Portal: turmas sem preenchimento terão presença coletiva
A SAE (Secretaria de Administração Escolar) divulgou nota aos professores informando que aqueles que não preencheram a frequência de seus alunos até a semana passada terão automaticamente em suas turmas presença coletiva. Essa medida é justificada pelo fato de que os alunos que estagiam precisam confirmar as suas presenças mensalmente para as empresas.
No final do ano passado, quando os primeiros problemas com o Portal Acadêmico começaram a surgir, alguns cursos e professores individualmente manifestaram suas preocupações e sugeriram mudanças na forma de preenchimento das frequências e notas dos alunos.
Porém, até o momento pouca coisa mudou, e os professores de Jornalismo chegaram a um ponto de indignação que se recusaram a preencher o formulário.
No último Consad os representantes da Fundação São Paulo protestaram contra a atitude dos professores de Jornalismo, qualificando-a como insubordinação. Curiosamente, nesta mesma semana a revista Imprensa divulgou seu ranking das melhores escolas de Jornalimo do país. O curso de Jornalismo da PUC-SP, o 5º colocado, teve sua posição justificada pela revista em função, principalmente, do clima de liberdade e contestação característico do curso.
Preenchimento mensal
A questão da presença mensal também foi alvo de críticas no relatório entregue à Reitoria pela antiga Faculdade de Psicologia. Segundo os docentes, o gerenciamento das faltas era feito semestralmente pelo professor que podia controlar as faltas de seus alunos e, eventualmente, mudar o plano de trabalho de cada um em função de uma emergência que implicasse em faltas do estudante. Hoje, porém, caso um aluno exceda o seu limite de faltas não poderá negociar com o professor um possível acerto de sua situação.
O caso do Jornalismo não é único. Segundo o PUCviva pode apurar, não são poucos os professores que, por motivos diversos, deixaram de entregar a sua frequência. A queixa maior dos docentes é com o programa implantado, da extinta empresa RM, incompatível com várias tarefas próprias dos cursos da PUC-SP. O software constitui-se numa camisa de força que pretende enquadrar todas as diversidades da PUC-SP num único modelo.
A empresa RM foi incorporada, em 2006, pela Totvs S/A, holding do setor de informática que era composta pela Microsiga e a Logocenter. O dinheiro para a aquisição da RM veio de um empréstimo do BNDES, segundo informou o site IDG Now.
Conforme tivemos oportunidade de informar em edições passadas, a RM estava envolvida em uma série de pendências judiciais, decorrentes principalmente de problemas com seus softwares. O presidente da RM foi mantido em seu cargo durante um período e, em entrevista ao mesmo site, Paulo Caputo comentou a compra da seguinte maneira: "Obviamente, foi uma compra de base instalada. Agora virá uma etapa natural de dificuldades de integração de produtos e operações". Pelo jeito, as dificuldades, principalmente para a PUC-SP, continuam até agora.
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