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Editorial
Guerra de cinismo
Jogar pão e bomba para a população miserável do Afeganistão é o cúmulo do cinismo. Mais ainda: jogar o pão nos terrenos minados pelos russos é de uma crueldade sem tamanho.
Essa é a guerra que o poderoso império norte-americano, “paladino da liberdade e da democracia”, está promovendo com o apoio de governos aliados, inclusive o brasileiro.
Qualquer pessoa minimamente informada já sabia de antemão que a oligarquia norte-americana e o governo George “Dois Neurônios” Bush se vingariam do atentado de 11 de setembro, mesmo sem a identificação e localização de seus autores.
Qualquer pessoa minimamente informada sabe agora que a guerra em andamento está muito mais dirigida para derrubar o governo afegão do que para eliminar eventuais organizações que praticam atos terroristas; que está muito mais para aplacar o descontentamento crescente com o modelo neoliberal-globalizante do que atingir as causas geradoras do atentado em Nova York.
Qualquer pessoa minimamente informada sabe que o império quer garantir sua hegemonia pela força, mesmo com o sacrifício de milhares de vidas e com a disseminação do medo em todo o planeta.
Apesar da orquestração ufanista da mídia mundial, as manifestações contra a guerra ocorrem em inúmeros países, até mesmo dentro dos Estados Unidos. No Brasil, pesquisas de opinião indicam que perto de 70% da população não apóiam a ação militar – contrariamente à posição do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Qualquer pessoa minimamente informada sabe que George “Dois Neurônios” Bush, Tony Blair e outros governantes oportunistas, estão mais interessados em capitalizar apoio interno do que barrar realmente eventuais ações terroristas, mesmo porque essa forma de luta não se extinguirá enquanto existirem situações desesperadoras na face da Terra.
Todos nós sabemos que o mundo precisa de uma nova ordem internacional que promova a redução das desigualdades, a inclusão, o fim da selvageria capitalista, o respeito aos direitos humanos – às diferenças culturais e religiosas – e uma forte, profunda e verdadeira solidariedade entre os povos.
A guerra não é o caminho. Muito menos essa guerra cínica e covarde, tratada pela mídia internacional – e pelas TVs brasileiras – como sendo apenas mais um show, um videogame, uma brincadeira virtual e inofensiva, sem mostrar o horror da destruição e da morte.
Hamilton Octavio de Souza, Diretor da Apropuc.
Vídeo sobre a visão
A APROPUC enviará, nos próximos dias, como presente a seus associados, uma fita de vídeo sobre a visão do professor. Com duração de 25 minutos, a fita traz exercícios práticos e cuidados para preservar e melhorar a visão do professor. Produzido pela APROPUC e pela Alter Mídia, o trabalho contou com a orientação técnica do professor Efraim Rojas Boccalandro, da Faculdade de Psicologia da PUC-SP, e tem a participação especial do ator Paulo Betti.
Professores e funcionários
Negociação de antecipação começa sem avanços
Começaram em marcha lenta as negociações de uma antecipação salarial para professores e funcionários. Definida na última campanha salarial, a antecipação foi discutida nas assembléias de professores e funcionários, que estipularam um índice de 5,5% (correspondente à variação do ICV-Dieese entre março e agosto de 2001).
A negociação aconteceu na quarta-feira, 10/10, estando presentes as vice-reitoras administrativa, acadêmica e comunitária, e as diretorias da APROPUC e da AFAPUC, que contou também com a presença dos funcionários de Sorocaba.
As vice-reitoras alegaram que, para se ter uma visão global do processo de antecipação, seria necessário que professores e funcionários apresentassem a totalidade de suas reivindicações, incluindo aí as cláusulas sociais, para que a Reitoria pudesse ter uma avaliação global da situação.
Antecipação ou campanha salarial?
APROPUC e AFAPUC estranharam essa abordagem pois, como lembrou a professora Madalena Peixoto, presidente da APROPUC, tem sido uma rotina, nos últimos anos, a concessão de uma antecipação salarial nos meses que antecedem o dissídio das categorias.
As associações argumentaram que, nesse caso, a Reitoria estava propondo a abertura da campanha salarial, uma vez que a apresentação de pautas sociais acontece com freqüência em tais ocasiões e não nas antecipações.
Professores e funcionários concordaram em apresentar a totalidade de suas reivindicações (e não somente o adiantamento de 5,5% em seus salários), desde que a Reitoria abra já um processo de campanha salarial.
As vice-reitoras se compromete-ram a definir o seu entendimento sobre o processo de negociação e enviar as conclusões para as associações.
Marquês de Paranaguá
Registrados sete casos de hepatite
O Departamento Médico da PUC foi notificado, nas primeiras semanas do mês de outubro, sobre a ocorrência de sete casos de hepatite A, forma mais branda da doença, no câmpus Marquês de Paranaguá. Tal número já caracteriza a existência de um surto, e a Vigilância Sanitária foi acionada.
