Sobre a luta contra o social-chauvinismoSobre a luta contra o social-chauvinismo
APROPUC-SP
Lênin
In: A luta contra a guerra.
Rio de Janeiro, Calvino Filho Editor, 1934.
A documentação mais interessante e mais recente sobre este assunto de palpitante atualidade provém da Conferência internacional das mulheres socialistas recentemente terminada em Berna. Os leitores encontrarão mais abaixo a ata da conferência e o texto das resoluções que adotou e que rechaçou. No presente artigo, temos a intenção sobre um aspecto da questão.
As delegadas das organizações femininas, aproximadas do Comitê Unitário, as holandesas do partido de Troelstra, as suíças da organização que combate energicamente a Berner Tagwacht por sua orientação que lhes parece demasiado esquerdista, a delegada francesa desejosa de não se separar em nenhuma questão, por pouca importância que tenha, de seu partido oficial, que se coloca, como sabemos, sobre uma plataforma social-chauvinista, as inglesas hostis a que se combata o pacifismo e contrárias à tática revolucionaria do proletariado, uniram-se com as social-democratas alemãs de esquerda, sobre uma resolução. Os delegados das organizações femininas do Comitê Central de nosso partido separaram-se dessa maioria preferindo permanecer temporariamente isoladas do que participar em tal bloco.
Qual foi a matéria do desacordo? Qual é sua significação social e de princípios?
À primeira vista, a resolução da maioria que reuniu os sufrágios dos oportunistas e de uma parte das esquerdas produz uma boa impressão e parece justa em principio. A guerra é reconhecida como imperialista, a defesa nacional é condenada, os operários são chamados a manifestações de massas etc. Parece que nosso texto não difere deste senão em algumas expressões mais brutais, como as de “traição”, “oportunismo”, “retirada dos socialistas dos ministérios burgueses” etc.
É certamente sob este ponto de vista que será criticada a retirada da delegação feminina do Comitê Central do nosso partido, da conferência.
Basta porém, examinar os fatos com pouco mais de atenção, sem se conformar no reconhecimento formal de tal ou qual verdade para ver quão inconsistente é esta critica.
Duas concepções filosóficas gerais de apreciações sobre a guerra e sobre as tarefas da Internacional, duas táticas de partidos proletários chocaram-se no Congresso. Uma opinião sustenta que não houve krach (desmoronamento) da Internacional, que não existem obstáculos sérios e profundos que impeçam a volta dos chauvinistas ao socialismo, que não há no movimento operário um inimigo interno e irredutível encarnado no oportunismo e que este não traiu manifestadamente, abertamente, inegavelmente ao socialismo. Daí a conclusão: não condenemos a ninguém, anistiemos aos violadores das resoluções de Stuttgart e de Bale, contentemo-nos em aconselhar uma orientação um pouco mais esquerda e em chamar as massas a manifestar-se.
A outra opinião é – sobre todos os pontos enumerados – diametralmente oposta. Nada é mais nocivo e mais nefasto à causa proletária do que a continuação, no interior do partido, de manobras diplomáticas com os oportunistas e os social-chauvinistas. A resolução da maioria foi aceita pelos oportunistas e delegados agregados aos partidos oficiais atuais porque estava profundamente imbuída de um espírito diplomático. Esta diplomacia serve para jogar poeira nos olhos das massas operárias agora dirigidas pelos social-patriotas oficiais. Inculca-se às massas operárias a idéia indiscutivelmente errônea e perigosa de que os partidos social-democratas atuais, com suas direções atuais são capazes de adotar uma nova orientação e de fazer, em lugar de uma política falsa, uma política justa.
