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Editorial
Sobre o atentado de 11 de setembro
A maioria da população mundial encontra-se submetida à opressão nacional, imperialista e social.
Em todos os segundos morrem, em todo o mundo, milhares de pessoas vítimas de uma política econômica que submete povos e nações.
Povos e nações estão subjugados à insegurança e ao intervencionismo militar e político do imperialismo
A política do governo dos Estados Unidos é o principal artífice de toda esta desgraça mundial.
É grande e crescente a revolta contra o domínio e belicismo norte-americano.
No entanto, os ataques terroristas que ocorreram na manhã de 11 de setembro nos Estados Unidos atingindo centros econômicos, políticos e militares de Nova Iorque e Washington matando milhares de pessoas, apenas agravam a situação mundial.
A diretoria da APROPUC/SP condena veementemente estes métodos de ação política.
Assim como também condena a ação de submissão econômica, política e bélica desenvolvida pelo governo americano contra os povos e nações.
A APROPUC/SP se une a todos que lutam por um novo ordenamento político, social e econômico, em que haja convivência pacifica e cooperação entre povos e nações na construção de uma sociedade socialista.
Esta entidade condenará qualquer ação de retaliação contra nações, povos e etnias como resposta aos atentados ocorridos nos Estados Unidos e denuncia a ação do governo norte-americano de arregimentar apoio para o aprofundamento de uma política bélica.
DIRETORIA DA APROPUC/SP
Plano de Saúde
A Reitoria e a CAJ insistem em não assumir suas responsabilidades
Em resposta à nossa crítica sobre a conduta dos responsáveis sobre o acordo com a seguradora de saúde Sul América, recebemos um texto assinado pela Coordenadoria da Assessoria Jurídica da PUC (CAJ), cujo título original era “A Ética em Extinção”. Tratava-se de um pedido de direito de resposta. A APROPUC concordou, pedindo à CAJ que respeitasse o espaço de nossa publicação, e que a publicaríamos acompanhada de nossa contestação. A CAJ não aceitou, porque exigia imediata publicação, e solicitou que seu texto não fosse publicado.
Em reunião, a diretoria da APROPUC considerou a atitude da CAJ como de retirada da resposta, o que tornava desnecessário fazermos considerações sobre a acusação de que a APROPUC teve por objetivo “tumultuar” e “denegrir pessoas ou órgãos”. Logo em seguida, recebemos das mãos de professores o mesmo texto, enviado a eles pela CAJ, com modificações, ou seja, supressão, acréscimo e mudança de algum conceito técnico (“apólice específica” por “apólice separada”, por exemplo).
O que mais nos surpreendeu foi o fato de ter sido acrescentado que“Na reunião de 18/05/2001, a CAJ, ao tomar conhecimento dessas informações, orientou no sentido de que sempre seria possível recorrer às vias judiciais, para solução da pendência”. Mas que “a possibilidade de êxito seria remota”. A representante da APROPUC, nesta reunião, anotou claramente que o parecer da CAJ era de que não havia nada mais a fazer. Em nenhum momento a CAJ demonstrou, seriamente, que se deveria recorrer, mesmo que fosse difícil a luta.
A resposta da CAJ diz que “em nenhum momento, durante as negociações estabelecidas entre a Sul América e a Comissão Tripartite constituída, foi consultado o Departamento Jurídico”. É fantástica essa observação. A CAJ participou da primeira reunião de constituição da Comissão Tripartite. Ora, a Comissão foi constituída pela Reitoria. Então, supõe-se que seus representantes devessem responder por toda decisão, e que tanto a CAJ quanto a Reitoria deveriam estar muito bem informados dos termos do acordo de licitação. Não se pode esquecer que a Comissão teve a função de apenas estabelecer os parâmetros do acordo que fossem mais favoráveis para os trabalhadores.
O descuido da APROPUC e da AFAPUC foi o de confiar que a Instituição (o empregador) iria cumprir com precisão o trâmite contratual. Descuidamos em não exigir que o contrato fosse ratificado pela Comissão. Quando nos demos conta do problema, os trabalhadores que têm agregados já estavam prejudicados.
A CAJ procura se livrar da pergunta: de quem é a responsabilidade? Nós afirmamos que ela cabe, em última instância, à CAJ e à Reitoria. Como instituidores da Comissão e como responsáveis pela finalização do contrato, teriam de seguir as determinações nele acordadas. Se não o fizeram e deixaram que a Sul América “passasse a perna” num dos pontos essenciais da licitação, devem assumir a responsabilidade.
Mas notem o argumento da CAJ, oposto à nossa premissa de responsabilidade. Diz: “A questão referente à aceitação, ou não, pela Sul América dos agregados de funcionários ou professores como seus dependentes, por se tratar de cláusula negocial, não deveria ser objeto de análise da CAJ, mas sim da Comissão nomeada para esse fim.” Ora, a Comissão defendeu uma cláusula, entre outras, que mantinha o direito anterior dos agregados: a quem então caberia materializá-la no acordo final a ser assinado pela Instituição? Sim, é objeto de análise na medida em que se trata de um convênio regulado pela PUC. Portanto, a CAJ não poderia se eximir do conhecimento e da tramitação, necessários aos pontos que a Comissão teve o cuidado de eleger como fundamentais aos interesses dos trabalhadores.
