|
Editorial
A luta dos trabalhadores contra o neocolonialismo
Mais do que nunca as centrais sindicais, as organizações populares e os partidos realmente comprometidos com as lutas dos trabalhadores, precisam unir suas forças contra a subordinação total do País aos avanços do neocolonialismo.
O governo dos Estados Unidos, depois de impor as normas unilaterais de comércio, garantir vantagens para as patentes e os capitais especulativos, estabelecer vários monopólios industriais, emplacar os controles do FMI nas contas nacionais, querem agora – através da Alca – estabelecer domínios em todos os campos, do mercado de consumo até a pesquisa científica, da produção agropecuária até a formação profissional e a divisão do trabalho.
É evidente que todo o povo brasileiro será duramente afetado nessa associação perversa e desigual. Mas, o maior prejuízo será imposto às classes trabalhadoras da periferia do império capitalista, pois serão usadas para rebaixamento do custo produtivo dentro do mercado comum, com mais arrocho salarial e com a degradação das condições de trabalho.
As políticas do neoliberalismo adotadas pelo governo FHC já fizeram estragos dramáticos na vida do trabalhador brasileiro, que perdeu direitos trabalhistas e sociais, perdeu poder aquisitivo e espaço de negociação salarial, e está sendo obrigado a conviver com taxas altíssimas de desemprego por vários anos seguidos.
A Alca significa a consolidação do modelo de exploração do trabalhador, com a perda da soberania política do Brasil. É portanto a hora de uma luta ampla, massiva e conseqüente, nas ruas e em todos os espaços políticos, contra o entreguismo do governo FHC e contra a subordinação do Brasil aos interesses do capitalismo norte-americano.
Hamilton Octavio de Souza,
Diretor da Apropuc.
Funcionários elegem nova diretoria
Nesta quinta e sexta-feira, 3 e 4/5, acontecem as eleições gerais para a diretoria e conselho fiscal da AFAPUC. As chapas AFAPUC VIVA e @f@puc.com, disputam as preferências dos funcionários administrativos para a gestão 2001/2003. No câmpus Monte Alegre a votação acontece no dia 3, das 9 às 21h e no dia 4, das 9 à 19h, na sala 1, na entrada da Biblioteca Central. Em Sorocaba a votação acontece em dois locais, na entrada dos fundos do hospital e na entrada da faculdade, das 9 às 20h, no dia 3 e das 9 às 19h30, no dia 4. Na Derdic nos dois dias a votação ocorre na SAAD, das 9 às 16h e na Marquês de Paranaguá os funcionários votam na secretaria, sempre das 9 às 17h.
A apuração começa, na sala P-65, após o término da votação em todos os câmpus. Nesta edição publicamos a composição da diretoria de cada uma das chapas além de textos escritos pelas duas candidatas.
Debates
Na semana passada dois debates mobilizaram a campanha eleitoral, em Sorocaba, na quinta-feira, 26/4 e no câmpus Monte Alegre, na sexta-feira, 27/4. Os dois confrontos foram marcados por um alto nível de discussão entre as duas chapas, concentrando-se sempre em aspectos programáticos de cada grupo. Os pontos mais polêmicos foram aqueles referentes ao Plano de Cargos e Salários, captação de recursos externos, educação de trabalhadores da PUC, participação das chefias nas chapas e relações entre funcionários, professores e estudantes.
Ao final das discusões as avaliações dos participantes do debate e da comisão eleitoral era de que a universidade havia assistido a uma demonstração de maturidade política de um de seus setores mais fundamentais e que, seja qual for o resultado, quem sai fortalecido no processo é a própria categoria, por ter assistido um confronto de idéias de dois grupos que, antes de serem adversários, propõem-se a um trabalho conjunto em prol dos funcionários.
Eleições gerais
Inscrições terminam dia 7
Entre os dias 2 e 7/5, estarão abertas as inscrições para as eleições gerais da PUC. Serão renovadas as direções de faculdades, centros, pós-graduação, chefias departamentais, coordenações e representantes nos órgãos colegiados.
A renovação dos cargos diretivos da universidade pelo voto direto de professores, funcionários e estudantes consagra uma conquista obtida através de muita luta da comunidade puquiana e que hoje vem sofrendo sérias ameaças em outras universidades brasileiras.
Em algumas unidades, já se anunciam disputas entre vários concorrentes, enquanto que algumas tendências estudantis propõem a formação de chapas integradas por todos os centros acadêmicos.
