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JORNAL PUCVIVA Ultimas notícias de 2008- JORNAL SEMANAL DA APROPUC E DA AFAPUC - VERSÃO EM PDF CLIQUE AQUI |
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revindicações dos
professores
opinião
Restaurante Universitário recebe críticas da comunidade
FALA COMUNIDADE MOVIMENTOS SOCIAIS
ROLA NA RAMPA Serviços da APROPUC
continuam nas férias Professora recebe
prêmio em Direitos Humanos Primeiro Consun de
Dirceu de Mello
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ultimas notícias Fundação propõe pagamento da dívida de 2004 em 36 vezes Na quarta-feira, 17/12, a diretoria da APROPUC reuniu-se com a Fundação São Paulo, representada pelo seu secretário-executivo, padre Rodolpho Perazzolo, pelo assessor Nicolás Alvarez Nuñes e a gerente de DRH Ângela Renna. A reunião já havia sido requisitada pela entidade dos professores desde julho, quando uma assembléia recusou a proposta de pagamento da dívida de 2004 em 48 vezes, e propôs 12 parcelas. Os professores lembraram que foi solicitada também a presença da Reitoria, que não estava presente ao encontro. O padre Rodolpho afirmou, porém que nada tinha contra a presença da Reitoria e que ele próprio havia convidado o pró-reitor de Planejamento, para acompanhar a reunião. Ao final da reunião a Fundasp chegou a uma proposta de dividir a dívida em 36 vezes, utilizando-se como índice de correção o Índice do Custo de Vida do Dieese e não o índice de dívidas trabalhistas como foi proposto anteriormente pelo professor Flavio Saraiva. Esse pagamento representará um valor estimado de R$ 200.000 a ser desembolsado mensalmente pela Fundação São Paulo. O secretário-executivo lembrou também que, caso haja uma maior disponibilidade de caixa nos próximos anos a dívida poderá ser quitada mais cedo. A professora Bia Abramides, presidente da APROPUC, lembrou que a decisão precisa passar por uma assembléia da categoria, que será convocada em fevereiro de 2009. A dívida referente ao acordo salarial de 2004 representa o menor valor dos atrasos que hoje a PUC-SP tem com seus professores. Pelo cálculo da APROPUC ela equivale a aproximadamente 85% do salário bruto de cada docente, tendo como referencial o salário de dezembro de 2004. Já a outra dívida, referente ao dissídio de 2005, tem um valor bem maior, chegando a atingir 395% sobre o salário base de maio de 2005. Este pagamento, segundo o padre Rodolpho, será discutido proximamente, pois envolve toda uma reengenharia por parte da Fundasp. A APROPUC está acordando um calendário de negociações com a Fundasp onde, além da dívida de 2004 estarão em pauta a dívida de 2004 e a campanha salarial de 2009, cuja data-base é março. Orçamento é aprovado pelo Consun, junto com mais um ano de maximização Na primeira reunião do Conselho Universitário sob a direção do professor Dirceu de Mello, os conselheiros aprovaram o texto integral do orçamento (que já havia recebido parecer positivo no Conselho de Administração, Consad) e, de quebra, aprovaram mais um ano de salários maximizados para os professores da casa. A reunião transcorreu num clima calmo, bem diferente do ambiente opressivo que caracterizou os últimos conselhos dirigidos pela professora Maura Véras. Porém, o encontro também mostrou a nova característica do Conselho: um órgão que deverá se deter muito mais sobre as questões acadêmicas e comunitárias, já que as grandes decisões estruturais chegam prontas (ou quase prontas) do Conselho de Administração, onde a Fundação São Paulo tem dois votos, contra um do professor Dirceu. Também a reunião marcou a estréia do representante da Fundação São Paulo no Conselho, o professor Vidal Serrano, da Faculdade de Direito, tem agora um assento garantido estatutariamente no Consun. E na última quarta-feira o novo Consun começou a definir sua cara: o texto do orçamento (um dos primeiros pontos de pauta) já havia passado pelo Consad e, como ele pressupunha a continuidade da maximização da deliberação 65/78, era de se imaginar que ela permacesse. O professor Dirceu lembrou que na reunião do Consad os secretários-executivos sugeriram que a maximização continuasse ad eternum, mas que ele, como reitor, solicitou que ela durasse somente no ano de 2009, quando a deliberação seria reestudada. No Consun, os diretores de Centro (que desde 2005 vêm aprovando a prorrogação da maximização), apresentaram um documento pedindo o fim da medida. Mas ao final chegou-se a um consenso e a continuidade da maximização foi aprovada por unanimidade, tendo como contrapartida a criação de uma comissão que, no prazo de 120 dias, a partir de janeiro/2009, irá fazer um estudo para a modificação do contrato de trabalho docente. Orçamento e transição O orçamento também foi aprovado quase por maioria, com exceção do voto do representante discente de Sorocaba, Marcelo Generoso, que questionou os índices de aumento das mensalidades para 2009 (entre 7,5 e 9,5) que, segundo ele não foram discutidos com os estudantes (essa informação foi confirmada pelo professor Nicolás Alvarez, que justificou o fato pela mudança de reitoria). No novo orçamento (que apresenta um pequeno superávit), o índice estimado para o reajuste dos professores é de 6,8%. No início da reunião o professor Dirceu lembrou que estava praticamente começando naquela semana a sua gestão, uma vez que “não houve nenhuma gentileza por parte da antiga Reitoria”, no processo de transmissão dos dados de sua gestão. A discussão do Regimento Interno foi bem rápida desta vez, já que a Comissão solicitou uma prorrogação de sua implantação até março/2009. Segundo o reitor praticamente ¾ do Regimento já forma aprovados. A próxima sessão ordinária do Consun ocorrerá em fevereiro/2009.
