JORNAL PUCVIVA N° 669- 25/08/08 - JORNAL SEMANAL DA APROPUC E DA AFAPUC - VERSÃO EM PDF CLIQUE AQUI

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Massacre na Praça da Sé: quatro anos sem punição

Em agosto de 2004 ocorreu um dos mais tristes episódios da História de São Paulo. Entre os dias 19 e 22 foram assassinados sete moradores de rua que dormiam na Praça da Sé. Mais oito moradores de rua foram atacados e conseguiram sobreviver, com sérias seqüelas das agressões. Todos os moradores de rua mortos e feridos, foram atacados com golpes na cabeça enquanto dormiam.

O Ministério Público Federal acusou cinco policiais militares e um segurança clandestino como autores do crime.

Três dos acusados foram presos, mas pouco tempo depois estavam em liberdade, por falta de provas. O acontecimento chocou toda a sociedade paulistana, mas os culpados pelos crimes ainda não foram punidos.

Comunidade repudia o massacre

Na PUC-SP, a comunidade acadêmica se manifestou contra a cruel chacina. Estudantes, professores e funcionários organizaram um ato na última noite daquele mês. A manifestação começou na Prainha, de onde um grupo de pessoas trajadas de preto caminhou até o Tucarena empunhando velas acesas. Lá, foi realizado o debate. Entre os convidados estava o padre Júlio Lancellotti, que acompanhou de perto o drama dos moradores de rua, tendo participado dos funerais de quatro vítimas do massacre.

Ao final da manifestação, a professora Priscilla Cornalbas, então presidente da APROPUC, leu em voz alta manifesto de repúdio aos assassinatos. Todos os presentes formaram uma roda ao redor do palco para homenagear as vítimas.