Home >> Revista PUC Viva >> 32, A Crise Mundial, julho de 2008 >> A crise nos EUA - natureza, cenários e contágio

A crise nos EUA - natureza, cenários e contágio

APROPUC-SP

Jason T. Borba

"... this is not the end. It is not even the beginning of the end. But it is, perhaps, the end of the beginning." [1]
Winston Churchill

 A finalidade deste artigo é tratar da natureza geral e também das especificidades da atual crise econômica norte-americana, seus cenários e perspectivas de contágio para o conjunto do mercado mundial. Em função do referencial teórico desta análise, o foco na economia norte-americana procede por tratar-se da economia líder na atual ordem econômica, fazendo depender em grande parte do seu desempenho o das demais economias centrais e periféricas, como é o caso do Brasil. Não será feita uma abordagem exaustiva da crise norte-americana, buscando-se, no entanto, os elementos fundamentais para traçar o cenário mais provável para os próximos trimestres e para reafirmar a sincronia global dos ciclos econômicos nacionais.
De fato, após muitas dúvidas a respeito da vigência ou não de uma crise, está mais forte a convicção de que finalmente a crise começou a precipitar-se sobre a economia norte-americana entre o final de 2007 e início de 2008[2]. Mas teria o pior já passado? Qual seria, enfim, a natureza dessa crise? Seria ela restrita ou ocasionada pelos mercados imobiliários, pela crise no sistema financeiro? Ficaria ela restrita à economia norte-americana ou impactaria também as economias européias, asiáticas e latino-americanas? Seria ela breve e moderada ou longa e profunda?
Nos Estados Unidos, a explicação mais em voga nos meios acadêmicos e dos negócios para as causas da crise atual estão focadas numa combinação de três processos:
a) a manutenção das taxas de juros básicas muito baixas além do tempo, desde a crise de 2001, o que teria distorcido o custo do capital e possibilitado as operações carry trade (arbitragem de taxas), e com isso favorecido a formação exacerbada de bolhas;
b) o comportamento cíclico do sistema financeiro, segundo o qual, na fase ascendente do ciclo, o risco é subdimensionado pelo otimismo da expansão, levando a uma expansão das operações chamadas subprime (concessão de crédito com critérios frouxos e sem garantias) e à formação de bolhas; a instabilidade advém da conscientização repentina do risco já instalado nas carteiras, levando a uma contração generalizada do crédito;
c) a securitização e o shadow banking (atividade bancária fora da contabilidade oficial dos bancos para esquivarem-se da contabilidade fiscal e da regulação), que geraram um acúmulo de operações na modalidade de derivativos que hoje, em termos globais, ultrapassa os seiscentos trilhões de dólares[3], mais de dez vezes o PIB mundial; o mundo dos derivativos é absolutamente opaco à regulação e às análises - um mundo de operações fictícias cuja natureza e cujas decorrências nem as autoridades monetárias internacionais são capazes de decodificar cabalmente[4].
O referencial teórico para a abordagem da crise atual é a teoria dos ciclos industriais periódicos de Marx[5], que encontramos apenas parcialmente abordada em Mandel[6]. Essa teoria toma como base para a determinação dos ciclos o período de vida útil do capital fixo: são os chamados ciclos industriais. Clément Juglar[7], cuja formulação clássica é também da segunda metade do século XIX, igualmente assenta sua teoria dos ciclos no capital fixo, mas de um certo modo aponta para uma tendência à sobreacumulação de capital fixo como fator deflagrador do ciclo numa diferença em relação à abordagem marxiana.
A teoria dos ciclos é sumamente importante para qualquer avaliação a respeito das tendências de longo prazo e das flutuações conjunturais do mercado mundial. De pronto abre-se uma questão teórica fundamental: haveria ou não organicidade entre a teoria dos ciclos industriais de Marx e a teoria das ondas longas de Kondratiev?
Segundo Trotsky[8], a mais notória das teorias das ondas longas, a de Kondratiev, se origina de uma analogia com os ciclos curtos:
Logo após o Terceiro Congresso Mundial do Comintern, o Professor Kondratiev abordou esse problema - como de costume, evadindo-se cuidadosamente da formulação da questão adotada pelo próprio congresso -, tentando fundar, ao lado do "ciclo menor" que cobre um período de dez anos, o conceito de um "ciclo longo", abrangendo aproximadamente cinqüenta anos. De acordo com essa construção simetricamente estilizada, o ciclo econômico maior consiste de uns cinco ciclos, sendo que a metade deles tem caráter de boom e a outra metade, de crises, com todos os estágios de transição necessários. (...) Mas já é possível refutar antecipadamente a tentativa do Professor Kondratiev de caracterizar épocas nomeadas por ele como ciclos maiores com o mesmo ‘ritmo rigidamente regular' como o que é observável nos ciclos menores; isso é, obviamente, uma falsa generalização de uma analogia formal. A recorrência periódica dos ciclos menores é condicionada por dinâmicas internas das forças capitalistas e se manifesta sempre e em todo lugar em que o mercado venha a existir.
No mais, Trotsky, sem conseguir explicitar o fator endógeno que determina a periodicidade regular dos ciclos curtos, mas com brilhantismo, consegue discernir perfeitamente as naturezas distintas das tendências da acumulação no longo prazo e a das flutuações nos ciclos curtos:
No que toca aos grandes segmentos da curva de desenvolvimento capitalista (cinqüenta anos), os quais o Professor Kondratiev apressadamente propõe-se designar também como ciclos, seu caráter e duração são determinados não pelos interjogos internos das forças capitalistas, mas pelas condições externas, por cujos canais o desenvolvimento capitalista flui. A aquisição pelo capitalismo de novos países e continentes e a descoberta de novos recursos naturais, em cujo esteio verificam-se os fatos maiores de ordem "superestrutural" tais como guerras e revoluções, determinam o caráter e a sucessão de épocas ascendentes, estagnadas e declinantes do desenvolvimento capitalista.
Vale, no entanto, ressaltar que Mandel[9] posteriormente, resenhando Marx e Kondratiev, irá optar por uma validação de certo modo eclética da natureza endógena das ondas longas.
Segundo a teoria marxiana dos ciclos industriais, sua periodicidade é determinada pela vida útil do capital fixo, portanto um fator estritamente endógeno à esfera da produção. Na época de Marx essa periodicidade era de 10 anos, com prognóstico de encurtamento devido à abreviação gradativa da vida útil do capital fixo, tanto pela maior intensidade dos processos produtivos como pela obsolescência tecnológica precoce.

