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DIA “D” – 16 DE DEZEMBRO

 

No dia 17 de dezembro dará início às FÉRIAS dos professores da PUC-SP. Consequentemente, um dia antes é o famoso DIA “D” do segundo semestre de 2015  - última data do ano para que a FUNDASP – Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP, comunique ao professor que ele não fará parte de seus quadros no próximo semestre.


No caso da DISPENSA INDESEJADA, o  DIA “D” e sua aproximação tem sido uma das datas de profundo “stress” para os professores que desejam prosseguir suas carreiras na PUC-SP – ele é como um data de culminância, uma data em que o JUÍZO FINAL se precipita com seus “inquestionáveis” desígnios, o Dia da Queda, a expulsão do Paraíso, a definitiva EXCLUSÃO, o dia do TONITROANTE TELEGRAMA!


Bem, o professor não está no desamparo total... como parecia estar diante de um poder todo absoluto e absolutista dos gestores da FUDASP e da REITORIA.

Há cerca de um ano que a APROPUC publicou no PUCViva (consultar site e versões impressas) um sólido parecer do seu setor jurídico e um alerta para que os professores estivessem atentos às EXIGÊNCIAS ACADÊMICAS E JURÍDICAS que a FUNDASP deve necessariamente cumprir para proceder à dispensa.


Enfatizando então, o rito começa no DEPARTAMENTO ao qual o professor é vinculado. A dispensa tem necessariamente que ser DISCUTIDA e APROVADA neste COLEGIADO, e depois ser APROVADA também na estância imediatamente superior que é o CF – Conselho de Faculdade... e assim por diante – tudo acompanhado das respectivas ATAS.

E, pois, não é à-toa que a FUNDASP e a REITORIA “querem por que querem” ACABAR COM OS DEPARTAMENTOS – toda a risível argumentação técnico-financeira apresentada para acabar com os Departamentos esconde a real intensão, o real objetivo: EXTINGUIR OS DEPARTAMENTOS para demitir à vontade. O Departamento tem-se constituído a principal trincheira de resistência acadêmica e funcional dos professores para que possam ter, a depender de várias condições históricas de cada departamento, um mínimo de transparência no eventual processo que pode culminar com a proposta de sua dispensa indesejada.


Com relação aos DIAS “D” a APROPUC tem constantemente alertado aos professores no sentido de que se façam presentes em duas frentes:


 - acompanhar atentamente as reuniões dos seus colegiados (Departamento, Conselho da Faculdade e etc...) para surpreender qualquer proposta ou movimento que implique na DISPENSA INDESEJADA de membros dos seus quadros, reportando imediatamente à APROPUC no caso em que isto ocorra;

 - acompanhar atentamente as pautas e reuniões do CONSUN – Conselho Universitário, onde está instalada comissão de trabalho para propor encaminhamentos para a QUESTÃO DOS DEPARTAMENTOS; a APROPUC acompanha e se faz presente nestas reuniões e tem trazido o seu histórico e resultados através do Jornal PUCViva.

A APROPUC estará de PLANTÃO nesta semana (14-18 de dezembro) para acompanhar atentamente a aproximação final do DIA “D” (16 de dezembro).

 

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2015 ainda não acabou e a luta também não.

 

2016 ainda não começou mas as lutas que nele vamos lutar já!

 

A LUTA POR SALÁRIOS E CONDIÇÃO DIGNA DE TRABALHO É ININTERRUPTA PARA OS ASSALARIADOS EM GERAL – E CONSEQUENTEMENTE TAMBÉM PARA O PROFESSOR!

PROFESSOR, MOBILIZE-SE, pois a APROPUC tem demonstrado que a LUTA TRAZ NOVAS CONQUISTAS, PRESERVA CONQUISTAS, AMPLIA CONQUISTAS!

 

A APROPUC ESTÁ HISTORICAMENTE ENGAJADA NA LUTA POR UMA UNIVERSIDADE PLURAL, DEMOCRÁTICA, TRANSPARENTE, FRUTO DO PROJETO DE TODOS QUE NELA TRABALHEM E ESTUDEM – PROJETO E ATUAÇÃO QUE SÓ PODEM ESTAR VOLTADOS PARA OS INTERESSES DA MAIORIA INJUSTIÇADA DESTE CONTINENTE.

 

INFORME-SE E PARTICIPE ATIVAMENTE DA APROPUC!

 

PROFESSOR AINDA NÃO ASSOCIADO – ASSOCIE-SE!

 

FELIZ 2016 pleno de lutas boas, vitórias e conquistas, 
são os votos da APROPUC a todos!

 

Diretoria


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PROGRAMAÇÃO DO II COLÓQUIO INTERNACIONAL  

I SIMPÓSIO EM HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
O COLAPSO DAS DITADURAS: RUPTURAS E CONTINUIDADES


Dia 08/04/2014 (Terça-Feira)


09:00 – 18:00 (Credenciamento)
18:30 – Solenidade de Abertura
19:00 às 21:00 – Mesa 1 : O Colapso das Ditaduras: Rupturas e Continuidades.
Raquel Varela (Universidade Nova de Lisboa)
Virginia Fontes (FIOCRUZ/UFF)
Javier Tébar Hurtado (Diretor Arquivo Histórico CCOO - Catalunha)
Moderador: Renato Lemos (UFRJ)

 

Dia 09/04/2014 (Quarta-Feira)

09:00 às 12:00 - Simpósios Temáticos
14:00 às 16:00 - MESA 2: Vivências da Ditadura Civil-Militar no Maranhão 
Allan Kardec (UEMA)
Manoel da Conceição (Líder camponês)
Conceição Raposo (UFMA)
Moderador: Monica Piccolo (UEMA)
16:30 às 18:30 - MESA 3: O Colapso das Ditaduras e os Novos Rumos do Trabalho 
Marcelo Badaró Matos (UFF)
Demian Bezerra de Mello (UFRJ)
Valério Arcary (IFMA-SP)
Moderador: Felipe Demier (UERJ)
19:00 - Lançamento de Livros

