIND. PROF. ENFERM. E EMPREG. EM HOSP., C. DE SAÚDE, DUCH. E MASSAG. DE DIVINÓPOLIS/MG

SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE DE BH E REGIÃO/MG

SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE DE ITAJUBÁ E REGIÃO/MG

SINDICATO METABASE DOS INCONFIDENTES/MG

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DE DIVINÓPOLIS/MG

SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE MONTE CARMELO/MG

SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE BETIM/MG

SINDICATO DOS TRAB. EMPRESAS DE ASSESSOR, PESQ, PERÍCIAS E INFORM. - SINTAPPI-MG

SINDICATO DOS TRAB. EM EDUCAÇÃO DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE/MG

TRIBUNAL POPULAR

UNEAFRO BRASIL

Vera Telles - professora livre-docente do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo 

NOTA DA OCUPAÇÃO ESTAIADINHA/MTST

Neste sábado, 16/11, mais uma comunidade foi despejada em São Paulo sem alternativa de moradia para centenas de famílias.
A Ocupação Estaiadinha, que reuniu mais de 550 famílias sem-teto nos últimos cinco meses, foi retirada do terreno com descaso por parte do Poder Público. Houve neste período uma série de negociações com a Prefeitura de São Paulo, que terminaram sem sucesso pela intransigência e falta de compromisso do Governo Municipal.
No fim de outubro a justiça deu um prazo de 90 dias para permitir a negociação de moradia para as famílias. A Prefeitura recorreu e conseguiu cancelar o prazo. Depois, solicitou que o Movimento indicasse terrenos para alojara as famílias. Indicamos 14 áreas na região. E alegaram falta de tempo para analisar a proposta até hoje. Falta de tempo que eles mesmos produziram ao cassar judicialmente o prazo para o despejo. Vieram então com a infame proposta de albergue.
Apesar disso, as famílias optaram por sair pacificamente. Mas a operação de despejo foi uma sucessão de erros desastrosos: a Prefeitura não disponibilizou aparato suficiente para a retirada dos pertences, os oficiais de justiça demonstraram despreparo e um incêndio depois de 8 horas de despejo fez com que dezenas de famílias perdessem todo o pouco que tinham.
Cerca de 200 famílias que não tinham nenhum lugar para ir acamparam na calçada da Avenida do Estado, a poucos metros do terreno desocupado.
Permaneceremos no local até que haja uma alternativa de moradia para as famílias. Não só de atendimento imediato, mas também garantia de solução habitacional definitiva para todos.  
São mais de cem crianças, idosos, gestantes e famílias trabalhadoras que a partir desta noite passaram a ter a rua como lar. Na cidade mais rica do país, na beira de uma de suas mais importantes avenidas. 
Esperamos que a Prefeitura perceba o equívoco e irresponsabilidade da postura da Secretaria de Habitação neste processo e ofereça imediatamente alternativas reais e dignas para as famílias da Estaiadinha.
Seguiremos lutando até a vitória!
A Luta é pra valer!
COORDENAÇÃO ESTADUAL DO MTST

 

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Manifestação - FFLCH

28 de outubro de 2013 às 16:53

MANIFESTAÇÃO

Não nos enganemos. Vivemos um momento excepcional na FFLCH, relacionado ao movimento mais amplo de reivindicação de democracia e eleições diretas para reitor, na USP; de contestação do autoritarismo dos governos da cidade e do estado de São Paulo; de crítica às políticas de fundo neoliberal sempre em curso no Brasil. É um momento de crise econômica e política grave, que não permite tergiversações e conciliações aparentes, ao mesmo tempo em que abre a possibilidade de realizar as mudanças necessárias e há muito desejadas no quadro institucional existente. Diante desta grande oportunidade, impõe-se uma ação clara e decidida por parte dos que querem de fato superar o estado de coisas que a crise tornou inviável.  Os que somos favoráveis a tais mudanças, temos de apoiar todo esse movimento, certos de que eventuais excessos serão corrigidos no seu próprio curso. O que não se pode é desviar a atenção por considerações externas que o paralisem ou retardem, nem por julgamentos de tipo moralizante que acabam servindo aos interesses políticos conservadores. No âmbito da FFLCH, o movimento começou com a greve dos estudantes, mas deve alcançar todas as categorias, interessadas do mesmo modo na ampliação do espaço de discussão e de decisão. Para isso, declaramos apoio irrestrito ao corpo discente mobilizado, deixando de lado diferenças, nesse momento secundárias.

