PUC-SP propõe pagamento da dívida com os docentes em oito anos
Terminado o prazo regularmente arbitrado pela Delegacia Regional do Trabalho, a APROPUC recebeu dos gestores da universidade uma proposta para saldar a dívida docente, que hoje atinge praticamente cinco salários vigentes em maio de 2005. A universidade formou uma comissão para formular uma proposta, composta por representantes da Fundação São Paulo e da Reitoria.
Pela proposta, a universidade afirma que poderá pagar o percentual de 7,66%, devido aos professores que trabalhavam em 2005, em oito anos. Igualmente o montante que deixou de ser pago nos últimos quatro anos será dividido em oito anos, com pagamentos mensais.
O texto não explicita como esses valores serão distribuídos ao longo dos oito anos, nem quando o pagamento efetivamente começará a ser feito. A justificativa da Fundação São Paulo para tal prazo prende-se à sustentabilidade financeira da instituição.
A APROPUC está marcando uma reunião com a Fundação São Paulo para discutir o detalhamento da proposta, que será encaminhada a uma assembléia da categoria nesta quarta-feira, 4/11, às 17h30, na sede da entidade.
Uma dívida de cinco salários
Porém, a dívida maior, referente à não incorporação do reajuste de 2005, foi protelada ao longo destes anos, até atingir, em agosto de 2009, a espantosa quantia de 480,52% de um salário docente em vigor no ano de 2005.
O prazo previsto pela universidade para ressarcir os docentes pode inviabilizar a recomposição dos valores, uma vez que eles se transformarão em pequenas parcelas, que pouco representarão no conjunto da dívida.
A proposta da universidade
Após análise das considerações apresentadas pela comissão, visando o equacionamento da pendência (dívida com os professores) e a sustentabilidade financeira da instituição, apresenta-se a seguinte proposta:
- O percentual de 7,66% devido a todos os professores que mantinham contrato de trabalho vigente em fevereiro de 2005 poderá ser pago em oito anos.
- O pagamento das diferenças existentes até a data do fechamento do acordo serão pagas também em oito anos em parcelas mensais.
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