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Editorial
O que importa colocar no pacto
O presidente eleito, Lula da Silva, brindou a imprensa e a sociedade com um bom tema para o debate público: a proposta de um pacto social. Ao mesmo tempo, convocou empresários e dirigentes sindicais dos trabalhadores para uma rodada de conversações, dando a entender que se tratava do embrião de um entendimento entre classes.
É claro que do ponto de vista dos interesses fundamentais de trabalhadores e empresários, com seus antagonismos históricos, e da luta por uma sociedade socialista, portanto sem classes sociais e sem a exploração do trabalho pelo capital, a proposta de pacto não faz o menor sentido e soa sempre como uma proposta de rendição dos trabalhadores.
No entanto, se a idéia do pacto estiver colocada no campo do jogo político estratégico, tanto para que o próximo governo tente neutralizar um dos segmentos mais propensos a entrar para a oposição, o empresariado, como também para consolidar uma base mais nítida de sustentação, aí sim a proposta do pacto pode reverter em ganhos políticos para Lula, o PT e as forças que os apóiam.
Quanto tempo pode sobreviver, na América Latina, um governo de esquerda, democrático-popular, com propostas transformadoras – diante das elites e das oligarquias, do empresariado, dos partidos de direita, das multinacionais e do imperialismo norte-americano? Provavelmente pouco tempo, em especial porque faltam partidos de esquerda massivos e movimentos sociais de luta fortemente organizados.
Mesmo que o futuro governo não assuma tal representação, integralmente, tem compromissos declarados em campanha suficientes para inúmeros confrontos e para os mais variados adversários. Por isso, será fundamental para o governo Lula definir desde já uma estratégia que contemple a aglutinação de forças, a neutralização e a escolha planejada de adversários e de combates, o campo e o momento certo de cada um. Querer enfrentar todos de uma vez será suicídio, total incompetência política.
É preciso rechear a proposta de pacto com conteúdo político e social (luta contra a fome, reforma agrária, emprego e salário, distribuição da renda, democratização das comunicações, etc.) e com estímulo ao debate público e à mobilização popular. Caso contrário, será mero jogo de cena para encobrir – mais uma vez – o velho esquema de cooptação das lideranças dos trabalhadores.
Hamilton Octavio de Souza, Diretor da Apropuc.
Discussão
Comunidade preocupada com medidas de segurança
A diretoria da APROPUC reuniu-se na semana passada com a Vice-Reitoria Comunitária para ouvir suas colocações no tocante à segurança do câmpus Monte Alegre. A reunião teve um caráter informativo e a professora Branca Jurema Ponce, vice-reitora comunitária apresentou o diagnóstico e os encaminhamentos feitos pela administração da universidade.
A diretoria da APROPUC apresentou sua preocupação no sentido de que nenhuma medida de caráter repressivo (catraca, controle por identidade, etc.) seja implantada na universidade.
Outra preocupação da entidade é com respeito à tomada de qualquer medida no período de férias acadêmicas. Para a presidente da APROPUC, Priscilla Cornalbas, antes de serem tomadas outras medidas sobre a segurança, faz-se necessário um amplo debate com a comunidade sobre o problema da violência na universidade, que tem suas origens no âmbito social.
A professora Branca afirmou que não tomará nenhuma medida de controle sem antes ouvir a comunidade, limitando-se exclusivamente, no período de férias, àquelas medidas emergenciais que se fizerem necessárias para garantir a manutenção da segurança e a integridade física daqueles que transitam pelos câmpus da universidade.
Os estudantes aprovaram no Conselho de Centros Acadêmicos um documento assinado também pelas entidades de professores e funcionários e pelo Comitê Contra a Opressão Política e Social, também manifestando as suas preocupações à Reitoria. Abaixo, reproduzimos a íntegra do texto.
Carta aberta à Reitoria
A informação de que a Reitoria tomará medidas de segurança despertou preocupações entre estudantes, professores e funcionários. Trata-se de um problema complexo e polêmico. Assim sendo, os Centros Acadêmicos, AFAPUC, APROPUC e o Comitê Contra a Opressão Social e Política reivindicam que nenhuma medida que fira o direito de ir e vir, seja implantada no período de férias. Que logo no início do ano se abra o tema para o mais amplo e democrático debate.
A análise da violência e da segurança envolve visão econômica, social e política. Quanto mais os três setores discutirem e equacionarem coletivamente visões distintas e conflituosas, melhores poderão ser as decisões. É com esse objetivo que reivindicamos a abertura da discussão a toda a Universidade no período de aula.
Quando se fala em medidas de segurança, toca-se no funcionamento da Universidade e na concepção de educação. Vemos que o assunto da violência e segurança não se circunscreve à Universidade. As soluções via militarização da escola, como tem feito determinados governos, mostram como as autoridades obscurecem a raiz social do problema. Essa via é obscurantista e essencialmente repressiva.
