Via Campesina pede que CPMI investigue crimes do agronegócio
APROPUC-SP
05.03.10
A Via Campesina lançou um abaixo assinado em reposta à constante repressão que vem sofrendo do Governo Federal. O objetivo é denunciar os crimes cometidos pelo agronegócio contra a população brasileira e o meio ambiente. Para isso, o movimento pede que a CPMI do MST investigue também os crimes cometidos pelas grandes multinacionais e latifundiários.
Segundo a entidade, a restrição de investigação ao MST objetiva a criminalização dos movimentos sociais e não o desenvolvimento e a democratização das terras brasileiras. Confira um trecho da carta:
"A violência no campo (e suas causas) é outra realidade a ser investigada. Nos últimos anos, foram mortas diversas lideranças do MST e de outros movimentos agrários. Desde a redemocratizaçao, em 1985, até os dias atuais, foram assassinados mais de 1.600 lideranças de trabalhadores rurais, incluindo agentes de pastoral, advogados etc. Destes, apenas 80 chegaram aos tribunais e menos de 20 foram julgados. A CPMI precisa investigar os seus responsáveis e por que o Poder Judiciário é tão conivente com os latifundiários mandantes desses crimes.
Recomendamos que o Parlamento brasileiro investigue porque um verdadeiro oligopólio de empresas estrangeiras domina a produção de agrotóxicos, e transformou o Brasil no maior consumidor mundial de venenos agrícolas, afetando a qualidade dos alimentos e a saúde da população, sem nenhuma responsabilidade".
A carta foi encaminhada para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal. Porém, a entidade pede que os simpatizantes encaminhem cópias do texto, que se encontra na página do MST (www.mst.org.br) e enviem para o Deputado Jilmar Tatto (dep.jimartatto@ camara.gov.br) e o Senador Cardoso Almeida Lima (almeida.lima@senador. gov.br).
Segundo a entidade, a restrição de investigação ao MST objetiva a criminalização dos movimentos sociais e não o desenvolvimento e a democratização das terras brasileiras. Confira um trecho da carta:
"A violência no campo (e suas causas) é outra realidade a ser investigada. Nos últimos anos, foram mortas diversas lideranças do MST e de outros movimentos agrários. Desde a redemocratizaçao, em 1985, até os dias atuais, foram assassinados mais de 1.600 lideranças de trabalhadores rurais, incluindo agentes de pastoral, advogados etc. Destes, apenas 80 chegaram aos tribunais e menos de 20 foram julgados. A CPMI precisa investigar os seus responsáveis e por que o Poder Judiciário é tão conivente com os latifundiários mandantes desses crimes.
Recomendamos que o Parlamento brasileiro investigue porque um verdadeiro oligopólio de empresas estrangeiras domina a produção de agrotóxicos, e transformou o Brasil no maior consumidor mundial de venenos agrícolas, afetando a qualidade dos alimentos e a saúde da população, sem nenhuma responsabilidade".
A carta foi encaminhada para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal. Porém, a entidade pede que os simpatizantes encaminhem cópias do texto, que se encontra na página do MST (www.mst.org.br) e enviem para o Deputado Jilmar Tatto (dep.jimartatto@ camara.gov.br) e o Senador Cardoso Almeida Lima (almeida.lima@senador. gov.br).
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