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Editorial
Revolta na Bolívia contra o governo do FMI
Nem bem Sánchez de Lozada completa seis meses de governo, está obrigado a sufocar em sangue a revolta do povo boliviano contra as medidas do FMI. O motivo da explosão social foi o projeto de imposto direto de 12% sobre os salários. Na realidade, o “impostão” foi tão-somente o estopim.
Os salários esmagados e o desemprego crescente vinham impulsionando movimentos de resistência à miséria. Desempregados faziam greve de fome desde o dia 3 de fevereiro. Exigiam que o governo cumprisse a promessa eleitoral de criar empregos. Trabalhadores assalariados reivindicavam reajuste imediato de 40%. Camponeses bloqueavam estradas contra a destruição do plantio da coca. Estudantes lutavam pelo ensino público e acesso livre às universidades. Professores saíam às ruas contra a política de extrema miséria do governo e reivindicando mais verbas à educação. Pais protestavam contra o envio de seus filhos soldados à região do Chapare para reprimir os camponeses que resistiam. Funcionários públicos colocavam-se contra as medidas de cortes.
Foi nessa situação de crise que teve lugar a rebelião policial do dia 12 contra o “impostão” e pela defesa dos 40% de reajuste. O governo Lozada lançou o exército contra o movimento dos policiais. Tanques de guerra protegem o Palácio do Governo e patrulham as ruas. Vinte e sete mortos em três dias de confronto.
O conflito entre os aparelhos repressivos do Estado provocou uma explosão generalizada em todo o país. As massas oprimidas, já em luta, passaram a enfrentar abertamente o governo e a repressão militar. Confrontos diretos, bloqueios, ocupações, saques e marchas se dirigiram contra o Palácio do Governo. As massas exigiram e exigem a renúncia do governo do FMI.
Configura-se uma resistência antiimperialista. A Bolívia saqueada, empobrecida e faminta se levanta contra mais um plano de saque e proteção aos banqueiros internacionais. O governo norte-americano manifesta apoio a Sánchez de Lozada, à repressão sangrenta.
Os trabalhadores brasileiros e estudantes devem se solidarizar com a luta do povo boliviano. O que ocorre na Bolívia é um reflexo da crise mundial do capitalismo. Os planos das potências descarregam-na sobre os países semicoloniais e quem recebe todo o impacto são os explorados. Os trabalhadores bolivianos mostram o caminho da luta.
Hamilton Octavio de Souza, Diretor da Apropuc.
Estacionamento
Mensalistas deixam o Prédio Novo
Em reunião realizada na sexta-feira, 14/2, com a APROPUC e a AFAPUC, o novo vice-reitor administrativo, professor Eduardo Fernandes Pestana Moreira, e a vice-reitora comunitária, Branca Jurema Ponce, comunicaram que os professores e funcionários mensalistas deverão deixar a garagem do Prédio Novo e ocupar o estacionamento MM, localizado no número 850 da Rua Monte Alegre.
A decisão, segundo o professor Eduardo, foi tomada tendo em vista a redução do espaço do estacionamento que, segundo números finais, ficará com 99 vagas, contra 175 que existiam antes da reforma. O vice-reitor afirmou que um trunfo para novas negociações com a Estapar seria a manutenção somente dos veículos avulsos, que geram mais recursos. Dessa maneira, a Reitoria já comunicou através de cartas aos mensalistas que, a partir desta segunda, 17/2, eles deverão se dirigir ao estacionamento da Rua Monte Alegre. Estão excluídos desta decisão os portadores de deficiência física, que deverão apresentar sua justificativa à Reitoria para continuar utilizando o Prédio Novo. Essa decisão é temporária e poderá ser revista em meados de março, quando vence o contrato com a Estapar.
Democracia
As associações mostraram-se indignadas com a forma com que as decisões foram comunicadas aos trabalhadores da casa, ou seja, sem discussão anterior. Para Priscilla Cornalbas, presidente da APRO-PUC, “hoje as decisões que vêm sendo implementadas pela Reitoria são extremamente centralizadas, pouco se discutindo com a comunidade”. Priscilla citou também o fato de, durante todo o período de férias, as diretorias das entidades estarem presentes no câmpus, não sendo chamadas para opinar sobre as mudanças que ocorreram tanto no espaço físico como na segurança, e recebendo apenas notificações sobre fatos consumados.