Reitoria e Fundação entram em rota de colisão Na quinta-feira, 18/12, o reitor Dirceu de Mello assinou o ato 77/2008, que determina “ a pronta e imediata suspensão da transferência de local de todo e qualquer órgão da universidade onde tal mudança esteja acontecendo ou esteja por acontecer”. No final da gestão Maura Véras a Fundasp iniciou um processo de recrutamento de vários setores da universidade, que mudaram para o antigo prédio da Cogeae, na Rua Cardoso de Almeida. Assim, a Divisão de Recursos Administrartivos, DRH, a Divisão de Serviços Administrativos e de Suprimentos, DSAS, os serviços jurídicos da universidade, entre outros, passaram ao controle direto da Fundasp, não respondendo mais à reitoria. Invocando o artigo 207 da Constituição Federal, que garante autonomia didático científico e administrativa, além de gestão financeira da universidade, o reitor assinou o ato que além de tudo prevê que as chefias desses setores deverão permanecer sob o controle direto da universidade e que, no caso das mudanças já efetivadas, estas deverão ser para, caso haja interesse da universidade, reestabelecerem-se as condições pré-existentes. Ao final desta edição o Conselho de Administração realizava uma reunião extraordinária para examinar a decisão do reitor. Alunos que participaram da ocupação da Reitoria são absolvidos pela Justiça Comum
Os alunos acusados através de queixa-crime pela Fundação São Paulo de participarem do processo de ocupação da Reitoria da PUC-SP em novembro/2007 forma absolvidos pela Justiça. A sentença decreta a extinção da punibilidade de todos os alunos citados, uma vez que, foi do entendimento da Justiça que houve o perdão tácito por parte da PUC-SP dos quatro citados, já que os outros cinco arrolados na sindicância não foram citados no processo criminal. O advogado dos estudantes informou ainda ao PUCviva que irá oficiar o Ministério Público para que a ex-reitora Maura Véras seja responsabilizada pessoalmente pelas acusações sofridas pelos estudantes, bem como pelos danos materiais de todo o processo. Sentença da professora Maura A ex-reitora Maura Véras encaminhou ao reitor Dirceu de Mello o seu parecer sobre a sindicância envolvendo nove estudantes citados aleatoriamente pela gestão anterior, que seriam os organizadores da ocupação da reitoria da universidade, que foi viabilizada pela presença de mais de 300 estudantes. A Comissão Processante, composta pelos professores Silas Guerriero (Teologia), Rubens Arai e Eliane Faleiros Vendramini (Direito), mesmo reconhecendo que na primeira fase do processo não houve o direito ao contraditório, encaminhou a pena de eliminação para sete estudantes, absolvendo somente dois. O relato final da Comissão é uma peça extremamente dúbia onde os depoimentos de seguranças são, via de regra, contraditórios. A ex-reitora não acatou a sentença, preferindo imputar aos sete estudantes uma pena de três dias de suspensão e absolvendo os outros dois. Como dois estudantes não se encontram mais matriculados a decisão é que as sentenças sejam registradas nos prontuários e encaminhadas ao SAE, para que, de acordo com o regimento interno, eles não possam se matricular em nenhum curso da PUC-SP, procedimento que a ex-reitora quer que seja imputado aos demais. Os alunos devem recorrer da sentença. |
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