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opinião Esperar o pior da crise
Parecia que o ano de 2008
seria extraordinário para a economia: crescimento econômico de 5,5%,
contas do tesouro equilibradas, balança comercial ótima, investidores
externos contentes, febre do etanol, aço, carro, soja, carne, inúmeros
projetos de expansão e o governo Lula podendo propagandear que o pobre
está menos pobre, que a justiça social vem sendo feita etc. Havia algum
desconforto com as altas remessas de lucro, repa- triações e retiradas da
Bovespa, sinal de que as contas correntes estavam na contramão da euforia,
mas continuava a entrada de um volume de capital externo que compensava.
Assim, as projeções altamente positivas alcançavam dois anos para frente:
2009 e 2010 estavam garantidos. O que queria dizer que os capitalistas
continuariam lucrando e a taxa de emprego crescendo. Mas eis que, em
setembro, a economia norte-americana se precipitou em queda livre no
precipício da crise. Nos dois meses seguintes, a quebra do sistema
financeiro ganhou proporção mundial. Rapidinho uma massa de capital -
estimada em 27 trilhões de dólares - evaporou. Em seguida, foi apresentada
a recessão no Japão, na Europa (zona do euro) e nos EUA. O mito de que
os "emergentes" estariam "descolados" da crise e que servi- riam de
contrapeso a ela se desfez. China, Índia, Rússia e Brasil se mostraram
completamente dependentes das potências. O que não era novidade, se não
fosse o mito do descolamento construído pelo Goldman Saches. Os
capitalistas, especialmente os banqueiros, adoram os mitos enquanto
exploram e saqueiam por toda parte. No entanto, as leis econômicas sempre
se encarregam de arrancar as máscaras ideológicas. O enorme edifício
de capital parasitário caiu porque a superprodução se manifestou no que se
denomina economia real. A quebra no setor imobiliário dos EUA foi apenas o
estopim, expressou o ponto mais alto da superprodução e da especulação
financeira. De conjunto, a economia mundial chegava a seu limite - a
euforia das exportações/importações, dos altos investimentos nos mercados
internos, da gigantesca expansão do crédito fácil, do fantástico
endividamento da população, das fusões bilionárias e da renovação
tecnológica já não podia mais ser sustentada. O capitalismo mais uma
vez se vê diante da criação de valores acima da possibilidade de
convertê-los em maior valor ainda. Recessão rumo à depressão, nas
potências; desaceleração rumo à recessão, nos países semicoloniais (mal
chamados de emergentes). O fundamental da quebra capitalista está em
que a saída dela vem por meio da barbárie. Trilhões de dólares são
destinados a salvar banqueiros e industriais, milhões de empregos serão
destruídos, a fome mundial se agigantará e as tendências bélicas se
potencializarão. Os planos de governo vêm no sentido de salvar o
capitalismo historicamente esgotado. A classe operária terá de superar sua
inércia sair em luta e desenvolver seu programa so- cialista de
transformar a propriedade privada dos meios de produção em propriedade
social.
Erson Martins de
Oliveira
Diretor da APROPUC
A Diretoria da APROPUCSP
apoia a luta pela readimissão imediata de Brandão na USP!
Brandão é funcionário da USP há 21 anos, dirigente sindical do SINTUSP,
desde 2007, e foi demitido arbitrariamente pela reitora da USP Sueli
Vilela com a conivência da maioria da burocracia do CONSUN. Esta é uma
medida reacionária para impedir a luta dos funcionários, estudantes e
professores da USP que vem resistindo aos ataques e a destruição do
ensino por medidas do governo tucano Alckimim e Serra. Os funcionários,
estudantes e professores demonstraram sua combatividade em defesa da
educação pública, laica, gratuita, de qualidade com a greve de 2007, com
atos e mobilizações as quais temos apoiado. Assim como em várias
universidades públicas do país apoiamos as lutas contra a reforma do
governo Lula, privatista, mercantil. Na PUC - SP lutamos nos últimos
quatro anos contra a intervenção da Fundação, o autoritarismo da Reitora
Maura Veras, a subordinação aos bancos, as demissões em massa de
funcionários e professores, a invasão
do campus pela tropa de choque, a sindicância aos alunos. A luta é uma
só! Em defesa do ensino e das condições de trabalho! A luta pela
readmissão de Brandão ê uma luta de tod@s nós! Brandão
goza ainda dos direitos sindicais como dirigente do SINTUSP, portanto
esta demissão além de arbitrária é ilegal.
Pela readmissão imediata de Brandão!
Professora Beatriz Abramides
Presidente da APROPUCSP |
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