COMUNICADO À COMUNIDADE


Em face dos acontecimentos relativos à ocupação do “prédio velho” do campus Monte Alegre por estudantes de graduação em Ciências Sociais entre os dias 03 e 07/10/2017 – quando encerraram a ocupação –, a Reitoria dirige-se, novamente, à comunidade universitária para um breve relato do processo, bem como para comunicar os encaminhamentos que se seguiram à desocupação pelos estudantes.

O contexto dos acontecimentos: solicitação ao CONSUN, dos estudantes de graduação em Ciências Sociais e da direção da Faculdade de Ciências Sociais, para oferta de turma no noturno de Ciências Sociais no vestibular 2018, após aprovação do CEPE de abertura de apenas uma turma no matutino. Tal solicitação, acolhida por maioria de votos no CONSUN, foi na sequência recusada pelo CONSAD, o que ocasionou a reação de estudantes, que ocuparam parcialmente o Prédio Velho do Campus Monte Alegre em 03/10. Em 04/10, a reitora negociou com o CONSAD e reviu seu voto para atender ao pleito dos estudantes e ao recurso então interposto pela Direção da Faculdade.

Embora vitoriosos com o atendimento da reivindicação original, os estudantes resolveram manter a ocupação, criando nova e extensa pauta de reivindicações, que foi modificada ainda algumas vezes durante os cinco dias de ocupação e negociações. A Reitoria manteve-se aberta ao diálogo antes mesmo do início da ocupação, fez ponderações sobre a adequação e a pertinência de parte das reivindicações agregadas ao longo dos dias e respondeu a todas as reivindicações pertinentes, culminando com a seguinte proposta (encaminhada em 06/10 e aceita pelos estudantes em 07/10):

“A Reitoria da PUC-SP reafirma as propostas feitas em resposta ao movimento de ocupação dos estudantes e informa que

em reunião com o movimento negro da PUC-SP foram definidas ações que atendem às suas demandas;

não criminalizará estudantes, funcionários ou docentes por posições políticas;

serão definidos com a comunidade parâmetros acordados para a composição de turmas com número de alunos menor que aqueles estabelecidos regularmente já no ano de 2018;

estabelecerá e proporá a criação de cotas raciais para bolsas Fundasp;

proporá e defenderá já em 2018 a oferta de duas refeições/dia para os alunos bolsistas Prouni, Fundasp, estendendo o benefício a alunos bolsistas FIES com perfil econômico do Prouni;

mantém sua disposição de definir políticas de mensalidades associadas à elaboração de projetos pedagógicos que reduzam as mensalidades, sem perda de qualidade acadêmica dos cursos.”

Os estudantes, em 07/10, aceitaram as propostas da Reitoria e desocuparam o prédio.

Tais propostas vão ao encontro de posições e compromissos assumidos desde sempre por esta Reitoria que trabalha nesse sentido e já implementou, em acordo com a FUNDASP, entre outras coisas, cotas raciais na concessão de bolsas para a pós-graduação stricto sensu; uma refeição diária para 100% dos bolsistas da graduação e redução de mensalidades em cursos que realizaram atualizações/ reformas curriculares, partindo da premissa de não rebaixar a qualidade acadêmica dos cursos, mas buscando formas de reduzir custos de modo que seja possível reduzir as mensalidades para os estudantes.

A aceleração e o aperfeiçoamento dessas agendas institucionais da Reitoria implicarão um maior envolvimento da comunidade universitária na construção pactuada, responsável e sustentável de avanços e soluções para problemas específicos e gerais de nossa universidade, o que é muito bem-vindo.

A Reitoria conversará com o movimento dos estudantes e suas entidades representativas, bem como com as Faculdades para constituir desde já comissões com prazos predefinidos para apresentação de seus resultados.


