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Editorial
Eleições e emoções
O Brasil é engolido sistematicamente pela emoção. A TV comanda o espetáculo. São os shows de baixaria e de espiação de intimidades. São as manifestações esporádicas de pacifismo. São as coberturas exaustivas dos esportes nacionais. Tudo é elevado à categoria da salvação patriótica.
O mais influente veículo de comunicação do País, que supera as barreiras do analfabetismo e do baixo poder aquisitivo, se especializou em tratar o povo brasileiro como uma massa imbecil tocada apenas por apelos emocionais, inclusive o do patriotismo futebolístico. Tanto é que utiliza o que há de mais vulgar e mais primitivo para controlar a audiência.
As eleições gerais deste ano, como foram as de 1989, são fundamentais para a definição dos rumos do País, sobre a escolha de alternativas para o enfrentamento da crise gerada pelo capitalismo financeiro e especulativo e pelo desmantelamento das políticas nacionais de inclusão.
É claro que a TV brasileira, controlada pelos coronéis da comunicação, já está colocando em prática seus esquemas de manipulação e de distorção, seus esquemas de favorecimento das candidaturas que representam a continuidade do modelo concentrador, que privilegia os grupos elitistas em detrimento da grande maioria da nação.
A TV criará a dramatização necessária para tentar empurrar goela abaixo dos eleitores a perpetuação do poder partilhado pelo tucanato, os banqueiros, os latifundiários e as empresas estrangeiras, com o aval e a orientação do Fundo Monetário Internacional (FMI).
É preciso puxar o debate para o campo das necessidades populares, do projeto nacional, da soberania, do resgate total da dívida social, do estabelecimento de um Brasil livre, independente, capaz de promover a distribuição da riqueza, a igualdade e a justiça. Sem restrições.
É preciso criar um debate nacional que se contraponha ao jogo de baixarias emocionais montado pelos meios de comunicação de massa – e especialmente pelas principais redes de TV. Só assim será possível acumular, no processo eleitoral, algum ganho político. Hamilton Octavio de Souza, Diretor da Apropuc.
Funcionários
Conselhos renovarão suas representações
Nos dias 4 e 5/7 acontecem as eleições que irão renovar a representação dos funcionários administrativos nos conselhos superiores da PUC. Serão eleitos seis funcionários para o Conselho Universitário (Consun), seis para o Conselho Comunitário (Cecom) e seis para o Conselho de Administração e Finanças (CAF), todos com seus respectivos suplentes. Os funcionários não possuem representação no Conselho de Ensino e Pesquisa (Cepe), de acordo com o estatuto do conselho.
O mandato dos funcionários no Consun e no CAF dura dois anos, enquanto que no Cecom ele tem a duração de quatro anos. São eleitores todos os funcionários que estiverem no exercício de suas funções e mantenham contrato por prazo indeterminado com a universidade.
A apuração acontece logo após o término da votação, na sexta-feira, 5/7, e a posse acontecerá na primeira reunião ordinária de cada conselho, no mês de agosto.
Até o fechamento desta edição, somente uma chapa havia se inscrito para cada um dos conselhos. No quadro ao lado, apresentamos a relação de seus componentes. Os funcionários inscritos para os conselhos
Até o fechamento da presente edição, apenas uma chapa para casa Conselho havia se inscrito no Protocolo Central para as eleições que renovarão a representação dos funcionários nos conselhos superiores. Sua composição é a seguinte:
Conselho Universitário
Titulares
Anselmo Antonio da Silva (Faculdade de Direito) – Maykel Chagas Botelho Araújo (Faculdade de Direito) – José Farias dos Santos (Departamento de Teologia) – Maria Helena G.S. Borges (Pós-Graduação) – Felipe Toledo Magane (Expediente da Vracom) – Vanderlei Lopes Pereira (Sorocaba)
Suplentes
Fábio Mariano (Faculdade de Ciências Sociais) – Renê dos Santos Vieira (Expediente da Vracom) – Solange Aparecida Ferreira (Marquês) – Edson Fernando dos Santos (DRH) – Elvis Vasconcelos Moreira (Pós-Graduação) – Luiz Roberto Leite (Sorocaba)
Conselho Comunitário
Titulares
Andréa G. Mariano Souza (Faculdade de Ciências Sociais) – João C.S. Pires (CPD) – Maria Aparecida Souza (Biblioteca) – Elisângela R.B. Oliveira (Laboratório de Rádio e Vídeo) – Emerson Scaringi (Cedic) – Mary Paiva (IEE)
Suplentes
Gisele Alba Natali (Faculdade de Direito) – Valdelino de Jesus Wolf (Protocolo) – Guilherme Gagliardi (Xerox) – Pedro Henrique Lopes (Laboratório de Informática) – Gisele Regina Paes de Arruda (Derdic) – Rodrigo Rubira (Faculdade de Fono)
Conselho de Administração e Finanças
Titulares
Marta Bispo Cruz (Faculdade Fono) – Costabile Matarazzo Neto (Estágio) – Luiz Claudio Amaral (Setal) – Maurício Melo (Cedic) – Edmilson Brandão (Gerência Financeira) – Mônica Montes Aranha ( Pós-Graduação)
Suplentes
Humberto Tamarindo Santos (Faculdade de Direito) – Francisco Cristóvão (Biblioteca) – Patrícia S.G. Cuter (Comfil) – Rodney Franco (Laboratório Psicologia) – Emerson Aguiar Freitas (Cogeae) – Marta de los Santos Rojas (Pós-Graduação)
Conselhos
Consun discute título de Notório Saber
As alterações no Regimento Geral da PUC continuaram sendo discutidas na sessão extraordinária do Consun da quarta-feira, 19/6. Na reunião, foi debatida a reformulação das regras para a concessão do título de Notório Saber, que, em caráter excepcional, pode ser fornecido pela universidade como equivalência a um título de mestre ou doutor.