Para Anselmo Antonio da Silva, diretor da AFAPUC, não deixa de ser preocupante, no caso do estacionamento, a Reitoria pensar primeiramente no interesse financeiro, deixando para segundo plano o interesse da comunidade. Marta Bispo, presidente da entidade, lembra que a discussão sobre o estacionamento vinha sendo proposta desde o último acordo salarial, e só agora a Reitoria, de uma forma autoritária, toma providências que desagradam tanto professores como funcionários.
Diante das colocações das diretorias, os vice-reitores concordaram em entregar no menor prazo possível os contratos e planilhas referentes ao estacionamento e ao restaurante universitário, além de realizar reuniões com a comunidade para estudar alternativas em relação ao futuro do estacionamento.
Pagamento de fevereiro
Os vice-reitores também comunicaram que, em função dos feriados de carnaval, o salário de fevereiro estará disponível no dia 7/3, sexta feira.
Quanto à negociação salarial solicitada na semana passada pelas associações, a Reitoria respondeu que, em virtude da recente substituição da vice-reitora administrativa, só será possível realizar a primeira rodada no dia 19/2, quarta-feira. As associações estão marcando uma assembléia conjunta para a sexta-feira, 21/2, às 14h.
Fala Comunidade
Os campi e o campo
Anos atrás, ninguém ousava invadir a PUC-SP. A polícia ficava longe daqui. A força da educação fazia de professores, alunos e funcionários sujeitos capazes de cuidar da universidade, em tempos difíceis como os da ditadura militar. Todo dia, entravam e saíam pessoas vinculadas às experiências de liberdades. Não havia necessidade de sentinelas. As portas abertas de salas, coordenações, direções e reitoria mostravam a nossa força.
De um tempo para cá, as portas foram se fechando e aparecendo sentinelas de toda natureza. Entraram devagar e poucos repararam. Começou a crescer a difusão do medo da violência. Alardearam pelos cantos a invasão de traficantes e de pessoas perigosas. Cresceram os dispositivos de segurança. O alvo eram as drogas. Não conseguiram bani-las. Os usuários responderam mostrando que se educam para conviver com drogas durante a vida universitária.
No passado, os perigosos para a sociedade tinham, aqui, entrada livre. A PUC-SP era o convite aos inventores de liberdades. Eram pobres, excluídos, sujeitados, pensadores transgressivos, funcionários questionadores, estudantes contestadores. Eram minorias que sabiam ser maiorias. Éramos mais jovens. Seriam estes incendiários do passado os bombeiros do presente, como querem os conservadores? Hoje, certos setores apavoram-se e e pretendem assustar os demais alertando para a proteção da universidade do perigo que a ronda. Fecharam o cerco com arame farpado. Fizeram-nos parecer com internos de campo de concentração.
A força de nossa proteção procedia da ousadia, da coragem, andando ao lado de. Queríamos mudar e mudávamos. Agora, não se sabe ao certo o que se pretende conservar. A democracia que foi propulsora da amplitude de nossas invenções, atualmente é apenas uma palavra que circula pelas bocas de burocratas, frágil, sussurrada.
Pronunciá-la em voz alta é fazer ruir, de uma só vez, o muro de arame farpado. Em tempo: com as cercas e as portas fechadas não se afirma a vida, nem se é capaz de proteger do insuportável a propriedade, suas fronteiras e a população aqui dentro. A força da PUC-SP emergiu, desde a década de setenta, quando ela se recusou a parecer com a sociedade. Nossa força está na educação livre e não na escolarização da democracia.
Edson Passetti é professor do Departamento de Política da Faculdade de Ciências Sociais.
Carta-resposta dos ambulantes da PUC
Nós, artesãos e ambulantes do entorno da PUC-SP, gostaríamos de manifestar nossa indignação e repúdio à matéria veiculada no informativo da PUC-SP, A Semana, n.º 345 – 3 a 9 de fevereiro de 2003.
