Cultura - Wanda Rosa Borges
Cultura
Por Ceciana de Melo
Ela não falta a uma assembléia da Apropuc. Quando vai faltar, justifica antes. Há 34 anos, a professora do Departamento de Educação e Tecnologia, Wanda Rosa Borges, iniciou sua carreira na PUC-SP. Ministrou diversos cursos: Cultura Religiosa e Didática e Metodologia do Ensino. Defendeu tese, foi chefe de departamento e participou diretamente das principais reformas nesta universidade. Atualmente envolvida nas atividades do Centro de Ex-Alunos, não por acaso, mais uma vez, será uma das professoras homenageadas na festa de comemoração dos 55 anos da PUC em encontro dos ex-alunos. A professora Wanda Borges não esconde a emoção de muitas lembranças de sua infância, passada numa fazenda no interior de São Paulo até pouco depois da morte de seu pai, e da juventude, com seus desejos nem sempre satisfeitos e compreendidos por gerações mais velhas. Fala com certa nostalgia da PUC, no tempo em que alunas e professoras nem podiam entrar de calça comprida, mas o ambiente de trabalho era mais acolhedor, e a própria cidade tinha sua magia, com bonde e tudo. Mas salienta: “também não quero viver de saudosismo”. A seguir, apresentamos uma parte de pouco mais de duas horas de conversa, em que ela, com paciência e atenção de quem garimpou muitas estradas, reconstruiu o fio que a trouxe até a universidade. Wanda nos levou a uma São Paulo antiga, que não existe mais. “São Paulo, no tempo que eu vim para estudar, era uma neblina que às onze horas você não via o outro lado da Avenida Higienópolis”, lembra ela.
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