Apresentação
Este é o segundo número desta revista que tratamos do debate em torno da Educação no País, apresentando as principais questões colocadas pelo tema. Sem a pretensão de esgotar o assunto, esperamos ter colocado mais alguns elementos na mesa desta fundamental discussão.
Iniciamos com uma análise que compara o crescimento do ensino superior em dois momentos da história recente e as contradições a eles inerentes, com dados oficiais atuais. Em outro texto, são mostrados os fundamentos da concepção econômica imposta às diretrizes educacionais. Na seqüência, a trajetória percorrida por dois planos nacionais de educação opostos, a imposição da visão educacional neoliberal do governo, e propostas de prosseguimento da luta dos educadores. Por meio de diferentes diretrizes e medidas governamentais, pós-LDB, no âmbito do MEC, dois artigos demonstram como a aplicação da visão mercantil reflete na qualidade do ensino e nas necessidades da sociedade, especialmente na educação básica. Enfocando a educação infantil, temos um artigo que apresenta o entendimento de que a criança que se encontra nos nossos currículos pedagógicos é um ser sem corpo e sem alma. Em seguida, vem um texto que apresenta uma visão da política neoliberal, especialmente no ensino básico, onde é demonstrado como a política educacional oficial separa a teoria da prática. Como exemplo de uma prática de educação que nega e combate a política oficial, reproduzimos dois textos do MST que apresentam seus princípios, propostas e práticas no campo pedagógico.
A crise internacional produzida pelos atentados aos EUA é comentada pelo professor peruano Aníbal Quijano, apresentando uma análise histórica do terror político num contexto amplo e profundo de suas causas, e as responsabilidades das grandes potências na origem e no desenrolar do atual momento.
Na senzala uma flor, trabalho do historiador Robert W. Slenes, foi resenhada pelo professor Ênio Brito, que destaca a importância da obra para o entendimento do Brasil Império.
Brecht e Vallejo fecham esta nossa edição.
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