Entendemos que o repórter não deve nos conhecer, nem utilizar-se de nossos serviços, para em seu artigo nos tratar como marginais e contraventores públicos a sermos denunciados.
Houve, em outros tempos, atitude semelhante por parte da ditadura militar, pedindo que a população denunciasse possíveis manifestações democráticas populares, e também de um certo ditador alemão, que pedia que o povo o auxiliasse na perseguição e localização do povo judeu.
Não acreditamos que a direção nem a comunidade da PUC-SP compactuem com a idéia do repórter que escreveu essa matéria, considerando-se que, no ano passado (2002), colhemos mais de 5.500 assinaturas, entre funcionários, professores, estudantes e moradores do bairro, representantes da comunidade PUC-SP, solidários à nossa permanência no entorno desta universidade.
Conhecemos a história da PUC-SP e de sua resistência às atitudes arbitrárias e antidemocráticas. Sabemos ainda de seu compromisso com as questões sociais, que envolvem a comunidade em geral, o que nos faz confiar que a manifestação desse repórter não reflita os princípios da PUC-SP.
Pedimos ainda à comunidade PUC-SP, solidária com nossa permanência em seu entorno, que ligue para o telefone 3673-6022, da subprefeitura, e deixe seu protesto pela proibição de nossa permanência neste local.
Comissão de Artesãos e Ambulantes do Entorno da PUC-SP
Núcleo PUC-SP no Fórum Social Mundial
Entre os dias 23 e 28 de janeiro deste ano, ocorreu o 3.º Fórum Social Mundial (FSM), que pelo terceiro ano consecutivo foi sediado na cidade de Porto Alegre (RS). O FSM nasceu como um fórum de vários segmentos sociais de todas as partes do mundo em oposição à reunião de DAVOS, que ocorre no mesmo período e que reúne as grandes potências do mundo para definir as novas ordens para o Capital, ou seja, como aumentar suas riquezas e a miséria do resto do mundo.
Com o título “UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL”, o FSM não chega nem perto de uma revolução, mas é um grande espaço para o aprendizado e a troca de experiência do enfrentamento contra o Capital.
Foi com esse intuito que se formou o NÚCLEO PUC-SP, em novembro do ano passado, para viabilizar a ida daqueles que tinham a intenção em estar fazendo parte dessa experiência. Em uma reunião no CACS, formou-se o núcleo, composto por AFAPUC, CACS, CASS, CA LEÃO XIII, CA de PSICO, CA BENEVIDES PAIXÃO e alguns alunos de diversos cursos. A criação do núcleo foi uma estratégia de organização sugerida pela Coordenação do 3.º ACAMPAMENTO INTERNACIONAL DA JUVENTUDE, este criado com o intuito de aglutinar a juventude no FSM, espaço que garantiu a participação de aproximadamente 30 mil pessoas.
Com muito trabalho, o NÚCLEO PUC-$P organizou a ida de cinco ônibus ao Fórum, esforço de um grupo de pessoas que passaram boa parte de seu tempo de férias dedicando-se a essa tarefa. Tivemos muitos erros e acertos, várias pessoas não puderam ir pelo prazo estipulado, outras nem ficaram sabendo da possibilidade. Até um sexto ônibus foi improvisado por alguns alunos do curso de Serviço Social, aglutinando aqueles que tinham ficado de fora. Num trabalho mútuo, conseguimos encaminhar outras pessoas para outros locais, onde havia vagas para que pudessem ir.
Com muitos tropeços e estresse, pudemos viabilizar a ida de cerca de 300 pessoas ao FSM, podendo amadurecer e socializar informações e estratégias de luta na busca do rompimento do modo de produção capitalista, lutando pela socialização da riqueza socialmente produzida, caminhando para emancipação humana.
Assim, o NÚCLEO PUC-SP simbolizou a luta pelo acesso ao conhecimento, levando as bandeiras do movimento estudantil da PUC e as bandeiras de luta dos trabalhadores dessa instituição de ensino.
