Home >> Editorial >> Por que Israel não admite o Estado Palestino?

Por que Israel não admite o Estado Palestino?

APROPUC-SP 23.09.11

A Autoridade Palestina foi duramente pressionada pelos Estados Unidos a não apresentar no Conselho de Segurança da ONU a resolução de reconhecimento do Estado palestino. Os Estados Unidos prometeram vetar. Caso isso ocorra, Mahmoud Abbas recorrerá à Assembleia Geral. Por meio desta, é possível admitir a Palestina sem oficializar o reconhecimento. Mas se verificou que dos 193 votos a Autoridade contava apenas com 122. Os Estados Unidos constrangeram até mesmo países de maioria mulçumana, como a Bósnia, a não completarem os 129 votos necessários. Embora a maioria dos países esteja pelo direito ao Estado palestino - 122 dos 193 -, a vitória não está garantida. A França divulgou uma proposta, cuja finalidade era a de convencer Abbas a aceitar o adiamento da apresentação da resolução no Conselho de Segurança, servindo, assim, aos propósitos de Israel e dos Estados Unidos. A pergunta que se faz é por que os Estados Unidos e Israel não admitem a posição tão conciliadora da Autoridade Palestina.

Em 1947, a ONU controlada pelas potências decidiu institucionalizar a criação de dois Estados. Apenas o de Israel se impôs, evidentemente com o poder das armas, dos recursos externos e com a garantia do imperialismo.

Na guerra de 1947 e 48 com países árabes contrários à criação do Estado sionista, a burguesia judia fez uma investida contra o território alheio. Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, os sionistas avançaram ainda mais. Na Guerra de 1973, Israel venceu e manteve as fronteiras expandidas. Em 1977, o primeiro- ministro Menahem Begin, chefe do Partido Likud, lançou a ofensiva de colonização judaica no território conquistado em 1967. Tratava-se de consolidar a anexação e reduzir as fronteiras.

Nesse processo, agravou-se o problema dos refugiados e o conflito da OLP com o Estado sionista. Em 1982, o Líbano foi invadido pelas Forças Armadas israelenses, com o propósito de liquidar a resistência da OLP. A milícia cristã libanesa, aliada de Israel, invadiu o campo de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, promovendo uma chacina.

O acordo de Camp David, concebido em 1978, fracassou em 2000: Israel não aceitou a volta dos 3,9 milhões de palestinos e o recuo na colonização da parte ocupada da Cisjordânia e Gaza. Finalmente, fracassou o plano de George W. Bush - Mapa da Estrada (2003). Intensificaram os choques entre a população palestina e os ocupantes. O Hamas recrudesceu a resistência. O ataque militar de Israel na Faixa de Gaza matou 400 palestinos. O governo sionista avançou a segregação territorial e proliferou os assentamentos judaicos.

Nessa breve descrição, pode-se observar: 1) O Estado de Israel obrigatoriamente tem de se expandir para se impor; 2) Não pode admitir um Estado palestino soberano, que abra as portas para a volta dos refugiados e recupere as fronteiras arbitrariamente impostas pelo imperialismo em 1947/48; 3) A real solução é constituir um único Estado na Palestina, em que a população judia e árabe supere as divisões estabelecidas pela burguesia; 4) Os meios de produção devem ser coletivizados e a sociedade se organizar sobre bases socialistas.

É dever dos trabalhadores e da juventude combater a opressão sionista e imperialista sobre o povo palestino.


Diretoria da APROPUC

  Voltar PDF  Versão em PDF E-mail  Encaminhar Imprimir  Imprimir

Publicações

» Revista PUC Viva
loguinho_pucviva_novo
revista_puc_critica_logo
puc_viva_logor
twitter
facebook
youtube
vimeo

tv_apropuc3


Enquete

O que você acha da implementação do ensino à distância na PUC SP?