Não é assim. Isso é um erro, o mais profundo e o mais nefasto. Os partidos social-democratas são incapazes de mudar seriamente de orientação. Na realidade, tudo ficará como no passado. E os votos de esquerda expressados na resolução da maioria ficarão como votos inocentes, o que foi percebido pelo seguro instinto político dos delegados do partido de Troelstra e da direção atual do partido francês – que votaram essa resolução. O chamado dirigido às massas, convidando-as a manifestar, não pode adquirir uma significação séria, prática, eficaz, senão sendo ativamente sustentado pelas direções dos partidos social-democratas atuais.
Pode-se esperar que elas apóiem esse apelo? Evidentemente, não. Concebe-se que esse chamado encontrará não o apoio e sim a oposição mais encarniçada, e freqüentemente velada, das direções dos partidos.
Se se houvesse dito tudo claramente aos operários, os operários saberiam a verdade. Saberiam que para realizar os votos das esquerdas é necessária uma modificação radical na orientação dos partidos social-democratas, que é necessária a luta mais tenaz contra os oportunistas e seus amigos do centro. Em lugar disso, agora, adormeceram os operários com promessas radicais, recusando em chamar, alta e claramente, ao mal pelo seu nome, ao mal que, sem uma luta contra ele, as promessas são irrealizáveis.
Os líderes diplomáticos protagonistas da política chauvinista nos partidos social-democratas atuais tiram vantagem, a mil maravilhas, da indecisão e da falta de clareza da resolução da maioria: “Os argumentos sérios de Kaustky & Cia. não foram apreciados, estudados; retomemos o estudo num círculo ampliado”. Outros dirão: “Vede, não tínhamos nós razão de dizer que não existem desacordos profundos entre nós, posto que os delegados dos partidos de Troelstra e dos do partido de Guesde e de Sembat estiveram de acordo com os representantes da esquerda alemã?”
A conferência das mulheres devia – em lugar de ir em ajuda de Scheidemann, de Haase, de Vandervelde e de Hyndiman, de Guesde e de Sembat, de Plekanov etc., em lugar de adormecer os operários – esforçar-se por despertá-los e declarar uma guerra encarniçada ao oportunismo. Somente então a esperança de uma emenda dos citados chefes haveria sido o resultado prático, e se haveria obtido a conjunção das forças para uma ação séria e difícil.
Considerai o fato da votação das resoluções de Stuttgart e de Bale pelos oportunistas e centristas: eis tudo.
Recordai clara e honestamente, sem diplomacia, o que houve.
Prevendo a guerra, a Internacional se reuniu e decidiu, por unanimidade, trabalhar, em caso de guerra, para “apressar o krach do capitalismo”, trabalhar com o espírito da Comuna de outubro e dezembro de 1905 (termos textuais da resolução de Bale), trabalhar com tal espírito que se considerasse o fato de que “operários de um país atirassem sobre os de outro” como “um crime”.
O sentido do trabalho internacional proletário, revolucionário, está aí indicado com tão completa clareza, tão nitidamente que não se poderia dizer melhor, pelo menos observando a legalidade.
A guerra estala, justamente tal como havia previsto a resolução de Bale. Os partidos oficiais fazem justamente ao contrário do que deviam fazer, trabalhando não como internacionalistas, mas como nacionalistas, não como proletários, e sim como burgueses, não como revolucionários, e sim como ultra-oportunistas. Se dizemos aos operários: “houve uma traição aberta ao socialismo”, afastamos, com uma só palavra, todas as escapatórias, todas as sutilezas, todos os sofismas da maneira de Kautsky e de Axelrod, e indicamos claramente a profundidade e a força do mal, chamando claramente a luta contra o mal, e não a reconciliação com ele.
A resolução da maioria, porém tapeia: nem uma palavra de condenação aos traidores, nem uma sílaba que se refira ao oportunismo; uma simples repetição das idéias das resoluções de Bale. Como se nada sério houvesse acontecido. Uma falta ocasional foi cometida. Basta repetir a antiga resolução; um desacordo pouco profundo, que não é de princípio, manifestou-se. Basta disfarçá-lo...