Parabéns a todos que se dedicaram a esse objetivo. Agradecemos todos aqueles que nos apoiaram: APROPUC, APG, e jornal PUCviva, pelos informes emitidos. Agradecemos principalmente a Reitoria pelo espaço dedicado a nós no seu boletim informativo “A SEMANA”, n.º 346. Agradecemos também a Reitoria não pela “contribuição” em nossa ida ao FSM, e sim pela falta de consideração ao nosso pedido feito a ela, ao qual nem sequer ouve retorno.
E já que não gostamos de omitir informação, publicamos a foto da faixa do NÚCLEO PUC-SP no FSM, inteira!!!
Em breve, estaremos socializando mais do que rolou no 3.º FSM, que acabou, mas a luta continua, porque não há tréguas nesta luta pela transformação!!!
Elvis Vasconcelos Moreira é representante da AFAPUC no 3.º FSM e componente do Núcleo PUC-SP
Cepe
Parecer de professores analisa vestibular da PUC
Cerca de 70% dos cursos da PUC-SP têm mais vagas do que alunos inscritos no primeiro ano, após o vestibular. A informação é do Relatório 1998-2002 da Coordenadoria de Vestibulares e Concursos.
Esses e outros dados foram analisados pelos professores Ely Antonio Dirani e Leda Maria Rodrigues, do Conselho de Ensino e Pesquisa (Cepe). O parecer dos conselheiros foi apresentado na primeira sessão do Cepe em 2003, na quarta-feira, 12/2.
O texto dos professores indica que, em 46 dos 55 cursos oferecidos pela PUC, “temos mais vagas que candidatos, o que significa que em muitos cursos não temos sequer um candidato por vaga”. Por outro lado, mostra também que, desde 1998, o número de inscritos no vestibular da PUC cresceu cerca de 15%, chegando a 15.355 em 2002. O aumento, porém, não evitou que o percentual de vagas não preenchidas ao final de todas as chamadas chegasse a 10%, no mesmo ano.
Tais dados levaram os pareceristas à conclusão de que o processo seletivo da PUC-SP "não seleciona" efetivamente. A afirmação foi contestada pela professora Ana Zilocchi, coordenadora do vestibular, que assegurou que o processo funciona, mas nos cursos em que há procura.
Bolsa-monitoria
Ainda na sessão do Cepe de 12/2, decidiu-se formar um grupo de trabalho para redefinir os critérios de concessão de bolsas-monitoria a alunos. A decisão de rever as bolsas concedidas pela universidade faz parte do plano de contenção de despesas da Reitoria.
A vice-reitora acadêmica, professora Raquel Raichelis Degenszajn, informou ao conselho que a Vrac deve, nos próximos dias, enviar um comunicado aos professores sobre o material bibliográfico indicado aos alunos. A professora manifestou a intenção de, em muitos casos, recomendar a substituição das pastas de xerox por livros inteiros, cumprindo assim a legislação vigente sobre direitos autorais.
Solidariedade
Estudantes da PUC viajam ao Iraque
Dois alunos da PUC integram a Caravana de Solidariedade ao Iraque, que viajou ao país para protestar contra a agressão planejada pelos EUA ao povo iraquiano.
Fernanda Brozoski, do curso de Letras, e Luciano Severo, da Economia, embarcaram no domingo passado, 16/2, para Damasco, na Síria. De lá, seguem para o Iraque, onde ficam até o sábado. A delegação brasileira, da qual fazem parte os estudantes da PUC, vai conhecer a infra-estrutura da país, encontrando-se com parlamentares, estudantes e representantes de entidades iraquianas. A acomodação dos militantes e as passagens Damasco-Bagdá serão financiadas pelos governos do próprio Iraque e da Síria. As demais despesas serão pagas com recursos dos próprios manifestantes.
Outros alunos da universidade não chegaram a viajar para o Oriente Médio, mas também disseram não à guerra participando de uma manifestação no sábado, 15/2, pelas ruas de São Paulo.
NTC homenageia Joselito
Hoje, ao acordar, lembrei-me com muita tristeza:
É real! Perdemos o Joselito!
Um grande vazio preencheu meu coração!
Lamento!
