Apresentação

APROPUC-SP
Dando continuidade à publicação de artigos sobre os 500 anos da vinda dos europeus ao Brasil, sob uma perspectiva crítica e não comemorativa, analisando os variados aspectos da sociedade que vem se formando, iniciamos com o texto do professor Frederico Costa, da Universidade Federal do Ceará, que trata do escravismo colonial, das rebeliões contra a submissão imposta pelos senhores da Coroa portuguesa e o significado das comemorações do chamado Descobrimento nos dias atuais.
Em seguida, a professora Regina Gadelha analisa a importância da contribuição do sociólogo Gilberto Freyre para o estudo da formação da cultura brasileira, especialmente com a obra Casa Grande & Senzala.
A questão indígena recebe um tratamento a partir da Psicologia, realizado por um grupo de estudo da Universidade Federal de Santa Catarina, coordenado pelo professor Marcos Ribeiro Ferreira, preocupado com a situação atual dos primeiros habitantes do continente.
Descomplicadamente, João Pedro Stedile, um dos coordenadores do MST, apresenta e analisa o processo de apropriação da terra no Brasil, desde a chegada dos portugueses até os nosso dias, mostrando que uma das causas da miséria do trabalhador se origina na concentração da terra em mãos de poucos.
Dentro do período histórico recente, a professora Lívia Cotrim, da Fundação Santo André, analisa as teorias do populismo existentes a partir da década de 70, as quais estudam o movimento político iniciado com o novo rumo tomado pelo Brasil na década de 30.
As mudanças na distribuição de renda no País causadas com os planos de estabilização, especialmente o Plano Real, são analisadas pela professora Norma Casseb, do Departamento de Economia da PUC.
Pensando o novo milênio, o professor Alberto Rocha Valencia, da Universidade de Guadalajara, apresenta uma nova, possível configuração política em escalas locais e global, partindo da análise que está acontecendo uma transformação mundial dos sistemas políticos.
Voltando à colonização européia, a participação dos holandeses no processo da expansão mercantil européia, dominando territórios e fazendo o tráfico de escravos da África, são tratados por Pedro Puntoni, da USP, cujo livro é resenhado por Ênio José da Costa Brito, da PUC-SP.
As dificuldades do exercício docente em sala de aula, especialmente na PUC, e o gosto musical em voga são criticados com humor na crônica de Jorge Cláudio Ribeiro. E, finalmente, o professor do Departamento de Física Luiz Carlos de Campos abre o coração em poema na última página deste número.
Na abertura desta edição, prestamos uma homenagem à educadora Maria Nilde Mascellani, falecida alguns dias após a sua defesa de tese de doutorado na USP sobre a capacitação de trabalhadores desempregados, pelo Programa Integrar CNM/CUT.
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