Home

Trote Solidário

APROPUC-SP 02.02.12

Car@s alun@s,

> Em consonância com o chamado da Reitoria para o Trote solidário, conclamamos
> a todos para, nos primeiros dias de aula, realizar o Trote em solidariedade
> aos professores, pois eles não receberam os 13ºs salários de 2010 e 2011,
> estão sem depósitos no FGTS e no INSS e, no caso dos professores demitidos,
> nem ao menos receberam suas verbas rescisórias, cujo prazo legal é de 10
> dias corridos após a rescisão do contrato de trabalho. Para eles, o "novo
> ano letivo não se inicia cheio de esperança" e nem mesmo "sinaliza um novo
> tempo", pois o desrespeito à legislação trabalhista e as demissões
> persecutórias (ou seja, que significaram perseguição política aos
> professores) continuam sem resolução. Na verdade, nem para os alunos o novo
> ano letivo é esperançoso, pois pode-se dizer que é  um "tempo cheio de
> esperança" o início do semestre letivo numa instituição que, como é de
> conhecimento público, entrou com pedido de recuperação judicial para não
> falir e, pasmem, teve seu pedido recusado? O que este "novo tempo" sinaliza
> a todos?
>
> Os "novos parâmetros de qualidade", nas palavras da Reitoria, dependem de um
> "excelente corpo docente". Mas, mesmo que queiram e tenham competência para
> isso, como os professores podem se dedicar plenamente à instituição numa
> situação de tanta insegurança quanto ao futuro imediato e, inclusive, sendo
> cada vez mais mal remunerados e vendo as dívidas daquela para com eles
> crescerem dia a dia?
>
> Como a Reitoria pode afirmar que a Unicastelo visa melhorar "o ensino, a
> pesquisa e a extensão" se aqueles que ensinam, pesquisam e sustentam os
> projetos de extensão são violentados em seus direitos? Como os professores
> podem se dedicar plenamente à instituição sabendo que, se forem demitidos,
> terão imensa dificuldade em receber suas verbas rescisórias e, pior, terão
> que inevitavelmente entrar na justiça do trabalho para receber aquilo que
> lhes é de direito? Não terão eles que trabalhar em outros locais e, assim
> que possível, migrar para outras instituições para saírem dessa insegurança?
>
> Igualmente, será que o convite para que todos, nesse início de ano,
> trabalhem solidariamente, "dentro de padrões humanizadores e de
> responsabilidade social", é extensivo à mantenedora e à Reitoria? "Ao nosso
> Reino, tudo; ao vosso, nada". Que solidariedade é esta? Isto porque, em
> seu anseio humanizante, qual a "responsabilidade social" de quem não paga os
> direitos trabalhistas de seus professores e nem as verbas rescisórias
> daqueles que demitiu? Pois bem, sendo esses os "padrões humanizadores" que a
> Reitoria sustenta, não cabe a nós rejeitá-los?
>
> Por fim, num texto anteriormente escrito, lembramos que o discurso da
> Reitoria é um e a prática outra. Para os mais incrédulos, não é evidente que
> a Reitoria, com seus "padrões humanizadores", discursa de modo pomposo e
> bonito, mas, na prática, faz troça e pouco caso até mesmo da lei, que é
> imperativa?
>
> Sejamos coerentes e pensemos nisto! E mais, perguntemos à própria Reitoria
> sobre tudo isto!
>
>
>
> Representantes sindicais

  Voltar PDF  Versão em PDF E-mail  Encaminhar Imprimir  Imprimir

Publicações

» Revista PUC Viva
loguinho_pucviva_novo
revista_puc_critica_logo
puc_viva_logor
twitter
facebook
youtube
vimeo

tv_apropuc3


Enquete

O que você acha da implementação do ensino à distância na PUC SP?