 

10/04/2014 (Quinta-Feira)

09:00 às 12:00 - Simpósios Temáticos
14:00 às 16:00 - Mesa 4: Transição de Regime Político no Brasil
Gilberto Calil (UNIOESTE)
Renato Lemos (UFRJ)
Felipe Demier (UERJ)
Moderador: Demian Bezerra de Melo (UFRJ)
16:30 às 18:30 - Mesa 5: Transição Política e Economia no Maranhão
Célia Mota (UFMA)
Monica Piccolo Almeida (UEMA)
Wagner Cabral (UFMA)
Moderadora: Zulene Barbosa

11/04/2014 (Sexta – Feira)

09:00 às 12:00 - Simpósios Temáticos
14:00 às 16:00 MESA 6 - Ditaduras Latino Americanas
Enrique Padrós (UFRGS)
Jorge Fernández (UFMS)
Verónica Valdivia (Chile)
Moderador: Valério Arcary

16:30 às 18:00 - ENCERRAMENTO: Contra a Ditadura – Luta de classes e sociedade civil no Brasil capitalista (1970-1980) – Virginia Fontes (FIOCRUZ/ UFF)

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István Mészáros apresenta conferência em
São Paulo, Marília, Belo Horizonte e Goiânia

Ciclo de conferências do filósofo húngaro no Brasil marca o lançamento dos livros O conceito de dialética em Lukács, Para uma ontologia do ser social II e Gÿorgy Lukács e a emancipação humana

O filósofo húngaro István Mészáros, professor emérito da Universidade de Sussex e um dos mais destacados pensadores da atualidade, visita o Brasil em novembro para lançar livros e participar do ciclo de conferências "A dialética em Lukács e o enigma do Estado", promovido pela Boitempo Editorial em parceria com a Pontifícia Univesidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a Universidade Estadual Paulista - Campus de Marília (UNESP), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Goiânia (UFG); e apoio da Associação dos professores da PUC (APROPUC), Fundação Mauricio Grabois e Fundação Perseu Abramo. Os eventos acontecem nas cidades de São Paulo, Marília, Belo Horizonte e Goiânia, entre os dias 18 e 28 de novembro.

A primeira cidade a receber Mészáros é São Paulo, no dia 18 de novembro. Ele se apresenta no TUCA, da PUC_SP, às 19h. Em seguida, no dia 21 de novembro, às 19h30, realiza conferência no interior paulista, no anfiteatro da UNESP-Marília. Em Belo Horizonte, o filósofo húngaro apresenta conferência no dia 26 de novembro, às 14h, no Auditório Nobre do CAD1 da UFMG. O encerramento de suas atividades acontece em Goiânia, no dia 28 de novembro, às 14h, no Centro de Cultura e Eventos da UFG.

Principal intérprete do pensamento de Lukács e um de seus maiores discípulos, Mészáros aproveitará sua vinda para lançar o


 livro


 O conceito de dialética em Lukács


considerado por José Paulo Netto (professor da UFRJ), “um dos melhores e mais criativos estudos já publicados sobre a concepção de dialética que se articula e se desenvolve no conjunto da obra de György Lukács”. Com a intenção de facilitar o estudo da obra multiforme e altamente complexa de Lukács, Mészáros instaurou uma matriz interpretativa para o trato do pensamento do filósofo conterrâneo para tecer uma análise critica de seu legado. A perspectiva de Mészáros é privilegiada, pois, do final da década de 1940 e até a morte de Lukács, em 1971, cultivou uma relação ímpar com o seu mestre, com intensa troca entre os dois. O inicialmente jovem discípulo desenvolveu um trabalho teórico que combinou o reconhecimento da grandeza teórica e humana de Lukács com uma vigorosa autonomia intelectual. O livro é inédito no Brasil, assim como o tão aguardado segundo volume de 


Para uma ontologia do ser social


de Lukács, que completa a publicação iniciada em 2012, um dos maiores projetos editoriais da Boitempo. 

Na ocasião também será lançado outro livro de peso sobre Lukács, 


György Lukács e a emancipação humana


coletânea organizada por Marcos Del Roio (org.), que aborda a contribuição do filósofo húngaro para o marxismo no Brasil e em vários outros países, com ensaios dos principais especialistas brasileiros e internacionais, como JoséPaulo Netto, Antonino Infranca, Nicolas Tertulian, Miguel Vedda e Ester Vaisman, entre outros.


Serviço

Ciclo de Conferências "A dialética em Lukács e o enigma do Estado", com István Mészáros 

São Paulo


18 de novembro | 19h | TUCA | PUC-SP
Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes | São Paulo - SP
Evento gratuito, não é necessário fazer inscrição.

Realização: Boitempo e PUC-SP
Apoio: APROPUC, Fundação Mauricio Grabois, Fundação Perseu Abramo, Núcleo de Estudos de História, Trabalho, Ideologia e Poder da Pós-Graduação em História; Núcleo de Estudos e Pesquisas em Ética e Direitos Humanos da Pós-Graduação em Serviço Social; Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP.

Marília

21 de novembro | 19h30 | Anfiteatro do Campus | UNESP-Marília 
Av. Hygino Muzzi Filho, 737, Mirante | Marília - SP
Evento gratuito, não é necessário fazer inscrição.

Realização: Boitempo, Faculdade de Filosofia e Ciências/Marília; Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Apoio: Núcleo de Estudos de Ontologia Marxiana (NEOM); GP Cultura e Política do Mundo do Trabalho; GP Pensamento Político Brasileiro e Latino-Americano; Instituto Caio Prado Júnior (ICP); Instituto Astrojildo Pereira (IAP).

Belo Horizonte

26 de novembro | 14h | Auditório Nobre do CAD1 | UFMG
Avenida Antonio Carlos, 6627, Pampulha | Belo Horizonte - MG
Evento gratuito, inscrições pelo e-mail 


meszarosnaufmg@gmail.com. Sujeito à lotação.

