JORNAL PUCVIVA n° 391 - 15/04/2002

 
   

Editorial

Golpe militar na Venezuela

Depois de três dias de locaute (paralisação promovida pelo patronato), com a colaboração da burocracia sindical, manifestação massiva de rua e vários mortos, veio o esperado golpe militar. O conflito entre a parte da burguesia (latifundiários, capital multinacional e banqueiros) de maior poder econômico e o governo se instalou desde que Chávez foi eleito e se dispôs a limitar o controle do Estado pelas corporações. A tal da “revolução bolivariana”, uma caricatura de nacionalismo burguês, acirrou o conflito no interior da classe dominante, indispôs a instituição estatal com as multinacionais e não deu nenhuma solução prometida à situação de miséria da maioria.
Chávez expressa a brutal desintegração da burguesia venezuelana, completamente submetida aos Estados Unidos. A sua queda se deve às leis que davam ao Presidente da República poderes de expropriação de terra para fins de reforma agrária, algum controle sobre o comércio exterior e sobre o petróleo. De um lado, feria parcialmente os interesses da oligarquia agrária; de outro, das corporações multinacionais, que exercem grande influência sobre o petróleo venezuelano estatizado.
Embora tais medidas não tivessem nada de revolucionárias, indicaram que Chávez não constituiu um governo dócil aos EUA. Mas também não se caracterizou um governo de mobilização antiimperialista. O que não o impediu de, politicamente, se negar a apoiar a guerra dos EUA contra o Afeganistão. E ele não se colocou a serviço do Plano Colômbia.
Sem apoio da burguesia venezuelana, mostrando-se incapaz de realizar as tarefas da reforma agrária e da independência nacional frente à opressão das potências e sem capacidade de se apoiar nos operários e camponeses, Chávez se mostrou cambaleante. A Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV) logo se aliou à Associação Patronal (Fedecamaras). Assim que Chávez decretou as leis de reforma agrária, do petróleo etc., a Fedecamaras convocou a primeira greve geral e protestos de rua, contando com o apoio da burocracia sindical da CTV. A Confederação, que diz representar os trabalhadores, se colocou a serviço do choque interburguês e ajudou o golpismo militar. Por aí vemos o quanto estão apodrecidas as direções sindicais.
A classe operária deve lutar por suas próprias reivindicações e por um programa de transformação socialista da Venezuela. Frente ao golpismo militar e à posição pró-imperialista da reação, os trabalhadores devem rechaçar o golpe e defender um governo próprio da classe operária e dos camponeses pobres. Somente um governo dos explorados, que coloque a economia sob seu total controle, poderá realizar as transformações democráticas de terra aos camponeses, independência nacional e libertação do domínio do grande capital.
O golpe contra Chávez é a via reacionária para a burguesia venezuelana manter um sistema econômico em desintegração e que mata de fome os trabalhadores.

Erson Martins, Diretor da Apropuc.


Mobilização

Comunidade discute crise no Oriente Médio

A APROPUC, a AFAPUC e os centros acadêmicos formaram um comitê de mobilização semelhante ao que articulou a participação da universidade na greve nacional do dia 21/3, com o objetivo de ampliar a discussão sobre o conflito Israel-Palestina na universidade.
O comitê vai organizar dois atos-debates, pela manhã e a noite, na quarta-feira, 24/4. Um manifesto será finalizado nesta quarta-feira, 17/4, às 18h, numa reunião aberta a todos os interessados.
Quatro pontos vão pautar a posição do comitê, assim como o manifesto: a reinvidicação da retirada imediata das tropas do exército israelense dos territórios palestinos, a repulsa ao imperialismo no Oriente Médio, o apoio à autodeterminação do povo palestino e a união dos trabalhadores contra o genocídio.

Professor na Palestina
O professor José Arbex Jr., do Departamento de Jornalismo, integrou uma comitiva do Fórum Social Mundial que viajou à Palestina na terça-feira, 9/4.
Arbex relatou por e-mail sua participação na primeira manifestação pública contra a ocupação dos territórios árabes pelo exército de Israel. Segundo ele, para entrar em Ramallah, o grupo teve que contornar um bloqueio na estrada, até chegar a um local “que não era nada seguro, pois havia toque de recolher, e qualquer pessoa que circule é considerada suspeita, e os soldados atiram”. O professor fez uso de um esquema montado por organizações humanitárias para chegar ao hospital municipal, onde 25 cadáveres tiveram que ser enterrados em vala comum, “pois o grande exército de Israel não permite que os palestinos enterrem os seus mortos”.

