PUC & APROPUC: DIMENSÕES DA CRISE
Professor do Departamento de Política e do Programa
de Pós-Graduação em Ciências Sociais

Restam poucas horas para escrever um texto sobre a crise da PUC. E pouco tempo para ler enxurradas de páginas de teses a serem depositadas em breve. Também existe o prazeiroso trabalho de, nas férias, participar do esforço coletivo de alavancagem da produção de mais um número da revista Lutas Sociais. O bom-senso recomenda pegar o telefone e comunicar ao editor desta revista que, conforme o previsto, não entregarei o texto. Mas há momentos em que o silêncio tem implicações políticas que são justamenteas que queremos evitar. O jeito é escrever, nem que seja para anunciar que, em algum momento posterior, escreverei mais. Limito-me a insistir em algumas aparentes obviedades.
A PUC-SP não pertence aos que aqui estudam e/ou trabalham. É particular. Isto impõe limites qualitativos ao ordenamento democrático desta universidade.
Mas não existe qualquer lei de bronze que impeça o avanço das lutas democráticas no interior de uma instituição, especialmente quando se inserem no âmbito da produção e da disseminação cultural, e lhe imprimem uma direção crítica. Foi o que se desencadeou na PUC-SP, na intersecção do engajamento de boa parte da Igreja e da ascensão das lutas operárias e populares.
As lutas que se desencadearam no fi nal dos anos de 1970 tornaram a PUC-SP uma instituição singular no panorama universitário brasileiro (para nos restringirmos a este caso): professores e funcionários se qualifi caram, a qualidade do ensino e da pesquisa se desenvolveu, as atividades de extensão ganharam amplitude e se diversifi caram. Os avanços da luta democrática na PUC-SP tornaram-se referência internacional, e foram condição de uma sólida respeitabilidade acadêmica.
Para o bem e para o mal, estas lutas estiveram articuladas a uma favorável correlação de forças na sociedade brasileira e no interior da Igreja Católica. No primeiro caso, destaque-se o acolhimento de vários grandes intelectuais impedidos de continuar lecionando em universidades públicas e a realização da “estatuinte”, quando a Apropuc desempenhou um papel de primeira linha. No segundo caso, a volta da maioria desses intelectuais às suas instituições de origem e, ao menos no âmbito da Faculdade de Ciências Sociais, a permanente migração de professores puquianos para as universidades públicas (o fl uxo se inverte quando se aposentam por lá); o meiotermo a que chegou a estatuinte, produzindo uma convivência esdrúxula de estatutos: o então produzido, o antigo e a mistura de ambos, de forte sabor conjuntural; e, neste processo, a primeira “morte” da Apropuc, que teve assembléia convocada por meio de um edital que regulamentava o velório.
A revitalização da APROPUC e a campanha pela estadualização expressaram a tentativa de superar esta fase, o que resultou em total derrota e afirmação clara e evidente de quem detinha o poder maior nesta universidade. Encerrou-se um ciclo. Houve muito crescimento, mas no interior de limites bem defi nidos - o que, aliás, coincidiu com a demarcação dos estreitos marcos socioeconômicos do processo de democratização política do país. Houve idas e vindas do movimento estudantil, algumas ondas reivindicatórias dos professores, e um contínuo fortalecimento da organização e da luta
dos funcionários administrativos.
Estas lutas, muitas vezes massivas, foram fundamentais, inclusive, para a consolidação de conquistas acadêmicas na PUC-SP.
Mas, no essencial, nada de novo se criou a este respeito. O eixo da participação do conjunto do professorado puquiano deslocou-se para os assuntos intrínsecos à vida acadêmica, o que não excluiu, em inúmeros casos, a atuação sindical e/ou política fora da PUC, bem como estreitas relações com movimentos sociais; por outro lado, deu-se a diversifi cação dos vínculos profi ssionais para além da universidade. Várias facetas de PUC se desenvolveram, o que, aliás, foi parte do crescimento e complexidade do chamado campo intelectual no Brasil.