Colocamos assim a discussão que envolve a PUC para mostrar a necessidade de a Reitoria e os órgãos da Universidade não agirem a despeito do amadurecimento do debate público. A PUC tem uma história de defesa da democracia universitária, apesar de ser uma instituição de ensino pago.
Estamos diante da necessidade de preservar conquistas do passado, que envolve visões de ensino e educação. Esperamos, portanto, que a Reitoria atenda nossa reivindicação.
Assembléia
Férias dos funcionários serão pagas normalmente
Em assembléia na segunda-feira, 18/11, a diretoria da AFAPUC informou que foi chamada pela Reitoria para discutir o pagamento das férias dos funcionários, na terça-feira, 12/11.
Na reunião, a vice-reitora administrativa, professora Cristina Helena Pinto de Mello, disse que a PUC está passando por dificuldades financeiras, e que a Reitoria deveria pedir aos funcionários que realizassem uma espécie de escalonamento de suas férias.
A professora explicou que não haveria problemas para os que resolvessem tirar férias de 30 dias. Porém, os funcionários que quisessem abono pecuniário (ou seja, tirassem 20 dias de férias e “vendessem” 10 dias para a universidade, uma prática comum) só poderiam receber esse abono em março e abril.
A AFAPUC respondeu prontamente que não negociaria os direitos dos funcionários, mas pediu que a Reitoria apresentasse sua proposta por escrito à entidade.
Na manhã da segunda-feira seguinte – pouco antes da assembléia – a Reitoria ainda não havia enviado a proposta à AFAPUC, e por isso foi procurada pela entidade. A diretoria da associação soube, então, que a Reitoria havia refeito as contas e que, de fato, as férias e abonos poderão ser pagos normalmente. Contudo, segundo Ângela Rena, da DRH, a intenção é que as férias do final de 2003 sejam planejadas previamente com as chefias administrativas.
Segurança
As medidas de segurança atualmente em vigor na universidade – e as que poderão ser implantadas – também foram tema de discussão. Mais uma vez, a AFAPUC demonstrou preocupação com a forma como essas medidas têm sido implantadas: não há debate prévio com a comunidade universitária, sob a justificativa do “caráter emergencial”. Para a associação, a questão não é simplesmente aprovar ou repudiar as medidas, mas discuti-las – inclusive para evitar que elas se tornem um processo de progressiva exclusão.
Memória
Dez anos do movimento PUCviva
No próximo domingo, 30/11, completam-se dez anos do encerramento da greve mais longa da PUC, e que foi a responsável pelo surgimento do movimento PUCviva.
Em 1991, durante a gestão da professora Leila Bárbara como reitora, a Fundação São Paulo, mantenedora da PUC, resolveu intervir na universidade de uma forma radical. Com o intuito de instaurar um novo projeto de gestão universitária, assume como secretário-executivo da Fundação o sr. Vicente Bezinelli.
Não demorou muito tempo para que tal política criasse uma duplicidade de poderes entre os interesses da comunidade universitária e o secretário-executivo da Fundação São Paulo. A Reitoria viu-se de mãos atadas, pois as deliberações da comunidade eram sistematicamente vetadas pela Fundação.
A maior greve da PUC
No dia 24/9/1992, inicia-se a maior greve da história da PUC. Reunidos em assembléia convocada pela APROPUC, os professores paralisaram as suas atividades por tempo indeterminado. Como reivindicações básicas estavam a reposição integral pelo índice ICV-Dieese, pagamento dos atrasados relativos ao erro de aplicação da política salarial, política de reposição mensal de salários, compromisso de que não haveriam mais demissões na universidade e pagamento das dívidas que a Fundação São Paulo tinha com os professores. Por trás de tudo isso, estava a intransigência da Fundação , interessada em implantar seu novo modelo e minar a resistência das associações de professores e funcionários. A exemplo dos professores, os funcionários também paralisariam as suas atividades, no dia 9/10.
Em 23/10, a Fundação São Paulo também resolve radicalizar e divulga uma carta instituindo uma Comissão que deveria realizar um levantamento e estudo do quadro docente da PUC. Na realidade, tal ato constituía-se na instalação de uma auditoria acadêmica, estranha à comunidade, que deveria julgar os professores com parâmetros espúrios (como qualificavam as associações). Em 13/11, uma passeata com professores, funcionários e estudantes sai da PUC e vai até a Cúria Metropolitana, no bairro de Higienópolis. Os manifestantes não foram recebidos pelo cardeal, mas deixaram claro seu protesto contra a intervenção da Fundação. A crise agravou-se quando, em novembro, somente parte dos salários foi creditada nas contas dos professores. Anúncios classificados eram encontrados nos principais jornais de São Paulo denunciando a crise: “Universidade de boa qualidade procura mantenedora responsável - S.O.S. PUC”, dizia um classificado da Folha de S. Paulo de 23/11. Simbolicamente, a comunidade realizava o enterro do sr. Vicente Benzinelli e da Fundação São Paulo.