Isto é zombar das resoluções da Internacional, zombar dos operários! Os social-chauvinistas não querem na realidade nada mais do que as simples repetição das velhas resoluções, prevendo que isto em nada modifica os fatos. Isto é em verdade a anistia tácita, hipocritamente dissimulada, concedida aos partidários social-chauvinistas da maioria dos partidos atuais. Sabemos que “muita gente” está precisamente desejosa de seguir este caminho, contentando-se com algumas frases de esquerda. Com esta gente, não temos nada em comum. Seguimos e seguiremos outro caminho. Queremos ajudar o movimento operário, contribuir pra a formação de partidos operários na prática, como o espírito de irredutibilidade a respeito do oportunismo e do social-chauvinismo.
Uma parte dos delegados alemães temia adotar uma resolução perfeitamente definida por motivos concernentes exclusivamente à maneira do desenvolvimento da luta contra o social-chauvinismo, num só partido, o seu. Estas considerações estavam, evidentemente, fora do lugar, eram errôneas, pois a resolução internacional não tocava e não podia tocar na maneira do desenvolvimento, nem nas condições concretas da luta contra o social-chauvinismo nos distintos países; neste domínio, a autonomia dos partidos está fora de discussão. Era necessário proclamar e apoiar do alto da tribuna da Internacional a ruptura definitiva com o social-chauvinismo em todas as direções, na totalidade do trabalho social-democrata. Em lugar disto, a resolução da maioria renovou ainda uma vez o velho erro, o erro da 2ª Internacional, consistente em cobrir diplomaticamente ao oportunismo e a diferença ente a palavra e a ação. Repitamos: nós não marcharemos por esse caminho.
[1] Lênin se refere à Primeira Internacional fundada por Karl Marx. (N. do T.)
[2] Paráfrase do famoso postulado do Manifesto Comunista: “os operários não têm pátria”. Nos tempos atuais os Sudekun, os Bernestein e os Plekanov também consideram esta afirmação como “antiquada”. (Nota do autor).
Lênin
In: A luta contra a guerra.
Rio de Janeiro, Calvino Filho Editor, 1934..
In: A luta contra a guerra.
Rio de Janeiro, Calvino Filho Editor, 1934.
A documentação mais interessante e mais recente sobre este assunto de palpitante atualidade provém da Conferência internacional das mulheres socialistas recentemente terminada em Berna. Os leitores encontrarão mais abaixo a ata da conferência e o texto das resoluções que adotou e que rechaçou. No presente artigo, temos a intenção sobre um aspecto da questão.
As delegadas das organizações femininas, aproximadas do Comitê Unitário, as holandesas do partido de Troelstra, as suíças da organização que combate energicamente a Berner Tagwacht por sua orientação que lhes parece demasiado esquerdista, a delegada francesa desejosa de não se separar em nenhuma questão, por pouca importância que tenha, de seu partido oficial, que se coloca, como sabemos, sobre uma plataforma social-chauvinista, as inglesas hostis a que se combata o pacifismo e contrárias à tática revolucionaria do proletariado, uniram-se com as social-democratas alemãs de esquerda, sobre uma resolução. Os delegados das organizações femininas do Comitê Central de nosso partido separaram-se dessa maioria preferindo permanecer temporariamente isoladas do que participar em tal bloco.
Qual foi a matéria do desacordo? Qual é sua significação social e de princípios?
À primeira vista, a resolução da maioria que reuniu os sufrágios dos oportunistas e de uma parte das esquerdas produz uma boa impressão e parece justa em principio. A guerra é reconhecida como imperialista, a defesa nacional é condenada, os operários são chamados a manifestações de massas etc. Parece que nosso texto não difere deste senão em algumas expressões mais brutais, como as de “traição”, “oportunismo”, “retirada dos socialistas dos ministérios burgueses” etc.
É certamente sob este ponto de vista que será criticada a retirada da delegação feminina do Comitê Central do nosso partido, da conferência.