Realização: Boitempo e Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFMG
Apoio: UFMG, CEDEPLAR

Goiânia

28 de novembro | 14h30 | Centro de Cultura e Eventos | UFG
Avenida Esperança, s/n, Campus II - Samambaia | Goiânia - GO
Evento gratuito, não é necessário fazer inscrição.

Realização: Boitempo, Avante-UNB, Faculdade de Educação Física e Faculdade de Educação da UFG

                                                                                                               Sobre István Mészáros

 

 

 

István Mészáros


Filósofo


Autor de extensa obra, ganhador de prêmios como o Attila József, em 1951, o Deutscher Memorial Prize, em 1970, e o Premio Libertador al Pensamiento Crítico, em 2008, István Mészáros se afirma como um dos mais importantes pensadores da atualidade. Nasceu no ano de 1930, em Budapeste, Hungria, onde se graduou em filosofia e tornou-se discípulo de György Lukács no Instituto de Estética. Deixou o Leste Europeu após o levante de outubro de 1956 e exilou-se na Itália. Ministrou aulas em diversas universidades, na Europa e na América Latina e recebeu o título de Professor Emérito de Filosofia pela Universidade de Sussex em 1991. 

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No dia 15/10, Dia dos Professores, atos por uma educação de qualidade e valorização dos professores aconteceram por todo o país. Em São Paulo, com greve e ocupação das reitorias da Universidade de São Paulo e da Unicamp, além da luta por democracia, ensino de qualidade, e retirada dos policiais militares que fazem ronda dentro dos campi também na PUC-SP, na Unesp e na Fatec, estudantes e professores marcharam pelas ruas da capital para comemorar a data mostrando que o movimento não retrocede mesmo com as ações autoritárias do governo estadual de Geraldo Alckmin e dos reitores das universidades. O ato, que saiu do Largo da Batata, ao virar na Marginal Pinheiros para seguir até o Palácio dos Bandeirantes, foi dispersado por dezenas de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha disparadas covardemente contra os manifestantes, que não tinham para onde correr, já que o ataque veio tanto da frente quanto de trás do ato e também por cima, pelos helicópteros. Funcionários de lojas e estacionamentos próximos abriram seus portões para abrigar os estudantes, mas a polícia militar invadiu os lugares, onde cercou, espancou, agrediu verbalmente e prendeu mais de 50 pessoas. No Rio, em ato pela educação que pedia a saída do governador Sergio Cabral, estudantes e professores também enfrentaram a polícia, mostrando resistência às atitudes arbitrárias do governo fluminense. Novamente, mais de 60 presos pelos policiais, e um gasto absurdo em bombas de efeito moral. Muitos dos presos serão enquadrados na lei de Segurança Nacional - exatamente como era feito no período da Ditadura Militar .

A discussão sobre a educação brasileira prossegue nesta semana com a realização em São Paulo da Audiência Publica na Assembléia Legislativa sobre  Regulação das Instituições de Ensino Superior Privado e Iniciativas Para Impedir o Desrespeito aos Direitos Trabalhistas dos Professores e o Direito dos Alunos a uma Educação de Qualidade. O encontro acontece a partir das 14h, no dia 23/10.

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Jacob Gorender



 

Entrevista


O Escravismo Colonial:

A revolução Copernicana de Jacob Gorender*




Homenagem Oswaldo Coggiola


A concessão notório saber pela USP para Jacob Gorender, no IEA, foi produto de uma luta política. Foi anterior, pelo que me lembro, à data indicada. Seu trabalho no IEA foi de grande importância para ele, pela remuneração (ele não tinha emprego, no momento) e sobretudo pelo reconhecimento que indicava. Resgato o papel de Alberto Luiz da Rocha Barros, Carlos G. Mota, fundadores do IEA, e outros, nessa empreitada. Nesses anos, décadas de 1980 e 1990, Jacob foi presença frequente em atividades (mesas redondas, simpósios) no Departamento de História (USP), que eu organizei. Ele participou dos simpósios sobre Trotsky, sobre a Segunda Guerra Mundial (onde lhe prestamos homenagem pela sua condição de ex combatente), sobre a Internacional Comunista, sobre a Revolução Russa de 1917, sobre a "perestroika", e outros muitos. Fiz questão que todas as suas colaborações fossem pagas, ainda que modestamente (a tabela de pagamentos a conferencistas da USP era ridícula). Certa vez, ele me pediu só um jantar... Era importante para ele! Jantamos numa churrascaria tipo "Grupo Sergio" (acho que era "Grupo Sergio" mesmo! rodízio por preço único) perto do estádio do Palmeiras, na rua Turiassu, porque ficava perto de sua casa, na Vila Anglo-Brasileira, uma casinha modesta em uma vila, onde uma vez falamos, rindo bastante, sobre como os judeus tinham facilidade pra fazer grana, condição ou talento que ele não tinha herdado... mas não se queixava disso. Publicamos, mesmo que também modestamente, todas as palestras e intervenções dele na USP.Uma de especial importância, um debate dele com Jorge Altamira, do Partido Obrero da Argentina, sobre a natureza da Frente Brasil Popular montada pelo PT (bem antes de 2002, foi em 1994, creio), uma antecipação do que viria no Brasil no século XXI. Foi um debate de alto nível sobre o papel das Frentes Populares na história (séculos XIX e XX), creio que não teve nenhum igual no Brasil. Temos que reeditar tudo isso, e o faremos. Jacob foi figura política da esquerda brasileira, desde a década de 1930 e até o século XXI. Não há trajetória comparável, no Brasil. Sua passagem pela prisão, durante a ditadura, foi muito mais e muito mais dura do que foi dito nos notas que vi até agora. Grande Jacob, vais fazer falta, e muita. Alguma sala do Departamento de História da USP, mesmo que pequena, como você o era, fisicamente, deveria ter teu nome. O de um gigante em um corpo pequeno.