Dois pontos da discussão foram bastante polêmicos: a decisão de por quais instâncias deve passar o pedido de reconhecimento de Notório Saber, e que tipo de instituição poderá ter seu pedido examinado, já que foi consenso que solicitações individuais não serão apreciadas.
Depois de muita discussão, foi decidido que, além dos pedidos internos – feitos por faculdades, centros ou pela Pós-Graduação – também serão examinadas solicitações vindas de outras instituições de ensino superior e pesquisa.
A discussão sobre os procedimentos de análise dos pedidos não chegou a ser concluída. Alguns conselheiros defendiam que as solicitações deveriam ser examinadas pelo Conselho Departamental da respectiva faculdade, para posteriormente ser encaminhadas à Pós- Graduação e ao Consun. Outros afirmavam que os pedidos deveriam ser levados diretamente à Pós-Graduação, sem consulta ao Conselho Departamental de nenhuma das faculdades.
A próxima sessão do Consun acontece nesta sexta-feira, 28/6, e o assunto será retomado.
Eleições
Para que servem os conselhos superiores
As principais decisões tomadas na universidade têm de passar pelos conselhos superiores. Estruturados de maneira paritária, com a participação dos três segmentos da universidade (com exceção do Cepe, onde os funcionários não têm assento), constituem-se em canal fundamental de discussão dentro da PUC-SP.
O Conselho Universitário (Consun) é o órgão máximo de deliberação da universidade. Presidido pelo reitor, tem como principais atribuições estatutárias definir e rever a política educacional da universidade, criar, expandir e extinguir cursos, aprovar e modificar os estatutos da universidade. Todas as decisões emanadas dos outros conselhos têm de ser referendadas pelo Consun.
O Conselho de Administração e Finanças (CAF), presidido pela vice-reitora administrativa, tem como função principal fazer cumprir as políticas administrativas financeiras definidas pelo Consun e propor diretrizes administrativas que visem a favorecer o desenvolvimento de planos, programas e projetos da universidade.
A definição estatutária do Conselho Comunitário (Cecom) vem de um momento em que a influência da Igreja sobre os destinos da PUC era mais forte. Assim, um de seus objetivos centrais é o de promover estudos que ofereçam subsídios ao reitor para levar a universidade à realização dos seus objetivos educacionais, consoantes às dimensões cristãs e às diretrizes pastorais da Igreja. Mas hoje o Conselho dedica a maior parte de suas reuniões à discussão da convivência universitária.
O Conselho de Ensino e Pesquisa (Cepe) tem como objetivo principal zelar pelos padrões de estudo em toda a universidade, cuidando de currículos, apreciando planos de ensino, pesquisa e extensão. Ele é presidido pela vice-reitora acadêmica e hoje está estruturado em comissões de ensino, pesquisa e extensão.
Participação dos funcionários
Os funcionários administrativos têm hoje uma representação de seis membros no Consun, no CAF e no Cecom. Esta representação nem sempre foi assim, pois, segundo o texto inicial do Estatuto da Universidade, somente dois funcionários participavam de cada conselho. Ao longo dos anos, os funcionários conseguiram aumentar esta representação, que somente no Cepe ainda permanece inalterada.