Movimento PUCviva
Dia 23/11, os funcionários voltaram às atividades, que seriam retomadas pelos professores somente no dia 31, após 66 dias de paralisação (a mais longa da história da PUC), depois da assinatura, por parte da nova Reitoria, de um documento que previa que o pagamento de professores e funcionários seria feito conforme os valores firmados pela Reitoria anterior, em acordo com as associações. Uma das reivindicações principais do movimento não foi cumprida de imediato, mas depois de algum tempo: o então secretário-executivo da Fundação São Paulo, Vicente Bezinelli, desgastado pelos protestos da comunidade, foi substituído.
Em novembro, em plena greve, realizou-se em frente ao Tuca um ato reunindo setores representativos da comunidade. Esse ato convocou uma manifestação ainda maior para o dia 7/12, decidindo também o lançamento de um número especial de um jornal, em formato tablóide, que divulgaria o nome e as idéias do movimento que agitou a universidade durante todo o segundo semestre de 1992: PUC VIVA. Contrapondo-se às agourentas opiniões da Fundação São Paulo, de que aquela greve determinaria o fim da PUC, professores, alunos e funcionários retrucaram: "este movimento é que manterá a PUC viva".
A manifestação de 7/12 lotou o Tuca. Estavam presentes não só a comunidade puquiana, mas representantes de setores da sociedade civil, e foram lançadas as bases para que, em agosto de 1993, o movimento tivesse continuidade efetiva com um jornal semanal (iniciativa da APROPUC e da AFAPUC), o jornal mural PUCviva, que tem resgatado a determinação da comunidade em manter sua independência e dignidade.
A matéria acima foi escrita a partir de textos publicados na revista PUCviva n.o 1, de 09/1996.
Polêmica
Sobre as acusações do A Semana PUC
Na semana passada, o PUC viva foi acusado pelo jornal A Semana PUC de veicular informações que não correspondiam à realidade dos fatos. Sem citar praticamente nenhuma fonte, além das clássicas declarações oficiais, o periódico dizia que falhamos ao noticiar a recusa dos estudantes à proposta de negociação formulada pela Reitoria.
Hoje, publicamos carta assinada pelo Conselho de Centros Acadêmicos da PUC, que confirma nossas informações publicadas na edição 419. Na verdade, a recusa dos estudantes não foi comunicada formalmente à Reitoria. Mas, através do protesto, os alunos evidenciaram sua recusa à proposta . Por outro lado, a carta dos estudantes ressalta também o caráter de “reunião aberta” dado ao encontro que, embora não estivesse explicitado na solicitação protocolar, já faz parte da cultura democrática desta universidade.
Reprodução do documento assinado pelo Conselho do Centros Acadêmicos
O fato de a comunicação da recusa não ter chegado à Assessoria de Comunicação Institucional não significa que ela não existiu. Bastava que nossos colegas da Assessoria se dirigissem à janela da sala, no dia 1/11, e apreciassem a manifestação dos estudantes, para se certificarem da justeza de nossas afirmações . Na verdade, nossa reportagem acompanhou os desdobramentos do ato dos estudantes e noticiou-o jornalisticamente.
Durante estes quase dez anos de existência, o PUCviva tem se pautado pela cobertura cotidiana dos principais movimentos da comunidade puquiana. Isto não nos exime de cometer erros (infelizmente, não possuímos o dom da infalibilidade), mas fez-nos estreitar laços de credibilidade muito fortes com os diferentes segmentos da universidade. Sempre que exercemos nosso direito de crítica, costumamos fazê-lo de forma documentada.
O tom acusatório empregado pela ACI, ao tentar desqualificar nossas informações, revela uma preocupação própria àqueles que, desprovidos de razão, buscam em discursos denuncistas sua justificativa. Mas, como já dizia um velho samba de Geraldo Pereira, “a razão dá-se a quem tem”.
Evento
Fórum discute conceito de extensão universitária
O 1.º Fórum Interno de Extensão Universitária (Fieu) foi realizado na semana passada, em 21 e 22/11. Durante os dois dias, foi discutido o conceito de extensão universitária, por meio de debates e grupos de trabalho.
A iniciativa partiu da Comissão de Extensão do Cepe, que enviou um questionário a todas as unidades e núcleos de pesquisa com atividades de extensão, e também aos projetos apoiados pela própria Comissão.