Reitoria

Em 11/10/2017

NOTA DAS DIRETORIAS DA APROPUC e AFAPUC FACE AO MOVIMENTO ESTUDANTIL DA PUCSP- 09/10/2017


No Dia 04/10/2017 as diretorias da APROPUC e da AFAPUC lançaram uma nota pública à Universidade, a saber:


As diretorias da AFAPUC e da APROPUC reunidas expressam toda a solidariedade aos estudantes ocupantes da PUCSP reconhecendo a autonomia do movimento estudantil e suas justas reivindicações como: 
-Abertura de cursos;
-Supressão do quórum mínimo para abertura de turmas;
-Não criminalização nem perseguição dos estudantes ocupantes;
-Ampliação da Bolsa alimentação;
-Quota Racial para as bolsas FUNDASP;


Reiteradas vezes expressamos a necessidade de a universidade cumprir sua função social para que estudantes trabalhadores tenham garantidos plenos acesso e permanência na instituição.
Nesse sentido solicitamos a imediata abertura de negociação com a Reitoria e estudantes


No dia 05/10/2017 a reitoria solicitou uma reunião com as associações, na qual estiveram presentes além da Reitora, os Pró-Reitores e dois representantes da Apropuc e dois representantes da Afapuc.


A Reitora iniciou a reunião dizendo que foi tomada de surpresa com a nota divulgada pelas associações por apoiarem a ocupação dos estudantes. Essa estranheza advinha do fato de que a Reitoria tem realizado reuniões com as Associações para tratar de assuntos diversos dos funcionários e professores. Os representantes das associações reconhecem o diálogo estabelecido, porém expressaram que o apoio à luta estudantil tem sido uma prática das entidades.

Os representantes das associações enfatizaram que a Reitoria eleita tem autonomia, assim como o movimento estudantil e as associações , posto que, representam programas pelos quais foram eleitos. Disseram ainda, que não interessa a nenhum segmento, garantindo a autonomia dessa Universidade, que ocorra intervenção policial, bem como criminalização a nenhum segmento. A Reitora informou que esta jamais admitiria intervenção na PUCSP. Os representantes das associações tem um entendimento que de fato isto não ocorrerá nesta Reitoria. Lembraram, porém, que em 2007, apesar das diretorias da


APROPUC e AFAPUC intermediarem junto a Reitoria eleita naquele período e à FUNDASP, houve a reintegração de posse.

Nessa direção os representantes das associações deixaram claro que respeitavam a autonomia do movimento dos estudantes, bem como da Reitoria, porém solicitavam a abertura de negociação e que fossem avaliados os pontos que poderiam ser atendidos.

A Reitora se propôs a estudar e apresentar uma contra proposta e que posteriormente foi encaminhada diretamente aos estudantes. A partir desse momento foram apresentadas propostas de ambas as partes, que culminaram com o início de negociação e desocupação dos estudantes do Prédio Velho.

A APROPUC e a AFAPUC entendem que é necessária a continuidade das negociações e aprimoramento das mesmas entre os estudantes e Reitoria, preservando sempre o diálogo e garantindo a autonomia universitária que historicamente foi construída democraticamente por todos os segmentos da PUCSP.



Sobre o Processo 7,66

 

 

Professores (as) que ainda não se cadastraram, pedimos a gentileza que acessem a página abaixo para cadastrar os dados pessoais e bancários  para o Sinpro-SP efetuar os pagamentos.

 



Acordo Interno 2017/2018
Documento scaneado assinado e completo
Convenção Coletiva 2017/2018
SInpro-SP


Puc Viva 1045
Download do PDF

A Utopia em Bloch e Marcuse:

com Anderson Alves Esteves e Hudson Mandotti de Oliveira. Data: 24 de outubro/às 19 horas.

50 anos de "A Sociedade do Espetáculo", de Guy Debord:

com Douglas Aparecido Bueno  e Luiz Gustavo Casale. Data: 23 de novembro/às 14 horas.