Lamento pelas crianças, já tão desprovidas de direitos, indefesas!
Lamento pelos adolescentes, que sofrem o mal-estar da “Fundação do Bem-Estar... do Menor”.
Lamento pelas formações que perderão seu brilho!
Lamento pela GCM, que perde um grande talento!
Lamento pela Educação, que neste momento cultivava a esperança!
Lamento pelas comunidades, que ficam com um espaço vazio!
Lamento pela música, que já não será tocada e cantada!
Lamento pelos companheiros, que ao tomarem conhecimento do ocorrido se perderam e perderam você!
Lamento pelo NTC, que você ajudou a construir!
Lamento pela PUC, que não tem a medida da grande perda!
Lamento pela Stela, sua mãe “postiça”, que tanto carinho lhe dedicou!
Lamento por São Paulo, pelo Brasil, pela África e outros países que por ele choram!
Lamento pelo seu filho, tão criança, e já sem pai!
A indignação se apodera de mim!
Espero:
Que sua morte não seja em vão!
Que seja feito o possível e o impossível para esclarecer sua morte!
Que o nosso pranto venha umedecer e fazer brotar as sementes que você deixou!
Homenagem de um educador do NTC
Rola na Rampa
Calouros chegam à universidade
Os novos alunos chegam à PUC nesta segunda-feira, 17/2, e uma Semana de Recepção repleta de debates e eventos culturais e esportivos foi organizada para recebê-los. As diversas atividades específicas organizadas por cada faculdade ou entidade representativa serão acompanhadas de uma programação geral, elaborada pela Vracom. Na terça-feira, haverá dois debates sobre ética profissional, no auditório 333, às 9h30 e às 19h30, contando com nomes como o do jornalista Juca Kfouri, da professora Terezinha Rios, do apresentador Serginho Groisman, da comentarista esportiva Soninha Francini e do professor Mario Sergio Cortella. Na quarta-feira, além do debate Educação, Violência e Democracia Universitária (veja matéria nesta edição), o cantor Celso Viáfora se apresenta no Pátio da Cruz, às 18h. Uma caminhada pela paz até o câmpus Marquês de Paranaguá é a atração da quinta-feira, às 10h. No dia seguinte, os novos alunos serão levados para conhecer o câmpus Monte Alegre.
Nomeado novo vice-reitor administrativo
O professor da FEA Eduardo Fernandes Pestana Moreira é o novo vice-reitor administrativo da universidade. Eduardo era assessor da Vice-Reitoria Administrativa desde 2001, e assume o cargo deixado pela professora Cristina Helena Pinto de Melo no início deste mês, por “motivos pessoais”. A confirmação do nome do novo vice-reitor sofreu certo atraso devido à viagem de dom Cláudio Hummes, que pelo estatuto da universidade teria de corroborá-lo.O bispo dom Gil Antonio Moreira, encarregado de substituir dom Cláudio nesse tipo de ocasião, legitimou o nome do professor.
Lançamento do Brasil de Fato
O lançamento do jornal Brasil de Fato em São Paulo acontece nesta terça-feira, 18/2, às 19h30. Criada por movimentos sociais, jornalistas e intelectuais da esquerda brasileira, a nova publicação deve começar a ser distribuída semanalmente em março. O número zero do Brasil de Fato aborda assuntos como a guerra contra o Iraque, a eleição de Lula, a Alca e a crise na Venezuela, além de trazer artigos sobre esportes e cultura. O evento de lançamento acontece no Teatro Oficina – Rua Jaceguai, 520 (travessa da Brigadeiro Luiz Antônio).
A universidade pública e as greves
Acaba de ser lançado o livro Tempos de greve na Universidade Pública, organizado pelas professoras da Unesp Isabel Loureiro e Maria Candida Del-Masso. Em 222 páginas, a obra traz memórias da greve que paralisou por 59 dias as universidades estaduais paulistas, em 2000, além de diversas reflexões sobre a situação da universidade pública no Brasil e a mercantilização do ensino. O livro conta com textos de docentes da Unesp, da USP e da Unicamp, entre diversos outros. Professores de fora do País também estão entre os autores da publicação.
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