Verificamos, na resposta da CAJ, que em nenhum momento foi desmentido que a Comissão havia exigido que os agregados continuassem na mesma situação anterior, ou seja, como dependentes. Como se pode constatar, a Apropuc não fez senão apontar a responsabilidade da CAJ e da Reitoria em não vigiar por essa cláusula.
É absurda a tentativa da CAJ de se refugiar por trás de argumentos de que a Apropuc não detém conhecimentos técnicos sobre o acontecido e que falta com a ética. Pelo visto, a ética ganha conteúdo bem particular, dependendo muito de quem maneja o conceito. Por exemplo, a CAJ se acha dentro da ética dizendo que nosso objetivo foi “tumultuar” e “denegrir pessoas ou órgãos”. Assim, vimos que a ética passa pelo crivo de classe na sociedade de classe: se defendemos os trabalhadores prejudicados, e apontamos a responsabilidade do patronato, então somos classificados de tumultuadores e denegridores de pessoas ou órgãos; e os responsáveis que se cobrem de justificativas para se livrar da responsabilidade são éticos.
A Diretoria da Apropuc.
MST
Diretora da AFAPUC visita acampamento em Brasília
A diretora da AFAPUC Juliana Bonassa Faria visitou recentemente o Acampamento Nacional do MST Eldorado dos Carajás, em Brasília. Mais de mil pessoas, de 23 Estados brasileiros, estabeleceram-se ali no dia 3/9 e não há data estipulada para sua retirada.
“Esse não é um acampamento para fins de assentamento. É um acampamento de luta política, mesmo”, conta Juliana. Os militantes instalaram-se ali para facilitar as negociações do movimento com o governo, fazendo as reivindicações de ordem nacional. Uma delas é que se puna os culpados pelo massacre de Eldorado dos Carajás, em abril de 1996 – daí o nome do acampamento.
Juliana vê grande importância no envolvimento de membros da AFAPUC com o MST. Para ela, o movimento significa muito mais que uma luta pela reforma agrária. “O MST propõe uma nova sociedade. Um novo homem, uma nova mulher, com novos valores, um novo jeito de pensar e principalmente de agir”, diz ela.
A união de pessoas do campo e da cidade é muito importante para a ação do MST. Além dos militantes do movimento, compareceram ao acampamento de Brasília muitos estudantes da UnB - que está em greve – e membros da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), inclusive do comando da greve dos professores de universidades federais. “Esse acampamento é uma realização da integração campo-cidade”, afirma a diretora da AFAPUC.
Teatro do Oprimido
Além dos protestos, como o Grito dos Excluídos, que aconteceu dia 7/9, em frente ao Congresso Nacional, há inúmeras atividades paralelas no local, como oficinas de violão, maracatu, rádio e texto. “A intenção é que as pessoas que estão acampadas lá também tenham formação”, diz Juliana. Ela, que integra o MST há quase quatro anos, faz parte do setor de cultura do movimento – é uma das coordenadoras do Teatro do Oprimido, que conta com o apoio do teatrólogo Augusto Boal.
As peças desse grupo de teatro trazem situações onde existem opressores e oprimidos. Se alguém da platéia não concorda com o que está acontecendo no palco, sobe até ele, substitui o oprimido e toma a atitude que achar apropriada. “Assim, essa arte passa a ser de todo mundo”, afirma Juliana. O grupo é coordenado por 21 membros do MST, e participará do próximo Fórum Social Mundial de Porto Alegre, em 2002.
Fala Comunidade
Pela redução das men$alidades!!!
O movimento estudantil da PUC-SP tem uma tradição de luta pela democratização do conhecimento. A universalização do ensino sempre foi motivo mais do que digno de briga, seja na cobrança de verdadeiras bolsas de ensino, seja na campanha pela redução das mensalidades.
A campanha pela redução precisa da sua participação, pois sabemos que as conquistas só acontecem a partir da iniciativa de todos, e da união por um verdadeiro projeto de universidade.
As tentativas dos estudantes de negociar com a Reitoria, que se diz muito democrática, sempre evidenciaram uma política inflexível de chamar os alunos para negociar as mensalidades no final do ano, período de esvaziamento da universidade. As propostas da Reitoria são acerca do valor do aumento de mensalidades, não chegando nem a ser discutida qualquer espécie de redução.
Os estudantes, frente à inflexibilidade da Reitoria, precisam brigar com unhas e dentes pelo direito a uma universidade verdadeiramente democrática. A conquista deste direito passa muitas vezes pela necessidade de uma atitude extrema por parte dos estudantes, haja vista que a matrícula dos inadimplentes, em 1999, só foi garantida após a ocupação da Reitoria.
Agora é o momento de organizar nossa luta e recuperar nossa força. Nosso objetivo é conquistar da Reitoria a redução das mensalidades. Esperamos atingi-lo por meio da negociação, mas devemos nos preparar para a necessidade de uma atitude mais firme. Nossa conquista precisa da participação de todos para se realizar, pois esta é a única maneira de a vontade coletiva dos estudantes ser respeitada.
