Pela autodeterminação do Haiti
APROPUC-SP
05.03.10
O terremoto que devastou o Haiti trouxe à tona as profundas contradições de um país pobre, formado por uma massa de miseráveis, espoliado por forças econômicas externas e submetido militarmente desde fora. Era visível a situação anômala desta ilha caribenha no continente latino-americano, ocupado pela Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), desde junho de 2004. Mas com a hecatombe natural transpareceu aos olhos do mundo a ampla barbárie social e em primeiro plano a responsabilidade do imperialismo saqueador.
Da estimativa inicial de 30 mil mortos, chegou-se a mais de 200 mil, podendo atingir 300 mil. Centenas de milhares feridos, amputados e desabrigados. Privações de toda ordem aos pobres, seguiram e seguem. Apesar da natureza não escolher que classe social arrastar para a tragédia humana, depara-se com a fortaleza de uma minoria rica e bem protegida e com a fraqueza da maioria exposta a tudo que lhe ameaça a existência. Os casebres que cobrem Porto Príncipe desmoronaram em grande número com os tremores de 7 graus na escala Richter.
A "ajuda humanitária" orquestrada pela ONU tornou ainda mais visível o Haiti submisso e um povo controlado pelas forças de ocupação da Minustah. O Brasil aceitou a incumbência de pôr ordem pela armas na instabilidade política do país após o golpe patrocinado pelos Estados Unidos, que expulsou o presidente Jean-Bertrand Aristide, em fevereiro de 2004. A intervenção se dá sob a máscara da "paz", da "ajuda humanitária", da "estabilidade social" e da "ordem". O Brasil - potência semicolonial entre as semicolônias-, assim, assume o lugar do imperialismo e faz o trabalho em prol dos Estados Unidos. Atua contra a autodeterminação do Haiti. Os intervencionistas da "paz" dizem com as armas: "vocês, haitianos, não estão preparados para a soberania, não podem decidir por conta e risco próprios e aqui estamos para pôr em pé sua nação".
Em meio à tragédia, com corpos ainda soterrados e as massas perambulando pelas ruas de Porto Príncipe, Obama envia uma tropa para atuar por mar, ar e terra. A "ajuda humanitária" vem acompanhada da ocupação militar, que controla o aeroporto, as comunicações e o palácio do governo desmoronado. Impressionante! Revoltante! Sobre os escombros do Haiti, Brasil e Estados Unidos discutem quem representa a força de ocupação. Resposta simples. Os Estados Unidos decidiram enviar seus porta-aviões, seus helicópteros de guerra e seus milhares de marines para apoiar a ONU e colaborar com a segurança brasileira do Haiti. Não lhe foi difícil apresentar René Preval, presidente do Haiti, como a autoridade que deu carta branca ao Pentágono.
Não há ajuda humanitária para um país que não é soberano. Uma nação que não tem autodeterminação não pode ser ajudada. Está curvada e impotente frente a tudo. O Haiti tem uma rica história de luta dos escravos por sua libertação desde 1791e pela formação de um país independente - independência conquistada em 1804. Mas se transformou em uma das semicolônias mais atrasadas e pobres, travada pelo saque imperialista e pela incapacidade histórica de sua raquítica burguesia crioula.
Assim que as massas sofridas saírem do tormento e puderem por meio da luta refletir sobre os acontecimentos reviverão as raízes históricas do Haiti e se depararão com a tarefa de combater pela expulsão dos invasores, pela autodeterminação da nação e pela sua reconstrução independente.
A ajuda verdadeiramente humanitária é a da classe operária mundial, cujo único interesse é irmanar-se com os oprimidos haitianos em sua tragédia e ajudá-los a se pôr em pé para defenderem seu país do imperialismo. No Brasil, a Conlutas vem cumprindo com o seu dever mobilizando os sindicatos. A Apropuc atua com apoio sincero aos pobres e oprimidos do Haiti.
Da estimativa inicial de 30 mil mortos, chegou-se a mais de 200 mil, podendo atingir 300 mil. Centenas de milhares feridos, amputados e desabrigados. Privações de toda ordem aos pobres, seguiram e seguem. Apesar da natureza não escolher que classe social arrastar para a tragédia humana, depara-se com a fortaleza de uma minoria rica e bem protegida e com a fraqueza da maioria exposta a tudo que lhe ameaça a existência. Os casebres que cobrem Porto Príncipe desmoronaram em grande número com os tremores de 7 graus na escala Richter.
A "ajuda humanitária" orquestrada pela ONU tornou ainda mais visível o Haiti submisso e um povo controlado pelas forças de ocupação da Minustah. O Brasil aceitou a incumbência de pôr ordem pela armas na instabilidade política do país após o golpe patrocinado pelos Estados Unidos, que expulsou o presidente Jean-Bertrand Aristide, em fevereiro de 2004. A intervenção se dá sob a máscara da "paz", da "ajuda humanitária", da "estabilidade social" e da "ordem". O Brasil - potência semicolonial entre as semicolônias-, assim, assume o lugar do imperialismo e faz o trabalho em prol dos Estados Unidos. Atua contra a autodeterminação do Haiti. Os intervencionistas da "paz" dizem com as armas: "vocês, haitianos, não estão preparados para a soberania, não podem decidir por conta e risco próprios e aqui estamos para pôr em pé sua nação".
Em meio à tragédia, com corpos ainda soterrados e as massas perambulando pelas ruas de Porto Príncipe, Obama envia uma tropa para atuar por mar, ar e terra. A "ajuda humanitária" vem acompanhada da ocupação militar, que controla o aeroporto, as comunicações e o palácio do governo desmoronado. Impressionante! Revoltante! Sobre os escombros do Haiti, Brasil e Estados Unidos discutem quem representa a força de ocupação. Resposta simples. Os Estados Unidos decidiram enviar seus porta-aviões, seus helicópteros de guerra e seus milhares de marines para apoiar a ONU e colaborar com a segurança brasileira do Haiti. Não lhe foi difícil apresentar René Preval, presidente do Haiti, como a autoridade que deu carta branca ao Pentágono.
Não há ajuda humanitária para um país que não é soberano. Uma nação que não tem autodeterminação não pode ser ajudada. Está curvada e impotente frente a tudo. O Haiti tem uma rica história de luta dos escravos por sua libertação desde 1791e pela formação de um país independente - independência conquistada em 1804. Mas se transformou em uma das semicolônias mais atrasadas e pobres, travada pelo saque imperialista e pela incapacidade histórica de sua raquítica burguesia crioula.
Assim que as massas sofridas saírem do tormento e puderem por meio da luta refletir sobre os acontecimentos reviverão as raízes históricas do Haiti e se depararão com a tarefa de combater pela expulsão dos invasores, pela autodeterminação da nação e pela sua reconstrução independente.
A ajuda verdadeiramente humanitária é a da classe operária mundial, cujo único interesse é irmanar-se com os oprimidos haitianos em sua tragédia e ajudá-los a se pôr em pé para defenderem seu país do imperialismo. No Brasil, a Conlutas vem cumprindo com o seu dever mobilizando os sindicatos. A Apropuc atua com apoio sincero aos pobres e oprimidos do Haiti.
Diretoria da APROPUC
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