A participação da comunidade neste processo é fundamental, exigindo programas claros e representativos, que mantenham uma relação efetiva com as bases da comunidade e não transformem o processo eletivo em mera formalidade burocrática.
Quem é quem nas eleições da Afapuc
AFAPUC VIVA
INTEGRAÇÃO e PARTICIPAÇÃO
Presidente Marta Bispo da Cruz (Faculdade de Fono)
Vice-Presidente
Adenilson Medeiros (Sorocaba)
1.º Secretário
Francisco Cristovão (Biblioteca)
2.ª Secretária
Vanda Lopes Pereira (Sorocaba)
1.º Tesoureiro
Ivaldo Tavone (Divisão de Serviços Administrativos)
2.º Tesoureiro
Paulo Albanez (Sorocaba)
Conselho Fiscal
Titulares
Fábio Mariano (C. Sociais)
Irene Medeiros (Pós)
Adevaldo Pereira (Sorocaba)
Suplentes
Ricardo Neves (DSA)
Adelina Sobrinho (Sorocaba)
Ezilda Collaço (Sorocaba)
@F@PUC.COM...
Presidente Maria Bernardete Maciel Correa (NTC)
Vice-Presidente
Ferson Carlos Guimarães (CCMB)
1.a Secretária
Maria Inês de Freitas Custódio (Consultec)
2.º Secretário
Marcos Luiz Gonçalves (CCMB)
1.º Tesoureiro
Gilmar Lopes (Controladoria)
2.º Tesoureiro
Valter Aparecido Senfuegos (CCMB)
Conselho Fiscal
Títulares
Claudio Theodoro (CCMB)
Jacira Angela da Costa (Faculdade de Psicologia)
Roberto Aparecido de Freitas (CCMFT)
Suplentes
Nilson Gonçalves do Carmo (Cogeae)
Maria Verônica Ribeiro (Biblioteca Central)
José Américo Pinheiro Munhoz (Almoxarifado)
ALCA: CONDENAMOS A VIOLÊNCIA POLICIAL
As manifestações contra a implantação da Alca sofreram brutal repressão. Em Quebec, Canadá, o governo levantou um alambrado para conter o protesto – a imprensa denominou “muro da vergonha”. O choque entre manifestantes e polícia resultou em 400 prisões e inúmeros feridos. Mesmo diante desses números, as autoridades elogiaram a forma branda de agir do aparato de segurança.
Aqui, no Brasil, o protesto estudantil e popular ganhou a Avenida Paulista. A repressão tomou conta do espaço, transformando, mais uma vez, a Paulista em praça de guerra. Pouco tempo atrás, a greve do magistério público recebeu o mesmo tratamento pela tropa de choque.
Esses fatos indicam que os trabalhadores e a juventude não podem dizer não, usando sua força coletiva, social. Há muito o direito de greve foi a tal ponto restringido que os trabalhadores, cada vez que a usam, têm de suportar a arbitrariedade judicial e a violência policial.
Quem acompanhou os recentes acontecimentos no Porto de Santos viu estarrecido o método utilizado pela polícia e justiça para quebrar o movimento dos trabalhadores das docas. Se não bastassem ataques às manifestações, os policiais chegaram a ir de casa em casa caçando os operários de linha de frente.
A intimidação, o terrorismo de Estado, as provocações e o ataque militar com tecnologia repressiva sofisticada passaram a ser o cotidiano dos governos contra o direito de manifestação coletiva e greve.
Nos protestos, também recentes, em Buenos Aires, Argentina, chegou-se ao cúmulo de as autoridades impediram a entrada de manifestantes brasileiros, que foram “brecados” na fronteira. Lembremos, a propósito, o bloqueio da polícia contra as caravanas que se deslocaram de um estado a outro para se juntar á manifestação das “comemorações” dos 500 Anos e o ataque desferido contra povos indígenas. O MST acaba de denunciar os cinco anos da chacina de Eldorado dos Carajás, em que 19 sem-terra foram mortos, quando uma marcha se dirigia a Belém do Pará. No dia 2 de maio, haverá um Júri Internacional, promovido por entidades de direitos humanos, para denunciar os assassinatos de sem-terra, prisões, torturas, despejos etc., sob o governo do Sr. Jaime Lerner (PFL).
Retratamos esse quadro repressivo, partindo dos acontecimentos mais recentes referentes ao movimento anti-Alca, para tomarmos consciência de que a sociedade de classe, envolvida em crises cada vez mais profundas, sustenta-se à base de eliminar os direitos democráticos dos trabalhadores e desfechar a violência reacionária do poder do Estado.
