MURAL
Apropuc completa 25 anos em plena fase de crescimento
Defesa da educação de qualidade, trabalho acadêmico e luta referência nacional. São os professores da política, Acordo Interno, carreira e contrato docente, convênios, PUC e a sua associação fazendo história
O mês de novembro marca o encerramento de mais uma gestão da Associação dos Professores da PUC-SP (Apropuc-SP). E o início de outra. É com muita perseverança que os docentes têm se desdobrado na tarefa de abraçar a causa e a defesa dos interesses trabalhistas, profissionais e acadêmicos dos professores da PUC-SP. Isso tem acontecido não sem sacrifícios, representados pela jornada dupla dos dirigentes da associação no cotidiano puquiano.
Graças à ação determinada da Apropuc, hoje muitas conquistas incorporadas ao dia a dia dos professores parecem naturais. Entretanto são frutos da luta firme dos docentes. Contrato de trabalho por tempo, reajustes salariais, combate à hora-aula, à dissociação entre ensino e pesquisa, luta pela formação acadêmica continuada, defesa da dignidade da profissão - e muito mais -, nada disso seria realidade não fosse a intervenção constante da Apropuc.
Publicações ganham regularidade
Esta gestão que se encerra também aperfeiçoou as publicações da associação. O jornal PUCviva tem mantido a sua regularidade semanal e melhorado a sua linha editorial. A revista PUCviva, depois de ter sido lançada em 1996, passou a circular trimestralmente em 1998, e se firmou como um canal de divulgação de opinião, análise, informação, principalmente dos professores da PUC-SP, mas também com contribuições de intelectuais de outras universidades, inclusive do exterior. Suas edições têm repercutido no mundo acadêmico, intelectual e militante de forma bastante positiva.
Neste ano, a Apropuc entrou no ar pela Internet, levando consigo todas as suas publicações e atividades.
Trabalho acadêmico e luta política
Alguns professores deixam a direção da Apropuc a partir de agora. A professora Maria da Graça Marchina Gonçalves assumiu a direção da Faculdade de Psicologia. A professora Madalena Guasco Peixoto assumiu a direção do Centro de Educação.
Para a professora Graça, "estar na diretoria da Apropuc representou sempre aliar o trabalho acadêmico à luta política, em defesa da educação de qualidade acessível a todos, da universidade como espaço de formação e produção de conhecimento comprometidos com a transformação social. Uma luta da qual pretendo continuar participando, em outros espaços e como professora associada da Apropuc."
Madalena destaca: "A Apropuc representa, na universidade, um espaço autônomo que une a defesa dos interesses individuais dos professores com os interesses coletivos. Tem sido desta forma que o nosso Acordo Interno de trabalho torna-se cada vez mais um instrumento de direitos. Mas a Apropuc não é apenas uma associação de defesa dos direitos trabalhistas e de melhores condições de trabalho, é também um espaço de luta pela produção intelectual dos professores, em defesa da pesquisa, da democracia interna da universidade, do respeito nas relações de trabalho dos docentes. Local onde se debate as relações entre professores, alunos e funcionários, construindo um movimento de unidade".
Reconhecimento nacional
A professora lembra que a Apropuc é reconhecida nacionalmente, pois "tem participado da construção do movimento docente nacional por meio do Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee)."
Sobre a sua saída, Madalena informa: "Estou deixando, depois de seis gestões, a direção da Apropuc, porém continuarei representando a entidade tanto no Fórum como na Contee, e na PUC ocupo outra frente de luta no Centro de Educação, colocando a educação no centro dos debates da universidade." E finaliza dizendo que "o fortalecimento da Apropuc representa manter um espaço democrático e de transformação em ação os nossos desejos como categoria".
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