Publicações

» Revista PUC Viva
loguinho_pucviva_novo

» Revista Cultura Crí-ti-ca
revista_puc_critica_logo

» Jornal PUC Viva
puc_viva_logo

» Twitter

twitter

» Facebook

facebook

» Youtube

youtube

» Vimeo

vimeo

 


Home >> Editorial >> Chega de matança!

Chega de matança!

APROPUC-SP 23.10.09
O fato das favelas do Rio de Janeiro serem área de guerra entre traficantes e polícia é antigo. Os morros da pobreza e miséria servem de celeiro e abrigo para a burguesia narcotraficante arregimentar homens, mulheres, crianças, adolescentes e velhos para abastecerem o mercado de narcótico, consumido em grande parte pela classe média e pela elite milionária.
Trata-se de uma mercadoria bem cotada e que movimenta um comércio mundial de mais de 500 bilhões de dólares. A indústria da cocaína, craque, anfetaminas etc cresce em virtude do mercado mundial. Os morros do Rio fazem parte dessa realidade maior.
A economia capitalista gera, prolifera e sustenta o mercado de drogas. Um fenômeno antigo, que é o uso de droga, ganhou proporções inimagináveis com a industrialização e economia de mercado. Países ou re- giões inteiras se tornaram produtores e outros consumidores, principalmente naqueles em que se acumularam gigantescas riquezas e em que seu tecido social se desintegra em taras, deformações e desequilíbrios, a exemplo do maior centro comercial de drogas que são os Estados Unidos.
Os governos, justiça, polícia, religiões, moralistas etc escondem a raiz do flagelo: as drogas são mercado- rias, manejadas pela burguesia narcotraficante, que movimenta fantásticas somas, envolve grandes bancos, altos negociantes e estão inseridos profundamente nas instituições do Estado burguês. Somente identificando a burguesia narcotraficante, é possível entender a relação da pobreza e das favelas do Rio com esse fenômeno econômico-social. Os jovens arregimentados pela burguesia narcotraficante nada mais são do que uma peça no complexo da indústria e do mercado das drogas.
Não por acaso a grande maioria provém das favelas, embora o tráfico conte com a participação da classe média, que não passa de efeito colateral. Quem paga com toda sorte de tragédia não é a burguesia narcotraficante, mas os pobres e miseráveis que empunham armas para defender o seu mercado.
As chacinas a céu aberto no Rio de Janeiro são apresentadas pela polícia como um mal necessário. Bandidos armados devem ser executados - essa é a lei que impera. Os inocentes que tombam no tiroteio - quase sempre pelas armas da polícia - são as vítimas imponderáveis da área de guerra.
Os narcotraficantes estão imersos nas favelas porque ali nasceram, ali padeceram o desemprego, ali amargaram a miséria e ali ingressaram no comércio das drogas. Há um batalhão de jovens à espera de uma vaga no tráfico, prontos para ocupar o lugar dos mortos e abastecer-se no mercado negro de armas.
A recente ofensiva no Morro dos Macacos resultou na derrubada de um helicóptero da PM, na morte de três policiais e uma dezena de traficantes abatidos, não faltando perdas de vida "inocente". A cúpula da polícia prometeu vingança. Lula se declarou disposto a "limpar a sujeira que essa gente impõe ao Brasil". Resultado: em seis dias de confronto, 36 pessoas mortas pela polícia.
A Universidade não pode se calar diante das matanças. A solução está na defesa da vida das massas, fim da miséria e do desemprego.

Diretoria da APROPUC
  Voltar PDF  Versão em PDF E-mail  Encaminhar Imprimir  Imprimir

tv_apropuc3

Clique acima!
Apropuc no Youtube.

Busca

Enquete

O que você acha da implementação do ensino à distância na PUC SP?