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Home >> PUC em Movimento >> No Consun, Dirceu explica transação com o prédio da Paulista

No Consun, Dirceu explica transação com o prédio da Paulista

APROPUC-SP 05.07.10
No último Consun do semestre reitor Dirceu de Mello reservou um tempo ao final da sessão para justificar a tramitação envolvendo o prédio do antigo Hospital Matarazzo.
Segundo o reitor houve uma manipulação das informações por parte da imprensa muito grande. Na realidade o espaço, que pertencia à Previ já fora oferecido à PUC-SP, logo que Dirceu assumiu a Reitoria. Porém o professor explicou aos proprietários que a PUC-SP não teria dinheiro para comprar o imóvel.
Com a compra do Hospital pela WWI (que, segundo Dirceu, não é constituída pelo capital árabe), foi oferecido outro tipo de parceria para a PUC-SP: ela alugaria uma parte do prédio, durante 12 anos, ao fim dos quais ele ficaria com o imóvel pela quantia de R$ 13 (treze reais).
Porém, tão logo a WWI ganhou a concorrência começaram a circular pela imprensa versões que colocavam a PUC-SP como compradora do imóvel e a WWI foi colocada como uma empresa de fachada, acostumada à lavagem de dinheiro.
Segundo Dirceu a boataria envolvendo o nome da PUC-SP e da WWI durou uma semana e desapareceu misteriosamente na sequência, quando a empresa impetrou uma ação criminal contra os órgão de imprensa que noticiaram de maneira atabalhoada a questão.
O professor Dirceu declarou que este período foi um dos piores que ele passou na sua administração, pois ele agiu com a melhor das intenções. Nos próximos meses o processo deverá tramitar nos conselhos da universidade para que seja tomada uma posição sobre a ida da PUC-SP para o prédio do Hospital Matarazzo.
O professor Fábio Gallo revelou que a Fundação Getulio Vargas também estava interessada na aquisição do prédio, mas o negócio não se concretizou. O professor, apesar de não duvidar das boas intenções do reitor, estranhou que o assunto fosse discutido primeiramente com a associação de moradores e depois trazido aos conselhos. Gallo também perguntou ao reitor quem poderia ter passado estas informações falsas à imprensa. O reitor afirmou desconhecer os nomes "Mas certamente deve ser alguém muito poderoso. Isso só é possível quando encontramos uma imprensa mercenária", concluiu o reitor.

Justaposição de contratos de trabalho

Outro tema em discussão no Consun foi proposto pelo conselheiro Edson Passeti e envolvia a chamada justaposição de contratos, ou seja, a existência de duas tabelas de vencimento para professores. Em 2007 a Fundação São Paulo e a Reitoria criaram uma segunda tabela de vencimentos, com valores menores, à qual estariam sujeitos os professores ingressantes e aqueles que mudam de categoria funcional. Os professores que não ingressaram ainda nesta tabela permanecem na antiga, integrando o chamado quadro em extinção.
A relatora do processo foi a professora Alexandra Geraldini, representante docente da Faficla. Em seu relatório ela levanta alguns problemas para a solução da questão, como a demorada tramitação de um estudo sobre contratos de trabalho que não chega aos conselhos. Segundo a professora o enfrentamento da justaposição enfrenta problemas jurídicos e econômicos e a sua solução requer vontade política da comunidade.
Assim a professora propôs a formação de uma comissão do Consun que se aproprie dos resultados a que chegou a comissão de 2009, que estudou os contratos de trabalho.Em segundo lugar que esta comissão avalie a saúde financeira da universidade, especialmente neste ano de 2010.
Os funcionários também lembraram que enfrentam o mesmo problema em relação ao seu plano de cargos e salários e solicitaram a inclusão de um representante de sua categoria na Comissão. Assim foi escolhido o funcionário Reynaldo Machado, da ARII, juntamente com o professor Fabio Gallo para representarem o Consun. A Comissão será acrescida de dois representantes da Reitoria e dois da Fundação São Paulo e terá um prazo menor para debate das questões mais urgentes ( até setembro quando vence novamente a maximização) e um prazo mais longo para as questões mais difíceis.

Coordenadorias

Outro tema da pauta que poderia causar muita polêmica era o referente à aprovação pelo Consun das novas Coordenadorias Acadêmicas. A discussão, porém foi adiada, uma vez que vários conselheiros pediram para examinar melhor os projetos que foram aprovados no Conselho de Ensino e Pesquisa, Cepe, referendando cada candidato.
Durante a discussão ficou claro que algumas coordenadorias, especialmente a Coordenadoria Geral de Estágios, merecerão uma discussão especial, uma vez que a votação naquele conselho foi polêmica, envolvendo argumentações sobre as duas candidatas.
No Consun, alguns conselheiros insistiam em que a vontade do Cepe deveria ser respeitada. Outros argumentavam que o Consun é soberano para decidir sobre todas as questões acadêmicas da universidade. O assunto promete muito debate e deverá voltar na reunião de agosto do Conselho. Até lá fica valendo a nomeação pró-tempore dos atuais coordenadores.

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