 

Coggiola



“Só em 1994 Jacob Gorender recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal da Bahia. De 1994 a 1996 foi professor visitante do Instituto de Estudos Avançados da USP. Ainda em 1996, recebeu o título de especialista de notório saber da USP, o que lhe permitiu integrar bancas de mestrado e doutorado e lecionar na pós-graduação da mesma universidade”.

 

Se títulos de academia fossem levados a sério, um certo brasileiro, detentor de algumas dezenas de títulos HC e honrarias por renomadas (e nem tanto) universidades internacionais e nacionais, seria um dos grandes pensadores do mundo. Jacob Gorender um simples aprendiz.

 

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EDMUNDO FERNANDES DIAS, PRESENTE!

Carta do Ruy Braga


Acabo de receber a notícia da morte de Edmundo Fernandes Dias. Estou arrasado. Perdi um grande amigo, um mestre insuperável e um exemplo político. Edmundo foi amigo de uma generosidade realmente inigualável. Estilo agregador, sempre buscou extrair o melhor de cada um, apoiando nossos diferentes projetos como alguém que está sempre torcendo a favor.
Como mestre, ele foi daqueles que deixam marcas profundas em nossa trajetória. Sarcástico, incisivo e brincalhão, suas aulas eram sempre desafiadoras e Edmundo sabia transformar certezas em dúvidas como ninguém. Esta é a principal lição que retive das muitas que colhi como seu aluno e discípulo. Questionar, questionar e questionar. E quando estiver exausto: questione mais um pouco, só por garantia...
Mas, gostaria de rememorar seu exemplo. Como sabemos, ele foi um dos maiores estudiosos brasileiros do pensamento do dirigente revolucionário e líder histórico do comunismo italiano, Antonio Gramsci. Sua interpretação dos escritos pré-carcerários do sardo, reeditada no volume Gramsci em Turim: a construção do conceito de hegemonia (Xamã, 2000), alimentou toda uma vertente interpretativa que, entre fins dos anos 1970 e início dos anos 1990, recusou-se a ver na obra do genial sardo uma interpretação filo-idealista da cultura européia. À época, como hoje em dia, desejávamos trazer Gramsci pra pensarmos a política brasileira, as lutas de classes na semiperiferia e a estratégia socialista mais adequada para o país. 
Nesse ponto, diria que, para toda uma jovem geração de jovens militantes do Partido dos Trabalhadores desejosos de transformar radicalmente o Brasil – ao mesmo tempo que o interpretava –, Edmundo foi um autêntico porto seguro. Tendo se batido durante muitos anos contra a primeira onda de apropriações “culturalistas” de Gramsci levadas a cabo por intelectuais ligados ao PCB e que esterilizavam sua dimensão revolucionária, Edmundo soube resgatar o estrategista da Revolução Italiana, líder incontestável dos Conselhos Operários de Turim e fundador do comunismo na Itália, do cárcere stalinista. 
Ao fazê-lo, ofereceu-nos generosamente um Gramsci total, dialético, político, comunista, revolucionário, renovado, ou, conforme a expressão que criamos para expressar nosso projeto, um “outro Gramsci”. Edmundo foi o principal inspirador dessa interpretação alternativa do sardo – e que teve continuidade em obras como: O laboratório de Gramsci, de seu orientando, Alvaro Bianchi. Uma interpretação construída por um dirigente sindical que ajudou a fundar o PT, a CUT, o Andes-Sindicato Nacional, a Adunicamp, e, após romper com o PT em meados da década de 1990, o PSTU e a CSP-Conlutas, organização da qual sentia profundo orgulho e na qual se destacava como um de seus mais entusiasmados militantes “de base” (como gostava de se considerar).
Edmundo estendeu sua fértil interpretação de Gramsci para muitas fronteiras. Todas elas associadas à interpretação das lutas políticas das classes subalternas brasileiras. Ele foi um mestre do marxismo revolucionário no país, naquilo que este verdadeiramente exige de seus intelectuais: elaborar e tornar coerente os problemas colocados pelas massas.
Suas análises mais recentes encontram-se publicadas em livros editados pelo partido que ele ajudou a construir: Política brasileira: embates de projetos hegemônicos (Sundermann, 2006), Revolução e história: das Teses ao Manifesto (Sundermann, 2011) e Revolução passiva e modo de vida: ensaios sobre as classes subalternas, o capitalismo e a hegemonia (Sundermann, 2012). 
Estive com Edmundo há duas semanas e, há exatamente sete dias, acompanhado por Valerio Arcary e Mauro Puerro, voltei ao hospital onde ele encontrava-se internado, sem poder entrar na UTI. Valerio representou-nos na ocasião. Nossa última conversa foi sobre projetos para o futuro. Ele manifestou seu desejo de, restabelecida a saúde, colaborar mais ativamente com o blog Convergência e voltar a ministrar cursos de formação para jovens militantes do PSTU. Conversamos por horas a fio e o tempo correu sem que eu me desse conta de que o estava esgotando. Ao nos despedirmos, ele reclamou que a revista Outubro, revista que ele ajudou a fundar e na qual atuou como secretário de redação por vários anos, não estava enviando os artigos pra ele avaliar. 
Disse que, conscientes de seu estado de saúde, estavámos tentando o preservar desse tipo de trabalho. Ele retrucou dizendo: “mas você leciona sociologia do trabalho e ainda não aprendeu nada sobre a dialética do trabalho. Isso não é trabalho alienado. Isso é emancipação. Mande-me logo os artigos!”. 
Isso diz muito sobre o amigo, o mestre e o exemplo, que acabo de perder. Camarada Edmundo Fernades Dia presente!!!

