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Conselhos
Cepe aprova criação de novo curso de especialização
O Conselho de Ensino e Pesquisa (Cepe) aprovou a criação do curso de especialização em Serviço Social na Área Judiciária, em reunião na quarta-feira, 9/10. A proposta tem agora de passar pelo Conselho Universitário (Consun) para que o curso tenha início na data sugerida – fevereiro de 2003.
O parecer elaborado pela professora Marina Graziela Feldmann – depois de ampla discussão dentro da Comissão de Ensino do conselho – propõe que a coordenação do novo curso seja dividida entre um coordenador e um vice-coordenador. A proposta contraria o Ato do Reitor n.º 25/2000, que estabelece que esse tipo de curso deve ter um só coordenador. O assunto vai ser discutido novamente pela Comissão de Ensino nesta semana, mas o parecer já foi aprovado por unanimidade pelos conselheiros, apesar de ferir o Ato do Reitor.
PEC
A vice-reitora acadêmica, professora Rachel Raichelis Degenszajn, informou na reunião que a PUC-SP foi convidada a participar, junto com a USP, da extensão do Programa de Educação Continuada (PEC) aos professores dos municípios de todo o Estado.
O PEC oferece formação superior para professores da rede pública que tenham nível médio. A universidade já havia participado do PEC da Prefeitura da capital e integra atualmente a edição do programa voltada aos professores da rede estadual.
Os conselheiros concordaram com a participação da PUC-SP no projeto, mas a proposta terá que seguir os trâmites tradicionais da universidade, passando por conselho departamental, Centro de Educação e Faculdade de Educação, para depois voltar ao Cepe e ser encaminhada ao Consun.
Professores
Sinpro renova sua diretoria
O Sindicato dos Professores de São Paulo, Sinpro-SP, realizará nos dias 21, 22 e 23 de outubro a eleição para a renovação de sua diretoria. Somente uma chapa inscreveu-se para o pleito. Ela é presidida pelo professor Luiz Antonio Barbagli e conta com a participação de Madalena Guasco Peixoto, Artur Costa Neto, Neuza Maria Oliveira Bastos Barbosa, J.S.Faro e Luiz Carlos Campos, todos da PUC-SP.
O Sinpro colocará à disposição dos associados 110 urnas itinerantes, que percorrerão mais de 700 instituições de ensino. Na PUC, uma urna se-rá instalada na sede da APROPUC, sala P-70 do Prédio Velho, para recolher os votos dos professores associados ao Sinpro-SP. Têm direito a voto os sócios do Sinpro-SP que se filiaram à entidade até o dia 21 de abril de 2002 e que estejam em dia (até 30 de setembro de 2002) com o pagamento das suas mensalidades.
Salários
Problemas com o Bradesco continuam
No dia 4/10, parte dos funcionários e professores da PUC receberam seus salários pelo Bradesco pela primeira vez. Embora o pagamento tenha transcorrido sem muitos tumultos, reclamações sobre os procedimentos do banco ainda persistem.
A AFAPUC realizou várias reuniões com a Reitoria solicitando providências para alguns problemas básicos. Porém, a entidade dos funcionários avalia que alguns acordos não foram cumpridos. O principal deles refere-se ao fornecimento de talões de transferência bancária (TB) para que os correntistas possam transferir seus vencimentos para outro banco. O Bradesco assegurou que durante seis meses professores e funcionários poderiam fazer suas transferências via doc ou pela Internet, sem qualquer ônus. De fato, para quem fez a transferência por doc, as tarifas foram estornadas, mas, para quem fez uso da Internet, o ressarcimento da tarifa de R$ 5,40 ainda não foi efetuado.
A diretoria da AFAPUC estranha estes procedimentos, já que tudo poderia ser simplificado se o banco cumprisse o que foi acordado e fornecesse os TBs. Porém, a impressão que se tem é que o Bradesco procura, por todas as maneiras, obrigar professores e funcionários a estabelecer um vínculo com a agência.