Debate analisa cobertura da mídia

O debate “A mídia e o conflito Israel-Palestina” reuniu professores, estudantes e representantes de organizações e movimentos sociais no Tucarena, na sexta-feira, 5/4. A mesa foi composta pelo professor Hamilton Octavio de Souza, chefe do Departamento de Jornalismo, Priscilla Cornalbas, presidente da APROPUC, Marcelo Buzetto, da direção estadual do MST, Maísa Mendonça, da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, Ali El-Khatib, do Instituto Jerusalém e Gershon Kinspel, professor da Academia de Artes de Jerusalém. A mediação foi do professor José Arbex Jr., que viajou à Palestina.
Arbex justificou a escolha dos convidados dizendo que havia um denominador comum entre eles: “Ariel Sharon, se representa a morte para os palestinos, também representa a morte para o povo judeu”.
A presidente da APROPUC, Priscilla Cornalbas, ressaltou que “trata-se de um conflito estratégico, que se coloca no interior da crise do sistema capitalista”.
O professor Hamilton Octavio de Souza chamou a atenção para a censura imposta à cobertura da mídia em casos de conflito armado. “A primeira vítima, geralmente, é a liberdade de informação”, disse.


MST

Sem Terra comemoram Dia Internacional da Luta Camponesa
Nesta quarta-feira, 17/4, camponeses de todo o Brasil realizarão manifestações em comemoração ao Dia Internacional da Luta Camponesa, instituído pelo Congresso das Entidades Camponesas, que se reunia no México, no dia 17 de abril de 1996, quando houve o massacre de Eldorado de Carajás.
A comemoração deste ano ganha um sentido especial, principalmente pelas perseguições que o MST vem sofrendo por parte de latifundiários e membros do governo FHC.
A luta por uma reforma agrária verdadeira e o cumprimento das promessas do governo com relação aos assentados serão algumas das bandeiras de luta que os camponeses de todo País levantarão nesta quarta-feira.

Eldorado dos Carajás
Uma importante vitória do MST foi conseguida na semana passada, quando o ministro do Superior Tribunal de Justiça Jorge Scartezzini acatou a tese dos advogados da acusação, concedendo uma liminar que suspendeu a realização do julgamento dos acusados do massacre de Eldorado dos Carajás, até que a argumentação do impedimento (suspeição) da juíza Eva do Amaral Coelho, feita pelos advogados do MST, seja julgada pelo Tribunal de Justiça do Pará. A realiza-ção do julgamento, nas condições em que ele estava programado, certamente redundaria em mais uma farsa judicial.

Paralisação

Dia 21 não será descontado

O reitor Antonio Carlos Ronca, em reunião com os diretores da AFAPUC, concordou em não descontar o dia 21/3 dos salários dos funcionários que aderiram à paralisação convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em protesto contra o projeto de flexibilização da CLT.
O desconto, se efetivado, deveria ocorrer na folha de pagamento de abril, creditada em 5/5. Porém, o reitor já encaminhou uma carta solicitando à DRH a não-efetivação do desconto.


4º Coned

Uma outra educação é possível
Entre os dias 23 e 26 de abril acontece, no Palácio das Convenções do Anhembi, o 4.º Congresso Nacional de Educação (Coned).
Abaixo, reproduzimos texto da Professora Madalena Guasco Peixoto sobre o evento.