Ruy Braga

Milton Temer



Escolha do novo Papa deixa claro o grau de desagregação moral e ética da Igreja Católica após Wotjila, o beneficiário do assassinato de João Paulo I, dias após sua sagração. Wotjila e o ex-membro da juventude nazista, Ratzinger - primeiro, como principal teólogo/ideólogo; depois, como titular da cadeira - fizeram do Vaticano o braço "transcendental" da Guerra nas Estrelas, investimento decisivo do Pentágono de Reagan, para liquidar a economia da URSS, e destruir o que havia de contraponto, com todas as suas distorções, à hegemonia do Império. Radicalizaram na extinção de qualquer sinal de progresso e reforma na Igreja, eliminando o que ainda restava do legado de João XXIII. Haja vista o que foi feito contra a Teologia da Libertação, no Brasil, o que nos ajuda a explicar porque, nesse período em que anticomunismo se sobrepôs a fé cristã, fraternal e solidária, tão poucos cardeais fossem confirmados em nossas grandes cidades. O que nos ajuda a compreender, também, porque entre os demais prelados brasileiros, o reacionário Odilo Sherer, rejeitado duas vezes pela CNBB, aparecesse entre os favoritos. Como se expôs demais na defesa de uma Cúria fraudulenta e corrompida por escândalos de todo o tipo, Sherer terminou por se sujar. Sobrou na foto, como futuro cúmplice de ocultação de mazelas, que ao menos em aparência teriam que ser extirpadas. Foram buscar um mais discreto. E na cesta de nomeados pelos dois antecessores, cairam em outra maçã com amplas manchas comprometedoras. Os vínculos de Francisco com a ditadura sangrenta e terrorista da Argentina, não cessam de espoucar na imprensa de todo o mundo . Resta à Igreja, em cuja cúpula não creio haver muitos realmente crentes, tal a forma como se empenham na luta pelo poder material e financeiro, salvar a imagem no milagre de ver o nome escolhido representar algum tipo de mudança concreta na ação concreta do dito Sumo Pontífice. SSemclave que segue!!

História do 8 de março


O 8 de março é celebrado como o Dia Internacional da Mulher. Nele, é comum recebermos flores e parabéns. Muitos patrões até presenteiam suas empregadas e os governos e a mídia fazem propaganda exaltando as conquistas, os espaços obtidos pelas mulheres e como se preocupam com o seu bem estar. 

Porém, o que governos e patrões não querem é que este dia seja tomado como um dia de luta. Querem movimentar o comércio e que as mulheres não sejam mais do que homenageadas. Querem apagar nossa história de lutas.

O imperialismo também se apropria da data. A ONU (Organizações das Nações Unidas) decretou o ano de 1975 como o “ano da Mulher”, e nele consagrou o “8 de março” destacando a importância da igualdade e do desenvolvimento das mulheres, a oportunidade para avaliarem o quanto avançaram, e até onde foram suas conquistas, apontando a necessidade de “reconhecer a contribuição das mulheres para o reforço da segurança e da paz mundial”.

A burguesia localiza mulheres em postos políticos chaves e aposta em políticas assistencialistas com foco nas mulheres pobres para cooptá-las e amenizar a possibilidade de conflitos sociais. Nestes tempos de crise, e em que as mulheres estão indo à luta em várias partes do mundo, é mais que preciso resgatar o caráter socialista do dia 8 de março!
                              
Mais do que um dia, uma história de lutas!
Uma das versões mais difundidas sobre o 8 de março é a de que a data foi estabelecida em homenagem às operárias têxteis mortas por um incêndio provocado pelo patrão em represália à greve que realizavam, no 8 de março de 1857, nos EUA. Pesquisas recentes questionam a existência de tal greve, e atribuem as origens ao contexto do início do século 20 e da Primeira Guerra Mundial, nos quais se destacaram as lutas das operárias por salários dignos, redução da jornada e melhores condições de trabalho, e pelo direito das mulheres ao voto e à igualdade. Se referem a uma passeata de 15 mil mulheres nos EUA, em 1908, e a um grande protesto pelo direito ao voto, em 1909.

Neste período, as lutas das mulheres já atingiam um patamar internacional, com relativa integração nos Estados Unidos e na Europa. A partir daí, foi ganhando corpo a ideia de um Dia Internacional da Mulher. Em 1910, a data foi estabelecida na Conferência Internacional de Mulheres, coordenada pela Segunda Internacional, e celebrada nos anos seguintes, mas as datas variavam em cada país.

No dia 8 de março de 1917, (23 de fevereiro, pelo calendário russo), as operárias têxteis, revoltadas pela fome e pela guerra, foram o motor das greves que desencadearam a Revolução de Fevereiro e o fim do czarismo. O evento foi o estopim do desenvolvimento da Revolução Russa, naquele ano.

Assim, o dia “8” foi estabelecido oficialmente a partir da Conferência Internacional de Mulheres Comunistas, em 1921, em homenagem às mulheres russas, e desde então é comemorado em todo o mundo. É essa história de lutas que o dia “8” resgata. Essa é nossa tradição. Viva as mulheres trabalhadoras!

Mulheres guerreiras 
Um pouco da história de algumas das lutadoras que dedicaram suas vidas à luta pelo fim da opressão

Clara Zetkin
Ativista alemã e figura histórica do movimento feminista socialista do final do século 19 e início do século 20. Foi da ala esquerda do Partido Social-Democrata da Alemanha. Depois se filiou à Liga Spartacus, que deu origem ao Partido Comunista da Alemanha, pelo qual foi deputada. Foi a primeira proponente de uma data para se comemorar o Dia Internacional da Mulher.

Rosa Luxemburgo
Militante socialista polonesa mundialmente conhecida pela militância revolucionária. Foi do Partido Social-Democrata da Alemanha e participou da fundação da Liga Spartacus. Foi uma das maiores teóricas do movimento socialista e teve atuação intensa no que se refere à luta pela libertação das mulheres. Em 15 de janeiro de 1919, Rosa e seu camarada de partido, Karl Liebknecht, foram sequestrados e assassinados por tropas da extrema direita. No congresso de fundação da Terceira Internacional Comunista, Lênin prestou homenagem a “Rosa Vermelha”. 