Alguns dos trabalhadores da PUC ainda não haviam efetuado seu cadastramento no Bradesco até o dia 4 e, por isso mesmo, receberam seu salário em cheque administrativo da agência Cardoso de Almeida do banco. De acordo com a legislação vigente (veja matéria ao lado), a instituição pode pagar aos funcionários por qualquer banco. Porém, deve ser facultada ao funcionário a escolha da instituição bancária na qual ele quer ter conta corrente. Nesse caso, o pagamento deverá ser feito de uma maneira que não provoque nenhum ônus bancário ao trabalhador, por meio de uma conta-salário. Por isso, o funcionário que se sentir lesado com as condições impostas pelo Bradesco pode, legalmente, encerrar a sua conta e exigir pagamento em cheque administrativo ou TB, a ser fornecido gratuitamente pelo banco. Essa informação não foi divulgada inicialmente pela Reitoria, e somente na última reunião com a AFAPUC, na terça-feira, 8/10, foi levantada tal possibilidade. A associação dos funcionários se coloca à disposição para qualquer outro esclarecimento.
O que diz a resolução do Banco Central
Art. 1. Facultar as instituições financeiras, na prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares, proceder aos respectivos créditos em nome dos beneficiários mediante utilização de contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos, às quais não se aplicam as disposições da Resolução n. 2.025, de 24 de novembro de 1993.
Parágrafo 1. Na prestação dos serviços referidos neste artigo, é vedado às instituições financeiras cobrar dos beneficiários, a qualquer título, tarifas destinadas ao ressarcimento pela realização dos serviços, devendo ser observadas, além das condições previstas nesta Resolução, a legislação específica referente a cada espécie de pagamento e às demais normas aplicáveis.
Parágrafo 2. A vedação à cobrança de tarifas referida no parágrafo anterior aplica-se, inclusive, às operações de transferência dos créditos para outras instituições financeiras, quando realizadas pelos beneficiários pelo montante total creditado.
Fala Comunidade
Racionais MC's são o cuspe na cara que branco racista não pode evitar
A matéria “Tem disco novo dos Racionais, tá ligado?”, assinada por J.M. no jornal O Estado de S. Paulo (18/7/2002), que informa sobre lançamento do mais recente “disco” dos Racionais MC's, intitulado Nada como um dia após o outro, traz uma enxurrada de comentários irônicos, desdenhosos e pejorativos. Em síntese, o jornalista sustenta que “o novo trabalho dos Racionais não tem profundidade, nada traz de novo, o único mérito que possui é de ser o melhor do gênero, porque os outros rappers são péssimos”.
J.M. ofende e acusa os Racionais de ignorantes: “esquizofrênicos, falam de coisas que não conhecem, disparam a torto e à direita”. E mostra-se ignorante: “Em A vítima, Mano Brown usa o rap com um sentido terapêutico, lembrando de um acidente que protagonizou na Marginal em 14 de outubro de 1994”.
Este jornalista erra quando coloca Mano Brown como protagonista do acidente na Marginal Pinheiros. Se tivesse lido seu concorrente, não daria esta gafe. J.M. alimenta sua estupidez ao escrever sobre o que não conhece e compreende... caro jornalista, antes de escrever faça uma pesquisa mínima! Não é o Mano Brown o protagonista envolvido no acidente, é o Edi Rock; Mano Brown estava em outro carro. Este jornalista ousa escrever sobre os Racionais; tece críticas e atesta não conhecer os componentes do grupo.
Outra tolice de J.M. foi cometida ao comparar os Racionais com os personagens que aparecem no filme A hora do show: “[Racionais] alternam pieguice com pregação da violência e muita confusão ideológica, como a daqueles militantes do filme Show Time, do Spike Lee, que seqüestram o sapateador para linchá-lo via satélite”.
Se fosse cuidadoso, não se concentrasse em escrachar... chegaria à concretude de que os Racionais têm mais semelhanças com o Lee do que com uns dos seus personagens caricaturais. Nesta obra de Lee, a crítica essencial é a respeito do negro estereotipado.
Ao ler as matérias dos veículos grandes de comunicação, ao ler “J.M.s”, lemos jornalista que escreve, não jornalista que pensa, diferença substantiva. Basta de picarescos que falam a respeito do pobre com menosprezo, basta de covardes classe média e alta branca que escondem seu nojo, seus valores, suas ideologias. Para que não leiamos bufões (como J.M. revelou-se ao escrever “Tem disco novo dos Racionais, tá ligado?”) os jornais, as revistas... deveria enviar o estúpido aos “Estudos Humanos”. Por infelicidade, não resolverá.
Há pessoas com complexos de superioridade, com ideologia de superioridade que se dedicam em estudar a humanidade para obter maior bagagem para justificar suas práticas desumanas. Talvez o bufão poderia... ler mais..., observar a realidade; ou fazer qualquer coisa que o leve “parar de repetir slogans e pensar”.