O resultado desses questionários transformou-se num mapeamento das atividades de extensão desenvolvidas na PUC. O mapeamento foi apresentado pela própria Comissão de Extensão na abertura do Fórum. Segundo os dados obtidos – ainda parciais, pois muitas unidades e núcleos não responderam ao questionário – as atividades são desenvolvidas principalmente nas áreas de Saúde, Educação e Cultura (com 25% cada), e ainda em Cidadania (13%), Tecnologia e Trabalho (6% cada).
A partir do levantamento, passou a ser discutido o conceito de extensão – o que foi feito com ampla participação de professores e representantes de unidades. A discussão, segundo a vice-reitora acadêmica, professora Raquel Raichelis Degenszajn, foi realizada com o objetivo de formar uma concepção institucional de extensão, que deve nortear a abordagem dispensada pela PUC a esse tipo de atividade.
3.º Sarau Poético-Musical
Nesta sexta-feira, 29/11, a partir das 20h, acontece a terceira edição do Sarau da APROPUC, desta vez em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. A festa servirá também como uma confraternização de final de semestre, onde os professores poderão mostrar suas produções artísticas, contando com o acompanhamento de choros e serestas a cargo de um regional especialmente convidado para o evento. O Espaço do Professor fica na Rua Bartira, 407.
Rola na Rampa
Vestibular ainda recebe inscrições pela Internet
As inscrições para o vestibular 2003 da PUC foram prorrogadas até esta segunda-feira, 25/11, para aqueles que se inscreverem pela Internet. O candidato pode imprimir o formulário que está disponível na rede e pagar a taxa de inscrição em qualquer banco credenciado. As avaliações parciais realizadas pela Coordenação do Vestibular até o encerramento desta edição indicavam um número próximo aos 28.582 inscritos no ano passado.
Antes da reforma, Tuca abre para visitação
As obras da reforma do Tuca começam em dezembro. Antes do início da reformulação, o teatro foi aberto para visitas monitoradas, entre dos dias 21 e 24/11, na exposição Tuca – Passado e Futuro. Alguns painéis montados por alunos da universidade contavam a história do teatro, enquanto outros mostravam como será a reforma. As obras vão modernizar a totalidade das instalações do Tuca, modificando, além da sala principal, o Tucarena, as salas do primeiro andar e o Tuquinha. Além de sofrer modificações estruturais, o teatro deve ganhar equipamentos de som e iluminação. A reforma será desenvolvida pelo Método Engenharia, com patrocínio do Bradesco.
Beleza negra no Espaço Cultural
A exposição O Despertar da Beleza Negra, com fotos tiradas pelo funcionário do Laboratório de Fotografia Augusto Nazário, fica em cartaz de 25 a 30/11, no Espaço Cultural da Biblioteca Central. A mostra procura retratar crianças negras em seu cotidiano, e pode ser visitada das 8 às 21h30, durante a semana, e das 8 às 16h30, no sábado.
Ato-debate sobre a Alca adiado
Em virtude da aproximação do final de semestre, o ato-debate sobre a Alca, que seria realizado na última quarta-feira, 20/11, foi adiado para o próximo semestre, em dia e hora que serão anunciados proximamente.
Em debate, o 3.º Fórum Social Mundial
O 3.º Fórum Social Mundial, que será realizado em Porto Alegre entre 23 e 28 de janeiro de 2003, será tema de um debate com a presença de dois de seus idealizadores – Sérgio Haddad e Francisco Whitaker –, além de representantes do Acampamento Internacional da Juventude e da Ciranda da Informação, que integram o FSM. O evento foi organizado pelo CA Benevides Paixão e pelo recém-criado CA de Publicidade e Propaganda (CAPP). Segunda-feira, 25/11, às 19h30, no auditório 333. Informações: 3670-8352.
Planejamento da recepção aos calouros já começou
Centros acadêmicos, faculdades e Reitoria já estão começando a elaborar a recepção dos calouros de 2003. A intenção da Reitoria é fazer uma recepção integrada, com três dias para as atividades específicas e dois para as gerais. Os centros acadêmicos também já estão organizando seus eventos. Mais informações nas próximas edições do PUCviva.
Cipa divulga realizações
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) divulgou uma lista de suas intervenções em 2002. As realizações vão desde a troca da borracha do piso das rampas do Prédio Novo, devido a constantes quedas, à simulação de incêndio, com a elaboração do Plano de Fuga. Além da Sipat 2002, intervenções menores também foram feitas em diversos setores. A lista completa das ações da Cipa neste ano pode ser vista na Internet: www. pucsp.br.
Na semana passada também aconteceram as eleições da Cipa no câmpus Monte Alegre, cujos resultados serão divulgados em nossa próxima edição.
Plantão AFAPUC
A AFAPUC divulgou o calendário de plantões
da diretoria na semana de 25 a 29/11:
Segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira das 12 às 14h
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