Dandara
Foi uma guerreira negra do período colonial do Brasil. Companheira de Zumbi dos Palmares e mãe de seus três filhos. Foi uma das lideranças do Quilombo que ousou desafiar os senhores de escravos da época. Suicidou-se depois de presa pelas tropas que esmagaram Palmares, em 6 de fevereiro de 1694. Preferia a morte a voltar à condição de escrava. 

Alexandra Kollontai
Alexandra Kollontai renunciou à sua origem de classe e tornou-se uma importante dirigente revolucionária na Rússia. Foi a primeira mulher eleita para a direção do Soviete de Petrogrado. Após a Revolução Russa, como Comissária do Povo para o Bem-Estar Social, teve participação decisiva na legislação em defesa dos direitos das mulheres, como o direito ao voto, ao aborto e ao divórcio. Apesar de sua capitulação ao estalinismo, tornou-se referência teórica, com obras como ‘A nova mulher e a moral sexual’.

Rosa Sundermann
Ativista sindical e funcionária da Universidade Federal de São Carlos, Rosa foi uma das fundadoras do PSTU, em junho de 1994. No congresso de fundação foi eleita para sua direção nacional. Uma semana depois, foi assassinada com seu companheiro, José Luis, em casa. O crime interessava aos ricos e poderosos desta região. Advogados do Instituto José Luis e Rosa Sundermann e do PSTU entraram com uma denúncia por negligência governamental diante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à OEA. Em 2010, a comissão aceitou a denúncia. 


 

Mais uma vez comunidade impede realização do Consun

 

Pela terceira vez os estudantes, com o apoio da assembleia dos docentes, na medida em que não reconhece a reitora não-eleita pela comunidade, impediu que a equipe da professora Anna Cintra realizasse a sessão ordinária do Conselho Universitário do mês de fevereiro.


Costumeiramente marcado para a última quarta-feira do mês, o Conselho deveria ser realizado para seguir uma longa pauta de itens propostos pela equipe da reitora indicada. A lista denotava, logo em sua abertura, o que estava por trás da reunião: o primeiro ponto dizia respeito ao reexame da sindicância contra professores do departamento de jornalismo. Em 2012 uma comissão sindicante julgou o pedido de uma professora do departamento  contra colegas que supostamente teriam-na  ofendido. A Comissão entendeu que não houve agressão, porém um pedido de vistas, feito pela diretora da Faficla Sandra Rosa Mraz, ameaça reabrir todo o processo.  Segundo o chefe de departamento de jornalismo em nota dirigida ao Conselho, trata-se de um julgamento político, exatamente contra um dos departamentos  que mais se opôs à posse de Anna Cintra.


Na quarta-feira, 27/2, os estudantes seguindo decisão de sua assembleia de 26/2, entraram na sala 119-A e sentaram-se nas cadeiras reservadas aos conselheiros, impedindo que a reunião acontecesse.  


Ato equivocado


A  professora Anna Cintra mais uma vez não compareceu à reunião, preferindo delegar a tarefa aos seus auxiliares. A equipe da professora mostrou-se extremamente irritada com a atitude dos estudantes, não faltando ameaças de retaliações contra os manifestantes. 

A professora Alexandra Geraldini dirigiu-se aos estudantes tentando explicar os motivos  da equipe:" A situação é extremamente grave, a reunião precisa ser realizada, por isso faço um apelo para que vocês desocupem as cadeiras".


Os estudantes negaram-se a sair de sua posição e então começaram  a questionar as medidas que até agora foram instauradas pela profesora Anna Cintra, principalmente o Ato 13, conhecido como AI-Cintra. A professora Alexandra retrucou dizendo que o Ato foi equivocado e que a sua intenção era outra. Porém não descartou que qualquer manifestação dentro da universidade que agrida as pessoas deve ser proibida.


Os alunos questionaram também  a não abertura de turmas ocorrida neste início de semestre.  Para Alexandra ninguém sai por aí fechando turmas aleatoriamente e que a gestão da professora Anna foi a que mais ouviu as unidades para fechar turmas.


Na sequência os alunos leram um documento tirado como deliberação da assembleia, no qual ressaltavam as razões pelas quais estavam tomando aquela atitude (veja íntegra nesta página).

Como não houvesse nenhum acordo a professora deixou a sala e o Consun foi cancelado. Nos corredores novamente foram feitas ameaças veladas contra os estudantes e levantava-se a hipótese de realização do Conselho através de medidas judiciais.


Apoio dos professores

Presente ao ato, a professora Bia Abramides, diretora da APROPUC, manifestou solidariedade aos estudantes  presentes  e informou que na assembleia dos docentes foi aprovado o apoio ao ato que ali se realizava. A professora também relatou as decisões da assembleia dos docentes que encaminham para a continuidade do movimento (veja matéria nesta página), ressaltando a manutenção do eixo "Fora Anna Cintra", como perspectiva básica do movimento.


"Diálogo"


No final da manhã de quarta-feira o site da PUC-SP exibia uma nota com a posição da equipe de Anna Cintra afirmando que a ação dos manifestantes " manifesta recusa ao diálogo com a Reitoria e os conselheiros presentes ".

Estranha posição para quem ficou em último lugar nas eleições e até agora, usurpando o poder legitimamente endereçado ao primeiro colocado, somente tomou atitudes repressivas buscando tolher o mínimo de liberdade que sobrou à PUC-SP.

 

 

Porque "Fora Anna Cintra"


Noites de Terror na PUC-SP


Quem anda pelos corredores da universidade ou tenta conversar com seu colega de trabalho ou de classe, percebe as águas bravias em que a PUC-SP está navegando. O olhar conspiratório do funcionário que lhe conta uma informação, mas que logo em seguida retruca: "Mas se você disser que fui eu, eu nego!". A palavra titubeante dos Conselheiros Acácios de Plantão: "Fica esperto no que você diz". As opiniões em círculos de professores nos Conselhos de Faculdade. Professores que optam por escrever artigos com pseudônimo. 