Se formos rigorosos na leitura de “...tá ligado?” encontraremos, além de falta de pesquisa mínima..., preconceito, ignorância, prática de racismo: “Chora agora abre com barulho de tiros e cachorro latindo, antecipando a trilha sonora de periferia braba”. Nesta minha afirmação, (com meu “cuspe na cara”, com meu manifesto, com meu texto panfletário???) talvez J.M. também me compare aos personagens d' A hora do show, sem saber se sou branco, azul, lilás, vermelho, amarelo, escuro, preto, negro...
“Tá ligado?” é tão claro! J.M. talvez seja Tipo Ideal: branco filho da classe média e alta que fala inglês e tem horror a dialetos periféricos: “[O disco dos Racionais] é um trabalho permeado de diálogos de brodagem entre manos da periferia”.
Talvez seja outro modelo, negro pobre que pensa ser classe média, tipo: homem cordial, amigo do branco chefe da redação, neste caso, Frantz Fanon explica em Peles negras, máscaras brancas.
Quero mandar um salve para todos os doutores, poucos admitem que no RAP existem bons letristas, e esses são unânimes em assegurar: “apesar de letristas, não são músicos”. Mantêm a “ideologia racista”. Quero mandar um salve para música clássica alemã. O pobre está impossibilitado de compor música. A impossibilidade é intelectual; temporal e geográfica.
Quero mandar um salve para o branco que adora “samba do crioulo doido”. O Movimento HIP HOP é o cachorro louco que não podem encoleirar. Quero mandar um salve para os veículos de comunicação que odeiam os Racionais, que mesmo depreciativamente são obrigados a divulgá-los. Racionais MC's são o cuspe na cara que o branco racista não pode mais evitar.
Lourenço Cardoso é estudante do 4.o Ano de História.
Evento
A luta libertária dos trabalhadores da Espanha
A revolução social promovida pela resistência esquerdista durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39) e seus antecedentes, assim como a atualidade dos ideais anarquistas, foram tema de debates e sessões de filmes durante a semana passada na PUC.
O francês Frank Mintz e o espanhol Pascual González resgataram e discutiram a história do anarco-sindicalismo espanhol, na manhã da quinta-feira, 10/10, no auditório da Cogeae. González narrou a trajetória de luta da Confederación Nacional del Trabajo (CNT) espanhola, fundada em 1910. A CNT, caracterizada por seus princípios anarquistas, continua ativa depois de atravessar mais de 90 anos de repressão, muitas vezes atuando na clandestinidade. Os cinco anos de República que antecederam a Guerra Civil foram o objeto de análise do professor Frank Mintz.
Na platéia, estava presente Diego Gimenez, de 92 anos, que participou ativamente dos ocorridos da época e pôde proporcionar aos presentes uma visão testemunhal dos fatos.
Na tarde da quinta-feira, os mesmos professores participaram do debate Autogestão e Anarquismo: Questões de Atualidade, discutindo a conjuntura atual dos movimentos anarquistas e suas perspectivas. Na quarta-feira, 9/10, três filmes sobre a Revolução Espanhola foram exibidos no Auditório Banespa.
Os eventos foram promovidos pelo Núcleo de Sociabilidade Libertária (Nu-Sol), do pós em Ciências Sociais, pelo Instituto de Estudos Libertários e pela Editora Imaginário.
Três anos de resistência revolucionária
Autogestão, solidariedade e ação direta: a defesa desses três princípios motivou uma das maiores revoluções sociais do século 20, e se faz presente ainda hoje na organização dos trabalhadores na Espanha.
De um lado, os setores tradicionalistas, apoiados pelos militares. De outro, socialistas, comunistas, democratas liberais e anarquistas, unidos para barrar a ascensão do fascismo.
A Guerra Civil Espanhola (1936-39) começou com um golpe militar liderado pelo general Francisco Franco. A mobilização popular conseguiu resistir por três anos à sua consolidação. Nesse período, a Espanha dividiu-se em duas partes: a primeira era controlada pelos militares, enquanto na segunda, onde predominavam as milícias esquerdistas, foi promovida uma radical revolução social, que coletivizou as terras e pôs os trabalhadores no comando das fábricas e dos meios de comunicação. Em algumas localidades, chegou-se a abolir o dinheiro.
