CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA PÁGINA DA APROPUC

CARTA PROGRAMA
CHAPA 2 - Na defesa dos empregos

Presidente: Edison Nunes (Ciências Sociais)
Vice-Presidente: Antonio Carlos Matteis de Arruda Júnior (Direito)
1.ª Secretária: Daniela Campos Libório Di Sarno (Direito)
2.ª Secretário: Frederico da Costa Carvalho Neto (Direito)
1.ª Tesoureira: Julcira Maria de Mello Vianna (Direito)
2.ª Tesoureira: Ana Maria Ramos Buairide (FEA)

Suplentes
Antonio Marcio Guimarães (Direito),
Cláudio Finkelstein (Direito), Heloisa Hernandez Derzi (Direito)

Defender os empregos na nossa PUC-SP, hoje, constitui-se na principal tarefa de defesa da própria Universidade. Implica muito mais do que a luta pela manutenção de postos de trabalho, renda e benefícios dos que se dedicam cotidianamente para a construção de uma das melhores instituições de ensino superior do País. Implica a qualidade de um trabalho que objetiva a democracia e a democratização, a autonomia universitária, a excelência acadêmica em todos os níveis de ensino, pesquisa e extensão, a recuperação do espírito comunitário: marcas características da PUC-SP.

Nossa chapa: Na defesa dos empregos.

Reunimos em nossa Chapa para a Direção da APROPUC professores e professoras inequivocamente comprometidos com a PUC-SP, em várias dimensões da vida universitária. Sua lógica de aglutinação não é a de um grupo fortemente coeso em todas as dimensões da vida, buscando na entidade um aparelho para a consecução de finalidades particularistas. O que nos une é o forte desejo de colaborar para que a comunidade retome em suas mãos o que construiu ao longo de boa parte de suas vidas.

A reunião da equipe obedece também critérios técnicos, necessários para conduzir competentemente sua proposta, contando com especialistas reconhecidos em áreas estratégicas como direito trabalhista, previdenciário, tributário, educacional; bancário e uma matemática financeira, todos sob a regência de um pensamento social e político da concepção de nossa universidade, assegurada por um cientista político.

Nossa proposta de trabalho

Pretendemos concentrar os esforços da APROPUC em quatro grandes eixos de atuação que devem complementar-se para a superação da atual situação:

1. A luta intransigente na defesa dos direitos trabalhistas de todos os professores da Universidade, pois estes são inegociáveis. Para tanto pretendemos mobilizar todos os meios legítimos: o diálogo persuasivo, o amparo judicial e a força da comunidade que deverá ser resgatada da humilhante situação de aturdimento em que se encontra.

2. A recuperação da normalidade institucional e democrática

Vivemos hoje na PUC-SP um estado de exceção. Atos que incluem a demissão de inúmeros companheiros foram realizados ao arrepio de nossos Estatuto e Regimento, questionáveis também em relação à legislação trabalhista e sem critérios claros, jurídicos ou acadêmicos. Tornou-os possíveis tanto a precária situação orçamentária da Fundação São Paulo como o fato de não encontrarem resistência organizada no seio daqueles que trabalham e vivem a Universidade. Tal situação exige mudanças e novos meios de combate:

- a luta pela legalidade e publicidade de quaisquer atos que afetem o emprego e a qualidade do trabalho na PUC-SP;
- a exigência do cumprimento do preceito constitucional de Autonomia Universitária, regulado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional no sentido de limitar a atuação dos proprietários e fundações mantenedoras ao fornecimento de parâmetros orçamentários. Nesse sentido pelejaremos pela sadia normalização do relacionamento entre a Fundação São Paulo e as instâncias colegiadas de ensino e pesquisa – CEPE e CONSUN – às quais a referida lei outorga o dever de salvaguarda da Autonomia.

3. O reencontro do princípio de comunhão

A avalanche de medidas restritivas no início do presente semestre letivo, jamais anunciadas por prévio debate público e competente deliberação dos órgãos colegiados, chocou a comunidade causando inédita situação de pesar, intranqüilidade e dúvidas quanto ao futuro de cada um e da instituição em geral.
Um dos resultados desse estado de ânimo foi o desgaste dos marcos mais elementares de convivência acadêmica, aprofundando a erosão dos consensos básicos sobre o papel e missão desta casa que há muito careciam de re-atualização. A maioria dos docentes não encontrou espaços abertos plurais e significativos para a reflexão conjunta desses assuntos, limitados então à expressão privada da indignação.
Para isso colaborou muito a falta de uma explicitação de um Projeto que alinhavasse as medidas tomadas, como a demissão em massa e a resolução de contratação de novos docentes com salários inferiores em caráter provisório. Ficamos todos sem saber o quanto de sacrifício a comunidade terá ainda de suportar e por quanto tempo teremos de suportar tais medidas “provisórias”.
Apenas o restabelecimento de um espaço comum onde todos os docentes possam aprimorar suas opiniões e opções, capaz de suportar pelo diálogo um novo movimento, pode recuperar a qualidade de Sujeito para o coletivo da PUC-SP. Retomar os rumos da instituição por sua comunidade, que foi o caminho virtuoso da superação de crises no passado, continua a resposta. Dirigida a tal objetivo, a APROPUC deve retornar ao caminho de sua fundação e sua razão de ser.
Lutaremos por um debate aberto e franco sobre o futuro de nossa Universidade; por compromissos que possam assegurar um horizonte de esperança na retomada dos princípios fundamentais de nossa história.

4. Busca com responsabilidade e criatividade na solução da dívida da PUC


Lutar contra a descrença e a desesperança é difícil;, mas lutaremos, pois, a alternativa é insustentável! Nossa atuação orientar-se-á por princípios imediatamente explicáveis por exemplos muito significativos:
Não imitaremos os trabalhadores da Varig e da TV Tupi (lembram?). A defesa dos empregos é também a defesa da saúde financeira da PUC-SP. Nesse sentido estaremos sempre prontos a aceitar mudanças - desde que devidamente autorizados – que colaborem efetivamente para a superação da atual crise. Colaboraremos, no que nos couber, na busca de alternativas que incluam planejamento, previsibilidade, publicidade e adequada decisão nos colegiados competentes.
Contudo, como outro exemplo que demonstra que a inteligência e criatividade podem ser alternativas ao indesejado caminho de demissões, buscaremos, tal como, recentemente uma empresa do setor alimentício obteve – no âmbito de uma ação judicial – um abatimento de nada menos de 83% de sua dívida bancária superior a 100 milhões de Reais! Urge, pois, que pelo debate encontremos juntos maneiras de alargar as fronteiras do possível. Tomaremos a luz deste iniciativas para auxiliar a reitoria de buscar caminhos de fomento público e privado, nacional e internacional, bem como, providenciaremos medidas judiciais concretas. Vejam que recentemente o STF julgou que o código de defesa do consumidor aplica-se às dividas bancárias.