Uma universidade que sempre prezou sua conduta pela denúncia das arbitrariedades e ousadia de suas posições hoje enfrenta a censura e a perseguição com atos ameaçadores, concertinas de arame farpado cercando suas portas, tendo como principais interlocutores o Conselho de Segurança do bairro e a polícia.


Até quando a universidade conviverá com este estado de coisas? Até quando a educação continuará sendo um caso de polícia? 


PS: Ao tentar fotografar a cena ao lado o repórter fotográfico do PUCviva foi barrado por um segurança da Graber que alegava que todas as fotos tiradas dentro da universidade teriam de ser autorizadas pela Reitoria, porém o fotógrafo cumpriu com sua missão jornalística 


"Se cobrir vira circo, 

se cercar vira hospício"


Mal começaram as aulas e a comunidade deparou-se com atitudes extremamente autoritárias da reitora imposta Anna Maria Marques Cintra. Logo no dia 4/2 alunos, professores e funcionários depararam-se como uma concertina de arame farpado no portão de acesso da Rua Monte Alegre. Segundo a segurança, a medida foi tomada para se evitar que alunos pulem para dentro do campus após o seu fechamento.

Não demorou muito, porém, e os estudantes arrancaram o arame, depositando-o na frente da porta da reitoria (veja artigo na sessão Fala Comunidade).


 Outra medida absurda foi a revista ilegal de bolsas e mochilas de estudantes na entrada da universidade para ver se não portavam bebidas. Nem mesmo professores escaparam da constrangedora situação e um docente teve que protestar em altos brados contra a humilhante situação.


Outra medida  autoritária foi o trancamento da maioria das salas e auditórios do Prédio Novo. Mesmo para serem usadas em aulas normais, as salas precisam ser abertas pelos seguranças na presença do professor.

 Curiosamente, mesmo quando o pedido de utilização é feito ao setor responsável, ocorre a negativa dos responsáveis, sem razão plausível.  Por este motivo as assembleias da APROPUC estão acontecendo em sua sede, o que contraria a Constituição Federal e a Declaração dos Direitos Humanos que prevê a liberdade de associação e expressão. Mais do que isto, a atitude repressiva aponta para mais uma arbitrariedade, pois é vetado aos estudantes o espaço de convivência e estudo, escasso na universidade, que antes era utilizado amplamente, mesmo fora dos horários de aula.




 

Processo Seletivo FOCO Vestibular


O FOCO VESTIBULAR é um programa de extensão da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, hoje extensivo aos campus de Barueri( 70 vagas) e Santana ( 70 vagas) que tem por objetivo ofertar ao estudante de baixa renda ( 1 salário mínimo e meio per capita) , que esteja frequentando o 3º. Ano do Ensino Médio ( Escolas Públicas) ou o tenha concluído, a oportunidade de frequentar um cursinho pré vestibular gratuito .

As aulas acontecem aos sábados (das 8h às 17h) com atividades bimensais aos domingos (das 9h às 12h) e atividades on-line de segunda a sexta feira. 

Sendo assim solicito que nos auxilie na divulgação do processo seletivo cujas inscrições devem ser realizadas no site


www.foconline.com.br até o dia 20/2/2013.



Documentos necessários:

Taxa de inscrição: R$ 10,00 
- Cópia da Declaração ou Certificado de Conclusão do Ensino Médio;

- Cópia do comprovante de residência;
- Cópia do documento de identidade;
- 01 foto 3x4

 


Calourada retoma movimento contra Anna Cintra

 

Estudantes e professores organizaram diversas atividades para a recepção dos calouros, que acontecerá de 4 a 8/2 e, retomando após o carnaval, de 18 a 22/2. Os debates serão voltados principalmente para contextualização das eleições para reitor, ocorridas no final do mês de agosto de 2012, e a nomeação pelo cardeal Dom Odilo Scherer de uma candidata que esteve longe de ser a mais votada. Os debates trarão estudantes, professores e antigos membros da comunidade para contar a história da universidade, discutir a importância do movimento estudantil e de um projeto de universidade diferente do que existe hoje na PUC-SP, com aumentos abusivos de mensalidade, falta de apoio aos bolsistas, a questão racial e a inexistência de estrutura para estudantes e professoras mães. 

Além dos debates também foi preparado um manual para ser entregue aos estudantes, que contará com mapa da PUC-SP e textos sobre o movimento grevista, além de ser um espaço para cada curso contar um pouco de sua importância.

Programação da primeira semana (4 a 8/02) em Perdizes

Período


Terça


Manhã (9h30 - 11h30)

Audiência Pública sobre nomeação de Anna Cintra 

Tarde (14h - 16h)

Noite (19h30 - 21h30)

Audiência Pública sobre nomeação de Anna Cintra 

Noite 2 (após 21h30)

Quarta

Quinta


Calourada Específica

 

Debate: História da PUC-SP

Calourada Específica

Calourada Específica


Debate: As questões de gênero

Calourada Específica


Mais uma vez, PUC-SP fecha turmas no início do semestre


Reunidos em assembleia na quinta-feira, 31/1, os professores relataram os percalços que cada unidade vem passando com o fechamento de turmas e turnos por não atingirem as metas de 25 alunos por turma estabelecidas pela reitoria. Segundo dados preliminares, divulgados pelos presentes à assembleia, somente 55% das vagas oferecidas foram preenchidas. A situação pode se agravar ainda mais quando forem feitas as primeiras chamadas nas universidades públicas.  Para os docentes este é mais um reflexo da falta de projeto que envolve a universidade, quando se busca solucionar problemas financeiros com aumentos abusivos de mensalidade, afastando potenciais candidatos.

Em várias faculdades turmas não foram abertas como nos cursos de Serviço Social, que tem o turno matutino sob ameaça de não abertura. Na Faficla os cursos de Francês e Espanhol tiveram novamente seus turnos iniciais fechados, o que, a médio prazo pode significar o fim dos cursos. Inglês teve um turno de licenciatura fechado, enquanto Português e Espanhol,  segundo a secretaria da Faculdade, ainda negociavam com a reitora nomeada possíveis soluções para evitar a não abertura de turmas. Biologia teve inviabilizada a sua turma ingressante, o mesmo acontecendo com três cursos do campus Marquês de Paranaguá. Vários cursos permanecem sob ameaça aguardando o resultado das próximas chamadas. 

