Contra repressão e Enade estudantes se mobilizam na PUC-SP
Terça-feira os estudantes encontraram-se para finalizar o debate sobre o ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). Na quarta-feira, às 18h, se reuniram no comitê contra a repressão na PUC-SP e, na sequência, às 20h, debateram a legalização do aborto.
A Semana de Arte Modesta também mostra que os estudantes e que a comunidade puquiana não observará calada o fim da democracia na universidade.
Cartazes arrancados
Os exemplos de repressão dentro da PUC-SP hoje são muitos. O mais recente deles foi o fato de os cartazes sobre legalização do aborto terem sido arrancados das paredes da universidade, como prova de censura.
Além disso, estudantes foram impedidos de colar o jornal Território Livre, nos espaços da universidade, dificuldade também enfrentada pelos estudantes de jornalismo ao divulgar e distribuir o jornal laboratorial Contraponto, do próprio curso.
Até tirar fotos é proibido
Tirar fotos dentro da universidade também tem se tornado um desafio. Os repórteres do PUCviva presenciaram um segurança da empresa Grabrer impedindo um estudante do curso de Multimeios de tirar fotos para a sua aula. Um estudante de Jornalismo também relatou que foi impedido de realizar um exercício da aula de telejornalismo, uma filmagem dentro do campus da PUC-SP, sobre a alegação de que precisa de uma autorização da DCI (Divisão de Comunicação Institucional) para realizar filmagens ou tirar fotos. É flagrante a crescente burocratização da universidade e os caminhamos que a PUC-SP tem trilhado, rumo à universidade mercantil.
Além disso os estudantes se mobilizaram durante a semana para discutir a legalização do aborto e o ENADE. Veja a cobertura completa das mobilizações estudantis nas páginas 2, 3 e 4 desta edição.
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