Neste processo, a APROPUC perdeu a importância que obteve em certos períodos. Tornou-se um entre tantos “atores”, uma espécie de reserva de garantia de salários e direitos trabalhistas à qual se poderia recorrer em momentos de injustiça. Não poucas vezes, ocupou o lugar do “bispo”, acolhendo as mais diversas queixas de quem, por algum motivo, se julgava injustiçado nas pelejas departamentais e interdepartamentais.
Voltando aos aspectos positivos, quase todos os meus orientandos de pós-graduação tinham bolsas integrais e dedicavam-se exclusiva ou prioritariamente à pesquisa, o que favorecia a realização de seminários, revistas e eventos científi cos importantes, vários deles articulados a atividades de extensão. Agora que muitos afi rmam que a pós-graduação é “muito pesada”, convém lembrar que os impactos
que ela produziu sobre o mundo acadêmico e extra-acadêmico brasileiro (em alguns casos, latino-americano) são desproporcionalmente maiores, especialmente quando se levam em conta as limitações numéricas de pessoal e, mais ainda, de espaço físico. Neste artigo apressado, limito-me ao meu espaço de maior vivência, mas sei que, guardadas as diferenças, inúmeros puquianos podem fazer depoimentos similares a partir de seus próprios lugares privilegiados de atividade.
A PUC-SP foi, em grande parte, vítima de seu próprio sucesso. Sob certos aspectos, isto é inevitável. Ao qualifi car pessoal e, por diversas vezes, auxiliar o desenvolvimento e a consolidação de unidades acadêmicas por todo o Brasil (São Paulo inclusa), tornou- se dispensável. Mais ainda, criou novos “concorrentes” a disputarem mestrandos e doutorandos e pleitearem auxílios às instituições de fomento em época de vacas magras.
Este resultado, que corresponde à função de qualquer universidade digna deste nome, foi distorcido pelo intenso processo de mercantilização da rede universitária brasileira. No que se refere à própria PUC-SP, a face mais visível deste processo, ou seja, a contínua elevação das mensalidades, que acompanhou o ritmo de fechamento da torneira das verbas estatais, bastou para aprofundar as contradições do “modelo”. Especialmente no Brasil, a universidade de massa, voltada para a pesquisa e fundada em mensalidades dos alunos, corre no fi o da navalha. Sejamos claros: gostemos ou não das práticas que têm adotado e dos discursos politicamente generosos (infelizmente, para meu gosto, demasiado abstratos) que emitem, os que lutam pela redução de mensalidade e pelo aumento das bolsas, travam, até o momento em que escrevo este artigo, uma luta democrática, aliás, sob este aspecto, tremendamente tímida. Diga-se de passagem, uma luta publicamente considerada legítima pelas três candidaturas que disputaram as últimas eleições para a reitoria. Luta que é parte da boa tradição da PUC-SP e de outras grandes universidades, ao contrário do que afi rmam os neomacarthistas de plantão que, na tentativa de criminalizá-las, recorrem à manipulação típica da imprensa marrom e deprimem o papel dos intelectuais.
Voltemos ao processo de reinserção social do corpo docente. Quando aqui entrei, praticamente não havia mestres ou doutores nos espaços por onde eu circulava. As assembléias eram freqüentes, e o modelo puquiano – “nem estatal, nem mercantil” – arrebatava corações e mentes. Sempre havia os que juravam que a PUC não duraria duas semanas, tamanha era a irresponsabilidade gerencial da instituição. Mas os infalíveis desacertos dos que previram o pior para o mês seguinte eram vistos com bonomia, até porque não demitiam colegas e muitas empresas bem administradas (segundo os critérios deles próprios) deram com os burros n’água, talvez exatamente por seguirem uma lógica que não se aplica a uma boa universidade, mesmo quando – cantava o Martinho – “ela é particular”.