A preocupação de vários docentes é a forma autoritária com que estes fechamentos estão ocorrendo, sem que os diversos cursos sejam ouvidos pela reitoria nomeada ou pela Fundação São Paulo. Nos anos anteriores, quando este problema se manifestava, havia a intermediação da reitoria procurando fazer prevalecer o interesse dos cursos ameaçados. Hoje, Fundação e Reitoria estão alinhadas e surdas para a vontade da maioria da comunidade.

Condições de    trabalho

Esta situação tem levado a um agravamento das condições de trabalho na universidade, com os docentes vivendo sob constante ameaça de diminuição de seu contrato e, consequentemente de pauperização de sua situação econômica. Foram relatados casos de docentes na assembleia que convivem com situações angustiantes de sobrevivência, tendo de se desdobrar para conseguir manter mínimas condições de vida. Some-se a isso o agravante das tabelas salariais diferenciadas, que atinge os professores contratados após 2006 com salários miseráveis.

De outro lado, os estudantes também sofrem com a diminuição da qualidade de ensino, uma vez que a dedicação do professor é pulverizada em um número excessivo de turmas e disciplinas diferentes. Mais do que isto, para se pagar a mensalidade da PUC-SP vários estudantes têm que se sacrificar ao extremo  e a universidade  acena com taxas absurdas, como as cobradas aos alunos de pós-graduação por ocasião de matrículas fora de prazo,  que comprometem ainda mais seus orçamentos. A atual política de bolsas da universidade afasta cada vez mais o aluno com poucos recursos financeiros e o ProUni tem se revelado uma solução pouco eficaz  para sanar os problemas dos estudantes (Ver página 6). Os canais de negociação de débitos são extremamente rígidos, aplicados por escritórios de cobrança. Alunos relatam que não conseguem fazer uma negociação dentro de suas possibilidades de pagamento e muitas vezes são obrigados a cancelar sua matrícula.

Um grupo de estudantes presentes à assembleia relatou que, por todos estes fatores, pretendem realizar a Calourada Unificada deste ano retomando as críticas contra a reitoria imposta pelo Cardeal, discutindo a PUC-SP que queremos e sua inserção na sociedade (ver  página 2).

Os professores reúnem-se em nova assembleia nesta quinta-feira, 7/2, para continuar a discussão da situação da universidade, com novos dados que devem aparecer na primeira semana letiva.

Início de ano tem demissão de funcionários



Nem bem o ano começou e a reitoria  nomeada, juntamente com a Fundação São Paulo, sem nenhuma explicação aparente iniciou um processo de demissão entre os funcionários. Ainda não se sabe o número exato de demissões, mas alguns deles são do conhecimento da AFAPUC, entre eles Ricardo  de Freitas Dias, que trabalhava no Núcleo de Inovação e Tecnologia (NITT), e era representante dos funcionários no Conselho de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (Conplad), o que se configura em uma irregularidade, pois a direção nomeada está excluindo uma liderança legitimamente eleita pela sua categoria profissional.

Ricardo enviou à AFAPUC um texto comentando a sua demissão, que reproduzimos abaixo:

"Parece que chegou minha hora. O que alegaram é que a PUC Inovação não teria continuidade, embora eu tenha argumentado que eu estava alocado no NITT, e disseram  que o mesmo continuaria apenas com os pesquisadores (Aron e Donizete). São tão desinformados que a principal pesquisadora (Eliana Duek, de polímeros bioabsorvíveis) nem foi contatada. Insisti numa realocação para o campus  Santana ou Marquês de Paranaguá,  mas a alegação foi que tentaram me realocar para outro setor (DTI), e que não havia vagas para pessoas com meu "perfil".

 Engraçado, meu perfil é de desenvolvedor e gestor de projetos, inclusive com certificação PMI. A verdade mesmo é que esta gestão começa a mostrar a que veio, realmente será uma gestão de patrimônio, conservação de prédios etc. Novamente, ao que parece, minha demissão tem um viés POLÍTICO e não profissional. De qualquer forma agradeço as manifestações de apoio de todos, inclusive do Prof. Vico Mañas  que se mostrou bastante decepcionado, pois não era este o acordado no momento da transição".

 


Durante as férias, PUC-SP perde um funcionário e dois ex-professores



As férias de início de ano marcaram a perda de três trabalhadores da universidade. Dois ex-professores e um funcionário ainda na ativa deixaram-nos, entristecendo um pouco mais a universidade.

O funcionário Damião Pereira Duarte, do setor de manutenção civil e predial da PUC-SP faleceu na terça-feira, 29/1/2013, aos 43 anos de idade, vítima de ataque cardíaco. Na PUC-SP desde 2001, Damião sempre trabalhou nas oficinas da PUC-SP do campus Monte Alegre. Damião era muito querido entre seus colegas, que ressaltam sua disposição para o trabalho  cotidiano da universidade. 

 

Yvone Alvarenga

 

No dia 23/1/2013, faleceu a ex-professora da Faculdade de Educação Yvone Alvarenga Gonçalves Khouri. A docente ingressou na universidade em 1963, lecionando na pós e na graduação no antigo departamento de Tecnologia da Educação. Em junho de 1993 assumiu a direção geral do antigo Centro de Educação, estrutura que deixou de existir a partir do redesenho institucional. Embora estivesse afastada da PUC há algum tempo, ela só se desligou oficialmente da universidade em 23/1/2012.

 

Felício Benatti

 

Professor da Faculdade de Economia e Administração desde 1987, Felício Pádula Benatti pertencia ao departamento de Administração da FEA, onde ministrou aulas até março de 2006. Chegou a ocupar o cargo de diretor da faculdade. Faleceu no dia 20/1/2013, aos 76 anos de idade.