A transmissão da hepatite A acontece por via oral-fecal , e na tentativa de se evitar o aparecimento de novos casos, o Dr. Newton Ayres Jr., coordenador interino do Departamento Médico da PUC, divulgou algumas recomendações à comunidade daquele câmpus. São elas:
- vigilância das condições higiênicas dos serviços de alimentação do câmpus (lanchonete, carrinhos de lanche, etc);
- correta higienização dos banheiros, principalmente dos vasos sanitários;
- manutenção periódica dos bebedouros de água e caixas d'água;
- análise periódica das condições de potabilidade da água;
- incentivo para a lavagem das mãos.
O Departamento Médico deverá realizar nos próximos dias palestras para esclarecer alunos, professores e funcionários sobre as manifestações da moléstia. Outras medidas que venham a ser tomadas dependem da avaliação que a Vigilância Sanitária está efetuando.
Dia do professor
Ato-show e vídeo homenageiam os professores na PUC
Nesta segunda-feira, 15/10, às 19h30, a PUC, com o apoio da APROPUC, Sindicato dos Professores (Sinpro), Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Sinpeem e Editora Cortez, realiza um ato-show, no Tuca, para homenagear os professores de São Paulo no seu dia, e resgatar o valor da função do educador em nossa sociedade.
Na abertura da solenidade, farão uso da palavra o reitor da PUC, Antonio Carlos Ronca, e os representantes das entidades que organizam o ato.
Às 21h, tem início o show com o conjunto Demônios da Garoa, especialista na divulgação da obra de Adoniran Barbosa. Os professores devem garantir a sua presença retirando a entrada na bilheteria do teatro, mediante a apresentação de um documento comprobatório de sua situação de docente. As associações também distribuirão convites aos seus associados, que deverão ser trocados na bilheteria do Tuca.
A platéia lotou o Tuca (acima) para assistir ao debate do livro de José Arbex (à esquerda) Lançamento
Debate trata de mídia e movimentos sociais
O lançamento do livro Showrnalismo: a notícia como espetáculo, do jornalista e professor do Departamento de Jornalismo José Arbex Jr., aconteceu na terça-feira, 9/10, no Tuca. Após mais de uma hora de autógrafos e entrevistas, houve um debate sobre o tema do livro, com a presença do coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile, e do professor da Unicamp Roberto Romano, além do próprio Arbex. A mediação foi de Wagner Nabuco.
O professor Roberto Romano destacou a importância da obra de Arbex que, segundo ele, “trata-se de um ensaio, que tem a capacidade de concentrar muito saber com uma linguagem que pode ser entendida por todos”.
Romano disse que o problema da mídia é que ela estimula o deleite com o mal, com o escandaloso. Lembrou também que “a imediatez do olhar tende a apagar a dimensão do tempo”.
Arbex começou dizendo que o mundo vive uma espécie de Auschwitz do imaginário, criado pelos meios de comunicação, que “conseguiram conquistar tecnologias de construção do consenso e determinação de comportamentos que colocam uma ameaça gravíssima não apenas à democracia, mas à própria noção de liberdade”, disse.
Ele contou que o que o motivou, em primeiro lugar, a pesquisar e pensar sobre o assunto, foi a cobertura da Guerra do Golfo, quando foi dito que estavam sendo usadas armas de “precisão cirúrgica”, que acertavam precisamente o alvo, poupando assim muitas vidas humanas. Nenhum corpo foi mostrado. Porém, hoje sabe-se que morreram pelo menos 130 mil pessoas durante a guerra.
“Como foi possível a humanidade acreditar no fato de um país jogar 88500 toneladas de bombas sobre uma cidade e não matar ninguém?”, questionou. Arbex disse que isso está acontecendo novamente no caso World Trade Center, “pois os EUA estão fazendo uma campanha de guerra, com o auxílio da CNN”.
“Esse estudo me deixou extremamente preocupado com as semelhanças que encontrei entre os métodos da CNN, de Hollywood e de Joseph Goebbels”, ressaltou.
Problemas estruturais
João Pedro Stedile retratou alguns dos problemas estruturais da sociedade brasileira, dizendo que eles “são uma herança injusta e desigual, que vem desde o nosso passado colonial escravocrata, e que é agravada pelo modelo econômico que as elites estão implantando em nosso país”.
Nossos principais problemas, segundo Stedile, são a concentração de riquezas, renda e terras, a dependência externa, controle nas mãos do capital financeiro, a privatização das estatais, o predomínio dos falsos valores burgueses, a dominação cultural exercida pelos EUA e o monopólio nos meios de comunicação - “o MST é vítima permanente desse monopólio”, disse ele.
As soluções, para Stedile, serão encontradas através de debates, da denúncia e da criação de espaços de comunicação dos movimentos sociais.
Em 2002, a idéia é que, em um plebiscito realizado em todos os países do continente, entre 50 e 60 milhões de brasileiros se manifestem contra a implantação da Alca. “Se for implantanda, a Alca vai ser o túmulo da nação brasileira”, disse.