A quarta edição do Congresso Nacional de Educação (4.º Coned), assim como as três anteriores, é organizada pelo Fórum em Defesa da Escola Pública, que se reúne desde antes da Constituinte(1987-1988). O Fórum vem atuando na defesa intransigente da educação pública, gratuita, laica, com qualidade social para todos, em todos os níveis.
Desde sua formação, o Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública vem se mantendo atento e atuante contra todas as imposições governamentais que moldam a educação nacional dentro de um modelo político, social e econômico de exclusão.
Nas últimas décadas, inúmeros espaços de luta têm sido construídos em nosso País. No campo educacional, um destes espaços, construído pelo Fórum em Defesa da Escola Pública, tem sido os Congressos Nacionais de Educação.
Coerente com essas bandeiras de luta, que aglutinam vários segmentos e organizações da sociedade brasileira no Fórum, o 4.º Coned tem como horizonte a democracia e a inclusão social, a fim de dar curso às transformações necessárias para melhorar a qualidade de vida da maioria da população.
Os Coneds anteriores elaboraram e consolidaram O Plano Nacional da Educação: Proposta da Sociedade Brasileira (1996 e 1997), em Belo Horizonte (MG). Em 1999, em Porto Alegre (RS), houve a participação de milhares de representantes dos vários segmentos sociais organizados de todo território nacional.
A organização e a mobilização para o 4.º Coned tem três grandes finalidades: informação e análise, que pressupõe o conhecimento de experiências, trabalhos e pesquisas de cunho inclusivo, desenvolvidas no País; constatação e denúncia das políticas excludentes em vigor; definição e articulação das lutas para garantir o direito a todos à educação de boa qualidade.
O 4.º Coned – como os três anteriores – acontecerá num contexto de embates entre dois projetos opostos de educação: o do governo atual, autoritário, excludente, de natureza privatista, e outro, democrático e inclusivo, com uma proposta de educação de qualidade social, pública e gratuita, sob responsabilidade e financiamento do Estado.
O tema geral do 4.º Coned: garantir direitos,verbas públicas e vida digna: uma outra educação é possível, procura sintetizar o campo que aglutina os amplos setores organizados que participarão desse congresso, que tem como meta mais importante intensificar e organizar, no campo da educação, a luta pela construção de uma nação autônoma, democrática e soberana.

Madalena Guasco Peixoto é diretora do Centro de Educação (PUC-SP), diretora de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e membro da Secretaria Executiva do Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública.


Fala Comunidade

O verdadeiro Plano de Abandono
“PUC-SP prepara plano de abandono” dizia recentemente o jornal A Semana.
Quem dera se a PUC realmente pensasse em abandonar o rumo que tomou nos últimos anos para construir um projeto de universidade crítica, inovadora, democrática e transformadora.
A PUC poderia abandonar a prioridade de pagar suas dívidas aos bancos (como faz o governo FHC) para reduzir as mensalidades e investir na própria universidade. Se a PUC abandonasse seu vínculo íntimo com os agiotas do mercado financeiro, quem sabe, centenas de alunos carentes não seriam excluídos do ensino superior pelo vestibular do bolso.
Quem dera se a PUC abandonasse a falácia da universidade democrática para construir um projeto pautado na participação. Infelizmente, a “democracia” que conhecemos é aquela que elege um candidato único a reitor mesmo que só ele vote nele mesmo e todo o resto da universidade vote nulo. A atual “democracia puquiana” tem uma estrutura viciada nos Conselhos, já que não há paridade entre os setores (obviamente, a Reitoria tem maioria em todos eles).
Ah, se a PUC fizesse um plano para abandonar de vez o pseudo-esquerdismo, que alimenta tantos egos populistas, e trocasse o belo discurso externo por uma postura coerente aqui dentro. Afinal, de que vale participar do pomposo Fórum Social Mundial, se a universidade vem aceitando todas as imposições do neoliberalismo? De que vale criticar a política do MEC, se não há resistência institucional ao Provão, se a PUC aceita o Fies de braços abertos e aprova o tecnicista mestrado profissionalizante quase por unanimidade (no Consun, só os três representantes discentes vota- ram contra)?
E imagine só se os alunos abandonassem o triste hábito de alimentar a máfia dos guardadores, reservando vagas e pagando para estacionar seus carros na rua. E se os alunos deixassem de lado o individualismo e o sonho de se tornarem apenas “profissionais bem sucedidos” para participar um pouco da vida pública.
A PUC poderia abandonar o “viver no passado” para se dedicar um pouco mais ao presente. Os mitos puquianos há muito não servem para justificar o presente. A mesma PUC que teve o Tuca incendiado e o câmpus invadido pela PM, hoje empresta gratuitamente o teatro para festinhas de lançamento de novelas da Globo (aquela que sustentou o regime militar).
Infelizmente, o plano de abandono é outro. O que a PUC está deixando de lado é o estímulo à resistência, à produção de conhecimento crítico e à transformação da sociedade. Ou iniciamos um movimento pelo resgate da PUC, assumindo que a universidade está bem próxima da falência moral, ou então não vai ser necessário nenhum plano para que a vida inteligente abandone de vez essa instituição.