O confronto antecipou uma disputa sangrenta que seria vista mais tarde na Segunda Guerra Mundial. A Alemanha nazista e a Itália fascista armaram os militares espanhóis, enquanto que a União Soviética teve um papel ambíguo com seu apoio à chama Frente Popular, que na prática constituiu-se num entrave ao avanço revolucionário dos trabalhadores.
As fragmentações internas, somadas aos descaminhos da política da Frente Popular, enfraqueceram o movimento antigolpista, que acabou cedendo aos militares em 1939. Porém, a Guerra Civil Espanhola mostrou a resistência heróica da classe operária mundial. Pelo menos 300 mil pessoas morreram durante os três anos de confronto.
Rola Na Rampa
Ex-professores da PUC estão entre os mais votados
Diversos ex-professores da PUC-SP foram eleitos para cargos legislativos nas eleições de 6 de outubro. Aloizio Mercadante, do curso de Economia, foi o senador mais votado da história do País, com mais de 10 milhões de votos. José Eduardo Cardozo e Michel Temer, da Faculdade de Direito, foram o 3.º e o 6.º deputado mais votado em São Paulo, respectivamente. Luiza Erundina, que já lecionou na Faculdade de Serviço Social, e José Mentor, ex-aluno de Direito, também foram eleitos.
Campanha pela restauração da Capela da PUC
O livro Nossa Capela, escrito pelo padre Antonio Ariede, será lançado na capela da PUC na próxima segunda-feira, 21/10, às 19h. Antes do lançamento, haverá uma missa presidida por dom Décio Pereira. Logo após, o autor da publicação que resgata a história da Paróquia Coração Imaculado de Maria autografa exemplares no saguão do Tuca. Na ocasião, será lançada a campanha de restauração da Capela, tombada como patrimônio histórico no início deste ano.
Encontro de Iniciação Científica no Tuca
O 11.º Encontro de Iniciação Científica da PUC acontece na próxima quarta-feira, 23/10, no Tuca. Esta edição do Encontro traz o tema Pesquisa, Saúde e Cidadania, discutido em palestras por professores da PUC e de outras entidades. Os alunos apresentarão seus trabalhos em duas sessões, ao final da manhã e da tarde, no saguão e no mezanino do teatro. Onze sessões de comunicações coordenadas ocuparão salas do 1.º andar e do térreo do Prédio Velho. O evento começa às 9h.
Trabalhadores e estudantes contra a guerra no Iraque
O Comitê Permanente de Solidariedade aos Povos em Luta organizou um ato contra os ataques ao povo iraquiano, na tarde da sexta-feira, 11/10. O repúdio à guerra preparada pelo governo dos EUA reuniu trabalhadores e estudantes em uma manifestação, na Avenida Paulista. A mobilização contra a guerra no Iraque é essencial para barrar o avanço do imperialismo norte-americano no mundo.
Olho d'Água lança antologia dos alunos
A coletânea Vitral 2002, formada por textos de alunos da PUC, foi lançada no sábado passado, 12/10. Esta não é a primeira antologia puquiana da Editora Olho d'Água: na verdade, o projeto do livro lançado na semana passada é inspirado nas edições do Caleidoscópio, composto por escritos de professores e funcionários. A editora fica na Rua Homem de Mello, 1036 – próxima à PUC.
Campanha auxilia desabrigados
A AFAPUC e Pastoral Universitária estão arrecadando alimentos não-perecíveis e roupas para ajudar vítimas do incêndio que destruiu 240 barracos das favela Morro do Peru e Cangaíba, na Vila Prudente. As doações podem ser feitas na sede da AFAPUC – sala 02CA, corredor da Cardoso – ou na Pastoral (sala 07, subsolo do Prédio Novo). Informações: 3670-8352.
Falece professora da Faculdade de Educação
A professora Vilma Mello Biscolla, da Faculdade de Educação, faleceu na terça-feira passada, 8/10. Mestre em Educação: Currículo pela PUC-SP, Vilma fazia parte do Departamento de Tecnologia da Educação desde 1997. A professora tinha apenas 55 anos.
Novo laboratório na Faculdade de Educação
Um novo laboratório de informática será inaugurado na Faculdade de Educação nesta segunda-feira, 14/10, às 18h, com um coquetel. Os novos computadores são resultado do Projeto Educação para o futuro, parceria com a Intel, que deve capacitar professores para aulas digitais.
Plantão AFAPUC
A AFAPUC divulgou o calendário de plantões da
diretoria na semana de 14/10 a 18/10:
Segunda-feira, Quarta-feira e Sexta-feira das 12 às 14h
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