Manifestações marcam 100 anos do Dia Internacional da Mulher
O tema desse ano foi 100 anos de oito de março: mulheres em luta por autonomia, igualdade e direitos, ainda há por que lutar. Entre as principais pautas do ato, estava a defesa da integralidade do Programa Na- cional de Direitos Humanos, incluindo a resolução sobre o aborto que foi alterada pelo governo federal; a Lei Maria da Penha, que vem sofrendo inúmeros obstáculos para sua implementação e legitimação; o Pacto Nacional de Combate à Violência contra a Mulher, que embora assinado pelo governo de São Paulo até hoje não teve recursos liberados; e o Estatuto da Igualdade Racial.
Já a marcha de sábado, 6/3, saiu da Praça Oswaldo Cruz em direção ao MASP, com a principal intenção de denunciar a opressão que as mulheres haitianas sofrem, também decorrentes do terremoto que assolou o país, mas, principalmente, por conta da presença das tropas brasileiras no país.
Histórico da marcha
O dia internacional da mulher foi criado há 100 anos, quando a socialista alemã Clara Zetkin propôs a criação da data, durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em Copenhagen, na Dinamarca. A criação do dia decorreu da necessidade de unificar as lutas das mulheres que já ocorriam em diversos países.
Durante os primeiros anos de criação, o dia foi celebrado em diferentes datas, em que as mulheres afirmam a luta por igualdade, autonomia e liberdade, mas, em 1914, pela primeira vez foi comemorado no dia 8/3.
A ação das operárias russas, no dia 8 de março de 1917, precipitando o início das ações da Revolução Russa é apontada como a mais provável razão para a fixação desta data como o Dia Internacional da Mulher.
Documentos de 1921, da Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, revelam a proposta de uma feminista búlgara de tornar oficial a data no dia 8/3. A partir de 1922, a celebração internacional é oficializada neste dia.
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