Todo apoio e Solidariedade aos professores e demais profissionais das redes públicas estadual e municipal de educação - RJ

24 de setembro de 2013 às 13:28
 
@s que assinarem favor enviar paracleusasantos@uol.com.br (copiada)

Estimados colegas,

Estamos colhendo assinaturas à moção de apoio que ora encaminho  à vocês. Na certeza de contar com a sua  aguardarei sua autorização (ou de sua entidade) o mais breve possível. Mande-nos: Nome completo e RG.

abraços militantes

Cleusa Santos

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TODO APOIO E SOLIDARIEDADE AOS PROFESSORES E AOS DEMAIS PROFISSIONAIS DAS REDES PÚBLICAS  ESTADUAL E MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO – RIO DE JANEIRO

 

Em 8 de agosto teve início a greve dos profissionais da Educação (docentes e não docentes) das redes públicas estadual e municipal. A pauta de greve estadual não poderia ser mais justa e comprometida com a educação popular: a reivindicação de que a carga horária de cada matrícula docente possa ser integralizada em apenas uma escola, objetivando garantir dedicação ao ensino e ao processo de construção institucional da escola pública, colocando um fim na absurda concepção de professor itinerante em até cinco ou mais escolas;  garantia de pelo menos 1/3 da carga-horária em atividades docentes fora da sala de aula; reajuste emergencial de 28%; definição de jornada de 30 horas para os funcionários e, não menos importante, fim do plano de metas, por ser incompatível com os complexos processos de ensino e aprendizagem.

O mesmo pode ser dito das justas reivindicações da rede municipal do Rio de Janeiro: a principal delas, um plano de carreira que valorize a dedicação do professor, a qualificação (especialização, mestrado e doutorado) e a correção de perdas inflacionárias. Após promessa do Prefeito Eduardo Paes de que negociaria o plano, a greve foi suspensa no dia 10/9. Entretanto, o Prefeito e a Secretária Costin ignoraram a negociação acordada e enviaram um plano para a Câmara de Vereadores que nega, desestrutura e, em resumo, impossibilita a carreira, forçando a retomada da greve no dia 20/9.

Os movimentos sociais, as entidades e os intelectuais, em particular, os pesquisadores da Educação abaixo assinados, expressam todo apoio a essa justa luta do SEPE, repudiam a intolerância e o autoritarismo dos governos Cabral e Paes por sustentarem programas que desqualificam a escola pública e o trabalho pedagógico e por adotarem a nefasta tática antirrepublicana de protelação da solução da greve, indiferentes ao direito à educação das crianças e jovens do Rio de Janeiro, postergando e boicotando a negociação efetiva dos problemas, tal como deveria ocorrer no estado democrático de direito.

 

Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2013 

Nota pública em apoio à Luta Popular em Osasco

15 de julho de 2013 às 21:21
 

  

“Nós, da APROPUC – Associação dos Professores da PUC-SP, manifestamos por meio desta nota pública, todo o nosso apoio à Luta Popular em Osasco, solidarizando-nos com a ocupação em curso. Não é possível tolerarmos mais que qualquer pessoa seja alijada dos mais básicos direitos para viver com dignidade. O direito à moradia, certamente, integra tais direitos, tanto que previsto no artigo 6.º da Constituição Federal. Com toda razão tem-se afirmado que, enquanto morar for um privilégio, ocupar é um direito. A todos os trabalhadores e famílias da Luta Popular, segue, mais uma vez, o nosso apoio e desejo de plena realização das demandas pleiteadas em Osasco.”

 


 

MOÇÃO DE APOPIO Greve Unesp


Terça, 11 de Junho de 2013 às 21:13
 
 
A APROPUC – Associação de Professores da PUCSP se solidariza com os estudantes, professores e funcionários da UNESP em greve, em sua luta contra a precarização da educação.
Condições de trabalho e de ensino, ao lado de condições de acesso e permanência dos estudantes na Universidade são direitos que devem ser conquistados com muita garra e luta.
Todo apoio à greve em defesa de uma educação pública de qualidade!
Diretoria da APROPUC