Sobre a evidência empírica dos ciclos atuais


Existe hoje toda uma teia de complexidades relativas aos dados econômicos oficiais nos Estados Unidos. A esse respeito, as séries alternativas de John Williams, no seu Shadow Government Statistics (SGS), entre outros, têm desempenhado um papel importante[10]. O gráfico a seguir exibe duas séries: a do PIB oficial dos Estados Unidos, em linha fina, e a série alternativa do SGS, em linha grossa. A discrepância crescente desde 1982 resulta das modificações sucessivas na forma de apuração, pesos relativos e demais procedimentos de mensuração e substituição do U.S. Bureau of Economic Analysis (BEA). Assinalamos com círculos as ocorrências cíclicas.

grafico1artigoeua
Vemos que a periodicidade dos ciclos atuais está em torno de seis a sete anos. O ciclo econômico determina a periodicidade dos pontos de mínimo na acumulação, mas não determina de modo algum que esses pontos de mínimo se transformem em crise. Vemos, portanto, que tanto na série oficial como na de SGS os pontos de mínimo coincidem; enquanto crises na série oficial ocorrem apenas em 1981, 1991 e 2001, na série de SGS temos crise em 1981, soft landing[11] em 1987 e crises em 1991, 1995, 2001 e, segundo nossa análise, a partir do final de 2006. Vale observar que os anos 1990 em particular tiveram ocorrências parciais importantes, como a Crise Mexicana em 1994 e a Crise Russa em 1997-98, que abalaram momentaneamente o conjunto do sistema.
Desse modo, tanto a série oficial como a série alternativa nos mostram a ocorrência dos ciclos, não mais decenais, mas abreviados. A série SGS nos mostra a ocorrência das crises cíclicas e já aponta para a gravidade específica da crise atual.

