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Home >> PUC em Movimento >> Para professores, salário desigual evidencia precarização do trabalho docente

Para professores, salário desigual evidencia precarização do trabalho docente

APROPUC-SP 20.08.10
Salários diferentes para trabalho igual, ausência de plano de carreira e concurso, represamento, maximização e contratos temporários. Esse foi o balanço da atual situação do trabalho docente na PUC-SP, segundo os próprios professores da casa, reunidos no dia 18/8, na sede da APROPUC.
Bia Abramides abriu as intervenções comentando a atual conjuntura da PUC-SP, de precarização do trabalho e mercantilização do ensino. Depois, falou sobre as irregularidades das tabelas diferenciadas de salários. "Mesmo sem o Acordo Interno, as convenções coletivas do Sinpro-SP são bem claras: trabalho igual, salário igual", comentou. "O que ocorre hoje na PUC-SP é totalmente irregular", disse.
A presidente da APROPUC também explicou que a diferença salarial entre professores novos e antigos atinge a todos, e não somente os professores novos. "Quando um assistente mestre se doutora, ele passa a receber de acordo com a nova tabela salarial. Isso significa um represamento da carreira. A regra é alterada no meio do caminho", disse Bia Abramides.
Reunidos, os professores também denunciaram casos de docentes que estão contratados há anos como substitutos, doutores que são contratos como auxiliares de ensino, a maximização, a ausência de carreira, concurso e a falta de incentivo à pesquisa.
Na sequência, o representante docente da Faculdade de Ciência Sociais no Consun, Edson Passeti, apresentou algumas reflexões sobre a situação do trabalho dos professores na PUC-SP. Além de alertar para os problemas acadêmicos que a diferença salarial pode gerar, pois reforça a maximização, os contratos temporários podem provocar uma reciclagem nos quadros docentes.
"A tendência é a universidade querer baratear os custos, substituindo os professores antigos por mais novos", alertou Passeti. Isso porque a Fundação São Paulo quer implantar um novo plano acadêmico para a universidade, que ainda não foi discutido pelo Consun. Esse plano acadêmico deve consagrar a mudança no regimento da universidade que determina um quadro de 30% de auxiliares de ensino.
No final, os professores concluíram que as tabelas atingem todos os professores da casa de maneira diferente, precarizando o trabalho. Foi decidido que a APROPUC acompanhará todo o processo com sua equipe jurídica e noticiará os desdobramentos no PUCviva.

 

Acordo interno

A APROPUC ainda continua sem uma resposta por parte do reitor sobre a data em que a Fundação poderá receber a entidade para discutir o Acordo Interno. Em julho, a diretoria da APROPUC procurou o professor Dirceu de Mello expondo a situação criada pela Fundação São Paulo com sua negativa em negociar um novo acordo interno docente. O reitor até o fechamento desta edição ainda não havia conseguido agendar junto aos secretários executivos da Fundação uma nova reunião de negociação.
Nesta semana continuamos a publicar a reação dos professores a esta situação e, cada vez mais se aprofundam as opiniões que criticam a falta de diálogo da Fundação. Veja na página 3 mais depoimentos de nossos docentes.

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