MURAL - A guerra dos EUA é genocídio contra o povo iraquiano
Defendemos a autodeterminação do Iraque. Não à invasão militar

Em nome da segurança mundial e dos Estados Unidos, em nome da democracia contra a ditadura de Saddam Hussein, em nome do fim das armas de destruição em massa e em nome da erradicação do terrorismo, o governo estadunidense decidiu provocar genocídio contra o povo iraquiano.
A máquina de guerra acionada indica a decisão de vencer a resistência do Iraque à custa do massacre.
Os Estados Unidos expõem ao mundo um arsenal de destruição que empalidece o poder militar das potências da 1a e 2a Guerras Mundiais. Isso para ocupar um país cuja capacidade militar, comparativamente, está anos-luz distante do agressor imperialista.
A humanidade está diante da barbárie do capitalismo putrefato.
Acima de tudo e de todos prevalecem os interesses dos monopólios industriais e do capital financeiro. Prevalecem as necessidades da indústria armamentista. Prevalecem os objetivos de controle das fontes de matéria-prima.
Pairam sobre tudo e todos a hegemonia econômica imperialista e a gigantesca capacidade bélica dos Estados Unidos.
Manifestações no mundo todo condenaram a guerra e exigiram a retirada das tropas estadunidenses e inglesas. Levantaram a bandeira de não ao colonialismo imperialista. Mas os Estados Unidos passaram por cima da bandeira de paz. Ignoraram, finalmente, a posição da França e da Alemanha de não decretar a guerra sem o aval da ONU. Desprezaram a opinião de inúmeros governos de que a solução do conflito não deveria ser a guerra. Nem a mobilização mundial e nem as divergências das potências imperialistas demoveram a Casa Branca de provocar um genocídio. Fica claro, mais uma vez, que sob o imperialismo o mundo não conhecerá a paz.
Que força poderosa coloca aos Estados Unidos a necessidade de passar por cima de tudo e de todos? Tudo indica que é a da crise mundial do capitalismo, cujo carro-chefe são os Estados Unidos. As fontes de petróleo e a expansão de territórios estão no fundo da estratégia intervencionista do Estado norte-americano. Trata-se de uma contingência para a oligarquia capitalista, voltada a proteger seus negócios à custa dos países semicoloniais, como é o caso do Iraque.
A América Latina se encontra sob tremenda pressão para seguir o traçado da Alca. É o intervencionismo econômico-financeiro ganhando novas dimensões. E não desconhecemos que por trás do poder dos monopólios estão as bases militares que avançam sobre o território latino-americano. O Pentágono tem por meta aumentar a capacidade de intervenção bélica em qualquer parte do mundo. É o que presenciamos também nas fronteiras dos países latino-americanos.
O imperialismo, por natureza, é antagônico à autodeterminação das nações. Qualquer traço de independência nacional passa a ser um obstáculo aos objetivos expansionistas e de controle de fontes de matérias-primas. O imperialismo, que até recentemente foi apresentado como coisa do passado, mostra sua vigência no que tem de mais característico: submeter as nações e os povos à mais rigorosa subserviência.
A ocupação do Afeganistão e agora a guerra contra o Iraque são um elo dessa cadeia de dominação, que se solda pela violência reacionária da ocupação militar e pela barbárie do genocídio.
Mas os trabalhadores e a juventude do mundo todo estão acordando para a defesa da verdadeira liberdade e paz entre os povos que é a derrocada histórica do capitalismo e com ela o sepultamento do imperialismo. A guerra genocida dos Estados Unidos contra o Iraque fortalecerá a unidade anticapitalista e antiimperialista dos milhões que são oprimidos pelo desemprego, pela pobreza e pela fome.
Nós trabalhadores empunhamos a bandeira de derrota do imperialismo e de autodeterminação dos povos. Estamos com a resistência do povo iraquiano. Estamos por uma luta sem trégua para expulsar as tropas invasoras. Estamos pela autodeterminação dos povos.
São Paulo, 19 de março de 2003.
AFAPUC - Associação dos Funcionários da PUC-SP
APROPUC - Associação dos Professores da PUC-SP
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