Sobre os cenários

A cenarização para a crise atual requer algumas considerações adicionais e também um olhar panorâmico sobre as crises passadas.
O gráfico a seguir[12] nos mostra o comportamento típico do sistema financeiro no decorrer dos ciclos. Os bancos respondem com um aperto das condições de concessão de crédito. Assim foi na crise de 1991. Vemos a leve inflexão durante o soft landing de 1995. O calombo durante a crise russa poderíamos chamar de "ponto fora da curva". Logo em seguida, na crise de 2001, vemos um forte e longo aperto no crédito, que durou até 2003, seguido por um período de total liberalização dos critérios, exatamente onde se gerou o subprime generalizado na economia norte-americana. No entanto, já a partir de 2007 os critérios voltam a restringir fortemente o crédito. A inflexão, que torna cada vez menos liberal e mais arredio o sistema financeiro, começa a ocorrer já a partir de fins de 2006. Fica, então, patente a vigência de uma crise de crédito na economia norte-americana a partir de 2007. Claro que permanece a pergunta: que fator endógeno poderia ter levado a tal inflexão já a partir de 2006? Qual o percurso futuro dessa tendência?
Essas questões relativas ao aperto no crédito norte-americano são fundamentais, numa perspectiva panorâmica, inclusive para reforçar o início e a vigência da crise, mas delas em si não se consegue compor uma cenarização.
De fato, também a partir de uma visão panorâmica, vamos encontrar uma constelação especial de fatores perfilados em uma das crises passadas que pode sugerir os contornos de um cenário futuro.
O gráfico a seguir[13] apresenta as taxas de crescimento anual do PIB real de 1978-2007, em linha fina, e as taxas de juros de referência para a economia norte-americana, em linha grossa. Anotamos nesse gráfico o fenômeno conhecido como "double dip" (duplo mergulho), como ficou conhecida a crise que se iniciou em 1978 e que, de um modo sui generis, durou até 1982. Em termos oficiais, foram ali reconhecidas duas crises, destacadas nas áreas cinzentas, bem próximas uma da outra, das quais a segunda é mais longa e mais intensa.

grafico3artigoeua
Chama a atenção o comportamento contraditório do FED (o banco central dos Estados Unidos) na administração das taxas de juros - com uma intervenção inicial acentuadamente pró-cíclica. Não há, como é típico nos ciclos, uma sincronia perfeita entre as taxas de crescimento do PIB e as taxas de juros, isso devido ao proverbial atraso do FED em reagir à desaceleração econômica. Mas o comportamento pró-cíclico das autoridades monetárias no caso do "double dip" fica muito destacado. O problema fundamental colocado para o FED, daquela feita, foi a presença simultânea de desaceleração e crise econômica com inflação crescente, fenômeno conhecido como "estagflação". A crise em geral vem acompanhada de uma deflação, o que possibilita a adoção de uma política monetária expansionista, e confere funcionalidade a essa política. No entanto, naquele caso, a crise não se fez acompanhar de uma deflação clássica, ou seja, deflação nos preços reais e nos preços nominais. Naquele caso, a deflação ocorreu só nos preços reais, com os preços nominais em forte ascensão. Tínhamos uma situação de extrema vulnerabilidade, segundo os cânones keynesianos e neo-keynesianos, de uma política monetária endógena. Nesse quadro, só mesmo um tratamento de choque, com o aumento repentino e fortíssimo dos juros, que no início dos anos 1980 atingiram cerca de 18% ao ano, para recobrar o controle governamental da oferta monetária.
Desde o final de 2002, o dólar desvalorizou-se fortemente em relação às demais moedas. Porém, desde os primeiros meses de 2008, com o início da fase mais aguda da atual crise, que gradativamente envolveu as demais economias centrais, esse movimento de desvalorização da moeda norteamericana inverteu-se. Ainda é cedo para vislumbrarmos o resultado final do processo, mas, de qualquer modo, a crise atual ainda não levará ao final do dólar como padrão monetário internacional, nem à substituição da economia norte-americana como economia líder, embora os problemas para sua manuteção nessa condição se multipliquem e se agravem aceleradamente. Porém, no que concerne ao cenário fundamental da atual crise, o custo do financiamento ao capital e ao consumo tenderá a subir vertiginosamente, principalmente na fase aguda do ciclo. Esse é um movimento autônomo dos mercados, devido à chamada aversão crescente ao risco. Os patamares de longo prazo para o custo do financiamento tendem a ser doravante bem mais altos.Várias são as medidas para tentarmos aquilatar o quadro para um movimento de subida da taxa de juros norte-americana, se de acordo com um gradualismo ou se num movimento de choque.
O grau de deterioração do dólar pode hoje ser visto no mercado de ouro. O excelente artigo já referenciado de Laird[14], nos dá o insight mais interessante da dinâmica desse complexo mercado. Em termos marxianos, o ouro é uma mercadoria normal, de um lado, mas é também, a partir de um determinado estágio histórico de desenvolvimento dos mercados, a mercadoria equivalente geral - e assim permanecerá através dos tempos enquanto perdurar a produção de valor[15]. O surto especulativo atual com o ouro assume, num contexto específico de crise, uma natureza predominantemente monetária. O ouro emerge na situação atual como referencial monetário, ou melhor, como um espelho da saúde do sistema monetário internacional. Nesse caso, seria um engano ver os preços recentes do ouro refletindo apenas um comportamento especulativo, o qual, no entanto, está fortemente presente.
Por essa razão, um dos elementos cruciais para compor o cenário da economia norte-americana para os dois próximos anos é o de um agravamento da crise, com subida drástica das taxas de juros tanto nos Estados Unidos como na Europa. É nessa exata medida que o "double dip" do final dos anos 1970 nos inspira. Rememorando a epígrafe deste artigo, não se trata simplesmente de prognosticarmos a repetição de uma dinâmica de "double dip" para o desdobramento da crise corrente, mas de considerarmos a forte probabilidade de um choque drástico e autônomo de juros, com o conseqüente agravamento da crise global, que para o segundo semestre de 2008 e para os próximos nos parecem inevitáveis[16]. Não podemos esquecer, no entanto, que há outros possíveis e graves fatores a emergir, como a deflação do estoque global de derivativos, que podem transformar esta recessão, ainda que bem mais grave do que as quatro anteriores, que duraria entre três e cinco semestres, em depressão, esta sim com duração de até uma década.

