Por um contrato que preserve a qualidade de ensino e trabalho na PUC-SP
APROPUC-SP
14.10.11
Nesta terça-feira, 18/10, uma sessão extraordinária do Consun poderá votar novas normas para a contratação docente na universidade. A APROPUC vê com muita preocupação as possibilidades apresentadas pela Comissão que elaborou o texto, por isso faz um chamado a todos os professores.
Em diversas reuniões realizadas com os docentes da universidade foram levantados questionamentos à proposta da Comissão no sentido de que fossem preservadas minimamente condições dignas de ensino e trabalho de qualquer professor universitário. Os professores repudiaram o caminho adotado pela Comissão que parte da maximização da deliberação 65/78 para compor o novo contrato de trabalho. Em alguns casos o texto é mais danoso do que a própria maximização, que deveria ser provisória, e desde 2006 se instaura a cada ano com mais vigor.
Sob o pretexto de privilegiar a pesquisa, a proposta cria diferentes segmentos de professores: auxiliares de ensino, mestres e mesmo doutores que não têm acesso à pesquisa, são tratados de maneira escorchante pela tabela, sedimentando um verdadeiro mecanismo de castas dentro da universidade. O texto entende por pesquisa somente aquelas modalidades financiadas pelas agências de fomento, cujo acesso é extremamente limitado.
Em contrapartida, as orientações de monografias, TCCs, iniciação científica, residência médica ou mesmo a pesquisa que os professores fazem para enriquecer sua disciplina, dentro do plano acadêmico de seu curso, não são citadas. Um dos pilares da qualidade da PUC-SP, a ligação entre ensino/pesquisa/extensão é solenemente ignorado e a extensão, que segundo os docentes deveria compor o seu contrato, também não é citada.
Do ponto de vista trabalhista a proposta deixa muito a desejar, pois não toca na existência de várias tabelas salariais, inclusive na situação dos professores represados, exercendo funções de categorias superiores, mas ganhando bem menos do que outros colegas. Essa situação fere as convenções trabalhistas que prevê salário igual para trabalho igual. Por outro lado, a criação de um regime de dedicação exclusiva deveria seguir parâmetros de avaliação universais para todos os cursos, e não critérios elaborados por cada uma das unidades, o que pode levar à criação de casuísmos.
Por tudo isto os professores esperam que os conselheiros do Consun não aceitem nenhuma proposta que possa ferir a dignidade profissional da categoria, reduzindo ainda mais a qualidade de ensino/pesquisa e extensão da universidade.
Professor, compareça ao Consun nesta terça-feira, 18/10, às 8h30, na sala 119-A (Prédio Novo). Sua condição de trabalho e seu salário estão em jogo!
Em diversas reuniões realizadas com os docentes da universidade foram levantados questionamentos à proposta da Comissão no sentido de que fossem preservadas minimamente condições dignas de ensino e trabalho de qualquer professor universitário. Os professores repudiaram o caminho adotado pela Comissão que parte da maximização da deliberação 65/78 para compor o novo contrato de trabalho. Em alguns casos o texto é mais danoso do que a própria maximização, que deveria ser provisória, e desde 2006 se instaura a cada ano com mais vigor.
Sob o pretexto de privilegiar a pesquisa, a proposta cria diferentes segmentos de professores: auxiliares de ensino, mestres e mesmo doutores que não têm acesso à pesquisa, são tratados de maneira escorchante pela tabela, sedimentando um verdadeiro mecanismo de castas dentro da universidade. O texto entende por pesquisa somente aquelas modalidades financiadas pelas agências de fomento, cujo acesso é extremamente limitado.
Em contrapartida, as orientações de monografias, TCCs, iniciação científica, residência médica ou mesmo a pesquisa que os professores fazem para enriquecer sua disciplina, dentro do plano acadêmico de seu curso, não são citadas. Um dos pilares da qualidade da PUC-SP, a ligação entre ensino/pesquisa/extensão é solenemente ignorado e a extensão, que segundo os docentes deveria compor o seu contrato, também não é citada.
Do ponto de vista trabalhista a proposta deixa muito a desejar, pois não toca na existência de várias tabelas salariais, inclusive na situação dos professores represados, exercendo funções de categorias superiores, mas ganhando bem menos do que outros colegas. Essa situação fere as convenções trabalhistas que prevê salário igual para trabalho igual. Por outro lado, a criação de um regime de dedicação exclusiva deveria seguir parâmetros de avaliação universais para todos os cursos, e não critérios elaborados por cada uma das unidades, o que pode levar à criação de casuísmos.
Por tudo isto os professores esperam que os conselheiros do Consun não aceitem nenhuma proposta que possa ferir a dignidade profissional da categoria, reduzindo ainda mais a qualidade de ensino/pesquisa e extensão da universidade.
Professor, compareça ao Consun nesta terça-feira, 18/10, às 8h30, na sala 119-A (Prédio Novo). Sua condição de trabalho e seu salário estão em jogo!
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Diretoria da APROPUC
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