Sob a alegação de que as decisões tomadas naquele conselho não afetam diretamente a vida dos funcionários administrativos, o Cepe continua sem a representação desse segmento.
Porém, a AFAPUC vem lutando para mudar esta situação, pois entende que muitas das decisões tomadas no Cepe produzem alterações na vida administrativa das secretarias, o que, sem dúvida irá influenciar a atuação dos funcionários.
Para Marta Bispo, presidente da AFAPUC e candidata a representante no CAF, o Cepe não dimensiona corretamente o papel dos funcionários. “Além disso, nota-se uma incoerência, pois todas as decisões tomadas pelo Cepe passam pelo Conselho Universitário, e ali são discutidas pelos funcionários administrativos”, afirma Marta.
Evento
Professor lança livro sobre a Palestina
O professor do Departamento de Jornalismo José Arbex Júnior lança seu livro Tragédia e esperança na Palestina nesta terça-feira, 25/6, às 19h, no Tuca.
O lançamento será marcado por um ato-debate em defesa do povo palestino, com uma mesa composta por João Pedro Stedile, coordenador nacional do MST, Ali El-Khatib, da ONG Jerusalém, Gershon Knispel, do Movimento Israelense pela Liberdade de Criação e Paulo Suess, do Conselho Indigenista Missionário, além do próprio autor. A mediação fica a cargo professor Hamilton Octavio de Souza, da APROPUC.
No evento, será lançada uma campanha pela paz entre palestinos e israelenses.
O professor José Arbex Júnior leciona no curso de Jornalismo, além de ser editor do jornal-laboratório Contraponto e da revista Caros Amigos. Em abril, integrou uma comitiva do Fórum Social Mundial que visitou as cidades de Belém, Jerusalém, Ramallah e Jenin, sob ocupação do exército israelense. Na volta, o professor definiu a experiência como a mais horrível de sua vida.
Fala Comunidade
Manifesto dos Estudantes de História contra o Provão
Nós, estudantes do curso de História da PUC-SP, em debate realizado entre professores e alunos, decidimos aderir à campanha pelo boicote ao Provão, realizado no dia 9/6/2002 (domingo) pelos estudantes de 4.º e 5.º anos, com apoio das turmas do 1.º, 2.º e 3.º anos.
O governo Fernando Henrique Cardoso, com o ministro da Educação Paulo Renato Souza, impôs uma política de educação neoliberal de mercantilização do ensino, utilizando-se de dados estatísticos que destacam a quantidade em detrimento da qualidade. Isso representou o abandono do ensino público em favor do surgimento de uma série de instituições particulares, as quais têm como propósito essencial formar rapidamente “profissionais” para o mercado de trabalho, representando, para o ensino superior, universidades e faculdades voltadas exclusivamente para a lógica do mercado.
O Provão não respeita as realidades de cada instituição, bem como suas peculiaridades geográficas e sociais. Contradiz o discurso do Ministério da Educação e da Cultura (MEC) de autonomia universitária, colocando uma prova como parâmetro de qualidade para todo o Brasil. Isso promove uma plena massificação do ensino superior.
Com base nesta política de educação elitista, o Provão surge como um instrumento criado pelo MEC para a “avaliação” das universidades e faculdades com fins exclusivamente lucrativos e imediatos, que não buscam uma formação educacional, social, crítica e reflexiva, mas sim tecnicista, acrítica e não-comunitária. Portanto, entendemos que o Provão vem para ranquear as universidades, colocando-as numa disputa pelas melhores notas e, para fim verdadeiro, pelas maiores verbas, ao invés de promover a melhoria do ensino nas instituições.
Tendo em vista o que foi colocado acima, não concordamos com este modelo de avaliação (Provão), impositivo e coercitivo. Somos favoráveis a uma avaliação desligada do MEC, que leve em consideração as grades curriculares de cada curso, as estruturas diferenciadas do ensino, a participação ativa de professores e estudantes em debates e discussões constantes da entrada ao término do curso.
Movimento Estudantil de História da PUC-SP
Festa Junina foi um grande sucesso
O 4.º Arraiá da PUC aconteceu no sábado, 15/6, na quadra do câmpus Monte Alegre.
Durante todo o dia, barracas ofereceram comidas e bebidas típicas, cerveja e diversas brincadeiras, enquanto alunos, funcionários, vizinhos e seus familiares se divertiam dançando quadrilha, forró e sertanejo. Houve também apresentações dos grupos Cachuera! e Batuntã.
O evento foi organizado pela AFAPUC e pelos centros acadêmicos Benevides Paixão, Cacs, Cass, Leão XIII, Cae, Cari, Leão XIII e de Psicologia, além dos alunos da 3.ª Idade.