Basta porém, examinar os fatos com pouco mais de atenção, sem se conformar no reconhecimento formal de tal ou qual verdade para ver quão inconsistente é esta critica.
Duas concepções filosóficas gerais de apreciações sobre a guerra e sobre as tarefas da Internacional, duas táticas de partidos proletários chocaram-se no Congresso. Uma opinião sustenta que não houve krach (desmoronamento) da Internacional, que não existem obstáculos sérios e profundos que impeçam a volta dos chauvinistas ao socialismo, que não há no movimento operário um inimigo interno e irredutível encarnado no oportunismo e que este não traiu manifestadamente, abertamente, inegavelmente ao socialismo. Daí a conclusão: não condenemos a ninguém, anistiemos aos violadores das resoluções de Stuttgart e de Bale, contentemo-nos em aconselhar uma orientação um pouco mais esquerda e em chamar as massas a manifestar-se.
A outra opinião é – sobre todos os pontos enumerados – diametralmente oposta. Nada é mais nocivo e mais nefasto à causa proletária do que a continuação, no interior do partido, de manobras diplomáticas com os oportunistas e os social-chauvinistas. A resolução da maioria foi aceita pelos oportunistas e delegados agregados aos partidos oficiais atuais porque estava profundamente imbuída de um espírito diplomático. Esta diplomacia serve para jogar poeira nos olhos das massas operárias agora dirigidas pelos social-patriotas oficiais. Inculca-se às massas operárias a idéia indiscutivelmente errônea e perigosa de que os partidos social-democratas atuais, com suas direções atuais são capazes de adotar uma nova orientação e de fazer, em lugar de uma política falsa, uma política justa.
Não é assim. Isso é um erro, o mais profundo e o mais nefasto. Os partidos social-democratas são incapazes de mudar seriamente de orientação. Na realidade, tudo ficará como no passado. E os votos de esquerda expressados na resolução da maioria ficarão como votos inocentes, o que foi percebido pelo seguro instinto político dos delegados do partido de Troelstra e da direção atual do partido francês – que votaram essa resolução. O chamado dirigido às massas, convidando-as a manifestar, não pode adquirir uma significação séria, prática, eficaz, senão sendo ativamente sustentado pelas direções dos partidos social-democratas atuais.
Pode-se esperar que elas apóiem esse apelo? Evidentemente, não. Concebe-se que esse chamado encontrará não o apoio e sim a oposição mais encarniçada, e freqüentemente velada, das direções dos partidos.
Se se houvesse dito tudo claramente aos operários, os operários saberiam a verdade. Saberiam que para realizar os votos das esquerdas é necessária uma modificação radical na orientação dos partidos social-democratas, que é necessária a luta mais tenaz contra os oportunistas e seus amigos do centro. Em lugar disso, agora, adormeceram os operários com promessas radicais, recusando em chamar, alta e claramente, ao mal pelo seu nome, ao mal que, sem uma luta contra ele, as promessas são irrealizáveis.
Os líderes diplomáticos protagonistas da política chauvinista nos partidos social-democratas atuais tiram vantagem, a mil maravilhas, da indecisão e da falta de clareza da resolução da maioria: “Os argumentos sérios de Kaustky & Cia. não foram apreciados, estudados; retomemos o estudo num círculo ampliado”. Outros dirão: “Vede, não tínhamos nós razão de dizer que não existem desacordos profundos entre nós, posto que os delegados dos partidos de Troelstra e dos do partido de Guesde e de Sembat estiveram de acordo com os representantes da esquerda alemã?”
A conferência das mulheres devia – em lugar de ir em ajuda de Scheidemann, de Haase, de Vandervelde e de Hyndiman, de Guesde e de Sembat, de Plekanov etc., em lugar de adormecer os operários – esforçar-se por despertá-los e declarar uma guerra encarniçada ao oportunismo. Somente então a esperança de uma emenda dos citados chefes haveria sido o resultado prático, e se haveria obtido a conjunção das forças para uma ação séria e difícil.