Thiago Benichio é estudante de Jornalismo (benichio@yahoo. com.br)


Audiovisual

A eterna falta de equipamentos
Professores e estudantes da PUC têm travado cotidianamente uma batalha para conseguir utilizar-se dos recursos audiovisuais em suas aulas.
Apesar das melhoras que foram introduzidas no Setor de Audiovisual do câmpus Monte Alegre, vários equipamentos apresentam-se em número insuficiente para atender à demanda sempre crescente da universidade.
É o caso, por exemplo, dos projetores de multimídia, equipamento que se constitui na coqueluche das apresentações por meio de computador. Hoje, existem somente duas unidades disponíveis no câmpus Monte Alegre. O projetor não é somente utilizado por professores em sala de aula, mas requisitado também para eventos no Tuca e em outros espaços da PUC. Sua reserva mensal quase sempre é tomada desde os primeiros dias do mês, por professores que utilizam-no em todas as aulas.
A situação é mais paradoxal quando se constata a quantidade desse tipo de equipamento em câmpus como o da Marquês de Paranaguá, onde existem 13 projetores, segundo dados do último relatório de patrimônio audiovisual da universidade.
A situação dos outros equipamentos colocados à disposição pelo Setor de Audiovisual, se não chega a ser tão dramática como a do projetor de multimídia, está longe de ser considerada satisfatória. Existem 81 retroprojetores, 4 transcoders e 12 projetores de slides à disposição da comunidade. Porém, a maioria é de fabricação antiga e a assistência técnica é complicada.
Segundo Marcos Antonio Agreste, supervisor do setor, a reforma do espaço de projeção garantiu um melhor atendimento à comunidade. Porém, uma universidade com o porte da PUC mereceria uma melhor infra-estrutura de equipamentos audiovisuais, para atender à demanda crescente de cada câmpus.


Ambulantes

A luta pelo direito ao trabalho
A paisagem externa da PUC poderá sofrer uma drástica alteração. Os tradicionais ambulantes, figuras que povoam as calçadas da Monte Alegre e da Ministro Godoy há décadas, estão ameaçados de perder seu emprego por conta de um decreto-lei da prefeita Marta Suplicy, que regulamenta as atividades deste tipo de comércio.
Segundo o administrador regional da Lapa, Adauto Durigan, todo ambulante de São Paulo deverá ter uma barraquinha com as dimensões oficiais de 100 x 80 centímetros e ser cadastrado na Prefeitura. A tarefa não é simples, pois a Prefeitura não está mais concedendo cadastros para ambulantes. Assim, mesmo que se adeqüem às regulamentações do decreto-lei, eles não vão poder trabalhar. “A solução é eles se organizarem e reivindicarem uma reabertura do processo de cadastramento”, afirma o administrador regional, que vê como pontos positivos na medida o fato de ela combater as máfias de CD falsificado e mercadorias roubadas.

A realidade dos ambulantes da PUC, porém, parece estar distante destas avaliações. Boa parte dos comerciantes está nas calçadas da universidade há 15 ou 20 anos, desenvolvendo com a comunidade uma estreita relação profissional e afetiva. Sergio Silvano Cassari, o Serginho do cachorro-quente, trabalha na PUC desde 1988 e emprega mais quatro pessoas no seu pequeno comércio. “Se for aplicada essa resolução, sem dúvida a cidade vai ter mais cinco desempregados”, afirma Serginho, que já teve seu famoso cachorro-quente comentado nas páginas de Veja e Folha de S. Paulo.
Essa opinião é compartilhada com André Rangel de Oliveira, que há 21 anos trabalha na PUC com livros e roupas indianas, e só possui as calçadas para trabalhar.
Eliane Maria Ferreira Souza, apesar de expor suas bijuterias somente há quatro anos, tem se empenhado sobremaneira para que seja encontrada uma solução adequada para o problema. Junto com outros colegas, ela idealizou um projeto para as diversas barracas de artesanato, que harmoniza as dimensões e as cores de cada uma ao visual da PUC. O projeto prevê uma série de exigências, como apresentação de atestado de antecedentes, proibição de venda de bebidas alcoólicas e limpeza de cada espaço.
Está circulando no câmpus um abaixo-assinado pedindo a permanência dos ambulantes nos arredores da universidade, que até o fechamento desta edição contava com 6.300 assinaturas. Porém, o administrador regional lembra: “Não adianta a comunidade se mobilizar, pois já existe uma lei, que será aplicada à risca. A partir de maio, estaremos reprimindo com rigor aqueles cuja atividade não se adequar à lei”, afirma Adauto.