O quadro mudou e grande parte dos que lançaram os fundamentos da PUC que hoje está em questão se envolveu com inúmeras atividades institucionalizadas como inerentes a uma bem sucedida carreira acadêmica e/ou política profi ssional. Esta é uma das razões pelas quais, embora muitos fundadores da APROPUC estejam na pós-graduação, nenhum professor da pós-graduação participa da direção dessa entidade. Até o momento, não se dispõem a uma reapropriação em novos termos do projeto de universidade que tão bem encamparam. A PUC pela qual lutaram tem sido mais assumida, de modo defensivo (o que já não é bom) nem tão competente (o que piora a situação), pelos tradicionais críticos do “modelo”, a começar por diretores da APROPUC. Quando se implantavam, estas novas atividades acadêmicas foram vistas com restrições por vários veteranos. Hoje são um dado (não necessariamente inquestionável) para os que ingressam na vida universitária. A APROPUC, nem tanto. O Martinho mudou, o mundo mudou, a PUC mudou.
Neste período de crescimento quantitativo e qualitativo, houve desregramento que agravou as contradições do modelo. Citemos, por exemplo, a total ausência de controle orçamentário, a ligeireza com que muitos galgaram posições mais altas e de maior salário na carreira universitária; a perpetuação em cargos de representação docente, que inclui em suas seqüelas o impacto das relações paroquiais de poder nas verbas de representação e no excelso Currículo Lattes (pois cargos de chefi a são indicadores de “excelência acadêmica”); a desastrosa intervenção realizada pela Fundação São
Paulo, por intermédio do Sr. Bezzineli, cuja rápida incursão pela PUC-SP aumentou exponencialmente a dívida desta universidade.
Observe-se que nenhum desses processos se relaciona diretamente com a atividade da APROPUC, o que não impede que seus dirigentes (ou mesmo a própria associação) sejam qualifi cados como expressões do atraso e fatores impeditivos de qualquer solução “moderna” para a crise da PUC. Ora, sob diversos aspectos, especialmente neste momento de crise aguda, a APROPUC é o espaço menos corporativista desta universidade. Dispôs-se a negociar com a Reitoria, no que foi rechaçada, e não elaborou listas de demissão segundo critérios muito pouco acadêmicos e pelos quais ninguém se responsabiliza. Pior, comete o supremo crime de pautar suas ações segundo o programa com o qual se elegeu. A diretoria da APROPUC pode cometer muitos erros (sou um de seus mais insistentes críticos). Mas é atacada sobretudo pelos seus acertos.
Por outro lado, na medida em que a PUC se ampliou, cresceu o número e, ao se intensifi carem as contradições do modelo, a infl uência das abordagens que privilegiam um tratamento essencialmente “gerencial” da universidade. Propagadas por toda a PUCSP, às vezes são pouco sutis e reverberam jóias do tipo “Não tem tutu, não tem balinha”, “Não se faz omelete sem quebrar os ovos”, “A APROPUC defende malandro”, “ O ótimo é inimigo do bom”, “É preciso padronizar a avaliação docente e discente em toda a PUC”.
Talvez o principal mote seja uma das pérolas do trivial (neo)liberalóide: “A universidade, como qualquer família, não pode gastar mais do que ganha”. Outros são mais sofi sticados e estão em dia com as mais recentes formulações teóricas e técnicas no campo da administração de empresas e da análise institucional.
Os defensores dessas abordagens não mantêm qualquer vínculo com movimentos sociais que, em geral, consideram arcaicos, delinqüentes ou, no melhor dos casos, bem-intencionados mas incorrigivelmente irracionais. Julgam-se pragmáticos e, ao mesmo tempo, são bastante convictos acerca de seus projetos. Sua presença é legítima na universidade, mas receio que esteja super-representada, até porque parecem ter convencido algumas tendências que assumem iniciativas mais claras no interior da Igreja Católica de que formam o único segmento da PUC em condições de salvar a universidade.