Sobre o contágio global, na América Latina e no Brasil

A questão tida como de "contágio" diz respeito, na realidade, não só a um processo literal de contágio, mas também à existência ou não de sincronia dos movimentos cíclicos das demais economias nacionais. Com efeito, o referencial teórico com o qual tratamos a crise atual já considera que cada economia industrializada contém o componente endógeno determinante do comportamento cíclico: a importância quantitativa e qualitativa do capital fixo no processo de acumulação. Há a necessidade de apreendermos empiricamente o grau de aderência de cada economia, ou grupo de economias, aos movimentos cíclicos da economia líder no mercado mundial, ou seja, a economia norte-americana. Na medida em que, através da sucessão dos ciclos no pós-Segunda Guerra, mas principalmente a partir dos anos 1980, o processo de concentração e centralização no âmbito do mercado mundial se aprofundou, podemos supor com segurança que a convergência dos padrões e estilos de acumulação nacionais levou a uma sincronia cada vez mais marcada nas respectivas conjunturas cíclicas.
Com efeito, nas últimas décadas, no âmbito da economia mundial enquanto totalidade, as crises norte-americanas são episódios, sem dúvida o principal, das crises do capital social global. Hoje, neste início de milênio, com o capital de longa data já constituído em mercado mundial, este se apresenta como sistema sincronizado de economias nacionais, fazendo da atual crise americana o centro de uma crise que é global.
Sem a intenção de aprofundar o estudo do comportamento cíclico do mercado mundial, indicamos alguns elementos do modo como tem se dado recentemente essa complexa sincronia entre economias centrais, envolvendo também as que compõem um grupo especial de economias periféricas: o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). As séries que evidenciam melhor essa sincronia estão sistematizadas no CLI - Composite Leading Indicators da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico - OCDE[17]. A análise das séries mostra o alinhamento complexo das principais economias componentes da OCDE na última crise cíclica, assim como do Bric. Não se trata, é claro, de um espelhamento perfeito, mas destacam-se as tendências cíclicas diretoras condicionando as flutuações das economias nacionais.
Chama a atenção, sempre, o caso da China: a última crise cíclica - a de 2001 - repercutiu naquela economia de modo a desacelerá-la. A perspectiva para a crise atual é que a desaceleração da economia chinesa seja significativa e bem mais grave do que a da crise anterior.
Devido a essa sincronia global entre das economias nacionais, o mundo seguiria o destino da economia líder, ou de uma recessão entre três e cinco meses, ou de uma depressão que poderia ser de uma década, como vimos anteriormente.
Quanto à economia brasileira perante a crise global, alguns elementos poderiam indicar uma menor vulnerabilidade. O recente movimento virtuoso da acumulação nacional poderia sugerir que o impacto da crise global fosse, aqui, tão forte. Além disso, a relativa dispersão dos mercados exportadores para os produtos brasileiros indicaria uma menor exposição à crise norte-americana. Mas o Brasil fez-se nas últimas décadas uma economia fortemente integrada no mercado mundial. A forte integração da economia brasileira não se pode aferir observando-se somente seu grau de abertura, ou seja, a participação das importações e exportações no PIB. Hoje a produção, a logística, a circulação de mercadorias, além do sistema financeiro, estão fortemente internacionalizados, e é daí que o grau de exposição da economia brasileira às flutuações nos mercados globais deve ser avaliado. Além disso, o maior ou menor envolvimento da economia brasileira nas transações bilaterais com a economia norte-americana, que é o epicentro da crise atual, também não pode atestar um maior ou menor grau de exposição da economia brasileira às instabilidades da economia líder. Ao contrário, os entrelaçamentos entre as principais economias do mundo, tanto as centrais como aquelas mais desenvolvidas da periferia industrializada da qual o Brasil é destaque, apontam para uma organicidade íntima de todo o sistema, o que favorece decisivamente, quando a crise global atingir seu momento mais agudo no segundo semestre de 2008, uma propagação rápida e intensa.


