APROPUC responde à revista Tribuna Judaica
APROPUC-SP
08.02.10
O jornal quinzenal Tribuna Judaica, em outubro de 2009, publicou uma matéria afirmando que a APROPUC participou da organização de um ato no vão livre do MASP, contra o presidente de Israel Shimon Peres.
O jornal, com tal matéria caluniosa, somente chegou ao conhecimento da Associação através do reitor Dirceu de Mello. Abaixo, a íntegra da carta que a APROPUC escreveu ao reitor esclarecendo os fatos.
O jornal, com tal matéria caluniosa, somente chegou ao conhecimento da Associação através do reitor Dirceu de Mello. Abaixo, a íntegra da carta que a APROPUC escreveu ao reitor esclarecendo os fatos.
Considerando o ofício encaminhado à presidente da Associação dos Professores da PUC-SP, sob registro 01/2010 no último dia 4 de janeiro do ano em curso, a diretoria da APROPUC vem por meio desta esclarecer que:
1. Não é verdade que a APROPUC e seus diretores participaram do protesto ocorrido na Avenida Paulista, mais precisamente no vão do MASP, no final do ano passado, conforme relata matéria caluniosa veiculada no periódico Tribuna Judaica, em sua edição de 10 a 24 de novembro de 2009, anexa ao ofício a nós encaminhado;
2. Não é verdade que a APROPUC tenha participado da organização de tal protesto conforme também informa de modo calunioso, o mesmo periódico;
3. A diretoria da APROPUC não subscreveu qualquer moção de apoio a tal movimento, ou qualquer outro documento que pudesse dar margem a qualquer tipo de inferências de tal ordem, o que pode ser comprovado mediante consulta dos organizadores de tal movimento e que, ao que parece, não foram consultados pelos redatores, editores ou responsáveis pelo jornal Tribuna Judaica, nem tampouco pelos professores que interpelaram a Reitoria da PUC-SP, como meio de formalizar uma reclamação contra a APROPUC e contra seus atuais diretores;
4. Em nenhum momento os redatores ou editores de tal periódico entraram em contato com algum membro da diretoria, ou mesmo com a sua atual presidente, como meio de se certificar da veracidade de tal informação antes que ela fosse publicada e, desta forma, tornada pública em tal periódico, conforme a praxe do jornalismo sério e consequente;
5. A diretoria da APROPUC manifesta seu estranhamento e o seu repúdio quer seja contra tal calúnia e difamação, quer seja ainda contra o meio que tais professores escolheram para manifestar seu protesto contra a entidade, uma vez que a APROPUC é uma associação autônoma e, portanto, sem nenhum vínculo institucional com a Reitoria da PUC-SP;
6. A diretoria da APROPUC também manifesta o seu estranhamento diante de tal intolerância contra as idéias divergentes daquelas adotadas - como política pública oficial - pelo Estado de Israel; uma vez que o Brasil não apenas se encontra sob os princípios do Estado Democrático de Direito, como ainda tem como um dos seus pressupostos constitucionais, a garantia da liberdade de expressão. Protestar de modo pacífico em nosso país não é, portanto, nem crime, nem infração de qualquer espécie;
7. A diretoria da APROPUC tem adotado em sua gestão uma postura democrática, a possibilitar deste modo que diferentes perspectivas políticas e ideológicas sejam expostas em suas publicações, como comprova, inclusive, a revista PUCviva por nós editada e publicada sobre o Oriente Médio no ano passado, e da qual participaram vários colaboradores judeus (Gershom Knispel, Arlene Clemesha, Franklin Goldgrub, Waldo Mermenstein, Samuel Feldberg). Repudiamos, portanto, toda e qualquer insinuação de anti-semitismo ou intolerância ideológica em nossa gestão;
8. A diretoria da APROPUC esclarece que possui diferentes comissões editoriais para as suas diversas publicações (jornal PUCviva, Revista PUCviva e revista Cultura Crítica), mas em todas elas, assim como em seu site (www.apropuc.org.br) adota - como princípio - a pluralidade política, teórica e ideológica;
9. A diretoria da APROPUC se coloca frontalmente contra qualquer tipo de censura ou tentativa de cerceamento da liberdade de expressão e, por tal, adota como linha editorial a ampla divulgação de todo movimento social que a nós recorre para a divulgação de seus eventos, o que, todavia, não se confunde com apoio automático, nem com a subscrição automática das causas por nós divulgadas;
10. A diretoria da APROPUC envia anexa a nossa edição sobre o Oriente Médio, assim como a lista das entidades que efetivamente participaram da organização do protesto contra a visita de Shimon Perez (lista que se encontra disponível nos seguintes endereços eletrônicos:
a) http://pt.org.br/portalpt/notícias/internacional-1/frente-pede-ajuda-ao-egito-para-que-comboio-humanitário-chegue-a-palestina-2528.html
b) http://reconquistaranegritude.blog.com/2009/01/carta-ao-presidente-enviada-pela-frente.html
c) http://blogdose.blogspot.com/2009/01/frente-de-defesa-do-povo-palestino-abib.html
d) http://josécarlosalexandre.blogspot.com/2009/12/combios-humanitarios-para-faixa-de-gaza_30.html
11. A diretoria da APROPUC reitera, por fim, o seu repúdio contra toda e qualquer tentativa de cerceamento da autonomia e independência administrativa, política e ideológica da entidade dos professores da PUC-SP, uma vez que a APROPUC não tem nenhuma relação administrativa com a Reitoria da PUC-SP, ou com a Fundação São Paulo, a dispor - portanto - de mecanismos próprios para responder a toda e quaisquer interpelações dos seus associados, de membros da sociedade civil e de outras entidades públicas ativas em nosso país. Manifestamos, portanto, o nosso repúdio contra aqueles que, ao contrário de interpelar a entidade ou a sua diretoria, procuraram outros interlocutores para formalizar reclamações contra a entidade; a revelar, desta maneira, a crença de que estamos subordinados a uma instância de poder superior ao mandato que a nós foi concedido pelos professores da universidade, por meio de eleições livres e democráticas.
