JORNAL PUCVIVA N° 669- 25/08/08 - JORNAL SEMANAL DA APROPUC E DA AFAPUC - VERSÃO EM PDF CLIQUE AQUI

    EVENTO
Violeiros e repentistas no
lançamento da revista da APROPUC



Acima,(esq) a professora Bia Abramides apresenta a nova diretoria da APROPUC, ladeada pelos professores Erson Martins (coordenador da revista Cultura Crítica), Rachel Balsalobre e Willis Guerra; à direita a professora Edilene Matos; ao centro o repentista Sebastião Marinho tendo à esquerda os mestres de cerimônia Marco Haurélio e João Gomes de Sá; abaixo os compositores Cacá Lopes e Costa Sena.
Fotos: Bruna Campos

Foi uma noite inesquecível. Durante três horas, na quarta-feira, 20/8, sucederam-se no palco do Tucarena violeiros, cordelistas, poetas populares e estu- diosos da literatura de cordel para comentar o lançamento do sexto número da revista Cultura Crítica.

O professor Erson Martins iniciou os trabalhos comentando a história da revista e a importância de seu projeto.

Marco Haurélio, poeta e folclorista contou um pouco do cordel e da sua luta de resistência num mundo que traça uma barreira entre o erudito e popular. "Entendo a cultura como toda a ação transformadora do mundo. Hoje, longe de estar morto o cordel é um gênero revigorado." A professora Edilene Matos, do Departamento de Arte, num relato apaixonante, descreveu toda a sua estreita relação com a literatura de cordel. A seguir apresentaram-se os cantadores e poetas, emocionando a platéia com seus versos e suas canções. João Gomes de Sá, Varneci Nascimento, Costa Sena, Cacá Lopes, Tim Tim, Moreira de Acopiara, Bosco, entre outros, deram seu recado com maestria.

A noite terminou com o grande repentista Sebastião Marinho que, de improviso, brincou com a platéia do Tucarena na mais legítima tradição dos repentistas nordestinos. O próximo número da Cultura Crítica, que comenta as obras de Machado de Assis e Guimarães Rosa será lançada no dia 29/9.

A nova diretoria da APROPUC se apresenta

O evento serviu também para que a nova diretoria da APROPUC se apresentasse à comunidade. Ao lado dos outros diretores da entidade, a presidente Bia Abramides disse da sua alegria por assumir a entidade nesses tempos difíceis e de resistência. "Pensar numa entidade como a nossa significa pensar um debate político, sindical e cultural. Num momento de intervenção não podemos nos calar", disse a professora.

Bia lembrou também que a entidade está junto com os estudantes que hoje respondem aos processos criminais da Reitoria e que a associação prepara um congresso, junto com aqueles que hoje são a maioria da universidade e estão alijados do processo decisório. A professora anunciou a presença de representantes da Andes, que hoje também, sofre perseguições políticas . "Temos de acreditar na justeza de nossa luta e na força de nossa organização", concluiu Bia.