Está mais do que evidente que a Alca é um projeto do imperialismo – conceito que até pouco tempo se dizia ultrapassado – que trará mais atraso econômico e miséria ao continente latino-americano. Quem paga o saque e as bancarrotas financeiras somos nós, trabalhadores e juventude. Arcamos com brutal desemprego, destruição de postos de trabalho, desmonte dos serviços públicos, destruição da Previdência estatal, privatizações etc.
Esses efeitos têm como causa a exploração do trabalho e a crise mundial. Não por acaso, crescem no mundo todos os conflitos sociais, incluindo nos países capitalistas mais desenvolvidos, que extraem riquezas da maioria das nações atrasadas. Tudo indica que a crise ganhará patamares mais altos e as contradições sociais se tornarão mais acentuadas. O que quer dizer que a eliminação dos direitos democráticos será ainda ampla.
É nosso dever não só denunciar o fato, tomar consciência histórica, mas também nos organizarmos para lutar em defesa da maioria oprimida. Chamamos a Universidade a rechaçar a violência policial e a defender as liberdades democráticas, tendo por fundamento o direito de manifestação coletiva contra toda forma de opressão social e nacional.
Diretoria da APROPUC.
Rola na Rampa
Band deturpa fatos
Os estudantes responsáveis pela realização do Plebiscito da Maconha, que ocorreu no CA Benevides Paixão há algumas semanas, foram intimados a depor na Polícia Federal no dia 26/5. Segundo a vice-reitora comunitária, Branca Ponce, a intimação aconteceu em decorrência de uma reportagem realizada pela TV Bandeirantes, que, além de não informar que a real intenção da votação era coibir o uso da maconha no CA, cortou e distorceu o sentido das falas dos entrevistados, além de ser finalizada com a afirmação: “se a PUC não pune os estudantes responsáveis por esse plebiscito, a Polícia Federal punirá”. A PUC contratou um advogado para intervir na questão.
Educação e realidade
O Núcleo Fé e Cultura da PUC promove o evento Educação: Uma Razão Aberta à Realidade, que visa a reflexão sobre a Lei de Diretrizes e Bases a partir da encíclica Fé e Razão do Papa João Paulo 2.º. O evento acontece dia 5/5, no câmpus Marquês de Paranaguá (auditório), e conta com a presença dos professores da PUC Marcos Lorieri e Fernando José de Almeida – este último secretário municipal da Educação. Informações: 3670-8486 (das 9h às 12h) ou fcultura@pucsp.br.
Problemas de voz
Durante a Semana Nacional de Voz, de 16 a 21/4, a Derdic atendeu cerca de 300 pessoas gratuitamente para detectar problemas de voz e laringe, serviço que usualmente é feito no setor sob um pagamento simbólico. A enorme procura surpreendeu a equipe, que se desdobrou para conseguir atender a todos, e pretende se preparar melhor para repetir a atividade nos próximos anos.
Cadastro da Derdic
A Derdic lançou a 2.ª edição atualizada do Cadastro de Recursos Comunitários da Grande São Paulo, um guia de organizações que atendem à comunida-de (principalmente portadores de problemas motores, neurológicos, de audição, visão e linguagem). O guia se destina a pais, profissionais e organizações que atuam na área de serviço social, educação e saúde, e pode ser adquirido na Derdic, Rua Dra. Neyde Apparecida Solitto, 435, telefone 5549-9488.
Sul América
Os professores e funcionários que possuíam o convênio com a Unimed Seguradora, a partir de 1.º de maio, passaram para a Sul América. Por problemas operacionais, a Sul América ainda não enviou a nova carteirinha e o livro de recursos, o que deverá acontecer ainda nesta semana. Os casos de emergência poderão ser atendidos através do telefone 0800-900500, as dúvidas poderão ser esclarecidas na DRH nos telefefones 3670-8535/8296/8294. A DRH informa que no período de 2 a 10/5 poderão ser feitas adesões tanto para o novo convênio Sul América como para a Intermédica, que continua mantendo sua validade.
Pastoral
A Pastoral Universitária da PUC convida a comunidade para participar da recitação de Salmos 15 Minutos que Valem Ouro, todas as quartas-feiras, das 9h30 às 9h45 e das 11h30 às 11h45, na Capela da PUC, com presença das Missionárias Seculares Scalabrianas.
