Desafios do Ensino do Direito
Um profissional do direito deve saber exatamente como utilizar o aprendizado que o curso jurídico lhe oferece. Para isto é necessário um conhecimento além do que normalmente o curso de direito ensina aos seus estudantes, que é interpretar o conjunto de normas jurídicas que constituem o direito positivo. Porém, para isto, é preciso haver perspectiva crítica, ética, sociológica, filosófica, política, cultura, atualidade etc. A ausência desses conhecimentos é como uma semente que não recebe os devidos cuidados, pois ela não cresce e não produz frutos. Restringir o conhecimento é privar-se de crescer.
O colonialismo cultural que ocorre não é de todo benéfico para os juristas e para a sociedade. Ninguém deve vestir-se de uma roupa que não serve, e da mesma forma não devemos querer transplantar instituições ou doutrinas que não são compatíveis à nossa realidade, necessidade e interesse. E para que os futuros e atuais juristas saibam quais são as necessidades da justiça brasileira ou tenham alguma posição sobre qualquer assunto inerente ao direito é preciso lembrar, mais uma vez, a necessidade de ter interesse, envolvimento, busca, trabalho pessoal etc.
Dentre outros acontecimentos atuais, um fato é importante: a internet e o direito estão cruzando seus caminhos cada vez mais. E esse acontecimento gera opiniões radicais e opostas. Muitos já disseram que admitir a colaboração dos computadores no campo do direito seria inaceitável e há quem imagine que as máquinas irão substituir totalmente os futuros juristas. É claro que ambas as opiniões não devem ser admitidas. Existem muitos benefícios que esse encontro poderá trazer, a economia do tempo de trabalho e da enorme quantidade de papeis gastos, são alguns dos exemplos desses benefícios.
O ensino jurídico acompanha a marca do tempo. Juntamente com os conhecedores da internet, da economia, da filosofia, da sociologia, dentre outros, o profissional do direito carrega o fardo de fazer com que a sociedade se desenvolva em termos de justiça, ou seja, lutar para que o direito de cada um seja resguardado. E, como disse Benjamin Franklin: "Investir em conhecimentos rende sempre melhores juros", e tais rendimentos não seriam apenas para aquele que investiu, mas para toda a nação que precisa ter pessoas humanizadas que lutem pelos valores fundamentais. Eis o desafio proposto aos agentes do direito que se preocupam com a inovação do ensino do direito.
Ana Carolina Pinheiro Rezende é aluna do 2º ano de Direito este artigo foi escrito a partir das aulas de Filosofia do Direito, ministradas pelo Professor Lafayette Pozzoli
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