Compareça e participe da construção da campanha das mensalidades.
Conselho dos Centros Acadêmicos.
Cargos e Salários
Funcionários da Cogeae reorganizam suas funções
Os funcionários da Coordenadoria Geral de Aperfeiçoamento e Especialização (Cogeae) estão empenhados na reorganização estrutural da unidade.
Depois de uma análise, que durou seis meses, das atribuições funcionais de cada um, procurou-se a identificação dos cargos necessários à nova estrutura. Em dezembro de 2000, a Cogeae, em conjunto com seu corpo funcional, apresentou à DRH uma proposta de reestruturação organizacional. A DRH sugeriu, então, a formação de uma comissão que pudesse trabalhar em conjunto para a implantação da nova organização de trabalho.
Essa comissão, formada por cinco funcionários, vem atuando, com o aval da Reitoria, desde 10/4/2001, realizando reuniões internas e comunicando seus resultados para todos os funcionários por meio de boletins eletrônicos. Os trabalhos da comissão terminaram dia 11/9. O próximo passo é o processo de pontuação dos cargos dentro do Plano de Cargos e Salários, que terá início no dia 18/9.
Regina Ragazzi foi eleita pelos funcionários a representante para acompanhar junto à DRH as reuniões que determinarão o novo quadro organizacional da Cogeae.
Rola Na Rampa
Eleições na APROPUC
Na assembléia dos professores, realizada na semana passada, foi aprovada a formação de uma comissão eleitoral que definirá datas e regulamentação da próxima eleição da entidade. A comissão será presidida pela atual presidente da entidade, professor Peixoto.
Direitos Humanos
Dom Aloisio Penna, bispo de Botucatu, dom Claudio Hummes, grão-chanceler da PUC-SP e cardeal da cidade de São Paulo, e a prefeita Marta Suplicy abriram a 1.ª Semana Universitária de Direitos Humanos. Marta falou sobre o PT, seu governo e sua atuação na área.
Do cianótipo ao scanner
O Espaço Cultural da Biblioteca será ocupado, entre os dias 18 e 29/9, por uma exposição inusitada. Retratos feitos através da cianotipia e do scanner levaram Sergio Mauro Furman a resultados interessantíssimos, misturando arte, tecnologia e temporalidade. O horário de visitação é das 8 às 22h. Informações: 3670-8267.
Caleidoscópio 2001: prazos prorrogados
Devido a problemas nas caixas de recebimentos de correio eletrônico, alguns textos referentes ao livro Caleidoscó- pio 2001 não chegaram à Editora Olho D'Água. Se você enviou seu texto e não recebeu nenhum retorno, envie-o novamente para caleidoscopio @olhodagua.com.br, ou para olhodagua @uol.com.br. Se você não mandou, aproveite a chance, pois os prazos foram prorrogados até o dia 1/10.
Professores da PUC discutem crise mundial
Não foram poucos os professores da PUC que estiveram presentes na mídia discutindo a atual crise provocada pelos atentados terroristas nos EUA. Entre eles, podemos destacar Fernando Abrucio, Mario Sergio Cortella, José Arbex, Paulo-Edgard Resende, Reginaldo Nasser, Jason Borba, entre outros, abordando os diversos ângulos da questão, com as mais variadas interpretações.
Semana de Jornalismo
Entre os dias 17 e 21/9, acontece a Semana de Jornalismo, organizada pelo CA Benevides Paixão. Temas como cinema, fotojornalismo, biografias e movimentos sociais serão debatidos em diversas palestras, distribuídas entre o Tucarena e o estúdio de vídeo. O evento conta com a presença de personalidades como o jornalista Mino Carta (Carta Capital), Laís Bodanski (diretora de Bicho de Sete Cabeças), e o fotógrafo Pedro Martinelli. Confira a programação completa no CA Benevides Paixão.
Plantão AFAPUC
A AFAPUC divulgou o calendário de plantões de
diretores para a semana de 17 a 21/9, para
atendimento dos funcionários:
Segunda-feira: das 12 às 14h.
Terça-feira: das 13 às 14h.
Quarta-feira: das 11 às 12h e das 14 às 15h.
Quinta-feira: das 11 às 12h e das 15 às 16h.
Sexta-feira: das 13 às 14h.
Cesta básica
Prazo para entrega de formulários termina nesta terça-feira
Os formulários para indicar a forma de recebimento da cesta básica deverão ser entregues impreterivelmente até esta terça-feira, dia 18/9, na sede da AFAPUC. A associação espera que todos os funcionários entreguem os formulários para que, ainda neste mês, as cestas básicas possam ser encaminhadas para as casas dos que optarem por este sistema. Quem continuar optando pela retirada da cesta na AFAPUC, terá três dias para buscá-la, já que não serão mais efetuadas as entregas nos setores.
Assim que tiver todos os formulários, a AFAPUC enviará comunicado para aos funcionários, detalhando os procedimentos que serão adotados na nova sistemática de entrega.
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