Relatório da CPT mostra aumento de 23% nos casos de trabalho escravo
A Comissão Patoral da Terra (CPT) divulgou no inicio de dezembro os números parciais sobre conflitos no campo. Os dados apontam que entre janeiro e setembro de 2011 houve um aumento de 23% nos casos de trabalho escravo e crescimento de 107% nas ameaças contra ativistas sociais.
Até novembro de 2010 foram registradas 177 denúncias de trabalho escravo à CTP e ao Ministério do Trabalho, que envolveram 3.854 pessoas.
No mesmo período de 2011, os casos denunciados subiram para 218, com envolvimento de 3.882 pessoas. A região Centro Oeste conta com o maior número de denúncias, somando quase 50% dos casos de trabalho escravo no país. O estado que mais apresentou casos de escravidão foi o Mato Grosso do Sul (MS), com 34% do total de pessoas envolvidas.
Apesar da pequena queda no número de mortos em conflitos no campo, em 2011 foram registrados 23 assassinatos, contra 30 do ano passado.
Já o número de ameaça de morte passou de 83 em 2010, para 172 em 2011.
A pesquisa da CPT também revelou que o número de pessoas vivendo sobre pressão de pistoleiros cresceu no período, passando de 38.555 pessoas, em 2010, para 45.595, em 2011, o que equivale a um aumento de 18,2%.
Em nota, a CPT afirmou que "a intervenção federal depois dos primeiros assassinatos não foi minimamente suficiente para inibir a ação dos grileiros, proprietários de terra e outros. Isso salta aos olhos ao se observar o número de pessoas vivendo sob a pressão dos pistoleiros".
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