Rola Na Rampa
O MST na luta pela terra
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está lançando o livro O MST na luta pela terra. A obra, que traz mais de 500 imagens, narra a história das lutas por terra desde a Antigüidade, passando pela América Latina e chegando ao Brasil, conta a história do movimento e traça suas perspectivas para o futuro. Além disso, a coleção Terra, com 45 fotos de Sebastião Salgado, texto de José Saramago e canção de Chico Buarque, está sendo relançada. O livro, que custa R$ 15, e a coleção, que custa R$ 400, podem ser adquiridos na Livraria Alfarrábio: Rua Martim Soares, 80, Tatuapé - telefone 296-3422.
Semana de Arte Modesta
A 5.ª Semana de Arte Modesta do CA Benevides Paixão começa na próxima segunda-feira, 22/10. Serão apresentados 81 trabalhos, entre música, artes plásticas, teatro, dança e performances, além de fotografias, contos, poesia e vídeo. Será publicado um jornal com os contos e os poemas. As exposições ficarão em frente ao CA, nos corredores do Prédio Novo e no saguão da Biblioteca. As apresentações acontecem nos intervalos entre os períodos de aula, e no último dia haverá uma festa a fantasia no Pátio da Cruz. A programação completa será divulgada nesta semana.
Eleição da APROPUC
A eleição para a nova diretoria da APROPUC (biênio 2001/2003) acontece nos dias 6, 7 e 8/11. As inscrições das chapas, que devem apresentar candidatos a Presidente, Vice-presidente, 1.º Secretário, 2.º Secretário, 1º Tesoureiro, três suplentes e respectivas comissões de trabalho, devem ser feitas nos dias 24 e 25/10, na APROPUC. Professores não-associados à entidade devem associar-se até 25/10 para poderem votar. A posse dos eleitos acontece imediatamente após o término da apuração, no próprio dia 8/11. Durante a semana que antecede a votação, serão realizados debates para a apresentação das chapas.
Cuidados com a voz no Dia do Professor
Há quatro anos, o GT-Voz da Faculdade de Fonoaudiologia prestigia o Dia do Professor alertando os docentes sobre cuidados com a voz, usando panfletos, jornais e, como no ano passado, vídeo. Na segunda-feira, 15/10, professores, alunos e pós-graduandos em Fonoaudiologia passarão nas salas de aula para conversar com os professores sobre os cuidados com a voz. Informações: Setor de Voz da Derdic – 5549-9488.
Negociação aberta com a Reitoria
A negociação aberta sobre os valores das mensalidades acontece quarta-feira, 17/10, às 11h. Durante a semana passada, foi organizado um grupo de discussão sobre as negociações, que analisou índices de aumento e de inflação, a fim de preparar o que será apresentado na quarta-feira. Segunda-feira, 15/10, haverá um debate aberto sobre as mensalidades, às 11h, na sala 333. Terça-feira, 16/10, acontece uma assembléia geral, também às 11h, na prainha.
Plantão AFAPUC
A AFAPUC divulgou o calendário de plantões para a semana
de 15 a 19/10, para atendimento dos funcionários:
Segunda-feira: das 12 às 14h.
Quinta-feira: das 11 às 12h e das 13 às 14h.
Sexta-feira: das 11 às 12h.
Sorocaba
Começam estudos para implantação do Plano de Carrreira
Seguindo a deliberação do Acordo Interno dos funcionários, o Plano de Cargos e Salários começa a ser implantado em Sorocaba. A diretoria da AFAPUC de Sorocaba optou, juntamente com os funcionários daquele câmpus, por construir um plano que tivesse as características da realidade local, tomando-se o exemplo de São Paulo unicamente como um ponto de partida, sujeito a modificações.
Foi formada uma comissão de funcionários, integrada por José Roberto (Setor Financeiro), Sandra Salete (Assistente Social), Maria Tereza Nazato (Patologia) e Vera Lúcia Cavaccini (Convênios), que vem trabalhando, desde maio, juntamente com a DRH, visitando os diversos setores, tanto do Hospital Santa Lucinda como das faculdades.
Uma das principais preocupações dos funcionários de Sorocaba é com a caracterização do plano que, diferentemente de São Paulo, foi designado de Plano de Carreira e Desenvolvimento Profissional dos Funcionários do CCMB. A comissão tem procurado valorizar o conceito de carreira, encarando a questão salarial como uma decorrência natural.
A comissão e os membros da DRH procuram, num primeiro momento, identificar o desenho organizacional do câmpus para, numa segunda fase, dar contornos mais definidos para o Plano e iniciar a descrição dos cargos.
Para Benedito Aarão, diretor da AFAPUC, a preocupação com o término dos trabalhos não deve nortear a comissão, que deverá ter por meta um plano que atenda as necessidades da categoria.
Outra preocupação levantada pelos funcionários é com o enquadramento dos enfermeiros, que muitas vezes vêm sendo submetidos a uma camisa-de-força dentro de suas carreiras. A idéia é criar condições para que estes profissionais possam, inclusive, ultrapassar os limites impostos pelo Conselho Regional de Enfermagem.
Nas próximas edições, o jornal PUCviva fará um acompanhamento dos trabalhos em Sorocaba.
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