Notas

1  "... isto não é o fim. Não é sequer o começo do fim. Mas talvez seja o fim do começo."
2  Ver PUPLAVA, Chris (2008), "An Inconvenient Adjustment: The Unofficial Official Recession", in www.financialsense.com, ROUBINI, Nouriel (2008), "Deepening Recession, Tumbling Equity, and Sky-High Oil Prices", in www.rgemonitor.com e MAULDIN, John (2008), "US in Recession Despite Manipulated Employment and Inflation Statistics", in www.marketoracle.co.uk.
3  Cf. BIS (2008), Amounts outstanding o over-the-counter (OTC) derivatives by risk category and instrument, in www.bis.org.
4   Cf. LAIRD, C. (2008), Central Banks $2.5 Trillion Money Supply Fails to Stop a Global Deleveraging, in www.marketoracle.com.
5  Cf. BORBA, Jason. T. (2007, mimeo). Crises, Ciclos e Tendência da Acumulação Capitalista: Teoria, História e Cenários. (Versão para discussão), GECOPOL - Grupo de Pesquisa em Economia Política Marxista, Depto. de Economia (mimeo) da PUC-SP.
6   MANDEL, Ernest (1982) O capitalismo tardio (Coleção Os Economistas). São Paulo: Ed. Abril.
7   JUGLAR, Clément (1863), Crises Commerciales, in www.gallica.bnf.fr.
8   TROTSKY, Leon. (1923) The Curve of Capitalist Development - A letter to the editors in place of the promised article, April 1923, in http://www.marxists.org.
9  Op. cit.
10  WILLIAM, John (2008), Shadow Government Statistics - Alternative Series, in www.shadowstats.com; ver também MAULDIN, John (2008), How do You Spell Stagflation?, in http://frontlinethoughts.com.
11  Pouso suave, caracterizando uma breve desaceleração seguida de retomada.
12   Cf. www.economiaemdia.com.br.
13  Cf. KASRIEL, L. (2007), The More the FED Delays Cutting US Interest Rates, the More We Cut Our GDP Forecast, in www.marketoracle.com.
14  Op. cit.
15  BORBA, J. (1981) O caráter histórico do dinheiro em Marx. São Paulo, EAESP-FGV (mimeo).
16  Para consultar análises com prognósticos muito próximos, mas que partem de referenciais totalmente distintos, ver ROUBINI, N. (2008), The US Recession: V or U or W or L-Shaped?, in www.rgemonitor.com/ e LEAP/E2020 (2008), Juillet-Décembre: Le monde plonge au coeur de la phase d'impact de la crise systémique globale (GEAB nº 26), in http://www.leap2020.eu/.
17  Cf. OECD (2008), CLI - Composite Leading Indicators, in www.oecd.org.



Jason T. Borba Professor Titular do Departamento de Economia da FEA-PUC-SP

  Voltar PDF  Versão em PDF E-mail  Encaminhar Imprimir  Imprimir

Publicações

» Revista PUC Viva
loguinho_pucviva_novo
revista_puc_critica_logo
puc_viva_logor
twitter
facebook
youtube
vimeo

tv_apropuc3


Enquete

O que você acha da implementação do ensino à distância na PUC SP?