1. Não é verdade que a APROPUC e seus diretores participaram do protesto ocorrido na Avenida Paulista, mais precisamente no vão do MASP, no final do ano passado, conforme relata matéria caluniosa veiculada no periódico Tribuna Judaica, em sua edição de 10 a 24 de novembro de 2009, anexa ao ofício a nós encaminhado;
2. Não é verdade que a APROPUC tenha participado da organização de tal protesto conforme também informa de modo calunioso, o mesmo periódico;
3. A diretoria da APROPUC não subscreveu qualquer moção de apoio a tal movimento, ou qualquer outro documento que pudesse dar margem a qualquer tipo de inferências de tal ordem, o que pode ser comprovado mediante consulta dos organizadores de tal movimento e que, ao que parece, não foram consultados pelos redatores, editores ou responsáveis pelo jornal Tribuna Judaica, nem tampouco pelos professores que interpelaram a Reitoria da PUC-SP, como meio de formalizar uma reclamação contra a APROPUC e contra seus atuais diretores;
4. Em nenhum momento os redatores ou editores de tal periódico entraram em contato com algum membro da diretoria, ou mesmo com a sua atual presidente, como meio de se certificar da veracidade de tal informação antes que ela fosse publicada e, desta forma, tornada pública em tal periódico, conforme a praxe do jornalismo sério e consequente;
5. A diretoria da APROPUC manifesta seu estranhamento e o seu repúdio quer seja contra tal calúnia e difamação, quer seja ainda contra o meio que tais professores escolheram para manifestar seu protesto contra a entidade, uma vez que a APROPUC é uma associação autônoma e, portanto, sem nenhum vínculo institucional com a Reitoria da PUC-SP;
6. A diretoria da APROPUC também manifesta o seu estranhamento diante de tal intolerância contra as idéias divergentes daquelas adotadas - como política pública oficial - pelo Estado de Israel; uma vez que o Brasil não apenas se encontra sob os princípios do Estado Democrático de Direito, como ainda tem como um dos seus pressupostos constitucionais, a garantia da liberdade de expressão. Protestar de modo pacífico em nosso país não é, portanto, nem crime, nem infração de qualquer espécie;
7. A diretoria da APROPUC tem adotado em sua gestão uma postura democrática, a possibilitar deste modo que diferentes perspectivas políticas e ideológicas sejam expostas em suas publicações, como comprova, inclusive, a revista PUCviva por nós editada e publicada sobre o Oriente Médio no ano passado, e da qual participaram vários colaboradores judeus (Gershom Knispel, Arlene Clemesha, Franklin Goldgrub, Waldo Mermenstein, Samuel Feldberg). Repudiamos, portanto, toda e qualquer insinuação de anti-semitismo ou intolerância ideológica em nossa gestão;
8. A diretoria da APROPUC esclarece que possui diferentes comissões editoriais para as suas diversas publicações (jornal PUCviva, Revista PUCviva e revista Cultura Crítica), mas em todas elas, assim como em seu site (www.apropuc.org.br) adota - como princípio - a pluralidade política, teórica e ideológica;
9. A diretoria da APROPUC se coloca frontalmente contra qualquer tipo de censura ou tentativa de cerceamento da liberdade de expressão e, por tal, adota como linha editorial a ampla divulgação de todo movimento social que a nós recorre para a divulgação de seus eventos, o que, todavia, não se confunde com apoio automático, nem com a subscrição automática das causas por nós divulgadas;
10. A diretoria da APROPUC envia anexa a nossa edição sobre o Oriente Médio, assim como a lista das entidades que efetivamente participaram da organização do protesto contra a visita de Shimon Perez (lista que se encontra disponível nos seguintes endereços eletrônicos:
a) http://pt.org.br/portalpt/notícias/internacional-1/frente-pede-ajuda-ao-egito-para-que-comboio-humanitário-chegue-a-palestina-2528.html
b) http://reconquistaranegritude.blog.com/2009/01/carta-ao-presidente-enviada-pela-frente.html
c) http://blogdose.blogspot.com/2009/01/frente-de-defesa-do-povo-palestino-abib.html
d) http://josécarlosalexandre.blogspot.com/2009/12/combios-humanitarios-para-faixa-de-gaza_30.html
11. A diretoria da APROPUC reitera, por fim, o seu repúdio contra toda e qualquer tentativa de cerceamento da autonomia e independência administrativa, política e ideológica da entidade dos professores da PUC-SP, uma vez que a APROPUC não tem nenhuma relação administrativa com a Reitoria da PUC-SP, ou com a Fundação São Paulo, a dispor - portanto - de mecanismos próprios para responder a toda e quaisquer interpelações dos seus associados, de membros da sociedade civil e de outras entidades públicas ativas em nosso país. Manifestamos, portanto, o nosso repúdio contra aqueles que, ao contrário de interpelar a entidade ou a sua diretoria, procuraram outros interlocutores para formalizar reclamações contra a entidade; a revelar, desta maneira, a crença de que estamos subordinados a uma instância de poder superior ao mandato que a nós foi concedido pelos professores da universidade, por meio de eleições livres e democráticas.
Diretoria da APROPUC
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