Rola Na Rampa

Terca-feira é Dia Nacional da Voz
A Faculdade de Fonoaudiologia, o Pós em Fonoaudiologia e a Derdic promovem dois workshops por ocasião do Dia Nacional da Voz (terca-feira, 16/4). Elas acontecem na própria terça e também na quinta-feira, às 20h, na Derdic – Rua Neide Aparecida Sollitto, 435. Haverá também um plantão de atendimento e esclarecimento de dúvidas no ambulatório médico, subsolo do Prédio Velho, das 8 às 23h, na terça-feira.

Estacionamento mais caro
A direção do estacionamento da PUC, com base num levantamento de horários de trabalho, passou a cobrar também pelas horas que professores e funcionários permanecem na universidade além de seu período de trabalho. Em alguns casos essas "horas extras"chegam a dobrar o valor da quota do mensalista. A AFAPUC já entrou em contato com a vice-reitora administrativa Cristina Helena Pinto de Melo, que prometeu tomar providências.

França, Cuba e Brasil na PUC
Nesta semana, filmes franceses, cubanos e brasileiros serão exibidos no Auditório Banespa. Na terça-feira, 16/4, serão passados Os visitantes da noite, às 12h, e Por volta da meia-noite, às 17h. A mostra de diretores cubanos, promovida pelo CA de Ciências Sociais, trará Cantada de Chile, na quinta-feira, 18/4, às 12 e às 17h. Na sexta-feira, 19/4, é a vez do filme Bufo & Spallanzani, às 12 e às 17h, como parte da mostra Cinema BR em Movimento.

Semana debate as Relações Internacionais
A 2.ª Semana de Relações Internacionais começa nesta segunda-feira, 15/4. O evento traz o tema Paz, Guerra e Caos: as Relações Internacionais no Novo Milênio, e discute assuntos como a política externa nas eleições deste ano, o Plano Colômbia, o conflito Israel- Palestina, a mídia, o desenvolvimento na África Subsaariana, os direitos humanos e o impacto do 11 de Setembro. O debate de abertura acontece no Tuca, às 9h, e os demais no auditório 333, às 9h e às 19h.

Ponte Orca na Monte Alegre
Uma pesquisa sobre o interesse da comunidade em utilizar um serviço gratuito de transporte às estações mais próximas do metrô pode ser respondida no site da PUC (www.pucsp. br). A votação também possibilita que professo- res, alunos e funcionários optem pelos horários em que o serviço será oferecido.

Lançamento de livro infantil na Biblitoteca
O lançamento do livro infantil Um dia em Tekoa Kuaray Werá, com texto de Ana Claudia Bastos e Lourdes Gondim e ilustrações de Luciana Carvalho, acontece na quinta-feira, 18/4, às 19h, no Espaço Cultural da Biblioteca Central (térreo do Prédio Novo). O livro contribui para a difusão da cultura indígena entre as crianças. Informações: Videoteca - 3670-8267.

Divulgado Plano de Trabalho da Cipa
A Cipa divulgou na semana passada o seu Plano de Trabalho. Entre os objetivos, estão uma verificação periódica das condições de trabalho, a elaboração de um mapa de riscos, a implementação de medidas de prevenção e a promoção anual, junto com o Sesmt, da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat). Também foram divulgados telefones em que se pode fazer denúncias ou pedir providências: 3670-8303, na Monte Alegre, 3256-1622 - ramal 210, na Marquês, e 5549-9488, na Derdic.

Campanha de apoio a professores injustiçados
O Grupo Tortura Nunca Mais está promovendo uma campanha contra a perseguição de dois professores da Unicamp. Em setembro do ano passado, eles perguntaram a dois soldados da PM o que os havia levado ao câmpus daquela universidade. Por causa disso, um dos policiais apresentou uma queixa-crime contra os professores, acusando-os de cometer injúrias de caráter racista. Mensagens de apoio ao encerramento do caso devem ser enviadas aos endereços gabinetemj@mj.gov.br, sed @ mj.gov.br, cpi@polmil. sp.gov. br,tavares@ reitoria. unicamp. br e adunica@ uol.com.br.


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