Só 58 bolsas
Enquanto 700 alunos se inscreveram para o programa de bolsas restituíveis do Financiamento Estudantil (Fies) este semestre, o MEC comunicou à PUC que só oferecerá 58 bolsas. O reitor, professor Antonio Carlos Ronca, pretende intervir junto ao Ministério da Fazenda, órgão que financia o programa, para tentar aumentar esse número irrisório.
Trabalho infantil
Em razão do Dia Internacional do Trabalho, a Vice-Reitoria Comunitária preparou atividades que abordam a exploração do trabalho infantil: a exposição fotográfica Menina/Mulher, uma mostra de vídeos e o resultado de pesquisas desenvolvidas na PUC sobre o tema. O evento acontece, até 7/5, no câmpus Monte Alegre (Espaço Cultural da Biblioteca); de 10 a 18/5, na Marquês (saguão do andar térreo); e de 21 a 31/5, em Sorocaba (saguão do 1.o andar). No Auditório Banespa da Monte Alegre haverá também o debate Retrato dos Direitos Aviltados, dia 3/5, às 19h, com presença do NTC, IEE, NCA e Núcleo de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
O que propõem as chapas
@F@PUC.COM...
VOZ VIVA DOS FUNCIONÁRIOS
Esta é a AFAPUC que nós queremos, uma associação combativa e representativa dentro da universidade, que possa se manter como referência para a formação e organização política da categoria.
Num momento de desmobilização da classe trabalhadora, em conseqüência do desemprego proporcionado por uma política neoliberal e uma proposta de governo que prioriza a privatização e propõe um Estado Mínimo, a chapa @f@puc.com coloca à disposição dos funcionários desta universidade pessoas que viveram momentos de lutas e resistência por direitos sociais durante um processo de recessão (década de 80) e enfrentaram grandes desafios, organizando os funcionários e reivindicando de maneira tão forte que se constituíram referências para o organização de outras entidades que encontravam-se ameaçadas.
Dos resistentes das invasões da PUC, da recessão, da intervenção da Fundação São Paulo, podemos afirmar que vários componentes desta chapa tem no seu currículo histórias de lutas, vitórias e, acima de tudo, coragem e resignação para junto com a sua equipe e os funcionários enfrentarem os desafios que virão. E garra suficiente para pôr em prática a nossa proposta de gestão.
Em vários momentos difíceis para os funcionários e a universidade, diferente do momento atual, em que os funcionários precisavam de uma gestão consciente com os problemas que a universidade estava passando na época, a AFAPUC em conjunto com os funcionários souberam dar encaminhamentos às questões colocadas. Esse princípio de participação efetiva dos funcionários nas questões que envolvem a Universidade e a Sociedade é que nós queremos resgatar.
Esse resgate se dará através das ações que os vários departamentos desenvolverão com objetivo de fortalecer a participação dos funcionários em eventos que favoreçam a melhoria da qualidade de vida, o direito ao lazer, o crescimento enquanto cidadão, para os funcionários se sentirem mais fortes para lutar por melhores salários.
Enfim, queremos construir com os funcionários uma gestão mais aberta e verdadeiramente democrática, resgatando a participação dos setores da universidade, buscando sempre promover melhores relações de trabalho entre os funcionários, criando ambientes agradáveis e prazeroso na comunidade.
Para manter a AFAPUC VIVA, VOTE @f@puc.com...
Maria Bernardete Maciel Correia
AFAPUC VIVA
PARTICIPAÇÃO E INTEGRAÇÃO
A Chapa AFAPUC VIVA, através da sua carta programa, tem como diretriz o compromisso ético com os funcionários da universidade, pautado num diálogo constante através dos vários instrumentos apresentados. Ou seja, o convite à participação e integração dos associados em nossa entidade, não só por meio das assembléias, mas também através dos diversos departamentos da associação de funcionários.
Essas propostas são reforçadas com o compromisso em acompanhar os associados através de plantões que serão dados pelos membros que compõem a chapa, e através das diversas atividades que estão sendo propostas. Criando um convívio mais próximo entre a Diretoria e os Associados.
Esse elo só pode se viabilizar quando a participação e a integração se tornarem premissas de um trabalho a ser realizado conjuntamente.
Por isso, reforçamos junto a toda comunidade o compromisso assumido de darmos continuidade aos trabalhos já realizados, integrando novos agentes para concretização de novos resultados.
Marta Bispo
|
|