O Curso Internacional “Decolonial Black Feminism in The Americas” é uma iniciativa de uma rede internacional de organizações feministas e descoloniais que traz à Cachoeira a filósofa e ativista Angela Davis, referência internacional das lutas anti-racista e feministas contemporâneas. As professoras Ochy Curiel, da Colômbia, e Gina Dent, dos Estados Unidos, também serão docentes do curso, que é voltado a pesquisadores, ativistas e feministas negras brasileiras e de outros países e tem como propósitos: a) fomentar o compartilhamento de experiências e conhecimentos entre as participantes; b) deslocar a geografia da razão, motivo pelo qual foi escolhido o Brasil e, em especial, a cidade de Cachoeira, conhecida pela centenária irmandade feminina negra da Boa Morte, e c) propiciar e ampliar o diálogo entre o Feminismo Negro e Decolonial numa perspectiva de intervenção junto aos movimentos sociais e a universidade. Com isso, pretendemos criar um espaço de interlocução onde a reflexão, as estratégias de intervenção e atuação política caminhem lado a lado.

REFORMA TRABALHISTA – 120 VEZES PIOR DO QUE O QUE VOCÊ PENSA

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István Mészáros nasceu em 1930 na Hungria. Seu coração enorme e revolucionário, parou de bater nesta madrugada. Mas sua obra continuará, principalmente no Brasil, onde fora muito bem recebida. Tamás Krausz hoje me disse: “Mészáros jamais abandonou a Hungria, mas a Hungria atual abandonou Mészáros”. Discípulo de Lukács, Mészáros foi um dos mais importantes marxistas da atualidade, e considero um dos poucos a dar um passo à frente de Lukács, junto com Chasin. Aliás, José Chasin foi responsável pela recepção da obra de Mészáros no Brasil, em 1983, por ocasião de um evento acerca do Centenário de Morte de Marx. Veio ao Brasil inúmeras vezes, lançou O poder da ideologia aqui, em 1996, com o Rago, nosso idealizador e organizador deste Seminário. Em sua última vez, há poucos anos, Mészáros falou de seu trabalho A montanha que devemos conquistar. Nossa tarefa, então, é de escalada, superar o Everest, criando um novo intercâmbio entre homem e natureza qualitativamente superior ao do capital, evitando que este recalcitre contra a dinâmica da nova sociedade que temos que criar juntos. Eis o seu legado, apontando uma teoria da transição para além do capital.

Em 1983, Chasin escreveu uma nota sobre Mészáros:

Mészáros é um homenzarrão de alma doce, maneiras delicadas e inteligência vibrante. Ama o desconhecido: homens e cenários. E não resiste a uma comida bem apimentada. Escolhe mesmo o que vai comer quase que sob este único critério. Nessas horas, era uma delícia vê-lo perguntar, em português, que foi aprendendo com rapidez fulminante, se tal prato era ou não era “pimentôza”, com um ar um pouco ansioso (...). Quase delirou ao ver, pela primeira vez na vida, a tapioca natural, preparada comumente nas calçadas de João Pessoa e pelas ruelas de Olinda, alimento que já conhecia na forma de biscoitos, facilmente encontráveis em supermercados londrinos. Incansável, ávido de todas as realidades, sempre disposto a discorrer sobre os tempos de Lukács e a enfrentar os dramas agudos de nossos tempos, nutre o grande prazer de pôr em tudo a mais humana das gentilezas. Em verdade, é um modo de ser, uma forma de encarar a vida. Só uma coisa rompe com o encanto dessa dimensão íntima, e a rompe precisamente para a confirmar: a aversão, o ódio permanente por tudo que derive da dominação do capital, em qualquer uma de suas formas: ou seja, a barbárie capitalista e a barbárie stalinista.


Claudinei Cássio de Rezende

Professor da Cogeae
NETHIPO
PUC VIVA 1044
09/10 a 16/10/2017
PUC Viva 1043
02/10 a 09/10/2017