Choque sai de Paraisópolis
Através da campanha "Paraisópolis exige respeito", inúmeras denúncias foram feitas pelos moradores da região sobre os abusos da Tropa de Choque, tais como entrada sem permissão em casas de moradores, constrangimentos morais e acusações de roubo, e a polícia militar retirou a base do Choque da entrada da favela.
A presença do Choque na favela começou em fevereiro desse ano como forma de pressão aos moradores, para que aceitassem um valor muito aquém do mercado para venderem suas casas, dando continuidade às obras de urbanização da prefeitura, como noticiado nas edições 695 e 696 do jornal PUCviva.
A polícia militar foi contatada pela redação do jornal, mas não se pronunciou até o fechamento dessa edição. A saída da tropa de choque foi uma vitória dos moradores e da campanha de Paraisópolis, que reivindicava, entre outras coisas, a retirada dessa base e o fim da chamada Operação Saturação. O alvo principal da campanha é o fim das obras e da expulsão dos moradores da favela.
A campanha prosseguiu neste final de semana com duas atividades. No sábado, 25/4, um show reuniu cerca de oito bandas de Hip Hop de diversas regiões de São Paulo e contou com a presença do jurista e presidente da ABRA (Associação Brasileira de Reforma Agrária), Plínio de Arruda Sampaio, e do escritor Férrez que demonstraram toda a indignação com a situação por que passa Paraisópolis.
Dando continuidade à programação, no domingo ocorreu uma palestra com a Associação dos Juristas pela Democracia, que visava mostrar aos moradores seus direitos e a importância de resistir aos acontecimentos, pois estão amparados pela constituição brasileira. A APROPUC apóia a campanha e as lutas dos moradores, e auxiliou com camisas para os moradores.
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