Esta composição ora predominante se evidencia cristalinamente no debate sobre a tabela salarial a ser aplicada aos novos professores, muitos deles recrutados em “caráter emergencial” para substituírem os demitidos: dois dos três vice-reitores – administrativo e comunitário – votam diferentemente da reitora, aliás a única eleita deste quarteto.
Todavia, a homogeneidade desta composição é superfi cial e a política ora implementada é catastrófi ca, tanto em relação aos resultados que alardeia quanto aos danos irreversíveis que provoca na universidade. É muito provável que ela se transforme em um tigre difícil de cavalgar, adquira uma dinâmica própria e arraste vários de seus implementadores formais a decisões que não estavam em suas agendas. Sempre existem os que, superestimando sua capacidade técnica de resolver problemas que julgam essencialmente empresariais, despolitizam as questões e acreditam que simples planilhas de custos e uma boa dose de autoritarismo bastam para superar a crise de uma instituição como a PUC-SP. No curto prazo, transmitem a imagem de descobridores de novos “paradigmas” que despertam o interesse de empresas de ensino, todas elas muito piores do que a PUC (o que, em aparente paradoxo, prenuncia um certo tipo de PUC). Já vimos este fi lme em vários registros, de países a empresas. Nem sempre acaba bem. Enquanto é tempo, precisamos discutir alternativas.
Não se fecha uma gráfi ca e asfi xia uma editora sem ampla consulta a todos os setores da PUC-SP, inclusive professores que não deveriam ser demitidos, estudantes que vão e não voltam, núcleos de pesquisa que deslancham, mas são obrigados a escarafunchar o Estado de São Paulo em busca de quem imprima suas publicações, feitas à base de trabalho voluntário, a preços que possam pagar. A atual política expeliu um excelente professor, com grande experiência em editoração, arquivística e obtenção de fi nanciamentos de projetos, que desempenhou papel fundamental na recuperação de uma instituição pública tida como morta e, o que é pior (melhor?), fi lho da PUC: bacharel (pagou os olhos da cara), mestre e doutorando aqui. Sem chiclês do tipo “frios números versus seres humanos”, é possível afi rmar que esta política expressa a predominância de uma abordagem que, em seu devido lugar, pode desempenhar um papel fundamental, mas, por si só, é incapaz de sequer conhecer a complexidade e o potencial de revitalização existente na PUC SP. Se no plano gerencial, corre o risco de produzir aprendizes de feiticeiro, no acadêmico, abriu a caixa de
Pandora de mil picuinhas e ressentimentos que fazem das relações docentes um inglório ajuste de contas. Em suma, é uma política que, na falta de uma direção acadêmica mais defi nida, pode não liquidar a universidade, mas desfi gurar-la-á de modo irreversível.
Dado o contexto interno e externo, paliativos que apenas disfarcem a profundidade do problema não nos interessam, e uma saída positiva não é fácil. Todavia, em face deste quadro ainda nebuloso, é possível vislumbrar algumas diretrizes de atuação.
Precisamos de um mínimo de clareza de propósitos.
Queremos ou não atualizar o caráter universitário da PUC-SP? Desde aquele 23 de dezembro de 2005, quando todos acorremos ao TUCA, fi cou muito claro que sim. Mas os canais de debate sobre a nossa contribuição efetiva, a partir dos diferentes lugares e perspectivas que alavancaram esta universidade, têm sido obstruídos. Desta forma, perdemos força e credibilidade para negociar. Isto tem a ver com a APROPUC e com todas as instâncias
de representação acadêmica.
