Crise do capital é tema de debate em lançamento de livro de David Harvey
APROPUC-SP
02.12.11

Na última quinta-feira, 1/12, às 19h30, aconteceu no mezanino do TUCA (sala Paulo Freire) o debate "Ocupar o mundo, a crise do capital e as perspectivas do socialismo", organizado pela APROPUC, em parceria com a Editora Boitempo. Estiveram presentes ao debate Paul Singer, economista e secretário nacional da Economia Solidária do Ministério do Trabalho; Mariana Fix, arquiteta, urbanista e doutora em desenvolvimento econômico; e Ruy Braga, professor de Sociologia da USP. O evento também marcou o lançamento do livro "Enigma do Capital", de David Harvey, e da Revista Margem Esquerda nº 17.
Em sua fala, a urbanista Mariana Fix fez uma análise profunda sobre a crise sistêmica do capital. "O capitalismo não resolve suas crises, ele as desloca para outras regiões, ou setores da economia”, afirmou.
O professor Ruy Braga, por sua vez, falou sobre a forte reação da juventudade e da classe trabalhadora contra os efeitos da crise econômica. Para ele, o capitalismo neoliberal forjou uma juventude precarizada, que agora se volta contra o sistema. “Essa juventude olha para a classe política, para os partidos políticos, e vê que não conseguirá resolver os seus problemas nessa esfera. Isso cria uma espécie de ‘sujeito coletivo’ que passa a lutar por direitos sociais, contra a exploração econômica”, afirmou.
Paul Singer apontou a Economia Solidária como uma possível estratégia para a superação da crise econômica. “Uma crise à qual eu chamaria de tragédia foi a abertura do mercado nos anos 1990, dando origem à Economia Solidária que surgiu em reação a isso, como estratégia de sobrevivência. As pessoas precisam sobreviver e surgiram experiências na época quase desconhecidas”.
Em sua fala, a urbanista Mariana Fix fez uma análise profunda sobre a crise sistêmica do capital. "O capitalismo não resolve suas crises, ele as desloca para outras regiões, ou setores da economia”, afirmou.
O professor Ruy Braga, por sua vez, falou sobre a forte reação da juventudade e da classe trabalhadora contra os efeitos da crise econômica. Para ele, o capitalismo neoliberal forjou uma juventude precarizada, que agora se volta contra o sistema. “Essa juventude olha para a classe política, para os partidos políticos, e vê que não conseguirá resolver os seus problemas nessa esfera. Isso cria uma espécie de ‘sujeito coletivo’ que passa a lutar por direitos sociais, contra a exploração econômica”, afirmou.
Paul Singer apontou a Economia Solidária como uma possível estratégia para a superação da crise econômica. “Uma crise à qual eu chamaria de tragédia foi a abertura do mercado nos anos 1990, dando origem à Economia Solidária que surgiu em reação a isso, como estratégia de sobrevivência. As pessoas precisam sobreviver e surgiram experiências na época quase desconhecidas”.
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