Considerai o fato da votação das resoluções de Stuttgart e de Bale pelos oportunistas e centristas: eis tudo.
Recordai clara e honestamente, sem diplomacia, o que houve.
Prevendo a guerra, a Internacional se reuniu e decidiu, por unanimidade, trabalhar, em caso de guerra, para “apressar o krach do capitalismo”, trabalhar com o espírito da Comuna de outubro e dezembro de 1905 (termos textuais da resolução de Bale), trabalhar com tal espírito que se considerasse o fato de que “operários de um país atirassem sobre os de outro” como “um crime”.
O sentido do trabalho internacional proletário, revolucionário, está aí indicado com tão completa clareza, tão nitidamente que não se poderia dizer melhor, pelo menos observando a legalidade.
A guerra estala, justamente tal como havia previsto a resolução de Bale. Os partidos oficiais fazem justamente ao contrário do que deviam fazer, trabalhando não como internacionalistas, mas como nacionalistas, não como proletários, e sim como burgueses, não como revolucionários, e sim como ultra-oportunistas. Se dizemos aos operários: “houve uma traição aberta ao socialismo”, afastamos, com uma só palavra, todas as escapatórias, todas as sutilezas, todos os sofismas da maneira de Kautsky e de Axelrod, e indicamos claramente a profundidade e a força do mal, chamando claramente a luta contra o mal, e não a reconciliação com ele.
A resolução da maioria, porém tapeia: nem uma palavra de condenação aos traidores, nem uma sílaba que se refira ao oportunismo; uma simples repetição das idéias das resoluções de Bale. Como se nada sério houvesse acontecido. Uma falta ocasional foi cometida. Basta repetir a antiga resolução; um desacordo pouco profundo, que não é de princípio, manifestou-se. Basta disfarçá-lo...
Isto é zombar das resoluções da Internacional, zombar dos operários! Os social-chauvinistas não querem na realidade nada mais do que as simples repetição das velhas resoluções, prevendo que isto em nada modifica os fatos. Isto é em verdade a anistia tácita, hipocritamente dissimulada, concedida aos partidários social-chauvinistas da maioria dos partidos atuais. Sabemos que “muita gente” está precisamente desejosa de seguir este caminho, contentando-se com algumas frases de esquerda. Com esta gente, não temos nada em comum. Seguimos e seguiremos outro caminho. Queremos ajudar o movimento operário, contribuir pra a formação de partidos operários na prática, como o espírito de irredutibilidade a respeito do oportunismo e do social-chauvinismo.
Uma parte dos delegados alemães temia adotar uma resolução perfeitamente definida por motivos concernentes exclusivamente à maneira do desenvolvimento da luta contra o social-chauvinismo, num só partido, o seu. Estas considerações estavam, evidentemente, fora do lugar, eram errôneas, pois a resolução internacional não tocava e não podia tocar na maneira do desenvolvimento, nem nas condições concretas da luta contra o social-chauvinismo nos distintos países; neste domínio, a autonomia dos partidos está fora de discussão. Era necessário proclamar e apoiar do alto da tribuna da Internacional a ruptura definitiva com o social-chauvinismo em todas as direções, na totalidade do trabalho social-democrata. Em lugar disto, a resolução da maioria renovou ainda uma vez o velho erro, o erro da 2ª Internacional, consistente em cobrir diplomaticamente ao oportunismo e a diferença ente a palavra e a ação. Repitamos: nós não marcharemos por esse caminho.
[1] Lênin se refere à Primeira Internacional fundada por Karl Marx. (N. do T.)
[2] Paráfrase do famoso postulado do Manifesto Comunista: “os operários não têm pátria”. Nos tempos atuais os Sudekun, os Bernestein e os Plekanov também consideram esta afirmação como “antiquada”. (Nota do autor).
Lênin
In: A luta contra a guerra.
Rio de Janeiro, Calvino Filho Editor, 1934..
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