Credibilidade implica, em primeiro lugar, solidariedade com a luta dos demitidos. O processo de demissões implementado pela PUC-SP tem sido, no geral, desumano, injusto, antiacadêmico, culturalmente predatório e antidemocrático, até porque marcado por perseguições de caráter político (caso, por exemplo, salvo prova em contrário, do professor Francisco Fonseca). Ninguém foi eleito por nós para efetuar estas demissões. Manter a frente cultural. O debate teórico e a pesquisa desinteressada são fundamentais e não podem ser instrumentalizados ou cerceados segundo querelas acadêmicas ou critérios de rentabilidade fi nanceira. Parece descabido, em uma conjuntura marcada pela fraca mobilização do professorado, analisar a prática de estudantes. Mas, como alguns me criticam duramente, aqui também vai uma crítica fraterna a boa parte dos que insistem em se manter ativos: considerar todas as instâncias acadêmicas como “burocracia” e, portanto, intrinsecamente negativas é um equívoco teórico-político gigantesco que resulta numa espécie de wishifull thinking às avessas: abandonadas aos burocratas, estas posições objetivamente contraditórias se tornam exclusivamente burocráticas, mudam de formato e passam a operar segundo outros interesses. Grande parte do arbítrio que se manifestou na atual política de demissões na Faculdade de Ciências Sociais poderia ter sido melhor confrontada por meio da presença legítima e democrática – e institucionalmente
prevista – de estudantes nas reuniões de departamento.
Nada devemos, na PUC, aos concursos realizados em outras boas universidades. Mas, continuando minha provocação fraterna, estudantes estão pouco atentos a este processo fundamental para a reprodução da universidade.
Fortalecer a APROPUC. Sua diretoria comete erros crassos, mas, neste momento de perplexidade geral, não se omite. Acaba de ser reeleita, o que não signifi ca o fi m de seu isolamento. Por que não criticá-la de maneira aberta e franca? Por que não sugerir formas de atuação que julgamos mais adequadas para uma saída positiva da crise? Sem uma APROPUC forte e combativa, a PUC-SP fi cará em situação pior, inclusive no plano acadêmico. Redefi nir as relações com os outros setores engajados na busca de alternativas. Para isto, é preciso levar em conta as particularidades de cada um deles. Não somente entre os professores, as diferenças e contradições de interesses e visões de mundo são fortes. É praticamente impossível que, na atual conjuntura, um setor adote posição unifi cada frente à crise. O mesmo se aplica às relações entre os três setores. A partir das relações entre eles, diversas políticas são possíveis e o que importa aqui é como construir uma ação unifi cada em defesa de alternativas acadêmicas e democráticas para a PUC. A este respeito os últimos meses foram pródigos em como não se deve buscar este objetivo: funcionários na defensiva, professores passando longe de qualquer assembléia com indicativo de paralisação, estudantes divididos diante da política de demissões e, por outro lado, propostas de assembléias conjuntas onde se aprovariam formas de ação no mínimo pouco realistas. Retomar uma perspectiva unitária e democrática passa pelo respeito aos diferentes ritmos e formas de ação que surjam de cada setor da universidade.
Com este objetivo, a criação de fóruns de discussão sobre os rumos da PUC é importante. A Faculdade de Ciências Sociais realizou duas assembléias históricas e, depois, parou. Quem não compareceu e faz política universitária em tempo integral deve estar muito seguro da PUC que pretende e de como chegar lá. Com eles (melhor) ou sem eles, precisamos retomar essas atividades e enriquecê-las, sem medo de falar e ser ouvidos/as, chamando ao debate nossos representantes, nós mesmos, membros da Igreja, ex-reitores (por que não a reitora?), ativistas sociais e políticos. A clareza de que a PUC não voltará a ser o que era não leva necessariamente à conclusão de que será pior.
É preciso achar tempo e energia para debater com puquianos, ex-puquianos (espalham- se de norte a sul do Brasil) e não puquianos, todos os que estiverem dispostos a superarem a cultura do muxoxo e compartilhar de peito aberto a busca de novos caminhos para a revitalização da PUC-SP.
Só assim saberemos o que queremos, o que nos divide e o que nos une, qual é a nossa força e capacidade de negociação, com vistas a encontrar saídas criativas para uma crise que é real, e que o tecnocratismo só tende a agravar.
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