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Home >> Fala Comunidade >> Quase todos se omitiram... Quase todos... Mas, não todos. A ordem é ignorar!!!

Quase todos se omitiram... Quase todos... Mas, não todos. A ordem é ignorar!!!

APROPUC-SP 03.09.10
Anna Maria Garzone Furtado

Obrigada:
-aos que, lendo meu artigo, me cumprimentaram ou pessoalmente, ou por telefone, pela coragem das denúncias,
- à APROPUC, dando- me esta oportunidade, pela primeira vez permitida a resposta à publicação, via internet e jornal, do Ato do Reitor instaurando o processo administrativo, acompanhado de texto extremamente vexatório e calunioso, desrespeitando a Lei de Imprensa,
-aos que me consideraram bastante lúcida por não compactuar ainda, com as irregularidades, apesar do preço pago,
-aos que me ouviram, embora nada "podiam fazer", e nem puderam depor a meu favor
à Igreja, que se dispôs a me ouvir e perceber a "barbaridade" cometida, nas pessoas de Ir. Valdete, PE. Rodolpho e Cardeal,
-a todos os funcionários e colegas que, no anonimato, me informam das falcatruas e me incentivam a prosseguir na busca pela justiça,
- aos meus amigos leais que ajudaram a não desacreditar da carreira universitária,
-aos médicos, que me convenceram eu não estar "louca", conforme o "diagnóstico" de colegas e chefias,
-à professora de Português, que se dispôs a avaliar os trabalhos do aluno analfabeto, sem a mínima condição de exercer o magistério, permitindo que não fosse acusada de perseguição, como com outros,
Enfim, aos meus filhos que aguentaram junto comigo toda humilhação da ampla publicidade de minha loucura e, não acreditaram nela,
-Mas, especialmente a três pessoas da universidade:
-ao Dr. Marco Antonio Marques da Silva, que enfrentou com a coragem de um ser e profissional digno, não se deixando levar pelas exigências canalhas, renunciando à função de presidente da comissão do processo, e dirigindo-se à profa: "a Sra está coberta de razão. Não farei o querem de mim, a priori, justa causa" Não se vendeu, talvez tenha pago um preço alto, cuja gratidão terei, pelo resto de minha vida, pois suas palavras: "olhar o outro com os olhos da dignidade humana", mostraram a pessoa que é, com todo prestígio que tem em sua vida pública,
-Ao Dr. Antonio Carlos Malheiros, advogado da Cúria, e professor da PUC/SP, que tão eficientemente, ouviu e, encaminhou a professora às instâncias adequadas, testemunhando reuniões, considerando os inúmeros afazeres de sua rotina de trabalho,
-À funcionária, Mirza Helena Arruda Secretária-chefe da Faculdade de Educação, de extrema competência, com 28 anos de casa, convocada pela Reitoria para depor, pagou com o preço altíssimo de sua demissão, "por ter feito o que minha consciência dizia", ao ser repreendida, na defesa da professora
Aos que afirmam ignorar o que contem o artigo:
-ignorar o outro, pode ter algumas explicações:
-ou não conhecem o assunto e, são ignorantes,
-ou têm a ambição dos deuses de ignorar os humanos, considerando-os vermes, considerando-se moradores do Olimpo, o ponto alto do poder; mas, ignoram também, que os deuses gregos, apesar de habitarem o Olimpo, se consideravam humanos nos defeitos e qualidades. E, ao afirmarem que o conteúdo do texto, não os atinge, uma vez que a falta de caráter não lhes permite mesmo, a sensibilidade de assumir suas canalhices. Não tem a menor semelhança com a dignidade e, o caráter das pessoas especiais, aqui citadas.
Por isso, às ignorantes: - Advogada, Coordenadora da Assessoria Jurídica, que, não respeitando nem a sua própria profissão, "cumpriu ordens", confundindo vida particular com profissionalismo, desrespeitando a legislação por ela mesma fornecida, adulterando documentos que absolviam a professora e, inventando outros, além de toda difamação pública, ainda atualmente,
- Pró-Reitora da Graduação, que não teve a coragem de usar sua autoridade para promover o diálogo, assumindo a orientação inicial que dera à professora, optando por ser fantoche das exigências do CD, que não permitia o enfraquecimento de poder, após ter chegado a certas conclusões, que foram tiradas em cima de acusações arbitrárias feitas pela ex-Coordenadora de Licenciatura, sem avaliar, respeitar minimamente e, sem dar o direito à defesa, na forma do diálogo, ferindo fortemente, a ética profissional,
-à atual Diretora da Faculdade de Educação que também "dirigiu", até proibindo os professores de qualquer palavra com a professora
-à ex-chefe do Departamento de Tecnologia, responsável por grande parte do bullying e, ao assédio moral contra a professora
-à ex-Diretora do Centro de Educação que também optou por ser fantoche, apesar de orientações que nem ela mesma respeitou,
-ao ex-Reitor que se deixou levar pelo grupo político forte, não teve o menor escrúpulo de aceitar os procedimentos sugeridos, maquiavelicamente, para acabar com a vida profissional da professora; não se dispôs a usar a autoridade de seu cargo, preferindo fazer parte do chamado "Pacto da Mediocridade", expressão por ele usada no Memorial apresentado, quando de seu concurso para titular,em 1987, para cuja banca convidou a profa; são seus os dizeres: "a PUC/SP tem uma característica: conchavos de alunos com professores, professores com professores, professores com as autoridades, é o que chamo de Pacto da Mediocridade."Não teve a menor visão crítica daquilo que ele mesmo criticou. O tempo ofuscou sua memória, não avaliando o que é o trabalho de uma professora que durante 45 anos esteve na instituição, o que talvez comprove, não ser esta, "louca", conforme permitiu que se divulgasse, pública e, internacionalmente.
Enquanto houve muita gente a quem pude dizer um "obrigada" do fundo de meu coração, aos ignorantes, meus pêsames, não merecem a dignidade de seus cargos!!! É lamentável!!!

Anna Maria Garzone Furtado é ex-professora da Faculdade de Ciências Sociais e Educação da PUC-SP.

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