Manifestação
Estudantes protestam contra redução da duração dos cursos
A extrema-unção simbólica do curso de Economia marcou uma manifestação de alunos na segunda-feira, 17/6. Eles protestavam contra a redução da duração do curso, defendida pelo Departamento de Economia, e contra uma medida que ameaça ser aprovada no Ministério da Educação.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) – órgão do MEC – aprovou recentemente um parecer a favor da redução da duração mínima dos cursos de graduação para apenas três anos, com exceção dos cursos da área médica e de Engenharia. Porém, o texto não foi homologado pelo ministro Paulo Renato Souza, que o devolveu ao CNE para nova análise.
A reforma curricular do curso de Economia se encontra em processo de discussão. Reduzir a duração do curso de cinco para quatro anos é meta do Departamento, segundo seu chefe, professor Flávio Saraiva.
Falta de diálogo?
Para o professor Adhemar de Caroli, diretor do CCJEA, a reestruturação deve passar por um processo de amplo debate. “Do contrário, o curso poderá ser gravemente prejudicado”, afirma. Segundo Thiago Carneiro, representante discente do CCJEA no Consun, a discussão da reforma curricular está sendo levada a cabo sem a participação do corpo estudantil, inclusive desqualificado por alguns professores defensores da redução. O professor Flávio Saraiva nega a afirmação, dizendo que já foram realizadas pelo menos seis reuniões neste ano, em que há “pleno espaço para que os alunos se manifestem”.
Rola Na Rampa
Funcionários pagam menos no Playcenter
Através de um convênio entre a AFAPUC e o Playcenter, os funcionários associados podem agora pagar apenas R$ 16,50 pelo Passaporte da Alegria. O pagamento pode ser feito à vista ou descontado em folha. Os ingressos estão à venda na sede da associação (sala 02CA – corredor da Cardoso).
Inscrições abertas para a Bolsa Alimentação
As inscrições de alu- nos interessados em utilizar a Bolsa Alimentação no 2.º semestre abriram na semana passada e vão até as 21h de sexta-feira, 28/6, na sala T-38 – térreo do Prédio Velho. Os candidatos terão de preencher formulário, apresentar uma série de documentos e comprovar carência financeira. Informações: 3670-8105.
Sinpro e Saaesp fecham acordos salariais
O acordo firmado entre o Sinpro-SP e as entidades patronais prevê um reajuste para professores do 3.º grau de 6,5% entre os meses de março e setembro, passando para 9,5% a partir de outubro. O Saaesp, que representa os funcionários de administração escolar de São Paulo, conseguiu o mesmo reajuste. Vale lembrar que professores e funcionários da PUC, por meio de sua mobilização, conseguiram já a partir de março deste ano o ICV-Dieese integral, ou seja, 9,57%.
Reunião de organização do 4.º InterPUC
A data e a cidade onde será realizado o 4.º InterPUC (espécie de olimpíadas da universidade) serão definidos em uma reunião entre representantes dos CAs e das atléticas com o Departamento de Educação Física e Esportes nesta sexta-feira, 28/6, às 20h30, na Academia. Informações: 3673-0691.
Padre Márcio edita livro sobre a cidade
Acaba de ser lançado o livro Conhecendo São Paulo – dados sobre a cidade, editado pelo padre Márcio Anatole Sousa Romeiro, coordenador do Serviço de Pastoral Universitária da PUC. A publicação traz números e análises sobre distribuição de renda, emprego, violência, saúde e educação, entre outros aspectos que compõem a estrutura da cidade, e custa R$ 4,50. Pedidos podem ser feitos pelo telefone 3670-8557.
Flanelinha acusa PMs de espancamento
Dois policiais militares são suspeitos de ter espancando o flanelinha Washington Inácio Pedro, de 18 anos, na noite da segunda-feira, 17/6. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, Washington guardava carros perto da igreja onde estava sendo celebrada uma missa em memória do jornalista Tim Lopes, quando os PMs deram dez minutos para ele deixar o local. Cinco minutos depois, os policiais voltaram, perguntando por que o guardador não havia ido embora. Depois de uma discussão, Washington teria sido covardemente espancado pelos dois. A polícia abriu inquérito para apurar o caso.
Plantão AFAPUC
A AFAPUC divulgou o calendário de plantões da
diretoria na semana de 24 a 28/6:
Segunda-feira – das 12 às 13h, Terça-feira – das 14 às 15h, Sexta-feira – das 13 às 14h
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