Cultura Crítica debate 100 anos de Euclides da Cunha
APROPUC-SP
24.06.10
A décima edição da Revista Cultural da APROPUC, Cultura Crítica, acabou de ser publicada e está sendo distribuída para os professores associados. Dessa vez, o tema da Revista são os 100 anos de Euclides da Cunha. Além do editorial, a revista conta com 10 artigos sobre a vida e obra do escritor que marcou história na literatura brasileira.
"A revista Cultura Critica não poderia deixar de participar da celebração do centenário da morte de Euclides da Cunha - personagem cuja utopia era a união solidária e melhores condições de vida para todos. Digo utopia porque ainda hoje assistimos ao descaso político em relação aos flagelados da seca, à reforma agrária, às populações em condições miseráveis nas periferias das grandes cidades. Um século se passou, mas o sonho euclidiano parece estar ainda mais distante", diz o editorial da Revista, escrito por João B. Teixeira Silva.
Um dos artigos é uma entrevista com o ex-diretor da APROPUC, Erson Martins de Oliveira. Confira um trecho: "Os Sertões documenta em forma épica a "guerra" de Canudos, desfaz a visão fraudulenta da época de que se tratava de um movimento monarquista, retrata aspectos do desenvolvimento social do sertanejo e denuncia o massacre. Não resta dúvida de que Euclides da Cunha fez um romance histórico sui generis, miscegenando vários gêneros. Conseguiu o feito de cientificar a literatura. Eis porque é uma fonte para a historiografia e motivos de polêmicas. Os Sertões venceu o tempo, permanecendo atual. Resistiu a abundantes críticas, continuando como fonte de estudos".
"A revista Cultura Critica não poderia deixar de participar da celebração do centenário da morte de Euclides da Cunha - personagem cuja utopia era a união solidária e melhores condições de vida para todos. Digo utopia porque ainda hoje assistimos ao descaso político em relação aos flagelados da seca, à reforma agrária, às populações em condições miseráveis nas periferias das grandes cidades. Um século se passou, mas o sonho euclidiano parece estar ainda mais distante", diz o editorial da Revista, escrito por João B. Teixeira Silva.
Um dos artigos é uma entrevista com o ex-diretor da APROPUC, Erson Martins de Oliveira. Confira um trecho: "Os Sertões documenta em forma épica a "guerra" de Canudos, desfaz a visão fraudulenta da época de que se tratava de um movimento monarquista, retrata aspectos do desenvolvimento social do sertanejo e denuncia o massacre. Não resta dúvida de que Euclides da Cunha fez um romance histórico sui generis, miscegenando vários gêneros. Conseguiu o feito de cientificar a literatura. Eis porque é uma fonte para a historiografia e motivos de polêmicas. Os Sertões venceu o tempo, permanecendo atual. Resistiu a abundantes críticas, continuando como fonte de estudos".
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